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Do sexo foleiro e do outro também

Há por aí um assunto a correr Seca e Meca (em termos blogsféricos e neste caso em concreto, Meca sendo o Esplanar, a Memória Inventada, o Estado Civil e a Origem das Espécies e Seca todos os blogs onde o assunto terá sido referido, mas que não li, por motivos self-explicativos) que consiste em duas coisas. Ou melhor, um facto que leva a uma conclusão.

Facto: José Rodrigo dos Santos, escreveu um livro chamado Codex 632 onde aparece a seguinte frase:
'Quando um dia for casada e tiver um filho, vou fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas.'
O que já por si é muito mau. Só quem nunca deu de mamar (e aqui o JRS tem desculpa, concedo) é que não sabe que o leite materno tem a mesma sensualidade que uma embalagem de Forza desentupidor de canos, embora se possa utilizar a palavra corrosivo relacionada com ambas as coisas; mas adiante). O problema é que não acaba aqui o texto. Acaba a cena com o rapaz que ouviu esta frase à rapariga a chupar-lhe 'o mamilo saliente do seio'.

Ora bem. Este facto (e mais uns quantos do tal livro) leva à conclusão que há muito sexo foleiro nos livros portugueses. Escrito, claro.

Vamos lá por partes (embora nem saiba bem por que ponta pegue nisto).

Em primeiro lugar o sexo, convenhamos, não é coisa lá muito chique. Não há grande chá em fodas e suas variantes e se a coisa meter orgasmos, muito menos. É coisa animalesca, assim lá para os lados dos bairros sociais do corpo, não vai lá com colheres de prata de mimos ou toalhas bordadas de preliminares. É coisa rasca mesmo, mete pedaços de carne cujos nomes sonantes não se dizem alto e se são ditos (ou escritos) lá está, é rasca e se não são ditos (ou escritos) e são substituídos por imagens parolas ou termos médicos, ainda pior. Não sei se acontece aos meus caríssimos leitores, mas eu quando oiço a palavra seios dá-me logo uma volta ao estômago. E, claro, homem que me quisesse acariciar a vulva ouvia logo umas boas gargalhadas entrecortadas de vómitos histéricos. E o mamilo saliente do seio, embora com grande tradição naqueles livros das colecções Bianca e Jasmim ou lá o que eram essas coisas que as adolescentes liam às escondidas (roubados das criadas, uma vergonha!), talvez nessa altura fizesse ainda bater mais depressa a ave tímida escondida no seio, mas hoje em dia, só se fôr um ACV de riso.

Eu não discordo que há muito sexo foleiro nos livros portugueses. Aliás, fora deles também. É uma grande maçada. Nós, portugueses, temos imenso medo das palavras. Um gajo que queira escrever seriamente sem chocar a clientela tem que recorrer aos seios. Mamas já é naquela, pá, tu vê lá isso, olha que já é um bocado pá, tu sabes. É raríssimo ler em português um caralho a foder bem e depressa: não, ele é uma coisa qualquer, o mastro do leme a penetrar a rota certa ou outra merda parolírica destas, a verdadeira miséria. Quando se desviam destas rotas, os escritores atiram a matar para a sopinha de peixe mas voltam logo à base dos mamilos salientes, que aquilo é matéria elástica que ainda estica mas puxa de volta e cola-se aos pés quando já está gasta.

Não discordando, porém, tenho de aqui dar uma palavrinha de apoio ao rapaz. Ele tentou. Tentativa falhada, claro, que teria feito melhor figura em prosseguir a cena não com o mamilo saliente (eu não me canso de escrever isto: acho que nunca mais terei oportunidade de escrever mamilo saliente do seio), mas por exemplo com uma troca de receitas: ela a sopinha de peixe, ele depois logo pensava se teria em si algum condimento para temperar uma salada ou assim. Ficava mais composto e sempre mostrava um bocado mais de capacidade de encaixe. Porque estas fantasias escritas, atente-se neste aspecto, são as fantasias de alguém: da pessoa que as escreve. Quanto o ‘Tomás se engasga com a sopa’ depois da rapariga debitar o seu receituário, na verdade é o JRS quem a está a cuspir.
(O que pensando bem, tira qualquer tusa a qualquer texto escrito por ele. Mas isso já é a minha opinião pessoal.)

E na senda desta palavrinha de apoio ao JRS (uma microcausa, por assim dizer), gostava que os críticos literários do estilo-sexo-foleiro se sentassem e tentassem escrever/descrever uma cenazinha de sexo. Das não foleiras, claro. Não precisamos de as ler (embora gostássemos!). Só queria era que depois eles mesmos as lessem. Só para eles. É que isto de escrever sexo parece fácil da bancada. Mas na hora do então-vamos-a-ver-se-este-texto-mexe-connosco-lá-onde-interessa, é como tudo na vida: ou dá tusa ou adeuzinho.

Comentários

De facto, não é fácil descrever uma cena dessas de forma bem conseguida. Mas essa da sopa de peixe, sinceramente, não lembrava a muita gente (não digo ningúem, porque lembrou ao JRS).

Achei interessante esse repto lançado aos críticos. Fazia muito gosto em ler-lhes esse exercício!

Saudações

Sim, claro, mas aquela do "enquanto ele a mamava" tens de concordar que só lido e relido.

PS:
O counter-post prometido, sobre fumadores, já está n'A Sombra, dedicado, naturalmente.

Um abraço,
RS

Carriço, eu também gostava de ler o exercício. Mas sei que é difícilimo, esse repto já mo lançaram muita vez e um gajo lá se amanha, mas raramente se safa.

Entretanto dei-me conta do moralismo burguês da parte 'quando eu fôr casada e tiver um filho' e ainda me ri mais. :D

Rui, é lindo, vai ficar um clássico da literatura portuguesa. ;)

Já lá vou, obrigada. Tinha só visto o da 'mula' e ainda me ri com as percentagens. Por aqui também vive um K ali em baixo no desktop.

Apreciei o vernáculo deste post. Acho que o país precisa disto. Estamos a ficar pouco vernaculares e é preciso contrariar esta tendência.

discordo da falta de sensualidade no leite materno. a imagem é que é horrrenda. agora pensa nas virgens do leite. claro que sensual, sensual, é sobretudo a mama, mas a ideia também o é.
nem percebe nada de culinária, que uma sopa de peixe com leite materno iria ficar doce e com textura inadequada.

Humor Negro, isso do vernáculo é comigo...cof, cof...mesmo assim ando a conter-me. :)

Susana, pensei logo nisso do doce na sopa; e sim, é sensual mas eu queria ali meter o Forza, olha, ficou assim...sabes como é. :D

Opá... eu gosto tanto de escrever sobre sexo e de usar metáforas!
Com esta discussão toda, cheguei à conclusão de que também sou uma ganda pirosa (já a coisa do leite na sopa de peixe dá-me, pura e simplesmente, vómitos, vá lá a saber-se porquê)
:)
beijos, adorei o texto, caralho!
(só tu me farias comentar aqui, melher!)

Como em tudo, de facto. Ou dá tusa ou não dá. E se não dá, já não há nada a fazer. Quando falamos não usamos metáforas, não é? Eu não uso. Nestas coisas prefiro ler o Mario Puzo. Mais nú e crú. Mais verdade.
Sinistra a ideia do leite materno com o cação...

olha, a ignorante que eu sou, que não sabia que a sopa de peixe levava leite!!
mas adoro mamas! ah... e descobri que nunca tive umas mamas tão boas como agora, aos 42 anos!!! :)
e flanado do tema... o JRS tem um arzinho de quem gostava de lá ir a sério e com tudo, mas que se reserva num pudor de cavalheiro!

ai! falando! não, flanado.

escrever cenas de sexo deve ser realmente muito difícil porque se apanha cada xaropada...
também não é por acaso que o rapaz da experimentação, de sua graça OscarCúcio, nunca se aventurou por aí. É o ias...

A questão maior para mim: terá o JRS sido amamentado? E se sim, até que idade?
Cenas de sexo com o mínimo de credibilidade só podem ser escritas por mulheres, o homens estão sempre demasiado toldados pelos seus complexos para o poderem fazer (credo, é sempre tudo tão assustadoramente grande e pujante).
Para a Susana: fiquei com curiosidade, o que são virgens do leite?

5 estrelas, cat.

Além de toda a verdade do texto, estou farta de rir!
(mas há muita coisa que eu não sei nesta vida, senhores... leite na sopa????)

definitivamente, nestes últimos tempos "de vagares" só posso trabalhar com a porta do gabinete fechada e mesmo assim a minha colega de parede de "pladur" (é assim que se escreve?) do gabinete ao lado vem-me perguntar de que é que me ando a rir :)

Sofia, sabes muito bem que as tuas metáforas são tudo menos pirosas e muitíssimo boas (estou a lembrar-me do peru de natal por exemplo que era absolutamente genial). E gosto muito de te ver comentar aqui, tazavontade, como já te disse. :). beijinhos, querida.

Essa do cação, Crezia, o que já me ri. :D Eu gosto de algumas metáforas, claro, mas as metáforas são muito mais difíceis de serem conseguidas do que a linguagem crua. E eu gosto de cru, é verdade, cru, nu, duro e se possível, algum vernáculo nas alturas certas.

aNa, já pedi ali mais acima à mana Susana que meta a receita da sopa de peixe. Se bem me lembro, leva natas e não leite, donde o leite materno também não servia grande coisa.
Eu mamas, é mais bolos, que quem dá de mamar fica com elas meio escafiadas, mas também não me ralo nada. O JRS também me dá essa sensação, que gostava de se alapar em coisas selvagens mas depois foge-lhe o pé para o pudor.

Podes crer, real, grande parte das que se lêem dão tanta tusa como as instruções dos electrodomésticos.

Nadia, acho que há homens que as escrevem bem, mas tens razão: grande parte deles 'falha o alvo'. ;)
(ou não foi ou foi até ter dentes. :DDD)

João Cúcio, obrigada.

Rita, a receita há-de aparecer a seu tempo. :)

Gibel, é como eu. :DDD Ontem ia tendo uma coisa má com aqueles dois mais abaixo, da função pública e dos chatos de merda!

Uma coisa é incontornável, depois de ter lido o livro nunca mais consegui ver o telejornal sem pensar nas mamas da aluna do Tomás. Porque tens mesmo razão numa coisa: "Quanto o ‘Tomás se engasga com a sopa’ depois da rapariga debitar o seu receituário, na verdade é o JRS quem a está a cuspir."

É lixado isto de a gente ler as fantasias da malta que depois também faz o telejornal! Tira seriedade à coisa!

O mal da escrita erótica é que não é a absoluta.

Explicando: estão os senhores/senhoras escritores a tentar elaborar um desses textos e todos os seus pensamentos convergem para a sua própria se(x)nsualidade, o que deveras dificulta a escrita.

Ora, mais minuto menos minuto e lá se torna dificil de continuar a escrever com tanta imaginação a percorrer-lhes o corpo, e la saem, eles e elas também, do computador direitinhos à casa de banho.

Logo, posteriormente, tudo o que eles escrevem será uma mera percepção do que imaginaram...dão-nos os resquicios. É por isso que sai foleiro.

Pegando nas palavras da Lady_DeathStrike, a alternativa seria, então, escrever em pleno orgasmo. O diabo que nos entendaaaaaaaaa.......

Eu só pretendi justificar, o porquê de tao pobre escrita erótica em português.

Se caso os escritores se aguentarem/conseguirem escrever aquando de um orgasmo, maravilha, devemos cá em casa esperar muitos também!

hum, ou o texto fica um bocado curto, ou estás habituada a orgasmos múltiplos...

Muito bem apanhado!

Eu me confesso, achei a parte da sopa de peixe com leite sueco excitante.

Sexo tântrico, Susana. Eis a resposta.

Eu diria mais, Cúcio: tântico sexo.

Discordo, Lady Deatstrike: parece-me que uma boa cena de sexo tem de ser sentida enquanto é escrita. Repare, o facto em si processa-se de forma muito parecida na maioria dos casos: um certo número de pessoas, que pode ir de um a várias junta-se, despe-se ou não e fode-se ou coisa assim. A parte descritiva da coisa é que pode variar e, para ser realista e coerente (e bater no leitor tipo chapada na líbido) convém que o autor se entregue um bocado ao texto que está a escrever. Se a ele lhe causar uma corrida para a casa de banho (ou outro lado qualquer, não?) a meio, melhor! Quer dizer que estava já em ponto rebuçado e, se a coisa tiver sido bem escrita, não é preciso mais, o leitor também fica.
Não. Os textos são foleiros porque são escritos por foleiros. Não há volta a dar.

João Cúcio, em pleno orgasmo, é bem capaz de ficar coisa assim djfhohrowijsbckjsbfjkwfbjks e depois não se percebia muito bem. :)

Sofia, obrigada. :)

Tântico sexo, Humor Negro e pouca uva? :D

Contrabandista x, ainda bem. Senão o JRS ainda ficava triste, se lesse blogs, não era? Alguém que goste! :)

não catarina, tântico sexo e tão pouco tempo. :D

Grande Catarina! E' assim mesmo... foda-se! Sem papas na lingua, e a desafiar esses bloggers meio-enconados a escrever qualquer coisa em vez de estarem so' a botar palavra. Parabens.

Ou seja, tenho me vindo a expressar muito mal!!! Porque toda a minha justificativa vem de encontro aos argumentos da Catarina: "uma boa cena de sexo tem de ser sentida enquanto é escrita." "...convém que o autor se entregue um bocado ao texto que está a escrever."
Foi sempre isso que eu quiz dizer, mas só acho que eles não se entregam assim tão completamente, porque a parte dos orgasmos e de eles irem para a casa de banho era irónica, nao acontece, porque eles, não sentem o que escrevem. Antes o sentissem!

Gostava de saber como é que esta gentinha conseguiu ler um livro usando só a parte da cintura para baixo???!!!!
Ops! esqueci-me que há mulas sem cabeça, a de cima, leia-se.

É incrivel como conseguiram reduzir este belo romance historico a meia duzia de palavras que tratam a cena de sexo entre o personagem principal e a sueca (ela era uma prostituta contratada pela Fundação americana...nao admira k nao ouvesse grandes sentimentos, pelo menos da parte dela). Ja pensaram que do ponto de vista sueco leite materno na sopa de peixe pode nao ser assim tao esquisito?

Não acham a discussão um pouco estúpida .. Vocês tão paí a criticar o JRS k sem duvida escreveu um "GRANDE LIVRO" ..
Isso com leite ou sem leite sao pormenores que nem interessam para a história principal.. invês de andarem para aí em discussões absurdas para matar o tempo, talvez fosse mais inteligente se perdessem o vosso tempo a escrever coisas mais uteis e secalhar mais eficazes para corrigir esse tão "gravíssimo" erro.. essas coisas de que eu falo e que vos aconselho a escrever são livros.. coisas que em termos de qualidade, neste país, não há em abundância..

Eu acho que o JRS comia umas sopas esquisitas quando era novo. Espero que o leite fosse da mamã e não do papá. Não deixa de ser uma boa obra e até uma cena bem conseguida

santa ignorância!! parecem pitinhas com o pito aos saltos a sublinharem as partes "picantes" desta EXCELENTE OBRA.Qual é a relevância da merda da sopa quando são abordadas questões tão + pertinentes?! cresçam!

Eu acho mesmo que há gajos (palhaços) que não têm mais nada para fazer do que dizer mal. Vai ler ginas e tânias talvez te satisfaçam mais as descrições aprimoradas de "toras suculentas e ardentes"... O livro é fabuloso.

Sou brasileira. Isto fica logo claro para quem de vocês ler uma ou duas frases minhas a seguir... Não é incrível que nossas línguas possam ser tão parecidas e tão diferentes ao mesmo tempo?

Espero que esta minha contribuição seja bem vinda aqui, uma vez que tenho especial respeito e admiração pelos portugueses. Morei décadas em Ipanema, por coincidência exatamente no local em que o autor ambienta as cenas do início do livro. Infelizmente já me mudei de lá há tempos.

Devo fazer justiça e dizer que a descrição dos locais feita por JRS no Rio de Janeiro (em especial em Ipanema e no Real Gabinete Português de Leitura) é tão perfeita que tive certeza que ele deve ter vivido por ali um bom tempo.

Em contrapartida, a parte em que ele menciona o motorista de taxi carioca a dar lições de história com riqueza de detalhes para o protagonista, é inteiramente ficção... a hipótese disso acontecer é nula e chegou a me incomodar, tamanha a distância da realidade.

Comprei o livro há poucos dias e não consigo parar de lê-lo (ainda estou a um terço) apesar de ter me aborrecido muito com o fato do autor usar constantemente a vírgula em lugar do ponto. É um êrro, seja aqui no Brasil ou em Portugal. Confunde demais o leitor e faz o trabalho do JRS parecer com os textos que vemos cotidianamente na Internet, escritos por pessoas... digamos... não dadas à arte da escrita. Será que JRS não contratou um revisor habilitado? Deveria tê-lo feito, considerando a envergadura da obra.

Fora isso, confesso que achei espetacular a cena de sexo de que tantos (tantas) de vocês reclamaram. Em minha opinião, a cena é excelente. Sensualíssima. Para falar a verdade, a melhor que eu já li em minha vida. E olhe que eu sou uma ávida leitora há várias décadas.

Percebam que as incongruências no detalhe da sopa, de usar leite, de ficar doce, etc... são inteiramente intencionais por parte do autor. Ele quis mesmo mostrar que a sueca estava a falar bobagens, enquanto buscava (magistralmente, ouso dizer) disparar o gatilho do homem, quebrar-lhe a timidez, fazer abordagem final! Ela não se importava se o que dizia era coerente ou não - ela até queria que ele percebesse que ela estava falando besteiras, como que preenchendo lacunas com coisas irrelevantes, objetivando atingir sua meta! Afinal, o professor estava titubeando demais. Todos os sinais já lhe haviam sido dados. E ele, estóicamente, vacilava. A sueca então resolveu "apelar".

Por isso achei a cena antológica, uma verdadeira obra prima. Perdoei inteiramente ao JRS a mácula de ter seguido - brava e impávidamente - a "linhagem Da Vinci". Parabéns ao autor. Abraços a todos vocês aí em Portugal.

Paula

passei e gostei do que li. mas é melhor foder do que nos fodam com mamilos e coisas assim que soam mal.Parabéns

Porque será que este badameco foi pegar num tema sério e o amerdalhou com este romance meio "Maria"? E se Colón era mesmo um espião português de muito valor patriótico? Não tinha o direito de ser tratado de forma mais séria? Porque é que estes oportunistas ainda têm espaço na nossa sociedade? Porquêêêêêêêê.....:(

Relativamente a escritores portugueses a escreverem devidamente cenas eróticas, o 1o lugar do pódio pertence sem dúvida a Sandra Carvalho. Brilhante mesmo! Mas sem dúvida também sou fan de José Rodrigues dos Santos ,tem uma escrita fenomenal,ano agora a ler A filha do Capitão e é excelnte.

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