Até quando?

Mais de um terço dos condutores mortos em 2005 acusaram álcoolA maioria (75 por cento) dos condutores que no ano passado morreram em acidentes de viação e que acusavam álcool no sangue apresentava uma taxa crime, ou seja, superior a 1,2 gramas por litro (g/l) e punida com pena de prisão, revelam dados do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML).
Num universo de 182 condutores que acusaram mais de 0,5 g/l, 138 tinham bebido bastante mais antes de conduzir – atingiram mais do que 1,2 g/l, segundo os resultados das autópsias feitas no ano passado pelas três delegações (Lisboa, Porto e Coimbra) do INML. Para acusar uma taxa de 1,2 g/l é preciso ingerir em média seis bebidas alcoólicas.
Outros 44 condutores mortos na sequência de acidentes rodoviários acusaram valores entre os 0,5 e os 1,19 g/l, o que também é punido por lei.
Publico de 13.02.06
Um estudo que realizámos na Faculdade de Ciências Médicas mostrou que os condutores erram (em muito) na avaliação da sua própria alcoolemia (depois de dizerem quanto achavam que tinham, foram feitas medições. Quanto mais tinham mais erravam...).
E continuamos a conduzir o nosso "sofá com rodas" na maior, com uns drinks pelo meio, que nós somos porreiros, até guiamos melhor com o grão na asa.
De 1995 a 2000 a probabilidade de nos cruzarmos com um condutor embriagado (com mais de 1,2 g/L) subiu para o dobro. Esperamos os resultados de 2005 para ver se cresceu mais.
Mas ainda há gente que ri e acha que tudo não passa de uma "mariquice". Um excesso de zelo de quem não sabe gozar a vida.
Pior que a ignorância, só a estupidez!
Vinte cinco anos de cadeia e é porque é o limite da Justiça portuguesa!

Comentários
Oi Mário,
Quando o Ser humano parar e olhar sua própria estupidez diante das coisas que movem a vida, talvez ele encontre beleza em si mesmo e pare com essa arrogância de achar o senhor supremo que está acima do bem e do mal. Os motoristas que dirigem alcoolizados, seja em que grau de quantidade, não admitem a falha do senso crítico e vão fazendo bobagens mundo a fora, tentando não sei o quê e nem para quem.
afixado por: Elvira | fevereiro 14, 2006 02:01 AM
nada mudará enquanto proliferar a cultura do herói bêbado.
as pessoas contam as suas proezas de condução sob efeito do álcool com o maior despudor e pior que isso, achamos imensa graça...
apresentam-se nos telejornais indivíduos que são potenciais assassinos na estrada e o comentário mais proximo de uma critica é "ganda maluco!"
esta cultura só se inverte com medidas mais repressivas, numa primeira fase,é o mais eficaz.
bj
afixado por: cristy | fevereiro 14, 2006 10:27 AM
Mais medidas repressivas? Para que? Não chegam já as que há. Não vai lá com isso, isto é um caso de cidadania e responsabilidade.
Já que importamos ideias de todo o lado, porque não o sistema norte-americano de quando se tira a carta de condução ficar com um credito de X pontos conforme a mentalidade e perfil psicológico.
A medida que se infringe e conforme a gravidade retiram-se pontos, esgotou o crédito esgotou a carta. Lixo com ela. É matemático, não há contestação, não há influências nem decisões judiciais arbitrárias conforme a “cara” do arguido.
Mas duvido que também desse resultado os que conduzem sem cartas são cada vez em maior número.
afixado por: leopard | fevereiro 14, 2006 12:14 PM
leopard
mas então....isso é uma medida repressiva! e feroz...com a qual concordo, de resto.
afixado por: cristy | fevereiro 14, 2006 04:48 PM