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C´est la faute aux juives!

A publicação destes cartoons só é comparável à propaganda anti semita perpetrada pelo regime nazi, na Alemanha, nos passados anos 30, do século XX, que culminou no Holocausto. Se os Judeus, nessa altura tivessem reagido como agora o fizeram os muçulmanos, talvez se tivesse evitado o Holocausto. Como muçulmana, como cidadã portuguesa, como europeia, sinto-me ultrajada por se conotar liberdade com tais práticas. (Rosa Barros da Costa)

retirado do Abrupto

A culpa do Holocausto é dos judeus! Eu, que acho tão estúpido ser-se sionista como anti-semita, fico pasmado a ler e reler estas linhas, num comentário a um post de Pacheco Pereira sobre a liberdade. "Se os Judeus...". Desculpe, Dona, Srª, Drª Rosa Barros da Costa, as rosas são flores bonitas, do barro se fazem esculturas magníficas e a costa portuguesa é das mais bonitas do mundo. Porquê, então, a conjunção destas três palavras me causarem tanta repulsa?

Comentários

É óbvio, pelo menos para mim, que todos aqueles que se considerem ofendidos têm direito a manifestar a sua indignação.

Inaceitável é a exigência de proibir os nossos jornais de publicar livremente os “cartoons”, queimar Embaixadas ou agredir pessoas.

Entendo a revolta muçulmana e é um direito seu.

Recuso aquilo que fazem para a manifestar ou a sua exigência de gerir a nossa liberdade.

«Somos uma nação pobre (estéril) e castrada (infecunda) … somos um povo descaracterizado, humilhado e cobarde cujos ídolos são uns, alguns de nós, a correr atrás de uma bola num campo relvado. - JAC»

"Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os "cartoons", mas de quem os publica.”

http://sal-portugal.blogspot.com/
JAC – Sal de Portugal

O resultado é obvio, e se de facto os judeus se tivessem revoltado apesar dos meios de comunicação serem outros e censurados a mensagem “entrecortada” sempre passaria, sempre teriam algum efeito nas consciências do mundo para o que se estava a passar. E basta recordar, não se assistiria a visitas da Cruz Vermelha ao gueto de Varsóvia guiadas por judeus em conjunto com nazis, e recebidas por judeus em “fato de cerimonia”, criancinhas prendadas e tudo o mais que compõe um cenário grandioso de bem estar e felicidade, mesmo que a cruz vermelha desconfiasse, não podia fazer muito quando as vitimas põe a cabeça no cepo.
O exagero esta na comparação disto com o holocausto.

Eu acho um "piadão" à sr.a... os muçulmanos podem dizer as alarvidades que quiserem (temas de organização social, papel dos sexos, sexualidade, etc) mas os outros não podem abrir pio para os criticar... giro...muito giro. A asneira é dar-lhes razão e ceder às chantagens.

"A culpa do Holocausto é dos judeus"? Mas onde é que isso está escrito ou sequer inferido? Se muitos, judeus e não só, tivessem tratado de esmagar o ovo da serpente, como teria sido o futuro? Quam sabe? Não a autora daquele comentário, que tem a prudência de escrever "talvez":

A culpabilização das vítimas - quaisquer que sejam, e em que contexto for - é uma arma que os abusadores utilizam à saciedade, paralisando a resposta e impondo as suas formas de poder perverso.
Sabe o que teria sido a melhor arma para impedir a ascensão de Hitler ou, pelo menos, as atrocidades e o holocausto? A existência de meios de comunicação livres, designadamente televisão. Não é por acaso que os países obscurantistas tentam, por todos os meios, "fechar" e controlar a televisão. Na altura, infelizmente, ainda não havia TV como agora.

O que acho graça é que a mulher que escreve, livremente, no blog de Pacheco Pereira, a sua opinião, não poderia fazer o mesmo em certos países muçulmanos. Ou não será que a mulher está oprimida, humilhada e manietada intelectual, fisica e socialmente.
O que dirá a isto a referida senhora?

Repito: não se lê ali qualquer "culpabilização das vítimas"; não só ficaram quietos os judeus, com a notória excepção de Varsóvia, como todo o mundo "civilizado".
Inegável é que uma onda de protestos e distúrbios tornaria muito difícil, ao resto do mundo, continuar a ignorar a situação dos judeus na Alemanha nazi. Só isso e isso e inegável. Teria efeito de monta? "Talvez".
O último comentário não faz qualquer sentido face ao que a senhora escreveu. Em passagem alguma ela defende os estados teocráticos, por muito dispaarate que escreva (como comparar estes cartoons aos anti-semitas da alemanha nazi).

Quem capitulou perante o nazismo não foram os judeus na Alemanha, Polónio, Àustria ou outros locais - foram alguns governos ocidentais e muitos alemães que, não sendo judeus, não era nazis.
Os judeus tentaram defender-se, mas a força das armas, dos cães, da brutalidade sempre os esmagou.
Vale a pena ler uma banda desenhada exemplar: Mauz.

Por acaso, é "Maus". Gosto bastante.
Mas continua sem querer ler o que a tal senhora escreveu: se os judeus da Alemanha tivessem protestado com toda a força logo durante o crescimento do monstro, talvez, talvez, pudesse algo ter corrido de forma diferente. É só isso.

Tem razão - é Maus mas o s está transformado numa quase suástica.
Repare,concordo em parte consigo, mas há uma coisa que está estruturalmente errada no comentário da tal senhora: "se os judeus" - a questão é "poderiam?" ou melhor, "puderam?". Creio que tentaram e não conseguiram. Relembremos filmes sobre o período pré-guerra, desde um que passaram ainda há dias sobre o zepelim que se incendiou em Nova Iorque, ou o Ovo da Serpente, Julia e tantos outros.

E que tal um exemplo recente?

Israel.

Acham que está a resultar?

Devemos tirar um tempo para admirar o sol, o céu e as flores... E sacudir a repulsa dos ombros.
;)

Nem acredito nos meus olhos ! Será que finalmente entenderam o que eu pretendia afirmar relativamente à postura arrogante dos muçulmanos fundamentalistas na Europa ?

O objectivo é submeter não só o mundo islamico como todo o mundo à sua visão radical e deturpada do Corão.

A notícia foi publicada no ocidente, com que direito podem estes tipos considerar que se trata de uma ofensa ao Islão ?

O radicalismo está em crescimento e a culpa, mais uma vez o afirmo, é dos ocidentais que confundem respeito intercultural com subjugação cultural. Os resultados estão à vista, e a menos que o ocidente coloque um travão a esta situação os muçulmanos fundamentalistas continuarão a avançar.

Mário, relativamente a essa tal de Rosa Barros da Costa, não me admiraria nada que se tratasse duma recém convertida. São os que têm mais tendência à alienação. Há pouco tempo, uma belga recém convertida ao Islão, de família católica, fez-se explodir em nome de Alá no Iraque...

Hopelandic,

E se soubesses que andam, algures em Marrocos, a publicar fotomontagens ofensivas da honra e dignidade da tua mãe, já não te sentias ofendido?
Ah, pois é... que tem a distância a ver com o que quer que seja?

Uma coisa é sentir ofendido. Outra coisa é boicotar produtos de determinada origem, fazer greve ou protestar.
Tudo bem. A reacção é, portanto, por fundamentalismo religioso e não por desagrado emocional e afectivo familiar.
Mas atacar e destruir, pondo em causa vidas e integridade física é outra coisa. Os limites são, para o ocidente, muito claros.
Além do mais, os cartoons passam-se na Europa. A Europa NÃO quer ser muçulmana. E a Europa rege-se pelos parâmetros europeus. Se for a um país muçulmano, terei que aceitar o que dizem, escrevem e as suas leis e costumes. Idem idem para o lado de cá.
E os que, por medo ou por contemporização, ou ainda por esperteza política saloia titubeiam, fazem mal. Muito mal.
Que diria Fátima, a filha de Maomé, não a dos pastorinhos?, essa sim equivalente ao exemplo que o anónimo propôs a Hocelandic.

o comentário acima voou antes de o poder assinar. Mas é meuzinho...

Anonymous das 7:32 PM, já ouviste falar em diplomacia ? Preferes o histerismo, o boicote, a violência, certo ? Eu não. A reacção é perfeitamente exagerada e o pretexto é bem claro e serve sem sombra de dúvida o extremismo islamita.
O Ocidente tem que deixar bem claro que no seu território não vai prescindir dos seus valores de Liberdade, para se submeter à chantagem e vitimização constantes destes radicais.

Não desconverses. a questão era outra:
"A notícia foi publicada no ocidente, com que direito podem estes tipos considerar que se trata de uma ofensa ao Islão ? "
Isto escreveste tu, sem referências a boicotes e quejandos. E olha que esses valores de liberdade já têm vindo a sofrer alguma erosão tranquila, sem grandes protestos... ora tenta divulgar ideais nazis ou questionar o Holocausto na Alemanha e em França. Ou vai ao google.fr e procura pelo site oficial do partido nazi americano. Pois é...

DEsculpa, Luís.
Sei que não se devem adivinhar pensamentos ou intenções, mas tenho visto os teus comentários sobre os comentários de outras pessoas, mas ainda não te ouvi (li) uma atitude transparente e inequívoca em relação a:
- os cartoons deverem ser publicados ou censurados (e neste caso por quem)
- a replicação dos cartoons e tudo o que é media e blogs - sim ou não? certo ou condenável?
- a reacção violenta em muitos países, não apenas de cidadãos mas de dirigentes políticos e governantes - justificada ou intolerável?
E mais uma pergunta: porque é que se volta sempre ao mesmo, perante estes factos: a esquerda titubeia e branqueia porque supostamente os países muçulmanos são do "terceiro mundo" (apesar de serem ditaduras fascistas e sanguinárias, pelo menos a maioria. Na condenção que se vê alguma esquerda fazer, há sempre um "sim, mas...", tipo" é incrível, mas o Bush...", "não está certo, mas o Ocidente...", "é errado, mas o capitalismo...".
Achas mesmo que os governantes da Síria, Palestina, Irão, Arábia Saudita, etc querem o bem do povo ou que, num mundo democrático, deveriam ser expulsos do poder por serem dos mais terríveis e temíveis ditadores?
E os direitos das mulheres nesses países? Hostava de ouvir a tua opinião franca, sem ir buscar as operárias exploradas nas empresas portuguesas, as mães que não têm direito a licenças de parto por estarem a recibo verde, etc, etc. Um "sim" ou um "não", directo, sem "mas"...
Desculpa e não tomes isto como ataque (as palavras não têm timbre, e podem ser mal interpretadas - é dito (escrito) com afecto e amizade. Põe portanto alguma "doçura" no texto.
Abraços amigos

Mário,

A esquerda "titubeia e branqueia"? Mas de quem fala ao certo? Essas generalizações infundadas são completamente inúteis.
E num "mundo democrático" andaria por aí uma polícia universal a expulsar gente do poder? Lindos resultados isso já deu no passado recente. E onde é que o governo da Palestina é dos "mais terríveis e temíveis ditadores"? Que confusões para aí andam!

Quanto às perguntas, não tenho qualquer problema em responder: os cartoons não deveriam ter sido publicados, mas também nunca deveriam ser censurados. Um pouco de comedimento a insultar as crenças do próximo, sejam cristãos, judeus ou muçiulmanos, nunca ficou mal a ninguém.
E não convém esquecer algumas situações exemplares: questionar o Holocausto continua a ser proibido em vários países; há uns anos, um outdoor da cerveja San Miguel representou o Cristo Rei de caneca na mão, resultando em reclamações da ICAR, que chegaram às Filipinas, local da sede da cervejeira em questão. Só para vermos que estas tempestades não se dão só em copos de água islâmicos.

A replicação dos cartoons, como a reprodução de cartoons nazis e anti-semitas é um disparate sem nexo. Provocar por provocar não alcança coisa nenhuma a não ser mais confusão.

A "reacção violenta em muitos países" era totalmente de esperar. E nada tem de ser "intolerável" para nós; não nos cabe esse direito de julgar assim os outros. Mas parece-me, a mim que tenho todas as religiões por fábulas grotescas, desproporcional e histérica.

Sempre às ordens.

Para confirmar a estupidez da publica ção dos cartoons, leia-se como um dos seus autores descreve a coisa: «infeliz e que se resumia a provocar uma minoria religiosa na Dinamarca».

Convenceste-me, Luis. Completamente.

Luís
Estou de acordo com o que dizes sobre as religiões.
Quanto ao resto, apenas um pormenor: o Holocausto tem bases factuais e históricas. Negá-lo é negar a evidência, embora haja sempre pessoas que querem negar a evidência.
Não percebo o que tem a ver o Holocausto com este caso: quais os factos que foram dados por errados aqui? Nestes cartoons (de mau gosto e desnecessários, e se calhar com segundos objectivos, mas isso é uma opinião pessoal) exprimem-se leituras forçosamente exageradas de fenómenos (ou não seriam caricaturas) e não análise de factos.
Quanto à esquerda (alguma gente de alguma esquerda, corrijo), é evidente que sofre (alguma dela) de complexos de culpa que a tornam pouco lúcida e muito parcial na análise de factos. às vezes, até mais conservadora, bota de elástico e politicamente correcta do que a direita: como dizer que os crimes da ETA representam "uma luta independentista" (nunca me esquecerei do "Padre" Louçã a sair da Assembleia quando Juan Carlos visitou Portugal), nunca ouvi dizer que o governo do MPLA fica para a história como um dos mais corruptos de sempre, que o casamento da filha dele foi uma coisa inacreditável de ostentação e de esbanjamento, que Àfrica está no estado deplorável em que está por culpa também dos governos cleptómanos e ineficientes (até o do ANC, para grande desgosto de quem acreditava nele) mas que se afirmam "revolucionários", "marxistas" ou "socialistas", etc, etc.
Sendo de esquerda, no que ela tem de humanismo, democrático, progressista e visando a justiça social e económica, doem-me os dois pesos e duas medidas usados para julgar coisas iguais. Porque é que, face aos cartoons, se tem que vir argumentar (como já ouvi e li) com as atrocidades da Inquisição? Há sempre um "sim, mas..." como se a liberdade não fosse um valor absoluto, mas apenas um valor condicionado à posição geográfica dos países.
Quanto ao jornalista dinamarquês, creio que fará tudo para salvar a pele de uma eventual Fatwa (escreve-se assim?). Lembram-se de Salmon Rushdie? Onde estão os comunicados dos partidos que formam hoje o BE a defender o escritor e a liberdade de escrever?
e mais não digo porque acho que, realmente, já chega deste exagero. Mas daqui a uns anos veremos o impacto que esta coisada teve no que virá a seguir.

Luis Rainha, confesso que só agora notei a tua resposta ao meu comentário.
Quem é que te garante que o "monstro" de quem falas é o Ocidente? Quem é que te garante que estes cartazes não pretendem travar o "monstro" do terrorismo e da imposição do islamismo ? Temos aqui dois pontos de vista. Eu não estou a desconversar tal como afirmas. Se o profeta aparece com uma bomba "em mente" é porque é assim que os muçulmanos fundamentalistas o estão a querer representar nos últimos anos. É essa a critica subjacente e é isso que creio que os cartoons queriam denunciar. Os cartoons são crítica e denúncia. Só os vê como uma ofensa quem ignora a cultura ocidental e/ou deles se quer aproveitar, para justificar a violência no alcance dos objectivos de dominação.
O nazismo é, por motivos históricos recentes, um atentado à liberdade de qualquer povo, daí o ser tão "controlado". O radicalismo muçulmano está a caminho...
Mas, já agora, se consideras as religiões como fábulas grotescas, bom, o que são afinal as tuas crenças ? Realidades acépticas ? Certo... venha o diabo e escolha...

Luis Rainha, digo, realidade aseptica.

Não me querendo meter na conversa e deixo já o caminho livre só mais uma acha para a fogueira, Nós europeus, somos laicos seculares e temos separação entre religião e estado, qualquer ofensa a alguns destes valores ofendem sempre alguém mas não todos, basta lembrar o preservativo do cartoon do expresso do António e do Papa. A nossa laicidade atenua o problema tirando uma ou outra critica mais violenta a maioria considera somente de mau gosto. Quanto aos outros valores racismo, xenofobia, nazismo, não tem nada a ver com isto é um problema nosso que esta no interior da nossa civilização ocidental e democrática e combatemo-los porque não queremos a desagregação da nossa sociedade, é só isso. Portanto, são valores ocidentais e que nos preservam.
Neste caso dos cartoons de Maomé, a ofensa é a outra civilização, a outros valores diferentes dos nossos e que nós deviam merecer respeito, ou todo o Islão é terrorista? civilização essa que como misturam o religioso com o laico e que é um problema que nós fomos resolvendo a partir da idade média com a igreja a perder influencia, eles ainda não resolveram nem quererão resolver, são todos religiosos. A religião e vida civil ou sociedade é a mesma regem-se pelas mesmas regras morais e sociais, um insulto a estes valores é um insulto a todos e a todo o Islão e ao seu modo de vida não perceber isto é meio caminho para a confusão.
Outro problema que da razão a nós ocidentais que queremos combater o terrorismo, tem a ver com a génese da doutrina do Islão que é expansionista e saber como se implanta no meio de nós e que se pode transformar no tal monstro e que as nossas democracias tem de estar atentas. mas isso já eu falei aqui.

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