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O tempo parado na eternidade

Robert Doisneau - Le baiser de l´Hotel de Ville. Paris 1950
Robert Doisneau - Le baiser de l´Hotel de Ville. Paris 1950

Quem dera
este momento
fosse eterno

Tão doce
e terno
este momento

(de Ávido de Luz)

Comentários

Gostei desta tua avidez, sim senhor. Eterna e terna.

Infelizmente, foi uma imagem fabricada...como tanta coisa na vida que parece espontânea e não é.

Fabricado não é bem o termo. Ele tirou as fotografias e, depois, por razões de "invasão da privacidade", pediu aos próprios que voltassem a posar, para melhorar a fotografia.
Aliás, ainda há bem pouco tempo falaram disso, do re-encontro das personagens com a fotografia original.
E mesmo que fabricada, a fotografia é apaixzonante e comovente. Por ser a preto e branco, e quase dar a ilusão de "I remember Paris: the germans were in grey and you were in blue", do Casablanca... (a fõtografia foi já em 1950)

Não interprete mal.
Adoro fotografia e esta em particular, mas se as pessoas posaram perdeu-se "o momento único e irrepetível".

"Dou-te um doce, em troca de um beijo salgado", como cantava a Lena d'Agua.

A pose - esta pose, não deixa de ser um "momento único e irrepetível".

" I love Paris in the spring time.
I love Paris in the fall
I love Paris in the summer, when it sizzles,
I love Paris in the winter,when it drizzles.

I love Paris every moment,
Every moment of the year.
I love Paris,
Why oh why do I love Paris
Because my love is here"

Ella Fitzegerald

A fotografia transmite-me sentimentos de rara beleza e nostalgia.E de um sentido estético sbsoluto.
Um "momento único e irrepetível", sim.

Por isso prefiro fazer de contas que é espontanea.
E não é, de facto.

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