Pudesse eu dispor do tempo que gostaria para poder responder na hora, ler quando quero, escrever quando a musa empurra, exaltar-me ou defender-me quando me sinto injuriada...
Bom, cá vai:
Esses pré(e pós)conceitos sempre me deixaram a rir.
Quanto aos seus infundados receios: foi por certo buscar ensinamentos à experiência, não? Mas não teime em ler com as grelhas que o hábito disponibiliza, porque, felizmente, há pessoas que não têm como padrão a mediocridade, sabe? Eu, pelo menos, não me dou na proporção da capacidade do outro (vidé o meu perfil no Blogger, um dos meus primeiros posts, "Tábuas"). Não me feriria se esses seus comentários avulsos, exporádicos mas contínuos, fossem parar ao meu e-mail [ cacooco@hotmail.com ] e não às caixas de comentários de certos blogs que visito. Ainda que extrapolando do virtual, dar-lhe-iam mais dignidade e a mim espaço para defesa. Assim, trazendo-o para o rossio dos leitores, sinto-me impelida a ter que me retratar publicamente.
Há anos que não me debruçava sobre Literatura (escombros de uma vida 'na prateleira' que me roubou cerca de dez anos de actualizações) e entrei nesta nova comunidade de comunicação (que desconhecia de todo!) em Fevereiro 04. O desafio foi interessante, confesso, e foi então que, no final de Março, inaugurei o 'baby lónia'. O espírito crítico, o poder de observação, o amor pelas Letras, sobrepuseram-se e fizeram com que em mim renascesse a vontade de escrevinhar. Just!
Quanto à minha postura perante esse estranho poder que as palavras têm (o de incendiar desejos e de estimular a imaginação), controlo-o eu, tentando ater-me à criação e não me render à tentação de descortinar o criador por detrás da obra. Porque é fácil desenhar 'pessoas', retirando da memória elementos caracterizadores e aplicá-los no formato e à medida dos nossos desejos. Mas isso não é o objectivo da dinâmica dos blogs! Não me escudo atrás do anonimato, nem sequer pretendo dissimular os meus traços distintivos - a minha escrita fala de mim, embora não seja eu inteira! Talvez este pequeno poema/pensamento consiga abranger a minha 'verdade' sobre esse imperativo:
Recriação
As verdades puras
Já as sabemos dizer e fazer
Perfeitas
Por isso me mascaro de mim mesma
E tu nem suspeitas
Facilmente se debitam opiniões, se elaboram imagens. Se o arquétipo existe..., não é? Mas há que distinguir o verosímil, pois padece da construção que é feita a partir apenas do que se conhece.
Lembro-me de no início me ter espantado com algumas abordagens de assédio, pouco relacionadas com a 'obra' e mais com a tal imagem que recriam sobre quem a quem apenas parcialmente têm acesso. É desagradável, isso. Mas também, humano. Entendo-o agora. Do mesmo modo, conto com a sua perspicácia para distinguir os meus fascínios: asseguro-lhe que não comportam assédio, mas excedem substancialmente tudo o que a sua imaginação consegue abranger quanto à genialidade que lhes encontro.
--
Os meus agradecimentos aos bloggers deste de vagares
Não ligues a essas provocações, pela tua saúde - já sabes que a blogosfera é poiso fácil para este tipo de patetices (e esta nem em português está: "fascinaste com todos?").
Obrigada, João.
Seria incapaz de ter tropeçado nesse comentário, completamente destituído de bom senso, e não me defender. Sou fascinada pelas cabeças que faíscam, mas, ao que parece, expressá-lo é despudor :)
Tal vai a bailónia....
Cmpts
Comentários
É lindo ou não é lindo? Pareço eu hoje de manhã.
afixado por: joão cúcio | janeiro 23, 2006 11:01 PM
Tou fascinada!...
afixado por: mjm | janeiro 24, 2006 01:31 AM
Clap, clap, clap!
afixado por: M. | janeiro 24, 2006 08:58 AM
Ena. onde foi o incêndio? Só se salvou isto? Pelo menos ficou o testemunho ocular.
afixado por: leopard | janeiro 24, 2006 11:08 AM
já não sei o que dizer...
afixado por: Hopelandic | janeiro 24, 2006 11:47 AM
Já cansa ...
afixado por: MJM, fascinaste com todos ? | janeiro 24, 2006 03:12 PM
AO ABRIGO DO DIREITO DE RESPOSTA
Pudesse eu dispor do tempo que gostaria para poder responder na hora, ler quando quero, escrever quando a musa empurra, exaltar-me ou defender-me quando me sinto injuriada...
Bom, cá vai:
Esses pré(e pós)conceitos sempre me deixaram a rir.
Quanto aos seus infundados receios: foi por certo buscar ensinamentos à experiência, não? Mas não teime em ler com as grelhas que o hábito disponibiliza, porque, felizmente, há pessoas que não têm como padrão a mediocridade, sabe? Eu, pelo menos, não me dou na proporção da capacidade do outro (vidé o meu perfil no Blogger, um dos meus primeiros posts, "Tábuas"). Não me feriria se esses seus comentários avulsos, exporádicos mas contínuos, fossem parar ao meu e-mail [ cacooco@hotmail.com ] e não às caixas de comentários de certos blogs que visito. Ainda que extrapolando do virtual, dar-lhe-iam mais dignidade e a mim espaço para defesa. Assim, trazendo-o para o rossio dos leitores, sinto-me impelida a ter que me retratar publicamente.
Há anos que não me debruçava sobre Literatura (escombros de uma vida 'na prateleira' que me roubou cerca de dez anos de actualizações) e entrei nesta nova comunidade de comunicação (que desconhecia de todo!) em Fevereiro 04. O desafio foi interessante, confesso, e foi então que, no final de Março, inaugurei o 'baby lónia'. O espírito crítico, o poder de observação, o amor pelas Letras, sobrepuseram-se e fizeram com que em mim renascesse a vontade de escrevinhar. Just!
Quanto à minha postura perante esse estranho poder que as palavras têm (o de incendiar desejos e de estimular a imaginação), controlo-o eu, tentando ater-me à criação e não me render à tentação de descortinar o criador por detrás da obra. Porque é fácil desenhar 'pessoas', retirando da memória elementos caracterizadores e aplicá-los no formato e à medida dos nossos desejos. Mas isso não é o objectivo da dinâmica dos blogs! Não me escudo atrás do anonimato, nem sequer pretendo dissimular os meus traços distintivos - a minha escrita fala de mim, embora não seja eu inteira! Talvez este pequeno poema/pensamento consiga abranger a minha 'verdade' sobre esse imperativo:
Recriação
As verdades puras
Já as sabemos dizer e fazer
Perfeitas
Por isso me mascaro de mim mesma
E tu nem suspeitas
Facilmente se debitam opiniões, se elaboram imagens. Se o arquétipo existe..., não é? Mas há que distinguir o verosímil, pois padece da construção que é feita a partir apenas do que se conhece.
Lembro-me de no início me ter espantado com algumas abordagens de assédio, pouco relacionadas com a 'obra' e mais com a tal imagem que recriam sobre quem a quem apenas parcialmente têm acesso. É desagradável, isso. Mas também, humano. Entendo-o agora. Do mesmo modo, conto com a sua perspicácia para distinguir os meus fascínios: asseguro-lhe que não comportam assédio, mas excedem substancialmente tudo o que a sua imaginação consegue abranger quanto à genialidade que lhes encontro.
--
Os meus agradecimentos aos bloggers deste de vagares
afixado por: mjm | janeiro 24, 2006 08:22 PM
mjm:
Não ligues a essas provocações, pela tua saúde - já sabes que a blogosfera é poiso fácil para este tipo de patetices (e esta nem em português está: "fascinaste com todos?").
afixado por: joão cúcio | janeiro 24, 2006 08:36 PM
E não deixes de expressar o que sentes pelos trabalhos do Cóias e por todo o blogue em geral, por favor.
afixado por: joão cúcio | janeiro 24, 2006 08:38 PM
Obrigada, João.
Seria incapaz de ter tropeçado nesse comentário, completamente destituído de bom senso, e não me defender. Sou fascinada pelas cabeças que faíscam, mas, ao que parece, expressá-lo é despudor :)
Tal vai a bailónia....
Cmpts
afixado por: mjm | janeiro 24, 2006 08:51 PM
Muito bem dito MJM.
Mas também acho que não deves ligar.
Quanto ao trabalho do Cóias, é fascinante mesmo!
afixado por: Mushu | janeiro 24, 2006 11:12 PM
estou tão fascinado como a MJM. a arte tem este poder de unir as sensibilidades. Parabéns, João. J.
afixado por: J. | fevereiro 12, 2006 01:13 AM
ascvbefoha thmug
afixado por: Pompey | fevereiro 28, 2006 06:30 AM