As letrinhas mais pequenas
O Eixo N-S tem qualquer coisa que ainda não percebi muito bem o que é. Refiro-me a um ponto em concreto, mais precisamente àquela parte que passa sobre Sete Rios. Há ali uma mistura de energias, não sei se por ter de um lado o Jardim Zoológico e do outro uma Embaixada, se por em tempos ali terem estado sentados, já a noite ia alta, um grupo de pessoas muitíssimo suspeitas e totalmente inventadas neste preciso momento, o que para o caso não é relevante. O certo é que, na noite em questão, esse grupo de pessoas se entreteve a enviar para a estratosfera uma série de mensagens codificadas, tudo isto apenas com a força do poder da mente (o que é realmente extraordinário se pensarmos bem e se tivermos em conta que as atrás referidas mentes se encontravam em estado praticamente comatoso, devido à ingestão de carradas de coisas que não podemos aqui enumerar, já que as únicas testemunhas do acto tiveram posteriormente um ataque de amnésia conjunta).
Seja lá como fôr ou tenha sido, essas mensagens codificadas deram a volta ao universo todo, de uma ponta à outra e, como o tempo é relativo, demoraram uns anos ou coisa assim, a regressar. Não vieram todas juntas, foram aparecendo aos poucos, mas sempre no mesmo sítio: aquele viaduto (que o betão não as deixa passar para baixo até ao chão). E, volta e meia, caem em cima de um carro e aterram na cabeça do incauto que o guia: eu sei porque já recebi várias assim.
Que se trata de fenómeno de outro mundo ou pelo menos que por lá passou, não haja qualquer dúvida. A última, durante a semana passada, rezava assim:
- Correr a maratona.
Depois tinha umas letrinhas mais pequenas, mas essas só as consegui ler no semáforo seguinte. Até lá, tive ao meu dispôr uma boa meia hora para pensar que era uma ideia absolutamente alucinada. Talvez não seja para toda a gente, mas quem me conhece sabe que fico exausta só de pensar. Correr não é o meu forte ou fraco, correr é para gente doida que pensa que o desporto faz bem à saúde.
Quando cheguei ao semáforo lá consegui ler o resto. (Quando digo ler, evidentemente não é ler-ler: a mensagem aparece no cérebro, mas isso não a impede de ter fontes de tamanhos diferentes.)
Dizia assim:
Quando não se consegue sequer ter energia para fazer coisas pequenas, o melhor é apontar para as grandes. As que são inultrapassáveis, as maiores de todas, as enormes. Que estejam ainda longe no tempo para ser possível acalentar um sonho exequível. Mas que sejam mesmo quase impossíveis.
Essas é que são as boas.
(Eu não ia escrever nada disto, mas saíu-me. Quer dizer que me sinto muito bem aqui. Obrigada.)

Comentários
bem vinda, mana. desta vez estamos juntas no mesmo blog, já viste? :)
afixado por: susana | janeiro 17, 2006 01:04 AM
benvinda Catarina :)
1 beijo
afixado por: Cristy | janeiro 17, 2006 01:10 AM
Pues...bienvenida señorita!
E já que a mana abriu com quedas... Que te quedes tu también por mucho tiempo.
afixado por: jon | janeiro 17, 2006 01:12 AM
Já vi, já. :)
Obrigada, Cristy. :)
afixado por: catarina | janeiro 17, 2006 01:12 AM
Obrigada, jon. :)
afixado por: catarina | janeiro 17, 2006 01:21 AM
Estás a dar-te mesmo muito bem! Mas como fica o 100?
Nada?...
:)
afixado por: Rui Semblano | janeiro 17, 2006 01:30 AM
Pois, fica a fazer justiça ao nome, Rui. :)
afixado por: catarina | janeiro 17, 2006 01:31 AM
I reckon this is the beginning of a beautiful friendship :-)
afixado por: Rui MCB | janeiro 17, 2006 01:47 AM
Pois que fique (ou não). Já avisei os navegantes, n'A Sombra.
Bom vento, Cat.
Aqui te encontrarei.
E a todos os Vagares...
Abraço,
RS
afixado por: Rui Semblano | janeiro 17, 2006 01:52 AM
Catarina, estou estupidamente contente! esta casa está demais cheinha de coisas boas :)
afixado por: gibel | janeiro 17, 2006 07:58 AM
(Eu não ia escrever nada disto, mas saíu-me. Quer dizer que me sinto muito bem aqui. Obrigada.)
Et nous sommes très heureux de vous avoir ici, madame! ;)
Bem-vinda, Catarina!
afixado por: Bernardo | janeiro 17, 2006 09:46 AM
Bom reencontrar-te... por aqui.
afixado por: Leonel Vicente | janeiro 17, 2006 09:54 AM
Olá Catarina, welcome aboard!
Já agora, que hora do "de vagar" é que escolheste? Eu tenho as 8h, sempre gostei de ficar com a bicicleta ;)
afixado por: Hopelandic | janeiro 17, 2006 10:29 AM
Que entrada absolutamente fantástica, Cat.
afixado por: Monty | janeiro 17, 2006 10:59 AM
Lindo. Que ritmo....
Benvinda, amiga.
afixado por: João Cóias | janeiro 17, 2006 11:19 AM
Bem vinda Catarina!
Em plena forma, ainda por cima!
afixado por: M. | janeiro 17, 2006 11:25 AM
Agora, que voltei a ler o teu texto, posso dizer que foi realmente estranho isso que te aconteceu. Eu, e o Gibel pode confirmá-lo, perco-me sempre por aí. Deve ter algo a ver com a história que contas que, confesso, desconhecia.
afixado por: Monty | janeiro 17, 2006 12:06 PM
que bom reencontrar-te! :)
afixado por: aNa | janeiro 17, 2006 12:52 PM
"Fantasies have to be unrealistic. Because the minute- the second- that you get what you want, you don't- you can't- want it anymore." - Kevin Spacey as David Gale [Giving a lecture to his college students].
Que bom ler-te outra vez, vizinha! Beijos.
afixado por: maria carolina | janeiro 17, 2006 12:53 PM
Pera lá!!!!!
Catarina????
Do 100nada?????
Moça! que bom! Pronto, já me sinto em casa também!!!!
E que tal marcarmos uma janta? todos juntos
afixado por: miss_caipira | janeiro 17, 2006 02:31 PM