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O Futuro da Palestina

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Passa, entre outras mudanças, pelo que pode brotar de renovado da Fatah, a principal força política secular que, aprendida a lição com o que tem sido o seu passado recente de corrupção e nepotismo, pode assegurar o combate político democrático face ao Hamas. E passa essencialmente por homens concretos: por Marwan Barghouti, o líder preso (ainda) em Israel, Mohammed Dahlan e Jibril Rajoub, que se constituem num grupo cindido da Fatah e agrupado no novo movimento Al-Mustaqbal (futuro em árabe). Homens estes que, designadamente, gozam de especial popularidade em Gaza e podem conquistar o povo desta faixa, justamente aquele território no qual se enfileira com mais expressão a ala radical do Hamas (os moderados deste movimento concentram-se quase exclusivamente nalgumas cidades da Cisjordânia).

Israel sabe isto e sabe como isto é importante para assegurar a viabilidade de um processo de paz agora ainda mais frágil. Quem ande distraído, ou demasiado ocupado com retórica maniqueísta, é capaz de não ter reparado nos primeiros sinais de pragmatismo Israelita já dados desde o inÍcio deste ano, sob a liderança eficaz do vice primeir-minIstro de Israel em substituição de Sharon. Antes das eleições israelitas, Barghouti dificilmente será libertado, mas depois...

Comentários

Um post esperançoso, sem dúvida.
Ali em baixo naquela do humor negro eu achava que eles andavam muito bem dispostinhos. Depois pensei um bocado sobre o assunto e cheguei a outra teoria. Se calhar é mesmo isso que lhes convém, que uns palestinianos fanáticos lhes declarem guerra, não será? (espero estar enganada).

Gibel,

Cnvém relembrar que o Hamas também já provou ser suficientementee disciplindao para cumprir um longo período de tréguas. Achoe que eles e Telaviv estão condenados a entender-se...

"condenados" é a palavra.

Caros amigos, a vitória do Hamas foi tão querida por Israel como a de Cavaco por Sócrates. Era o melhor resultado possível.

Resta esperar que Cavaco e o Hamas desiludam os respectivos crentes...

:)

Trata-se de um assunto que nao tem soluçao: enquanto houver israel, nao haverá paz na regiao...é simples...é assim.

El Greco, não te passa pela cabeça que Israel deixe de existir, pois não?
Então: pode haver entendimento, tem que haver entendimento. Passando do desejo à vontade.

Ponderações a fazer antes de começar a distribuir epítetos de "terrorista" (a ter em conta por pró-sionistas, mas também pelos que o não são):

1) Saber quem é ocupado e quem é ocupante. É que o posição de uns e outros não é equivalente do ponto de visto ético-jurídico... uns podem legitimamente recorrer à violência para escorraçar o ocupante, outros não... e se o fizerem são de facto terroristas. Os que defendem a Patria ocupada NUNCA podem ser terroristas...à luz do direito, pelo menos.

2) Abater civis é em princípio condenável. Mas se o agressor ocupante o faz em larga escala, as leis da guerra justificam que o ocupado retribua usando as armas ao seu dispor (se não tem misseis, Apaches e tanques, pode ser através de mártires-bomba).

3) Por que razão é que um povo ocupado deveria aceitar desarmar-se antes de ter posto fim à ocupação e antes de desarmar o ocupante ? Isso foi exigido ao PAIGC ? À FRETILIN ? À FLN argelina ? Aos maquis e partizans da II Guerra ? Então por que diabo é que só a resistência palestiniana é que deveria capitular ? Os nazi-sionistas já entregaram as armas, já aceitaram a regra "one man one vote" em toda a Palestina, já aceitaram o regresso dos exilados ?

Não ? Pois então A LUTA CONTINUA ? E a Nação árabo-islâmica vai entrar no baile, vai, vai...

4) Estes critérios devem aplicar-se de forma não facciosa: isto é, tanto a movimentos de resistência patriótica de esquerda (AL Fatah, comunistas franceses de 40/45) como de direita (Hamas ou gaulistas). Será que o facto de o Hamas ser de direita (corresponde aos nossos democrata-cristãos) leva alguns a discriminá-lo ? Hummm...

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