Concurso de cartoons sobre o Holocausto que dizem não ter existido

Bandeira - DN
A diferença é que, por muito mau gosto que demonstre a iniciativa, nós não vamos queimar a casa de ninguém por propô-lo. Parece que Freitas criticou o embaixador que o elogiou (a ele, Freitas), não pelo elogio, mas por ter negado o Holocausto. Não lhe fica mal, sô MNE, mas vem um bocado tarde...

Comentários
No julgamento de George Theil, em Lyon, chegou-se ao ponto de nas salas de tribunal se discutir teses históricas sobre temas que são impossíveis de discutir onde seria normal: nas universidades!
Livros que contestem a proclamada “verdade definitiva” sobre o holocausto que terá vitimado até seis milhões de judeus são proibidos de circulação, quando não mesmo queimados, como sucedeu com “O Mito de Auschwitz” de Wilhelm Stäglich, na Alemanha.
Se existissem provas inequívocas de que foram milhões, não existia necessidade de mandar para a prisão aqueles que afirmam que não foram milhões, mas sim, milhares.
P.S. Não tenho nada contra os Judeus; só não gosto é de andar a ser comido por parvo.
afixado por: eu | fevereiro 15, 2006 09:11 PM
Caro "eu",
Porque é que afirma que não há provas inequívocas de que o Holocausto causou vítimas na escala do milhão de seres humanos?
Em que é que se baseia para preferir os "milhares" aos "milhões"?
Não tenho nada contra a livre curiosidade do investigador, porque ela é o motor de qualquer trabalho histórico sério e desinteressado. Por isso, acho louvável que se questione sobre os valores. Mas porque é que não lê um dos vários milhares de livros escritos sobre historiadores dos mais variados quadrantes? Historiadores judeus e não judeus? Será que todos se enganaram nos zeros? Nas casas decimais?
Voltando ao início, porque é que duvida deste valor?
A sua dúvida baseia-se nalguma coisa de concreto? É que se não se baseia em nada de concreto, então começo a achar que não há seriedade na sua postura.
Por outro lado, acho que é de péssimo mau gosto relativizar a questão à quantidade. A morte de uma só daquelas pessoas foi um grave acto. Se Hitler tivesse mandado matar apenas 300 judeus, a ofensa moral seria do mesmo tipo e da mesma gravidade. Quando se segue a via sem retorno do homicídio calculista e pensado, é sempre uma estrada má. Quer se mate 100, 1000, 10000, 100000 ou 1 milhão de pessoas...
afixado por: Bernardo | fevereiro 15, 2006 10:14 PM
Aquilo que escrevi aplica-se à barbárie praticada por muitos governantes e soldados de Israel contra palestinianos inocentes.
Não vale de nada, e é mesmo imbecil, tomar partidos como "coitados dos judeus", ou "coitados dos palestinianos". Há bestas e coitados dos dois lados da questão. A instrumentalização da opinião pública tem, precisamente, como objectivo levar as pessoas a pensar em modo dualista. É uma boa forma de lhes reduzir o pensamento a uma expressão mínima.
afixado por: Bernardo | fevereiro 15, 2006 10:17 PM
Não tens a menor hipótese de não ser comido por parvo, "eu". És mesmo parvo.
Isto diz-te algo?
afixado por: João Cúcio | fevereiro 15, 2006 11:22 PM
Sugiro ao "eu" (que não sou eu com certeza, nem desejo para meu alter ego) que veja um filme com Burt Lancaster chamado "O Julgamento de Nuremberga". E atente bem na cena final. Depois venha falar em números, em milhares e em milhões.
MC
PS. quando é que inventam um estupidómetro, que vá até aos milhões de unidades, para certos crânios...
afixado por: Mário Cordeiro | fevereiro 16, 2006 12:21 AM
Então vamos lá o “ Eu” está a manifestar a sua “liberdade de expressão”, eu não dizia que quando não há limites da nisto. Já se discute a história mais milhar menos milhar como se isso fosse importante. O importante são os factos. Existiram ponto final. O minimiza-los aí esta o perigo e pode ser o primeiro passo para a sua negação.
Há uma diferença muito relevante entre estes cartoons e os outros, da para ver?
Estes cartoons são políticos, os outros eram religiosos, se por acaso os outros, em vez de se referirem a Maomé se referissem ao presidente do Irão, da Coreia do Norte etc. se fossem cartoons políticos, isto tudo teria acontecido? Estes cartoons do holocausto referem-se a factos humanos, dizem respeito directamente à nossa civilização ocidental e democrática, por isso não servem de comparação. Estes valores, racismo, xenofobia, combatemo-los entre nós, porque não queremos a desagregação da nossa sociedade. ( será que é isso que eles pretendem Com estes cartoons? Não se serviram de Cristo nem da Virgem Maria ) Portanto, são valores ocidentais e que nos preservam. No caso dos cartoons de Maomé, a ofensa era a outra civilização, a outros valores espirituais diferentes dos nossos e que nós deviam merecer respeito.
A negação de factos históricos em muitos países é crime nomeadamente a negação do holocausto mas a ofensa é politica.
Se alguém me chama filho da …. Por exemplo, não esta a querer ofender a minha mãe que nem conhece, mas um laço espiritual sentimental de filiação que assume o valor de sagrado para muitos, tal com a religião que assume para muitos um modo de vida e não uma hipocrisia.
A negação de factos políticos e históricos plenamente comprovados deve ser punida, embora haja quem diga que a liberdade de expressão permite tudo. Não acho, mas não é de longe nem de perto comparável a uma ofensa espiritual. São coisas diferentes com tratamento diferente e reacções diferentes.
Quando se vir essa diferença entender-se á porque as religiões são deveras sensíveis, e foram ao longo da história motivo de lutas e conforme a sua evolução e separação ou não do estado assim são mais ou menos violentas.
De qualquer forma a brincadeira continua. Felizmente que as pessoas de bom senso estão de fora.
afixado por: leopard | fevereiro 16, 2006 08:48 AM
Primeiramente, sou negro. Meu pai frequenou sinagogas, e já apanhei de skinhedas, logo saibam: não tenho nada, nada mesmo à favor de qualquer um soldado da SS e afins.
O fato a ser discutido é, porque a destruição de documentos históricos? Porque calar pessoas que queriam expressar que números estavam errados, que a ordem dos fatores talvez não fosse tão progressiva?
A barbárie realmente ocorreu, uma etnia passou pelos a não ser extinta.
Porém os órgãos de comunicação e os líderes estatais fizeram com que se aumentasse a barbárie e que parecesse mais inescrupolosa, porque?
Será que eles tinham medo de compararem o ocorrido na década de 40 ao ocorrido pelos colonizadores às colônias?
Pensem bem, é fato que naziztas praticaram anti-semitismo. Assim como é fato que a ciência hoje mostra que, a tragédia existiu, porém em proporções menores.
Porque? Se exarcebaram a ação ariana, talvez pudessem aliviar a ação européia e mais tarde norte-americana?
O que tem que ser apurado no momento não são as causas, essas todos já sabem, aconteceu genocídio, aconteceu xenofobia.
Mas e o resto da verdade?
Estudo no 2º ano de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e pretendo fazer um estudo do tratado dos medias à assuntos delicados à grupos em esecial nesse caso. Interessados me enviem e-mail.
Nada de racismo, fanatismo e nem xenofobia, só estudos.
afixado por: Denis Russo | março 2, 2006 05:53 PM
Meu e-mail:
denisrusso@puc-campinas.edu.br
afixado por: Denis Russo | março 2, 2006 05:56 PM