« 2+1=3 | PÁGINA DE ENTRADA | As letrinhas mais pequenas »

podia falar sobre o tempo, mas agora não tenho vagar

Em casa da minha avó havia dois grandes relógios de parede. Soavam as badaladas em diferido, o que cedo me ensinou sobre a relatividade do tempo. Primeiro ouvia-se o do andar de baixo, de som mais grave. Quando me chegava o tinir do relógio de madeira pintada de verde, próximo do meu quarto, contava até doze e sabia que era mesmo muito tarde.
Acrescida a excitação da insónia, ficava muito satisfeita comigo por ter resistido tanto ao sono. O pensamento a resvalar para impossibilidades ainda impregnadas de verosimilhança. Os membros entorpecidos. Queda.

Comentários

Que saudades, miúda. Que bem que por aqui ficas.

O Tempo, esse predador...
Benvinda, Susana.

:))))))))))))))))))))))))))

monty, já deves ter percebido que não sou nada sensível a pressões. :)
já tinha saudades, também. obrigada.

joão cóias, obrigada.

jon, :))))

Olá Susana :)
só aqui cheguei primeiro por mero acaso, a casa é tua :)

um beijo

Também há a relatividade do som: eu, num andar ainda mais em cima, só ouvia o relógio do andar mais baixo.

Tic Tac, Tic Tac, o tempo a passar e nós a dormir a correr para que no dia seguinte as brincadeiras fossem ainda mais hilariantes.
Lá em casa era assim com o relógio que não se calava, nunca.
Este post também não se cala no Plagiadíssimo.

bem re-vinda susana! :)

[ouve lá, aquelas exigências todas do teu caderno de encargos é mesmo tudo pra cumprirmos, ou podes aliviar nas exigências?]

Só volta mesmo quem, de facto, nunca partiu...
(e esta, hem?)
Bem-vinda, ó filha pródiga!
Agora, com estas duas manas, este blogue vai longe...

Susana, a propósito do teu relógio lembrei-me de uma história de infância. Por volta dos 6 anos, creio, decidi conhecer o tempo que passava enquanto normalmente dormia. Fiquei acordada toda a noite a ouvir o ding dong do relógio da sala. Até que uma luz ténue começou a surgir na janela e ouvi um forte arrastar estranho e contínuo que durou uns 5 minutos. É o amanhecer, pensei, o tempo deve ser mais pesado ao amanhecer. E é verdade. Ainda hoje penso assim. O tempo é mesmo mais pesado ao amanhecer ;).
(anos depois, o meu pai confessou que tinha decidido colaborar na experiência: arrastou um móvel à volta da sala durante 5 minutos...).

A minha memória mais antiga é um de sonho, acho eu. Tem a ver com um relógio e com uma borboleta no centro do dito - só pode ter sido um sonho.

cristy, que ideia: é nossa. :)

catarina, era da caixa de ressonância que as escadas formavam.

zeak, já vi.

gibel, esqueci-me do subsídio de alimentação.

olá bernardo, :)

hope, ganda paciência, a do teu pai. não tenho dúvida de que o tempo é mais pesado ao amanhecer. reparo nisso pelo peso que trago da cama.

monty, isso era uma boca para alguém?

Que bom reencontrar-te por aqui, Susana! Um beijo!

susaninha, é tudo uma maravilha , o que sabes de pretos ? estrou em angola e nem imaginas o que é racismo , eu sou o BRANCO juntamente com todos os nomes qque me possam chamar , apesar de so contribuir para o bem estar de todos eles ..... pretos e de nada me vale. acordem pra vida pelo menos deixem me ser racista nas ideias e pensamentos se os adoram vao viver no meio deles e contem-me a vossa hitoria.... gosto de aprender. se o Mario deve estar la dentro oque merece um assassino ou um nojento de um pedofilo ? este sistema é um nojo um desespero de tanta injustiça. bem haja

Afixe o seu comentário

online