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fevereiro 27, 2006

O clube dos tontos

Começou o processo!
Michael Baigent e Richard Leigh estão em tribunal, em Londres, acusando Dan Brown e a sua editora de plágio. Afirmam que o autor norte-americano, para a escrita do "Código Da Vinci", lhes roubou toda a estrutura teórica de um "trabalho de investigação" que tinham escrito anteriormente.

Da esquerda para a direita: Dan Brown, famoso autor do gigantesco best seller "O Código Da Vinci", Richard Leigh e Michael Baigent, dois dos autores do não tão gigantesco best-seller "O Sangue de Cristo e o Santo Graal" (Londres, 1982).
Os dois últimos, maçons defensores de uma "espiritualidade sem dogma", escreveram nos idos anos oitenta uma obra de pseudo-história nas quais defendiam teses historicamente inconsistentes. Estes autores, chamados inocentemente de "historiadores" por uma imprensa ignorante, juntamente com Henry Lincoln (ausente da acção judicial por alegadas razões de saúde), criaram nos anos oitenta uma rebuscada teia de teorias que pretendia deduzir de um hipotético casamento de Jesus com Maria Madalena uma "linhagem sagrada" de descendentes, que cruzando-se em França com a dinastia dos Merovíngios, teria sido protegida ao longo dos séculos por uma misteriosa sociedade secreta chamada "Priorado de Sião".
Baseando-se na popular mistificação de Rennes-le-Château, os três autores Lincoln, Baigent e Leigh conseguiram um formidável sucesso, divulgando em inúmeros países as histórias fantasiosas do Priorado de Sião, o fabuloso tesouro/segredo descoberto pelo padre Saunière de Rennes-le-Château, e as suas teorias muito sui generis sobre os planos deste mesmo Priorado de Sião para o domínio político à escala global com a criação de uns Estados Unidos da Europa sob a égide de um monarca merovingio descendente de Jesus Cristo!
Muitos cairam na esparrela (eu confesso que caí que nem um patinho), o livro fez sucesso nos aeroportos e nas bombas de gasolina, e a "lebre" foi lançada pelo mundo inteiro. Hoje, são às centenas as obras "filhas" do livro escrito pelo trio. Dan Brown, de forma inteligente, apercebeu-se do poder tremendo desta "lebre" pseudo-histórica, apercebendo-se também de que, no final dos anos noventa, a burla do Priorado de Sião, da autoria do francês Pierre Plantard, era ainda largamente desconhecida de um grande público de leitores ávidos por estes temas.
Se querem que vos diga, contrariamente ao que se poderia pensar, estou com Dan Brown neste caso!
Acho que Baigent e Leigh vão perder uma pipa de massa!
Mas, claro está, falta saber se a balança entre os custos judiciais destes autores e os proveitos do relançamento das vendas do seu livro irá pender para o primeiro, ou para este último lado.
Sinceramente, não vejo suporte factual para a acusação de plágio. Dan Brown retirou a esmagadora maioria das suas teses do trabalho do trio, isso é inegável. E é patético assistir ao advogado de Dan Brown, que sistematicamente o nega, dizendo que a obra do trio apenas foi consultada numa fase final da escrita do "Código Da Vinci".
Mas copiar uma tese ou uma ideia não infringe o copyright.
Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos. Se Baigent e Leigh vencessem a causa em tribunal, isso poderia comprometer seriamente a rodagem do filme de Ron Howard, agendado para estrear em Portugal ainda neste Verão...

Algumas notícias retiradas do site do jornal The Times:
Historians take Da Vinci Code publishers to court
'Da Vinci Code' Author Accused in London
Da Vinci Code case 'could prove costly' for authors
British court battle over 'The Da Vinci Code'

Não façam caso.

caso
Há palavras lixadas no vocabulário nacional. Daquelas que têm tantos sentidos que deixam um estrangeiro esquizofrénico e só são entendidas em contexto pelos nacionais porque na realidade a esquizofrenia faz parte da nossa portugalidade. «Caso» é uma dessas palavras. A aplicação desta palavra em contextos diversos assume significados múltiplos que só os portugueses conseguem descodificar.
«Ter um caso», por exemplo, implica necessariamente a presença de alguém que partilha esse caso connosco. Para se ter um caso, tem que se ter um caso com alguém. Nunca se pode ter um caso sózinho, ou na pior das hipóteses pode-se, mas teremos simultaneamente de «ser um caso clínico».
Quando dizemos «um caso sério» já não estamos a falar de relações fortuitas entre pessoas, porque «ter um caso» é algo que, supostamente, não é sério. Se fosse sério não seria um caso. Seria uma relação. Isto significará portanto que qualquer relação é «um caso sério».
«Não fazer caso» é algo que fazemos sózinhos sem que nos acusem de padecer de qualquer desarranjo mental desviante. Mas é algo que não podemos fazer numa relação sob pena de nos acusarem de falta de atenção. Se tiverem uma relação, sigam este conselho: façam muito caso, mas daquele sério ok? Porque se fôr do outro não terão essa relação por muito tempo. Adiante…
«Estar a trabalhar num caso» não significa estar a arrastar a asa a alguém. Implica desenvolver um profissão normalmente ligada à área jurídica, ou de investigação policial. Se ter um caso é algo que se desenvolve como exercício de lazer, trabalhar num caso implica uma especialização profissional.
O caso também pode ser entendido como causa para um determinado efeito. E aí chama-se «caso para isso». Por exemplo, um homem descobre que a sua mulher teve «um caso« com o padeiro, fica muito enervado, acha que aquilo é um «caso sério» e fica prontinho para arrear um camaçal de porrada naquele cabrão enfarinhado. É nessa altura que um amigo lhe diz «Oh pá, não é caso para para estares tão enervado, deixa lá as coisas connosco que a gente esta noite rebenta-lhe com a padaria toda». Se o cornudo «não fizer caso», alguém no dia seguinte vai «trabalhar no caso» da padaria que implodiu no centro da cidade. E explicar isto tudo a um estrangeiro?

[Humor Negro]

fevereiro 26, 2006

E o jacaré tossiu!

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"Daí? Nem que o jacaré tussa!" dizia o malogrado Jorge Perestrelo.
Mas o jacaré tossiu.
Pum!
Estive lá. E vi a bola partir e a bola chegar.
Foi bom!

Precisamos de energias limpas ou de "limpar" a população? (cont.)

Devido a problemas técnicos parece que certos comentários não estão a conseguir a sua publicação, pelo que, temporariamente e enquanto a situação não se resolver, publico aqui a continuação do debate sobre este tema.


O famoso "ambientalista" a que te referes faz parte de uma organização ambientalista ligada à energia nuclear... a EFN - the association of Environmentalists For Nuclear Energy. É natural pois que a defenda.

E como considerar que os argumentos do outro são falaciosos parece estar na moda, pois então é a minha vez de afirmar que os teus, então, são extremamente falaciosos.

Onde estão os factos e números que defendes?

Eu já dei os meus, mas da tua parte ainda não vi praticamente nada.

Já agora, se queres alguns números sobre acidentes nucleares (apesar de, devido à sua gravidade, serem habitualmente camuflados), dou-te apenas alguns que se referem a um só país: os EUA (já dá para calcular a quantidade de acidentes existente nos restantes países).

3

Se queres alguns factos sobre a influência da radioactividade nos trabalhadores que extraem o urânio, e os que trabalham nas centrais ou manuseam armas:

4 ; 5 ; 6 ; 7

Se queres alguns factos acerca da dificuldade, ainda hoje existente, na medição da contaminação radioactiva e da sua extensão no tempo:

8 ; 9 ; 10

Transporte e actividades ilícitas:

11

Inconsistência teórica :

12 ; 14 ; 15

Se isto é astrologia, falácia, ou o que lhe queiras chamar, então, acho melhor ires rever o verdadeiro significado destas palavras...

O que aconteceu na Rússia foi uma catástrofe e não um mero acidente isolado como pretendes demonstrar. Algo que pode muito bem acontecer em Portugal, ou em qualquer outro país, com a grande diferença de termos um território bem mais pequeno.

Não te esqueças de colocar os teus famosos "factos concretos". É que até agora ainda não vi praticamente nada, apesar de afirmares que os apresentaste.

Mais importante que tudo isto é que o texto do meu artigo não se refere apenas ao perigo do nuclear, mas ao de outras indústrias poluentes e, sobretudo, ao impacte na paisagem desta e outras estruturas industriais. Também aí temos uma visão dramaticamente diferente.

O teu conceito de nação é muito diferente do meu. Se queres uma nação rica e poderosa a qualquer custo, acho melhor trocares de nacionalidade.

E amanhã o grito é: éssélbê! (II)

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E amanhã o grito é: éssélbê!

Académica: 0, Sporting: [1] [2] [3]

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Nem que volte a ser assim:

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fevereiro 25, 2006

A invasão

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Depois de ver o Brokeback Mountain, o único que se me afigura dizer é:


fevereiro 24, 2006

catarina cronista

Ontem apareceu uma nova revista no mercado. A Psicologia Actual foca temas da psicologia pertinentes para os relacionamentos comuns entre as pessoas: amorosos, familiares ou sociais.
Usando linguagem acessível ao grande público, numa abordagem que pretende ser cientificamente correcta, o seu objectivo é procurar caminhos para a felicidade.
Conta com o contributo especial de uma cronista de grande prestígio quase internacional que, só por si, trará muitos leitores à revista.
Na sua primeira crónica, intitulada “A eternidade”, escreve:

É isso, a eternidade: o que vem de trás, os pedaços de pessoas que emergem naquela que está agora á nossa frente, através de códigos pré-definidos e em tudo aquilo que passa de mãe e pai para os filhos. A eternidade não é mais do que a continuidade das pessoas nas outras.

Parabéns, mana.

link para a revista

Você sabia que...

...nos cinemas UCI-Corte Inglés uma criança de 2 anos, para ir ver o Bambi2, paga o mesmo que um adulto, enquanto que um estudante - mas só universitário - tem direito a preço reduzido?

Precisamos de energias limpas ou de "limpar" a população ?

nuclear station leibstadt.jpg

É a paisagem de sonho que desde há muito revela a gula de todo o liberal portuga que se preze. O que interessa são os números, ganhar dinheiro a todo o custo, imitar os manos ibéricos que estão a ficar tão mais ricos que se torna difícil conter entre nós o assustador crescimento de borbulhas de inveja. É verdade que o brilho dourado dos países mais ricos no que respeita ao PIB e outros índices de desenvolvimento nos encandeia e precipita numa corrida alienante, mas não é menos verdade que a par da alegria tio patinhas dos euros e dos dólares se escondem as taxas mais elevadas de poluição e de verdadeiros "assassinatos" ambientais. Vamos produzir energia atómica, submetendo-nos aos riscos incalculáveis de uma central que caia fora do controlo ? Ou vamos arranjar outras alternativas energéticas menos perigosas e que respeitem o ambiente ? Não será melhor comprá-la, apesar de sermos pobrezinhos ? Prefiro, sinceramente, que continuemos na cauda da Europa, limpos de industrias poluentes e perigosas que ameaçam a saúde da população e a beleza do território. Temos um país lindíssimo, onde já abundam indústrias de verdadeiros bandidos e mafiosos que não hesitam em poluir rios e continuar a destruir paisagens de eleição, e ainda querem mais?

fevereiro 23, 2006

À atenção do deputado-voador

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Do Publico de ontem...

A questão é que as estradas e os mortos na estrada não são "banda desenhada", a não ser para alguns inconscientes, entre os quais alguns que fazem as leis que depois se gabam de não cumprir...

Descaramento, lata e estupidez.

"Reconheço que, às vezes, ultrapasso os limites de velocidade, mas isso é porque sou um deputado que cumpre horários. Não sou como outros que não chegam a horas às reuniões"

Deputado apanhado a 200 km/h.

Só por excesso de velocidade, o deputado tem pelo menos seis multas no "currículo" (quase todas "graves" ou "muito graves"), sem contar com a "muito grave" que aguarda despacho de decisão no Governo Civil de Coimbra. A mais grave de todas foi "arquivada por decisão de prescrição". Trata-se de uma multa levantada pela BT de Aveiro, em Junho de 2004, que o Governo Civil daquele distrito decidiu arquivar.

Chamam-lhe o "deputado-voador"...

Há pelo menos quatro multas que foram arquivadas por prescrição na entidade autuante. Isto significa que quem levantou o auto reteve-o durante pelo menos um ano em seu poder, sem o enviar à Direcção-Geral de Viação (DGV).

Chama-se Ricardo Almeida, tem 31 anos

fez um pedido especial no sentido de lhe ser perdoada a apreensão da carta de condução

Tudo aqui

Tooooodos lá dentro. No país da querida.

Labrego Nacional
País de longa tradição no desenvolvimento do labrego nacional, Portugal chegou a um ponto de saturação do número de labregos per capita. Dados recentes do INE apontam para que a população labrega seja neste momento muito superior à portuguesa. «Começamos a ter dificuldade em separar os portugueses dos labregos, uma vez que os primeiros parecem ter sido perfeitamente aculturados pelos segundos» afirma o responsável máximo por esta instituíção.
O Governo já admitiu ser maioritariamente constituído por labregos de 2ªgeração, não prevendo que a situação se altere nos próximos 4 anos, o que coloca Portugal no primeiro país europeu a ter uma maioria de população labrega, governada por labregos.
O impacto do nacional labreguismo já começou a sentir-se na economia nacional – é característica do labrego a completa ausência de noção de gestão, o despesismo descontrolado e tendencioso, uma compulsiva tendência de prometer uma coisa, fazendo exactamente o contrário, e a fuga a toda e qualquer espécie de imposto.
Especialistas internacionais no fenómeno expansionista do labrego, afirmam que o processo é irreversível e que dentro de poucos anos Portugal não terá portugueses. Sugerem ainda que se comece a mudar nome do país para Labregal.
O número de escolas para labregos tem aumentado exponencialmente nos últimos 10 anos, com todos os inconvenientes que estas acarretam: taxas de insucesso escolar perto dos 100%, não pagamento de propinas, e uma tendência compulsiva de arrastões diários num raio de 2km em torno de cada escola.
O número de empresas labregas também aumentado, mas aqui a situação é menos grave porque, como se sabe, a duração de vida de uma empresa labrega é de um ano, exactamente o tempo que levam a esgotar-se os fundos europeus de incentivo à criação de empresas.
Estima-se um novo fluxo de emigração nacional com características muito diferentes das que assistimos na década de 60 do século XX: a mão-de-obra especializada e sem paciência para os labregos nacionais começa calmamente a abandonar o país.
Os labregos andam tão preocupados (fizeram contas e descobriram que os que ficam são todos uns labregos tesos) que lançaram esta semana o programa social “Adopte um Português”. Quem quiser ficar e ser adoptado por um labrego basta inscrever-se no centro de segurança social da sua zona de residência.
Cantem comigo o novo hino nacional: «Labregos do mar…»

[Humor Negro]

fevereiro 22, 2006

pastilha [paraísos portáteis] #6

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A guerra colonial e o Benfica

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Excerto de uma entrevista de António Lobo Antunes à revista Visão, onde, às tantas, se evoca a guerra do Ultramar, em Angola, em que o Autor tomou parte:
[...]
V: Ainda sonha com a guerra?
ALA: (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias. Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques.
V: Parava a guerra?
ALA: Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?
V: Não vou pôr isso na entrevista...
ALA: Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do Benfica?
[…]

(artigo gentilmente subtraido ao vizinho conversasdexaxa4)
(os azulinhos do Porto desculpem lá, mas...)

fevereiro 21, 2006

Parafraseando o João Cúcio...

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E o Benfica, como ficou?

PS. sabem qual será o cúmulo do anti-benfiquismo? Dizer que só ganhou porque o Léo jogou admiravelmente...

Duas Mulheres

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Duas mulheres. Dois nomes: Violette Szabo e Noor Inayat Khan. Duas crentes de religiões diferentes: a primeira cristã; a segunda uma princesa muçulmana. Em comum: duas heroínas na resistência a Hitler, como operacionais dos SOE Britânicos. A curiosa história aqui.

Num aviário perto de si...

aviario
Primeiro tinha sido o Ceausescu, esse pelintra fascista de primeira; e depois o Yonutz, um javardolas que um dia lhe apareceu lá à porta com uma mão atrás e outra à frente a pedir emprego no aviário, e dois meses mais tarde saíu de lá com as duas mãos na sua mulher. Alberto não gramava romenos e agora ouvia aquelas histórias das gripes nos aviários da Roménia... Decidiu fazer uma inspecção aos seus animais.
As vacas não tinham gripe. Estavam um bocado excitadas com qualquer coisa que Alberto não conseguiu identificar, reviravam os olhos, babavam-se copiosamente e saltavam que nem coelhos, mas aquilo não era gripe em lado nenhum do mundo.
As cabras também não tinham nenhuns sintomas de gripe, embora Alberto tenha estranhado a sua falta de pelagem a fazer lembrar os chiuauas. As ovelhas apresentavam uma pelagem azulada com fiapos de laranja e, em vez de balir, grasnavam. Mas nada de gripe. Os coelhos andavam esquisitos, pendurados de cabeça para baixo na antena de televisão, tipo morcegos. Ainda agarrou num e espetou-lhe um termómetro no rabo mas nada, estava impecável tirando aquele olhar vítreo. O burro espirrava insistentemente, mas Alberto sabia que aquilo não era gripe: o animal sempre tivera alergia aos fenos. Um pouco antes de chegar ao aviário Alberto deu uma vista de olhos nos patos. Tirando o facto de andarem todos a nadar de costas no lago e a grasnar algo que fazia lembrar um fado antigo do Vitor Espadinha, não detectou nada que se parecesse com gripe.
Finalmente chegou ao aviário. Estava estranhamente silencioso. Alberto aproximou-se pé ante pé e esgueirou-se numa portinhola: as galinhas percorriam todo o aviário em fila indiana e dançavam a conga em surdina; o galo estava deitado e regalado com 6 frangas e não tinha mãos a medir. Os pintos faziam mosh para cima dos ovos.
Nada de gripe, pensou Alberto, tudo normal.

[Humor Negro]

fevereiro 20, 2006

O Eterno Retorno ou Quem vai vai quem está está.

reencarnacao
H e D viveram um tórrido romance de amor. Eram almas gêmeas, diziam eles. Apaixonaram-se aos dois anos de idade, algures em 1423, casaram aos cinco, tiveram aos doze o primeiro de 38 filhos, morreram trisavós jurando amor eterno. H reencarnou numa foca no Ártico enquanto D, anos mais tarde, reencarnou num gnu em África. Depois H reencarnou num Panda na Ásia e D reencarnava num esturjão, algures no mar Ártico. O reencontro pareceu impossível durante gerações: H foi um crisântemo, um gladíolo, um rinoceronte com asma, uma avestruz com artrose, um golfinho com caspa, enquanto D foi uma galinha da Índia, uma vaca sagrada, um pinheiro bravo, e um jumento com gonorreia.
Um belo dia reencarnaram num homem e numa mulher. E reencontraram-se. Tinham ambos 20 anos. Voltaram a apaixonar-se perdidamente. Casaram. H tornou-se funcionário público e desatou a beber que nem um alce em época de cio. D trabalhava num escritório de contabilidade. Nunca tiveram filhos. H está preso por violência doméstica. D está com o braço esquerdo paralisado para o resto da vida. É lixada a reencarnação...


[Humor Negro]

fevereiro 18, 2006

Ficou bem, obrigado...

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Ficou bem, porque mesmo perdendo e jogando mal, o moral é sempre bom.
Ainda é o campeão em curso, finalista da última Taça de Portugal e continuando na actual, vencedor da Super-Taça e o único clube português nas competições europeias.
Mas ainda que nada disto fosse verdade...
... o Benfica foi, é e será sempre, o Glorioso.
Desculpa, João, mas há coisas que são regidas pelas leis universais, não ao gosto de qualquer ser mortal, seja pessoa, seja lagarto...
Abraços desportivos e que ganhe o melhor (lá na vossa presidência, claro - parece que até há um candidato que´"não é sportinguista mas fundamentalista" - cuidado com os cartoons...). Quanto ao campeonato, que ganhe o SLB, claro, mesmo que cada vez mais difícil.

Como é que ficou o Benfica?

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Post à Rodrigo Moita de Deus

blá-blá-blá-uma-palermice-qualquer-armada-ao-pingarelho-e-sem-piada-nenhuma-blá-blá-blá-tenho-tanta-piada-blá-blá-blá-sou-a-mosca-de-direita-nesta-bosta-de-esquerda. RMD

Perdoai-lhe, que ela não sabe o que diz...

Hoje aconteceu algo que me faz temer pela boa saúde da minha sogra. Depois de lhe perguntar que fruta é que havia, ouvi a blasfema resposta: - Alá banana.

(para que conste: comi uma laranja. Ouviram? Uma laranja!)

?Civilização # Tríptico + 1 Édipo de Ingres

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O que fizemos desde Hiroxima
Foi paradoxalmente unir toda a Terra.
Olhamos pelo cano da arma engatilhada.
Um alvo, um fado unido
juntos num hiperestado.
Pois a Grécia é Greenham, Greenham a Grécia,
Posídon é Posídon, e não só para esta peça.
Nem todos os lugares, nem as eras humanas
dependem de gente como nós e tu.
Na terceira guerra mundial destruiremos
não só as modernas cidades, mas a memória de Tróia.
As histórias que moldaram o espírito da nossa raça
são pesadas na balança nesta base de mísseis.
Lembrem-se, se puderem, que com o homem vai a recordação
do sentido que poderia ter a história da Humanidade.
É fácil de entender que, quando estivermos mortos,
não haverá mais páginas para lermos.
Nem mesmo folhetos ou peças de paz como estas,
nem Aristófanes do pós-Holocausto.
Por isso, ao soarem nomes novos,
pensem no chão que pisam.
Se formos destruídos,
Levaremos connosco Atenas 411 a. C.
O mundo que existiu até ao último minuto de hoje
e todas as criaturas que nele viveram
irão quando nós formos, de tudo o que o homem fez
nada será lembrado, absolutamente zero.
Nem monumentos de guerra com os seus nomes de mortos,
porque a memória não sobreviverá ao vosso Armagedão.
Assim, Lisístrata, Glenda Jackson, são um único nome.
Desde 1945 passado e presente são o mesmo.
E não importa se é "real" ou uma ficção -
Imaginação e realidade seguem o mesmo caminho.
Por isso não digam que é só um bando de gregos antigos.
São as lágrimas deles que correrão pelas vossas faces
.

Tony Harrison

[na peça Common Chorus (1985) - adaptação de Mulheres de Tróia e de Lisístrata de Aristófanes]

fevereiro 17, 2006

Hide and Seek

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foto de Yann Arthus-Bertrand
música de Imogen Heap

Bom Fim de Semana !

Feng Shit

yinyang
Depois de ter sido verdadeiramente massacrado por um amigo arquitecto, que insistiu que eu me devia imbuír do espírito de Feng Shui para criar energias positivas numa vida que não me andava a correr lá muito bem, decidi fazer algumas alterações na minha casa, seguindo rigorosamente os seus ensinamentos:
Na entrada pendurei um Ba Gua raso. Não fica lá grande coisa e dá um ar folclórico à entrada mas é suposto ser um catalizador de excelentes energias. Disso e do couro cabeludo que lá deixei por ter pendurado aquela merda muito baixo.

Na maçaneta da porta de entrada pendurei 3 moedas chinesas numa fita vermelha, para atraír “dinheiro auspicioso”. Passam a vida a roubar-me as moedas, e eu passei a ser o melhor cliente da loja dos chinocas na esquina do meu prédio.

Comprei dois cães Fu em porcelana que coloquei do lado de fora da porta, um de cada lado, para guardar a casa. Os vizinhos gostam de lhes mandar uns violentos pontapés.

Instalei um pequeno lago artificial na varanda da casa, onde coloquei 8 peixinhos dourados e um peixinho preto. Era suposto o peixinho preto atraír tudo o que é negativo e indesejável, mas o sacana do peixe desatou a comer os peixes dourados e eu gasto uma fortuna a substituí-los todas as semanas. O peixe preto está tão bem alimentado que a varanda já começou a dar de si.

Nas traseiras da casa, na ponta do lado esquerdo, mandei construír uma cascata ruidosa. A cascata é suposto fazer correr mais dinheiro. E aparentemente funciona: com as indemnizações que os vizinhos me pediram a minha conta bancária parece mesmo um rio a escoar.

Dispus plantas de flor vermelha ao longo do corredor, em grupos de 3, até à porta de entrada. Já escorreguei várias vezes na merda das folhas e na última das quedas deixei de poder virar o pescoço para a direita. O ortopedista diz que é permanente.

Apontei uma luz no lado de fora para a minha porta de entrada de modo a estar iluminada durante a noite. Desde então passo a vida a explicar aos bêbados locais que a minha casa não é um bar de alterne.

Atestei todas as divisões da minha casa com plantas de folhagem verde em formas de moedas. Ainda estou para perceber que porra de efeito é que faz a forma da merda das flores.

Para criar um constante fluxo de energia mudo a minha mobília de sítio todos os dois meses. Um processo cansativo, e que requer muita energia para levar em ombros aquela porcaria toda. À conta disto, os vizinhos do andar de baixo fazem manifestações violentas à porta de minha casa e destroem-me sistematicamente os cães Fu.

Frequentemente limpo os meus armários da roupa, que ofereço à minha empregada ou a instituíções de beneficência. Segundo o Feng Shui manter roupa usada no armário interfere nas energias, tipo “bate na válvula e volta pra trás”. Estou a ficar sem grandes opções de escolha, vou ter de ir aos saldos brevemente.

Deixei de ouvir os Da Weasel e agora só ouço música com sons de floresta, de mar, ou de chuva a caír. Junto-lhe uns pauzinhos de insenso para dar um cheiro relaxante ao ambiente. A polícia já me entrou pela casa adentro algumas vezes julgando tratar-se da sede de uma seita Koreshiana. Pouco falta…

Pintei a minha caixa de correio com flores de cores garridas. Ficou foleiro à brava, mas assim não corro o risco de receber más notícias.

Retirei o espelho do tecto do meu quarto (mas mantive a cama redonda) e acrescentei espelhos em todas as divisões pequenas da casa, para criar uma maior sensação de espaço: confesso que ainda não me habituei a ver-me ao espelho enquanto estou sentado na pia.

Era suposto eu estar em paz e em perfeita harmonia com o que me rodeia, atravessado por uma onda de energia inexplicavelmente tranquilizante, mas não! Estou uma pilha de nervos, a minha casa parece ter sido decorada pelos chineses contorcionistas do Circo Chen, os vizinhos dão-me cabo da cabeça, o peixe negro já parece uma toninha, e a minha vontade é de contratar uma tribo somali feng shungueira que dê um andar diferente ao meu amigo arquitecto. Raizupartam!

[Humor Negro]

fevereiro 16, 2006

Match Point

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Chloe ama Chris que ama Nola. Chris é o modelo do rapaz humilde encravado na luta entre classes da sociedade Inglesa. À conta de dar aulas de ténis ao menino rico Tom, converte-se em alpinista social e conquista os favores da irmã Chloe. É o genro perfeito. Os sogros amparam-no: antes a menina caír nas graças de um pobre rapazinho Irlandês que até gosta de ópera e lê Dostoievsky do que nos braços de um provável artista pós-moderno subsidiado agarrado à heroína. Mas Nola, que anda com Tom e depois deixa de andar, é Scarlett Johansson, nada a fazer, Chloe não tem hipótese: a Scarlett tresanda de boa, especialmente à chuva e em movimento. Chris vive obcecado com Nola, é Nola antes de almoço, é Nola entre um take-over e uma merger nas reuniões da tarde, é Nola antes da novela da noite, enquanto a legítima esposa anda um bocado aos papéis e vai mastigando o termómetro em busca do tempo perdido pra conseguir ser fertilizada e conceber vida. O caldo entorna-se quando Nola desata a fazer exigências, porque sim e porque tal, que não aguenta mais ser a outra e que até já concebeu vida. Quase adormeço: a gaja que me segura o balde das pipocas dá-me uma cotovelada! Recobro os sentidos com Chris a entrar em parafuso entalado na dicotomia Hot Sex / Nice Life: a Scarlett não é de se deitar fora, mas um loft com vista pró Tamisa e Westminster em fundo de cena também não é coisa que se arranje todos os dias. Suspense, horror, tragédia: Nola tem de morrer! Entra a Traviata - Un di' Felice Eterea, Alfredo canta para Violetta

Un dì, felice, eterea,
Mi balenaste innante,

E vai o Chris e baleia mesmo, com cartuchos de caçadeira. Ai Bruto! - Pum! Ou melhor, PUM PUM, dois tiros, porque há uma velha que tem de morrer primeiro.

Pelo meio, Alfredo não se cala

E da quel dì tremante
Vissi d’ignoto amor.
Di quell’amor ch’è palpito
Dell’universo intero,
Misterioso, altero,
Croce e delizia al cor.

No fim, o escroque safa-se porque Woody Allen não é moralista como Dostoievsky.

Se isto é o melhor filme do Woody em dez anos, como repetem tantos críticos, eu vou ali e já venho.

fevereiro 15, 2006

Últimas de Teerão

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O Xá da Pérsia nunca existiu - pois toda a gente sabe que o chá veio da China!
Ai a tola!

Concurso de cartoons sobre o Holocausto que dizem não ter existido

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Bandeira - DN

A diferença é que, por muito mau gosto que demonstre a iniciativa, nós não vamos queimar a casa de ninguém por propô-lo. Parece que Freitas criticou o embaixador que o elogiou (a ele, Freitas), não pelo elogio, mas por ter negado o Holocausto. Não lhe fica mal, sô MNE, mas vem um bocado tarde...

caguei

Cópia autêntica da carta existente na Biblioteca Nacional de Lisboa, dirigida por Pina Manique, Corregedor de Santarém (e futuro Intendente de Polícia do Marquês de Pombal), ao Duque de Cadaval, Corregedor-Mor da Justiça do Reino):

Exmo. Sr. Duque de Cadaval:

Se meu nascimento, embora humilde, mas tão digno e honrado como o da
mais alta nobreza, me coloca em circunstância de V. Excia. me tratar por
TU,- Caguei para mim que nada valho.

Se o alto cargo que exerço, de Corregedor da Justiça do Reino em
Santarém, permite a V. Excia., Corregedor Mor da Justiça do Reino, tratar-me
acintosamente por TU,- Caguei para o cargo.

Mas, se nem uma nem outra coisa consentem semelhante linguagem, peço
a V.Excia. Que me informe com brevidade sobre estas particularidades,
pois quero saber ao certo se devo ou não Cagar para V. Excia."

Santarém, 22 de Outubro de 1795


(Recebida de uma amiga, por e-mail. Não resisti a colocá-la aqui)

Post Atrasado

Atraso
Desde que nasci que ouço que o país está vinte anos atrasado em relação à Europa. Embora esta informação seja muito relativa (quem me diz a mim que não são os gajos que estão vinte anos adiantados?) a verdade é que o atraso faz parte da nossa portugalidade. Um tipo que chega a horas a qualquer sítio em Portugal ou é estrangeiro, ou atrasado mental (lá está, atrasado). A regra dos vinte minutos de atraso é escrupulosamente cumprida em qualquer reunião portuguesa – e não vale a pena chegar a horas, porque quem a agendou irá seguramente chegar atrasado vinte minutos.
Uma obra em Portugal só é considerada uma obra quando apresenta um atraso vergonhoso – senão fôr vergonhoso, é considerada uma obrinha, uma obreca, ou um bico d’obra. Outra coisa que tende também a atrasar em Portugal é o pagamento de qualquer coisa: salários em atraso é normal, prestações em atraso também, impostos em atraso idem.
Mas nisto do pagar atrasado, é o Estado português – essa abstracção incómoda – que bate todos os recordes: num jornal económico lia-se recentemente que os organismos do Estado pagavam, em média, 183 dias depois de terem recebido qualquer serviço. Eu por exemplo há 1.460 dias que espero (entre cartas insultuosas) que o Estado português me devolva o IRS que cobrou indevidamente.
O atraso estende-se a todos os sectores da sociedade nacional, e é algo perfeita e bovinamente natural para o vulgar cidadão: no ensino os estudantes deixam disciplinas em atraso, nos transportes o atraso faz parte do horário, as obras públicas vivem em permanente atraso, os processos atrasam-se uma eternidade nos tribunais, a polícia chega sempre atrasada ao local do crime, até a paciência dos portugueses está em atraso – se não estivesse já tinha havido merda da grossa.
Mas a grande e derradeira prova que o país está mesmo vinte anos atrasado é-nos dada pelos atrasados mentais da política nacional e pelas últimas eleições presidenciais – onde os intervenientes relevantes foram repescados de uma realidade política que existiu há vinte e cinco anos atrás. Desde então parece que não aconteceu nada… só atraso.


[Humor Negro]

fevereiro 14, 2006

A aritmética do olvido e do horror

Portugal Diário: O embaixador [do Irão em Lisboa] diz que «há muito por contar» e que ele próprio esteve em Auchwitz e fez «as contas». «Para incinerar seis milhões de pessoas seriam precisos 15 anos, por isso há muito que explicar e contar».

Ora, segundo as contas deste senhor, a capacidade de uma incineradora "reduz-se" a 1095 pessoas por dia, mais falangeta menos falangeta (confesso que não ponderei os anos bissextos).

A confrontar:

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A report from Himmler to Hitler, tallying the executions of 363,211 Jews in Nazi-occupied regions of the Soviet Union between August and November of 1942. Source: Hitler and the Final Solution, G. Fleming, University of California Press, Berkeley, 1984.

holocaust62.jpg

A letter from SS-Sturmbannführer Jahrling to SS-Generalmajor Kammler, specifying the cremating capacity of the five Auschwitz crematoriums as 4,756 per 24 working hours. Source: Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers, J.C. Pressac, The Beate Klarsfeld Foundation, New York, 1989.

Sem esquecer outros métodos:

holocaust15.jpg

A mass grave at the Bergen-Belsen concentration camp. Source: National Archives, College Park, Maryland.

Fonte: Holocaust Photo Archive Index

Entretanto, a latere ou talvez não, vide aqui a poderosa reacção do nosso Governo à crise internacional aberta pela publicação dos cartoons sobre Maomé; e, agora sem ironias, a clarividente análise de Constança Cunha e Sá sobre a dita reacção. Reacção? Silly me!

Alguém quer acrescentar alguma coisa?

Macacos do Ártico

Quatro putos de Sheffield, que na minha humilde opinião, são meninos para fazer calar todos os que defendem que o rock está morto e enterrado.
O primeiro álbum dá pelo nome de "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not" e pulverizou os anteriores records de vendas no dia de lançamento com a marca de 120.000 unidades.
A boa notícia e a razão de ser da presente posta é que foi hoje noticiado que por vinte aérios, quem estiver disposto, pode vê-los actuar no Garage, a 18 de Maio.
artic.jpg
Para os que ainda não travaram conhecimento com os Artic Monkeys, aqui fica o link para 2 dos videos da banda.
Em Maio encontramo-nos por lá.

Julgo que o Paulo Dentinho ainda não noticiou isto d'América

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Pois parece que o VIce-Presidente Norte-Americano Dick Cheney, que já participa de uma Administração que não acerta uma no Iraque, também não terá melhor pontaria na arte da caça. Na última caçada num rancho do Texas acertou acidentalmente (pois,pois...) num advogado!

Quais terão sido as palavras de Dick Cheney após o sucedido?

O IMAO blog sugere um top ten

10. Are you SURE it’s not lawyer season?

9. Ha – that’ll teach you to stop chasing my ambulance.

8. I nicked him. Do I still get a prize?

7. Okay, guys. Hold him down and check him for WMDs.

6. Walk it off, you wimp.

5. One more try – this time I’ll give you a head start.

4. Didn’t you to say you wanted to be an embedded lawyer?

3. It’s an emergency! We better call FEMA.

2. Sure I missed him. But look at my shot grouping.

E a melhor de todas:

1. Hey, if he dies – do I get to become president?

________________________________________________________
UPDATE

Já está disponível o jogo Hunting with Dick! Divirtam-se.


Até os nossos cantores pimba são mais bonitos (ou menos feios, digo eu)

shaboola.jpg

Pois este cruzamento de Marco Emanuel Ruben André com Theropithecus Sylvanus em traje de bazar é nada mais nada menos que o inolvidável artista da rádio e do papiro sonoro Shabaan Abdel Rahim, Shaboola para os amigos. Um êxito no Egipto! Depois de aqui há uns anos ter agitado as burqhas da rua árabe com o originalíssimo hit "Odeio Israel", regressa oportunamente e em força aos tops com a adaptação anti-viking "I Hate Denmark". A rima é de estalo: What Denmark?! Even cow owners?! Who are they to insult the prophet tararitararaterereterere (em egípcio ou até em copta deve ser mais giro!)

Se não são o povo eleito, pelo menos têm um fair-play de eleição

Os Dinamarqueses satirizam o Profeta?
Os Iranianos lançam um concurso para satirizar o holocausto?
Parece insano!
Resposta à insanidade: um grupo israelita lança o desafio mais imprevisto - bora lá fazer os melhores cartoons anti-semitas!

No fury, no riots, no death threats. Just a bunch of Yids using humour to fight hate.

(Feel) Be the love generation !


Já estão fartos de ouvir esta música ? Não faz mal. De tristezas já eu ando fartinha até à ponta dos cabelos e bem que me apetecia andar agora a passear de bicicleta em paisagens como estas.

Da morte e outros desmandos

drip-1

(ilustração de João Cóias)

Há acontecimentos para os quais ninguém está preparado. Sói dizer-se. O conteúdo absolutamente inopinado desta caixa de comentários do Semiramis é, por certo, um desses casos. Um autêntico tratado sobre a massa informe em que se pode transformar o humano em sociedade - particularmente quando aquele, como nalguns comentários daquela caixa, tem máscara que lhe oculte os traiçoeiros rubores.

Tudo começou com este comentário:

Caros amigos, A Joana partiu para não mais vai voltar. Eu era uma das três únicas pessoas que conhecia a sua identidade. Na hora da partida não sei qual a sua vontade em relação ao magnifico blog que mantinha com grande paixão. Sinto-me orgulhoso por ter sido seu amigo durante os últimos 15 anos. Onde quer que estejas, não te esquecerei.! Publicado por: Um conhecido da Joana às fevereiro 6, 2006 11:40 AM

Continuou com outros comentários, do "Amigo de longa data da Joana" e do "Outro conhecido de Joana", a asseverarem o inditoso acontecimento.

Seguiu-se então o comentário do Nuno Cunha Rolo que referiu:

"Sobre a Joana, já escrevi no meu blog, Arcadia, o que tinha a dizer. Os meus sentimentos à família e o meu agradecimento, através dela, por todo o conhecimento e cultura me deu a conhecer. Obrigado. E oxalá publiquem em livro os melhores posts dela, ou seja, todos (sem exagero). Porque todos demonstram o que acima disse. NCR Publicado por: Nuno Cunha Rolo às fevereiro 10, 2006 12:10 AM"


No dito blogue, NCR confirmava:

"É com grande, grande pesar que soube, por amigos da família, que a Joana do Semiramis morreu, no Domingo, por uma fulminante embolia pulmonar."

Hoje, cerca do comentário 200, alguém, assinando Joana, refere:

Acabo de chegar de uma viagem ao Extremo Oriente, por razões profissionais, e estou siderada com o que leio. A blogosfera preparou-me para todos os dislates e, por isso, não me surpreende que uma cabeça oca tenha decidido matar-me. Imperdoável é que tenham aparecido comentários assinados por «amigos» meus e que alguns tenham, inclusive, envolvido a minha família. Vou pensar seriamente se vale a pena manter este blog. Publicado por: Joana às fevereiro 13, 2006 07:34 PM

Sobre a questão da morte da Joana, tenho as minhas certezas, pessoais e intransmissíveis. O que aqui releva, e este sim é o propósito deste post, é alertar para aquela caixa de comentários. O teor daqueles comentários, naquela caixa imensa, revelam muito, talvez tudo, da natureza humana.

BESphoto*

Fui ontem ver a exposição BESphoto, patente no Centro Cultural de Belém. Na sua segunda edição, esta iniciativa tem o fito de promover a fotografia nacional, atribuindo um prémio a um dos fotógrafos selecionados. Gostava de saber falar sobre fotografia, para sair daqui um post decente. E teria também sido muito oportuno que os folhetos relativos à exposição não se tivessem esgotado antes da minha ida, porque o google tem pouco para me dar, a este respeito – nem uminha imagem das que vi no CCB estava disponível nos parcos links relacionados que encontrei.

Os trabalhos escolhidos foram apresentados nos últimos três anos e pertencem a José Luís Neto, Paulo Catrica, José Maçãs de Carvalho e António Júlio Duarte. Com toda a isenção que me caracteriza, vou já dizendo que vale a pena lá ir nem que seja só para ver as imagens de José Luís Neto.

As fotografias de Paulo Catrica reflectem sobre urbanidade e natureza, com boas fotografias de cidades e arquitectura e uma, belíssima (entre o núcleo de paisagem) com um imenso monte verde cujo limite em curva oblíqua se dilui estranhamente, na sobreposição de uma nuvem. Diz-me a informação que recolhi que é no Alentejo, mas eu iria jurar que foi tirada na Madeira.
José Maçãs de Carvalho foi o preferido do meu filho mais velho, com um vídeo em que uma mulher diz uma frase sem som: “as imagens são as palavras dos analfabetos”. Ficou vidrado. O mais novo achou curioso que a mulher tivesse só braços e cabeça (sendo quase incorpórea, portanto), até perceber que ela estava vestida de preto sobre um fundo da mesma cor. Também gostou bastante dos caixotes onde o mesmo artista colocou exemplares emoldurados de fotografias suas, à disposição do visitante, mas não quis trazer nenhuma.
António Júlio Duarte apresenta imagens de corpos na noite, alguns tatuados, mulheres de meias de liga e tal, intercaladas com outras de carros acidentados, com o eventual bombeiro a retirar corpos.
E agora, José Luís Neto.
Este rapaz tem-me surpreendido sempre com um trabalho que foge às leituras mais prosaicas da fotografia. Com uma minúcia de relojoeiro no que respeita ao domínio das técnicas (e como eu gostaria de ter o knowhow necessário para escrever sobre provas de prata e brometos de não sei quê... mas não tenho), todas as imagens suas, que tive o privilégio de ver, são paradigmáticas de como a fotografia já se soltou da tradição, para passar a ser obra plástica obtida por meios fotograficos. E de como o fotógrafo investiga incansavelmente a fotografia, caminhando perigosamente nos seus limites.
Evidenciando duas preocupações que me são caras, a da subversão das escalas e a da introdução da percepção do tempo, o inesperado está sempre presente no seu trabalho, como nas fotografias feitas em macro dos perfis de listas telefónicas (parecem pinturas abstractas, numa primeira leitura), que se podem ver no CAM (Gulbenkian).
Aqui, no CCB, apresenta duas séries e uma fotografia de grande dimensão. “Anónimo” é feita a partir de um negativo de Joshua Benoliel, em que sucessivas ampliações permitiram revelar, em claro escuro numa superfície texturada, imersos no grão, os rostos de presos políticos (há uma outra série com cabeças encapuçadas). Uma outra, de miniaturas, “Irgendwo” é constituída por fotografias minúsculas, perfeitas no rigor do enquadramento e na subtileza do detalhe. “Für Claudia”, uma daquelas que parecem desenhos, é um conjunto de linhas horizontais sobre uma comprida página branca. Maravilhoso.
Amanhã será atribuído o prémio. Escusado será dizer em quem eu aposto.

* A exposição poderá ser vista até dia 2 de Abril.

Até quando?

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Mais de um terço dos condutores mortos em 2005 acusaram álcool

A maioria (75 por cento) dos condutores que no ano passado morreram em acidentes de viação e que acusavam álcool no sangue apresentava uma taxa crime, ou seja, superior a 1,2 gramas por litro (g/l) e punida com pena de prisão, revelam dados do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML).

Num universo de 182 condutores que acusaram mais de 0,5 g/l, 138 tinham bebido bastante mais antes de conduzir – atingiram mais do que 1,2 g/l, segundo os resultados das autópsias feitas no ano passado pelas três delegações (Lisboa, Porto e Coimbra) do INML. Para acusar uma taxa de 1,2 g/l é preciso ingerir em média seis bebidas alcoólicas.

Outros 44 condutores mortos na sequência de acidentes rodoviários acusaram valores entre os 0,5 e os 1,19 g/l, o que também é punido por lei.

Publico de 13.02.06

Um estudo que realizámos na Faculdade de Ciências Médicas mostrou que os condutores erram (em muito) na avaliação da sua própria alcoolemia (depois de dizerem quanto achavam que tinham, foram feitas medições. Quanto mais tinham mais erravam...).
E continuamos a conduzir o nosso "sofá com rodas" na maior, com uns drinks pelo meio, que nós somos porreiros, até guiamos melhor com o grão na asa.
De 1995 a 2000 a probabilidade de nos cruzarmos com um condutor embriagado (com mais de 1,2 g/L) subiu para o dobro. Esperamos os resultados de 2005 para ver se cresceu mais.
Mas ainda há gente que ri e acha que tudo não passa de uma "mariquice". Um excesso de zelo de quem não sabe gozar a vida.
Pior que a ignorância, só a estupidez!
Vinte cinco anos de cadeia e é porque é o limite da Justiça portuguesa!

fevereiro 13, 2006

Começar

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Mas qual a atitude enquanto se espera? Pois a de achar que ainda se está distante e, ao mesmo tempo, que tudo já aconteceu. O trabalho vai ser o de, sem falta alguma, que ainda está distante o que já aconteceu, juntar a face do adquirido com a face do ambicionado. Querem um exemplo? Pois lembro o que acontecia com os Portugueses que, desrespeitando Tordesilhas e a pontifícia autoridade, iam fazendo mapa falso sobre mapa falso, sabendo que ainda tinham muito que andar, mas, simultaneamente que já descansavam à beira do Pacífico que sempre se lhes negou.

Agostinho da Silva

Decisão Perpétua

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100 anos!

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Fotografia de http://www.cineclubeguimaraes.org

Parabéns, Professor!

Chamem a Polícia e o Prof. Diogo e a Dra Ana Gomes! Acho que entrámos numa escalada de licenciosidade!

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No imperdível http://www.jesusandmo.net/

Sequelas de guerra

Embora venha referido, por vezes, que os Matrecos foram inventados em Portugal, a realidade é outra. De facto, o "pai" dos matraquilhos foi um galego, hoje com 86 anos, de seu nome Alejandro Campos Ramirez, nascido em Finisterra (e que, aliás, adoptou "Finisterra" como seu apelido). O jogo foi inventado durante a Guerra Civil de Espanha, com o intuito de arranjar um modo de as crianças com handicaps graves, na sequência da guerra, poderem continuar a jogar futebol e a sentir as emoções do "desporto-rei".

Actualmente, o "futbolín" está muito desenvolvido em Espanha, com campeonatos regulares entre as regiões

web-matrecos-alejandro.jpg
Alejandro Finisterra

Editor e escritor, Presidente da "Fundação León Felipe", académico correspondente da Real Academia Gallega, membro da "Societé des Auteurs et Compositeurs Dramatiques" de França, da Federação Internacional de Jornalistas e da Associação de Escritores de Espanha, Alejandro Finisterra desenvolveu uma extraordinária actividade cultural no México, sendo co-fundador da Associação de Escritores do México, membro do Ateneo de Galicia no México e de outras colectividades naquele país. Fundou e dirigiu, durante 20 anos, uma revista de poesía universal. Poucos sabem que foi o inventor dos "matraquilhos".

Podem ver as regras entrando aqui.

fevereiro 12, 2006

Gera Coisos

geracional
A única coisa que a geração de 50 queria era esquecer-se da guerra e construir aquilo que tinha sido destruído pelos alucinados da geração anterior. E a coisa parecia simples e exequível.

Mais despreocupada, a geração de 60, queria fumar umas ganzas, fornicar que nem martas e pôr em questão a autoridade e o sistema: as doses de LSD baralhavam-lhes a ordem de prioridades a ponto de eles não saberem se também queriam fornicar a autoridade, fumar as martas, e pôr em questão o sexo.

A geração de 70 nunca percebeu em que década é que estava: descambaram nuns baralhados crónicos que ainda hoje se tentam encontrar e deixam toda a gente perdida (vejam-se os exemplos de Sócrates, Santana, Portas e Louçã).

A geração de 80 deixou-se dessas merdas dos estupefacientes alucinogéneos, adoptou os de via nasal, esticou o cabelo com gel, segurou as calças com suspensórios e achou que ia dar um rumo a isto tudo, até que se lixou no crash bolsista de 87. Desapareceram de fininho que nem dinossauros.

A geração de 90 criticou as gerações anteriores, mas não fez absolutamente nada que a marcasse como geração: foram uma espécie de híbridos atávicos a quem só faltava falar.

A geração de 00 sofre de um estigma de si próprio: que contribuição é que alguém caracterizado por um duplo zero pode dar à sociedade? Não faço a mínima ideia... nem eles.

As minhas esperanças estão com a geração de 10. Estes têm todas as condições para 10pertar, 10envolver, 10cobrir, 10vendar tudo aquilo que os imbecilóides das 4 gerações anteriores não conseguiram. Haja fé.

[Humor Negro]

Brutal & British

Público: Um vídeo em que um grupo de soldados britânicos agride quatro jovens iraquianos que não oferecem resistência foi esta manhã divulgado pelo tablóide britânico "News of the World", que não revela qual a companhia a que os soldados pertencem. O Ministério da Defesa britânico já reconheceu o carácter "grave" destas imagens e anunciou uma investigação urgente ao caso.

Matraquilhos do Mar, Nobre Povo

matraquilhos
Os países têm em geral um ícone pelo qual são conhecidos internacionalmente, que acaba por ser o seu logotipo virtual: os espanhóis têm os touros (confesso que não percebo esta sua adoração por cornos), os ingleses têm o Big Ben, os franceses têm a Torre Eiffel, os brasileiros têm o carnaval e as bundinhas, os irlandeses têm a harpa, os escoceses o whisky e o monstro fictício do Loch Ness, os holandeses têm os moínhos, e assim por diante. E os portugueses, qual é o deles?
Sempre que penso no ícone dos portugueses lembro-me inevitavelmente dos matraquilhos. Acho que não há coisinha que traduza melhor a nossa portugalidade que um tabuleiro de matraquilhos: pequeninos e desajeitados, sempre tensos (reparem que os bonecos estão sempre em sentido), prontos a serem manipulados por outros, impedidos de se mexerem muito por uma barra de ferro que os atravessa a meio, sempre com o mesmo modo de actuar (para trás e para a frente), uns contra os outros a pontapear uma ridícula e velha bola de madeira, só funcionando quando se mete a moeda, e sem qualquer utilidade que não seja para alguém se divertir.
O matraquilho é Portugal em todo o seu esplendor. Sempre agarrado a uma caixa, e à espera da próxima moeda. Eleve-se a coisa a ícone nacional. Nós merecemos.

[Humor Negro]

Porque há faces mais belas de vêr que a de Maomé

Nazanin.jpg

Nome: Nazanin.
Jovem adolescente. 17 anos.
Nacionalidade: Iraniana.
Condenada à morte por enforcamento.
Delito: ter morto em legítima defesa um de três homens que a tentavam violar, a ela e a uma sobrinha.

Selfe Defense...
...from bananas, cartoons and other dangerous stuff

Self-defense against Fresh Fruit from Monty Python's Flying Circus

Colonel (Graham Chapman): get some discipline into those chaps, Sergeant
Major!
Sargeant (John Cleese, shouting throughout): Right sir! Good evening, class.
All (mumbling): Good evening.
Sargeant: Where's all the others, then?
All: They're not here.
Sgt.: I can see that. What's the matter with them?
All: Dunno.
Chapman (member of class): Perhaps they've got 'flu.
Sgt.: Huh! 'Flu, eh? They should eat more fresh fruit. Ha. Right. Now,
self-defence. Tonight I shall be carrying on from where we got to last
week when I was showing you how to defend yourselves against anyone who
attacks you with armed with a piece of fresh fruit.
(Grumbles from all)
Palin: Oh, you promised you wouldn't do fruit this week.
Sgt.: What do you mean?
Jones: We've done fruit the last nine weeks.
Sgt.: What's wrong with fruit? You think you know it all, eh?
Palin: Can't we do something else?
Idle (Welsh): Like someone who attacks you with a pointed stick?
Sgt.: Pointed stick? Oh, oh, oh. We want to learn how to defend ourselves
against pointed sticks, do we? Getting all high and mighty, eh? Fresh
fruit not good enough for you eh? Well I'll tell you something my lad.
When you're walking home tonight and some great homicidal maniac comes
after you with a bunch of loganberries, don't come crying to me! Now,
the passion fruit. When your assailant lunges at you with a passion
fruit...
All: We done the passion fruit.
Sgt.: What?
Chapman: We done the passion fruit.
Palin: We done oranges, apples, grapefruit...
Jones: Whole and segments.
Palin: Pomegranates, greengages...
Chapman: Grapes, passion fruit...
Palin: Lemons...
Jones: Plums...
Chapman: Mangoes in syrup...
Sgt.: How about cherries?
All: We did them.
Sgt.: Red *and* black?
All: Yes!
Sgt.: All right, bananas.

(All sigh.)

Sgt.: We haven't done them, have we? Right. Bananas. How to defend yourself
against a man armed with a banana. Now you, come at me with this
banana. Catch! Now, it's quite simple to defend yourself against a man
armed with a banana. First of all you force him to drop the banana;
then, second, you eat the banana, thus disarming him. You have now
rendered him 'elpless.
Palin: Suppose he's got a bunch.
Sgt.: Shut up.
Idle: Suppose he's got a pointed stick.
Sgt.: Shut up. Right now you, Mr Apricot.
Chapman: 'Arrison.
Sgt.: Sorry, Mr. 'Arrison. Come at me with that banana. Hold it like that,
that's it. Now attack me with it. Come on! Come on! Come at me!
Come at me then! (Shoots him.)
Chapman: Aaagh! (dies.)
Sgt.: Now, I eat the banana. (Does so.)
Palin: You shot him!
Jones: He's dead!
Idle: He's completely dead!
Sgt.: I have now eaten the banana. The deceased, Mr Apricot, is now 'elpless.
Palin: You shot him. You shot him dead.
Sgt.: Well, he was attacking me with a banana.
Jones: But you told him to.
Sgt.: Look, I'm only doing me job. I have to show you how to defend
yourselves against fresh fruit.
Idle: And pointed sticks.
Sgt.: Shut up.
Palin: Suppose I'm attacked by a man with a banana and I haven't got a gun?
Sgt.: Run for it.
Jones: You could stand and scream for help.
Sgt.: Yeah, you try that with a pineapple down your windpipe.
Jones: A pineapple?
Sgt.: Where? Where?
Jones: No I just said: a pineapple.
Sgt.: Oh. Phew. I thought my number was on that one.
Jones: What, on the pineapple?
Sgt.: Where? Where?
Jones: No, I was just repeating it.
Sgt.: Oh. Oh. I see. Right. Phew. Right that's bananas then. Now the
raspberry. There we are. 'Armless looking thing, isn't it? Now you,
Mr Tin Peach.
Jones: Thompson.
Sgt.: Thompson. Come at me with that raspberry. Come on. Be as vicious as
you like with it.
Jones: No.
Sgt.: Why not?
Jones: You'll shoot me.
Sgt.: I won't.
Jones: You shot Mr. Harrison.
Sgt.: That was self-defence. Now come on. I promise I won't shoot you.
Idle: You promised you'd tell us about pointed sticks.
Sgt.: Shut up. Come on, brandish that raspberry. Come at me with it. Give
me Hell.
Jones: Throw the gun away.
Sgt.: I haven't got a gun.
Jones: You have.
Sgt.: Haven't.
Jones: You shot Mr 'Arrison with it.
Sgt.: Oh, that gun.
Jones: Throw it away.
Sgt.: Oh all right. How to defend yourself against a redcurrant -- without a
gun.
Jones: You were going to shoot me!
Sgt.: I wasn't.
Jones: You were!
Sgt.: No, I wasn't, I wasn't. Come on then. Come at me. Come on you weed!
You weed, do your worst! Come on, you puny little man. You weed...

(Sgt. pulls a lever in the wall--CRASH! a 16-ton weight falls on Jones)

Jones: Aaagh.
Sgt.: If anyone ever attacks you with a raspberry, just pull the lever and the
16-ton weight will fall on top of him.
Palin: Suppose there isn't a 16-ton weight?
Sgt.: Well that's planning, isn't it? Forethought.
Palin: Well how many 16-ton weights are there?
Sgt.: Look, look, look, Mr Knowall. The 16-ton weight is just _one way_ of
dealing with a raspberry killer. There are millions of others!
Idle: Like what?
Sgt.: Shootin' him?
Palin: Well what if you haven't got a gun or a 16-ton weight?
Sgt.: Look, look. All right, smarty-pants. You two, you two, come at me then
with raspberries. Come on, both of you, whole basket each.
Palin: No guns.
Sgt.: No.
Palin: No 16-ton weights.
Sgt.: No.
Idle: No pointed sticks.
Sgt.: Shut up.
Palin: No rocks up in the ceiling.
Sgt.: No.
Palin: And you won't kill us.
Sgt.: I won't.
Palin: Promise.
Sgt.: I promise I won't kill you. Now. Are you going to attack me?
Palin & Idle: Oh, all right.
Sgt.: Right, now don't rush me this time. Stalk me. Do it properly. Stalk
me. I'll turn me back. Stalk up behind me, close behind me, then in
with the redcurrants! Right? O.K. start moving. Now the first thing
to do when you're being stalked by an ugly mob with redcurrants is to --
release the tiger!

(He does so. Growls. Screams.)

Sgt.: The great advantage of the tiger in unarmed combat is that he eats not
only the fruit-laden foe but also the redcurrants. Tigers however do
not relish the peach. The peach assailant should be attacked with a
crocodile. Right, now, the rest of you, where are you? I know you're
hiding somewhere with your damsons and prunes. Well I'm ready for you.
I've wired meself up to 200 tons of gelignite, and if any one of you so
much as makes a move we'll all go up together!
Right, right. I warned you. That's it...

(Explosion.)

Ainda a m"&%#" dos cartoons!

Desculpem a pergunta, inocente e provavelmente estúpida.
Com que raio de direito é que os seguidores de uma religião, qualquer que ela seja, têm o direito de impôr os seus credos (não representação de um símbolo, qualquer que ele seja) aos que não são dessa religião e nem vivem em países onde essa religião é credo?
Nas útlimas semanas recebi dezenas e dezenas de mails de gozo à má performance do meu grupo de pertença futebolística, autêntica religião. "Comi e calei!", pois que remédio. Não me ocorreu, em nenhuma instância, invadir e incendiar as sedes dos outros clubes, ou mandar assassinar os adeptos dos outros.
Com que direito, repito, tenho que me silenciar? Amanhã, as outras Igrejas - que são muitas - imporão as suas leis. E os partidos políticos (Contra-Informação: acabe já!), e os clubes de futebol, e todos e quaisquer grupos de pertença.
Eles têm medo de Alá. Nós temos medo deles.
Acham bem?
Eu não.
Viva a Liberdade! "Não há machado que corte, a raíz ao pensamento. Não há morte para o vento, não há morte. Porque é livre como o vento. Porque é livre!"

Vikings. Once they were brave.

vikingburkha

Medo, cagufa, miúfa, fazer o jogo deles...

Boycott Sweden 3.jpg

Today some are brave and some are cowards. The brave ones are the Danish and the Icelanders, the cowards the Norwegians and the Swedish (at least where the governments are concerned).
Yesterday the Swedish government shut down a website because it had published Muhammad cartoons. Has Stockholm ever shut down a website because it posted Jesus cartoons? No, it hasn’t. During the past week a number of appeasing Western governments have said that they are not happy with papers and websites republishing the Danish Muhammad cartoons, but Sweden is the first Western country to exercise censorship. (...)

The editor and the 12 cartoons

mohammed-illustration.jpg (os outros onze)

Jyllands-Posten Editor-in-chief Carsten Juste talks openly about the 12 Mohammed cartoons, revealing for the first time how the idea originally came about, and how his newspaper is now dealing with an avalanche of death threats against its staff. Whilst tender some sort of regret to the offended - he remains adamant in affirming the unconditional right to freedom of expression

Interview by JOHN HANSEN, published on the 18th of December 2005

fevereiro 11, 2006

Barnabé B

Barnabé B

Desta vez, cross my heart and hope to die, aborrece-me sobremaneira ter tido razão antes do tempo. Percebeste agora, Luis, que não era às 18 palavritas do 1º post do Daniel Oliveira que eu me referia? Basta abrir o aspirina b dos tempos que correm, ler alguma daquela propaganda, passar os olhos por aquelas caixas de comentários, para ver no que se transformaram as 18, então inocentes, palavritas.

Digamos que te falta uma certa predisposição, até relativamente comum, para apreender rapidamente determinados factos e as respectivas consequências. Até te podia dizer que ainda te falta roer muito osso para lá chegares. Mas não o farei, por uma questão de educação. De resto, também eu falhei quando escrevi isto.

E dai talvez não...

A verdade é que aquele aspirina b, o teu, era um belo blogue.

[Monty]

Adenda: Tens razão, Carlos, graças a este post o Luis voltou a escrever no Aspirina. Valha-nos isso - nem tudo está perdido!

A guerra dos sexos...

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Comissão para Direitos das Mulheres muda alvos

Título do JN de hoje


Vai, vai...

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Géneros

genero
Genericamente acho que se dá demasiado importância ao género. Divide-se o mundo em dois géneros e uma maçã, e atribui-se a cada um as suas virtudes e os seus defeitos, tentando infrutiferamente vislumbrar um sentido nas acções do «género oposto».
A própria designação «género oposto» é insidiosa, e remete para uma linha fronteiriça que não está lá, sugerindo que um género deverá sempre marrar contra o outro, o que normalmente acontece.
Mas o oligopólio dos dois géneros é algo tão irritantemente artificial como a linha do horizonte: já alguém alguma vez segurou a linha do horizonte firmemente, com ambas as mãos? Eu já, mas a vodka era de má qualidade e o barco balançava muito.
Pessoalmente acho que andamos todos a fazer género quando insistimos neste tratado de tordesilhas sexual, dividindo o mundo ao meio, metade para ti metade para mim, e depois passamos a vida empoleirados na cerca a tentar perceber o que está do outro lado e a tentar provar, ou comprovar, as diferenças que nos tornam o outro género. O sexismo é uma perda de tempo tão estúpida e vã quanto o racismo que, decididamente, não faz o meu género.
Por estas e por outras é que, quando o John Gray escreveu Os homens são Marte e as mulheres são de Vénus tive uma vontade irreprimível de lhe mandar lá a casa uma tribo de somalis de Plutão, devidamente untadinhos, com o intuito de lhe mostrar o quão retráctil pode ser uma próstata. Contive-me, claro.

[Humor Negro]

Está ganho!

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Cabo Verde e Portugal querem Ramos Horta na ONU

fevereiro 10, 2006

Felizmente os cartoons "do nosso tempo" não apelavam à violência!

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Lego Denmark

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From the desk of Elaib Harvey

Chega de cartoons, mudemos de assunto!

mafalda

Então já que se falou tanto dos cartoons mudemos de assunto

Primeiro: fixem bem e em segurança o monitor do vosso computador à secretária.

Depois, diz um profeta pró outro profeta

You've always wondered how the other sex experiences an orgasm... Do you want to see the difference? Then try this Orgasmic Simulation...

pastilha [paraísos portáteis] #5

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Este acha que Freitas pecou por defeito

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Vitalino José Ferreira Prova Canas, deputado da República, vice-presidente da bancada parlamentar do PS e porta-voz do mesmo partido, o do Governo:
«Estão bem uns para os outros, os caricaturistas irresponsáveis e os fundamentalistas violentos. Ambos só podem ser alvo da nossa condenação» (Fonte:TSF)
Isto é grave. Que dizem o PM e o PR?

Más linguas...

Mais de um terço das mulheres portuguesas afirmam ter falta de desejo sexual; 32% têm dificuldade em atingir o orgasmo; outras tantas referem a diminuição da excitação ou da lubrificação; e 34% sentem dor ou desconforto durante a relação sexual. Estas são as quatro principais disfunções sexuais femininas identificadas por um estudo, ontem divulgado, realizado pela Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA) em conjunto com os laboratórios farmacêuticos Pfizer.

Diário de Notícias de hoje

fevereiro 09, 2006

.../...

There it was, word for word,
The poem that took the place of a mountain.

He breathed its oxygen,
Even when the book lay turned in the dust of his table.

It reminded him how he had needed
A place to go to in his own direction,

How he had recomposed the pines,
Shifted the rocks and picked his way among clouds,

For the outlook that would be right,
Where he would be complete in an unexplained completion:

The exact rock where his inexactness
Would discover, at last, the view toward which they had edged,

Where he could lie and, gazing down at the sea,
Recognize his unique and solitary home.

Wallace Stevens

HOJE NÃO ESTIVE NA EMBAIXADA DA DINAMARCA...

...mas só porque não pude.
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E quando puder hei-de ir a Copenhaga, cidade que não conheço, que dizem que é linda e tem gente linda, que é também título de uma belíssima peça do britânico Michael Frayn, e onde - ó indecência, ó falta de decoro e bom gosto, ó ausência total de sentido de responsabilidade! - esta jovem «half-blood» exibe impudorosos seiinhos.

Coito Pitta e o resto vem no dicionário do calão português

Na sequência destas afirmações, o vice-presidente do PSD/Madeira, Coito Pitta, avançou com um pedido de exame das faculdades mentais do deputado socialista.

TSF online

Com um nome destes, esperava-se que avançasse mais para um pedido de avaliação por sexólogo e não por psicólogo...

Palindroma

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Pinguins, pinguinas, negócios à parte...

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Dos hembras pasean frente a una pareja de machos, que permanece acurrucada dentro de una caseta. (Foto: AFP)

BERLÍN.- El zoológico de la ciudad alemana de Bremerhaven ha fracasado en sus esfuerzos por reorientar las apetencias de unos pingüinos de tendencias homosexuales. Las hembras suecas, a las que recurrieron los responsables del centro, no han conseguido cambiar la orientación de los pingüinos, a pesar de que convivieron con ellos durante todo un año.

Una de las causas que pueden justificar el escaso éxito de las hembras entre sus compañeros es que éstas llegaron fuera de la época de apareamiento y se mostraron más retraídas de lo deseable. En cualquier caso, los machos no abandonaron las costumbres adquiridas en los últimos tiempos y siguieron con sus prácticas homosexuales.

El caso de los pingüinos gays saltó a la actualidad hace aproximadamente un año, al decidir los responsables del zoo alemán importar cuatro hembras suecas, después de que los machos se aficionaran a prácticas homosexuales ante la escasez de alternativas femeninas.

do El Mundo

Só me dá vontade de rir pensar naqueles ultra-conservadores, homofóbicos e puritanos americanos que queriam ensinar às crianças, na escola, a vida dos pinguins, como exemplo do que é "a família"...

fevereiro 08, 2006

pastilha [paraísos portáteis] #4

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Prá frente, Portugal!

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Quanto mais assisto a Freitas MNE, mais contente fico por não termos tido Freitas PR. No comunicado de ontem sobre os cartoons de Maomé, com linhas de sobra para falar de Cristo, da Virgem, do Profeta e de Abrãao, não foi possível encontrar nem um buraquinho para condenar a barbárie contra embaixadas, bens e, sobretudo, pessoas - sim, Diogo, já morreu gente - que tem tido lugar nos últimos dias. Viva a liberdade de expressão, SEMPRE!

Bernardo & Hopelandic

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Animação garantida. Uma produção de_vagares inc. all rights reserved...

Quando os padres fazem campanha política...

... esquecem-se do que são e daquilo que defendem.

O cenário: Sílvio Berlusconi, em campanha pela Sicília, encontra em cima do palanque de campanha um apoiante eclesiástico, o Padre Massimiliano Pusceddu, de San Lucifero di Vallermosa. Este último, publicamente, pronuncia o seu apoio político ao «cavaliere». Sigamos a notícia do Il Giornale (o sublinhado é meu):

«Lei è l'unico che ha difeso i valori della famiglia in Italia, il mio movimento l'appoggerà in tutto e per tutto in questa campagna elettorale perché se vince la sinistra sarà la fine morale per questo Paese: matrimoni omosessuali, eutanasia, Far West bioetico. Mi permetta di darle la mia benedizione». Il parroco ha appena finito il suo discorso che Berlusconi ribatte, sfoderando uno dei suoi sorrisi: «Caro don Massimiliano, la ringrazio molto, cercherò di essere all'altezza, e le prometto sin d'ora due mesi e mezzo di astinenza sessuale assoluta, fino al 9 aprile».

Entusiasmado pela euforia demagógica, Berlusconi devolve-lhe a mesma confiança com uma promessa de abstinência sexual até às eleições de 9 de Abril. À parte do ridículo da promessa de abstinência sexual (Berlusconi é um dos magos do ridículo contemporâneo), o que está aqui em jogo é algo de particularmente grave para um católico que se preze e que tenha olhos para ver.
O senhor Padre Massimiliano Pusceddu joga um jogo perigoso, desvirtuando o que é o ofício de um sacerdote. Entrando nas jogadas políticas de Berlusconi, este sacerdote faz aquela que tem sido a grande asneira de tantos e tantos representantes da Igreja Católica ao longo da sua extensa história: escolher "o mal menor". Berlusconi é preferível aos comunistas e ao lobby gay? Será mesmo, senhor Padre Pusceddu, aos olhos da doutrina que o senhor representa, será que ele é mesmo um mal menor?
É curioso que este inflamado sacerdote, zelador da ortodoxia e rigor doutrinal das suas palavras e acções pastorais, se esquece que apoia o mesmo Berlusconi cujo governo proclamou recentemente uma alteração legal que permite o homicídio de outrém, numa espantosa e inaceitável interpretação distorcida da figura da legítima defesa. Este sacerdote está a apoiar um político que, armado em primário cowboy, e fingindo agora um puritanismo casto, faz aprovar uma lei cuja interpretação "abrangente" de legítima defesa, está em total contradição com o Magistério da Igreja, nomeadamente contra o Vaticano II, e mais recentemente, encíclicas como a Evangelium Vitae, do Papa João Paulo II (ver ponto 55, sobre a legítima defesa).

Como é, senhor Padre Massimiliano Pusceddu?
Berlusconi é apoiável quando combate os gays e os comunistas, independentemente do seu governo tomar decisões insensatas relativas ao porte e uso de armas, que deveriam deixar indignada a sua consciência cristã de sacerdote?

Não quero ser mal interpretado: todo e qualquer cristão tem o direito e o dever de intervir na res publica, sempre que considera que estão em jogo valores que ele considera fundamentais. É uma liberdade que lhe assiste, a si e a qualquer cidadão, independentemente de confissão religiosa ou ausência dela. Outra coisa totalmente diferente é assistirmos a situações deploráveis de sacerdotes que, consciente ou inconscientemente, subordinam a obediência ao magistério da Igreja às motivações e ambições dos políticos.

Surreal real?

And they call it Puppy Love

Philip Buble is just one of many zoophiles who think that they should be able to marry their four-legged loved ones. The argument that they raise to support their position is that since the definition of marriage is no longer restricted to a union between a man and a woman, it need not be restricted to persons. People like Buble should not have to endure discrimination and a loss of self esteem due to their sexual orientation and lifestyle choices.

fevereiro 07, 2006

Post sem ponta por onde se lhe pegue

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VPV, n' O Espectro

Nota: Sampaio, ao contrário do que diz o Vasco (como é que são mesmo os apelidos do homem?), já comentou (últimos 4 parágrafos), e Cavaco, nesta fase, como é óbvio, não o deve fazer. É que, ao contrário do que parece querer dizer o Vasco, não há dois Presidentes.

Mas não são só críticas, que o homem é mesmo bom. A frase "Grandes figuras, não há dúvida" é lapidar. Faz-me lembrar a estória daqueloutro que esteve seis meses no Parlamento. Sim, sim, o mesmo que se vangloria de não ter feito nada por lá.

clarividência sonolenta

(ontem, ao deitar)

Mãe, sabes que o muito nunca pode ser completamente muito, nem o pouco completamente pouco?
...
Pois, porque senão era tudo e já não era muito, ou era nada e já não era pouco.
(Ah pois é...)
E olha, por exemplo: podemos ter um milhão, mas também podemos ter menos um milhão, que é um milhão negativo...
(O quê? Vocês no primeiro ano já aprendem números negat...)
...E sabes qual é o número do meio, mãe?
...
O número do meio é o zero, mãe. Não vês?, o zero é o único número que não pode ser o menos dele próprio.

Para saber mais sobre o Islão... e não só!

É imperdível e imprescindível a trilogia de Pinharanda Gomes sobre a Filosofia Portuguesa, editada pela Guimarães:

Destinada a obter um panorama lógico e temporal das três tradições fundamentais da cultura portuguesa, o primeiro volume abrange a Filosofia Hebraico-Portuguesa, nas suas constantes e variantes desde a medievalidades à época contemporânea. O segundo volume, A Patrologia Lusitana, isola o pensamento patrístico entre os séculos III e X, abrindo uma linha que continua com o terceiro volume dedicado à Filosofia Arábigo-Portuguesa, numa abrangência temporal e numa universalidade de perspectiva que integra os fenómenos do pensamento islâmico e outros países de língua portuguesa. Inclui, em cada volume, extensa bibliografia.

Enviada especial

Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006, algures na Europa.
Estou de partida para Copenhaga em missão paralela.
É só para avisar a Direcção que se quiserem uma grande reportagem directamente do palco das ocorrências, é favor depositarem os honorários especias naquela continha na Suiça de que vos enviei o IBAN há uns tempos.
Quanto às despesas correntes, mando-vos as facturas depois, pelo correio do costume.
Até breve.

Como é que a Minnie irá reagir?

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Cartoon de Steve Bell

Islão e confusão

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Um cartoon.
Tomei este como exemplo, mas o que vou escrever poderia ser escrito com base noutro qualquer dos cartoons da discórdia. Este é o poder da imagem, em muitos casos superior ao da palavra. Peço a quem me lê que tente seguir o meu raciocínio, que tentei que fosse imparcial e equilibrado.
Eu vejo neste cartoon, pelo menos, e sublinho pelo menos, duas interpretações diametralmente opostas:

Interpretação A
O Islão é terrorista desde a sua génese, que está em Maomé, o terrorista por excelência. O Islão é uma religião de terror, este último materializado na bomba que jaz sob o turbante do Profeta.

Interpretação B
O Islão está, nos tempos de hoje, subjugado a uma ditadura ideológica de terror. A mensagem do Profeta é constantemente transformada em ideologia de ódio por fanáticos que visam uma guerra cultural em grande escala com o Ocidente "infiel".

Escolhi estas duas interpretações para tentar, exactamente, extremar duas vistas opostas do mesmo cartoon. Penso ser difícil discordar que este desenho permite as duas leituras.
Peguemos na primeira interpretação. É uma interpretação radicalmente xenófoba, no ódio que exala face ao Islão, numa visão totalmente redutora (se bem que sedutoramente popular para a mentalidade dos nossos tempos) de um fenómeno cultural, religioso, tradicional e politicamente complexo e heterogéneo. Aos olhos da legislação actualmente em vigor na maioria dos países ocidentais, uma visão xenófoba como esta poderia ser facilmente condenável ou, pelo menos, censurável.
Peguemos agora na segunda interpretação: sendo uma crítica a um tipo de terrorismo moderno, a crítica seria inatacável, pela sua característica de livre denúncia de abusos terroristas. Nenhum tribunal ocidental poderia, alguma vez, ver esta denúncia do terrorismo fanático como algo de xenófobo.

Temos visto nos últimos dias um assumir de posições em ambos os lados da barricada, precisamente pelo facto de que o cartoon, este e os restantes, se prestam a leituras duais e diametralmente opostas.
Eis o que penso, em suma...
Liberdade de expressão?
Sim, sem dúvida.
Liberdade ilimitada de expressão?
Evidentemente que não!
Toda e qualquer liberdade, assim como todo e qualquer direito, pressupõe o respeito pelas demais liberdades e direitos. O limite de uma liberdade, ou direito, encontra-se exactamente no ponto em que se cruza com outra liberdade ou direito. Não há direitos absolutos nem liberdades absolutas. Isso seria um contrasenso. Há apenas direitos e liberdades relativas.
Onde está a irresponsabilidade dos autores destes cartoons?
Está, precisamente, no uso irresponsável de uma ferramenta poderosa: a do desenho. O cartoon que escolhi ilustra bem o poder deste meio de comunicação para a ambivalência!
E a ambivalência, no actual contexto de política externa, é desastrosa. O cartoonista responsável deveria ter zelado para que o seu desenho fornecesse ao leitor todas as pistas necessárias para a descodificação da sua intenção. De pouco vale que tantos afirmem que o desenho apenas veicula a segunda interpretação que indiquei. O problema é que o desenho permite as duas interpretações. É aqui que reside a necessidade da responsabilidade. Todos os direitos trazem com eles, necessariamente, a responsabilidade.
Claro está que é impossível concordar com as manifestações de violência a que todos temos assistido. Contudo, é de evitar o uso de argumentação falaciosa e sentimentalista, que visa transformar o ponto de vista que defendo num ponto de vista desculpabilizante da violência. A violência que vimos não tem desculpa. Também ela é resultado da instrumentalização de uma grande parte das massas muçulmanas por fanáticos desonestos. Quantos dos vândalos que a televisão exibiu terão, sequer, visto os cartoons com olhos de ver?
Devolvo a pergunta para o lado de cá dos fazedores de opinião: quantos terão, sequer, visto o Islão com olhos de ver?
Infelizmente, muito poucos...

Sobre o debate de ontem na RTP...

Fiquei ontem sinceramente desiludido ao escutar Vasco Rato, pessoa por quem tenho grande admiração, naquilo que foi um debate propositadamente confuso em muitos sentidos. A selecção dos intervenientes deve ser sempre feita com critério e muito cuidado. Enquanto que um dos lados estava bem preenchido, o lado do "contra", já o lado oposto estava muito mal representado. Com todo o respeito, a grande maioria dos cartoonistas nem sequer conhece o Islão nem a política externa, pelo que a discussão seria facilmente pervertida num populismo e na mais elementar demagogia. Pensei que a presença de Vasco Rato iria animar intelectualmente o debate. Mas isso foi antes de o ver seguir a estrada do populismo para defender o seu lado. Não sei se foi devido ao facto de ele estar, cultural e intelectualmente, a léguas dos seus "colegas" de debate. Não sei se se deveu ao entusiasmo com que Vasco Rato se encheu pelo apoio por vezes entusiasta da plateia. Sei que o debate teve um momento feliz quando Ângelo Correia, depois de ganhar fôlego, desfez a pseudo-argumentação de Vasco Rato em pedaços.
Foi para mim uma grande desilusão escutar os argumentos desta figura a quem muitos reconhecem, na minha opinião justamente, cultura e erudição.
Ângelo Correia sublinhou, e bem, que há vários níveis que deveriam estar separados na análise científica da questão, se bem que podem ser somados em qualquer legítima tentativa de síntese. São os níveis cultural, político, tradicional e religioso. Mais níveis poderão existir, e isto em qualquer questão sobre a qual nos debruçemos. Há vários meses, Nuno Rogeiro lembrou, de forma muito acertada, que os terroristas devem ser chamados de terroristas, e não de "terroristas islâmicos". O terrorista do IRA não deve ser chamado "terrorista católico", do mesmo modo que o terrorista da ETA não deve ser chamado de "terrorista basco". Terrorista é aquele que pratica o terror, seja qual for a ideologia ou a matriz cultural da qual ele se socorra para levar a sua iniciativa avante.
Não me tenho cansado de afirmar, nestes modestos textos blogosféricos, que a religião organizada assiste, nos dias de hoje, a um duplo assalto: o assalto dos fanáticos (ocidentais e orientais), que conduzem, pela histeria de massas, os seus povos a uma guerra civilizacional; e o assalto dos media, que seleccionam cuidadosamente os conteúdos mais chocantes e provocatórios, desejando, evidentemente, vender, mas provocando uma formatação redutora das mentalidades nos receptores dos conteúdos mediáticos.

fevereiro 06, 2006

E se os cristãos queimassem Fernando Pessoa?

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Fernando Pessoa, por Almada Negreiros

Num meio dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia
Vi Jesus Cristo descer à terra,
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu,
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras,
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem

E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.

Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três,
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz

E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz no braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras nos burros,
Rouba as frutas dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas,
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus,
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia,
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.

Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que as criou, do que duvido" -
"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
mas os seres não cantam nada,
se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres".
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
..........................................................................

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos a dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade

Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales,
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos,
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
.................................................................................

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu no colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
....................................................................................

Esta é a história do meu Menino Jesus,
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?

Major Anti-Semitic Motifs in Arab Cartoons - o reverso da medalha

Deveras curiosa a entrevista a Joël Kotek* ao Jerusalem Center for Public Affairs. Data de 1 de Junho de 2004. As conclusões de Kotek, que vem fazendo, há mais de dois anos e meio, buscas diárias na internet, nos media Árabes, de cartoons anti-semitas, assentam em 4 ideias base:

* The main recurrent motif in Arab cartoons concerning Israel is "the devilish Jew." This image conveys the idea that Jews behave like Nazis, kill children and love blood. The similarity with themes promulgated by the Nazis is evident. Many Arab cartoons praise suicide bombing or call for murder. The collective image of the Jews thus projected lays the groundwork for a possible genocide.
* A caricature may have as much influence on public opinion as an editorial.
* Palestinian cartoonists often place emphasis on the anti-Semitic accusation of "ritual murder" of children. This is underscored by their claim that Israelis target Palestinian children. To dehumanize Jews, Arab cartoonists often depict them as malevolent creatures: spiders, vampires or octopuses.
* Several Arab hate motifs also have permeated Western society as they resonate with the long-standing anti-Semitic prejudices of the Christian world.

Alguns exemplos esclarecedores:

pope-Jew_cartoon.gif

"On 22 March 2000, the (...) journal ran another cartoon showing a large Pope talking to a small Jew with the skin, feet, and tail of an animal, and a big hooked nose, wearing a kippa. The Pope exclaimed 'Peace on Earth' while the Satanic-looking Jew calls out Colonies on Earth."

Bush_cartoon.gif

"Bendib draws God holding a fat bag of dollars. On it the names of major Jewish organizations are written: 'ADL, AIPAC, ZOA.' God outstretches his hand to Bush, who slaughters a child on the altar of the Holyland Foundation for needy Muslim children. The caption reads: 'And the Almighty dollar [represented by God] said: "Sacrifice me, a Muslim son, or else." And George the W. said "You've got it Lord, if this improves my chances for a second term."

blood libel_cartoon.gif

"There are so many of these cartoons that I could select only a few for my book. Blood-drinking Jews are frequently shown by Al Ahram, one of Egypt's leading dailies. On 21 April 2001, it printed a cartoon showing an Arab being put into a flatting mill by two soldiers wearing helmets with Stars of David. The Arab's blood pours out and two Jews with kippot and Stars of David on their shirts drink the blood laughingly".

jet bombers_cartoon.gif

"The tenth motif concerns apologies for suicide bombers. I collected many cartoons calling for outright murder. In the hundreds of designs I analyzed on this theme I did not find a single one depicting the Israeli as a civilian. He is always a soldier or an ultra-orthodox Jew. He has no father, mother or child."

A fazer fé na forma como a matilha de fanáticos sanguinários se revela influenciável pela nona arte, estes cartoons, claros apelos ao terror, explicam tanta, mas tanta coisa. Alguém tem algo a dizer, ou chega de banda desenhada?

* Dr. Joël Kotek, a political scientist at the Free University of Brussels, searched the Internet daily for anti-Semitic cartoons in the Arab media for over two and a half years and found about 2,000. Even an initial superficial analysis revealed that the cartoons not only targeted Israel, but were aimed at all Jews. His subsequent research resulted in a book co-authored with his brother Dan Kotek. Published in French, its title translates as In the name of anti-Semitism: The image of the Jews and Israel in the caricature since the second Intifada.

A internacionalização do 'de vagares...'

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Neste tempo que levo de observação da blogosfera portuguesa, nunca tinha dado por nada semelhante. De repente, graças a este post, as visitas quase quadruplicaram. Mas esse nem é o fenómeno mais interessante. Os comentários colocados no dito post, maioritariamente vindos d'além fronteiras e escritos em inglês (bem curioso, nalguns casos), relacionados com a origem dos visitantes, essa sim, é coisa rara e surpreendente. Alguém quer descer até e pôr ordem na malta? A coisa já vai agreste.

Mas o que é que nós fizemos ?!?!?

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Car-tuning dinamarquês

Obrigado, Paulo

Acabei de ser confrontado com a novidade. A weblog vai mudar de mãos. "Tem sido difícil para um jornalista com algum tempo livre e espírito empreendedor gerir um projecto que não soube dimensionar", diz o Paulo. Se soube ou não dimensioná-lo, só o Paulo o saberá - é questão pessoal e intransmissível, embora eu não tenha reparado em falta de arcaboiço do Paulo para educar o seu menino que, como todos os meninos, foi crescendo. Mas imagino, apenas imagino, o quão complicado foi, desde a fundação da weblog, gerir os milhares de bloggers e de blogs que por aqui, em comunidade, se foram juntando. Para mim, sempre houve um raciocínio lógico, básico e nada despiciendo: os mil e tal blogs da weblog, por um lado, e os milhões de blogs da blogspot e quejandos, por outro. David e Golias.

eheheh

E quando uso o termo comunidade, uso-o na real acepção do mesmo: qualidade do que é comum, comunhão, congregação, agremiação; e até no sentido ecológico: grupo de organismos interdependentes que partilham o mesmo meio ambiente e interactuam, particularmente no que diz respeito às cadeias alimentares estabelecidas. Cadeias alimentares? Ah pois é. Não retiro uma palavra. ;)

Weblog que, no dizer do Paulo, "Sendo uma empresa de dimensão afectiva, não tem os defeitos típicos das grandes organizações, que fecham e desmembram os seus próprios activos sem sequer pestanejar, basta que um trimestre não lhes corra bem. A AEIOU respeita o weblog.com.pt, o seu nome, simbologia e sobretudo espírito comunitário."

Essa é a pedra de toque. E aquele sorriso ali de cima. É necessário respeitá-lo, também.

A comunidade de que atrás falei é obra, e a autoria ninguém lha tira, de um só homem: Maomé - estou a brincar, era só para ver se levo com uma bomba nos cornos.

Paulo Querido, o feito é teu, produto do teu espírito singular, e é daquelas que fica para contar aos netos. Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, eis a Weblog de Paulo Querido. Falta agora conhecer as artes do senhor que se segue e saber, mais que tudo, se conseguirão manter a weblog nas alturas a que o Paulo a elevou. Se saberão manter a Weblog de Paulo Querido.

Acredito que sim, ou não tivesse sido o Paulo, em total liberdade, a escolher a equipa que lhe vai suceder.

Obrigado, Paulo, e as maiores felicidades para os futuros projectos que, estou certo, o teu bicho-carpinteiro não te deixará de obrigar a encetar. E, com igual sucesso, a elevar.

E parabéns, já agora, que é o que mais mereces pela marca indelével que deixas.

A Cabala (sem espinhas)

Sempre que viajo até ao Algarve ou Alentejo não consigo deixar de reparar num cartaz publicitário da Prevenção Rodoviária Portuguesa, e no sentido obscuro que este encerra. Este cartaz faz parte de uma conspiração estatal para solucionar o problema da segurança social portuguesa. É certo que quem olhe distraidamente para ele verá apenas um simples cartaz, destinado a sensibilizar os automobilistas lusitanos; mas uma segunda leitura, com uma ajudinha semiótica, revela-nos algo verdadeiramente tenebroso: a conspiração do Estado.
O cartaz é muito simples numa perspectiva iconográfica: tem um fundo amarelo, e mostra um desenho a preto, de um automóvel a atropelar violentamente um peão, que é cuspido pelo ar, a rodopiar. Até aqui tudo bem, se não fosse assinado pela frase «É melhor parar por aqui»!
Quer isto dizer que qualquer um de nós pode atropelar um peão, desde de que nos fiquemos por ali. Atropelar um gajo está bem, mas o melhor é não nos excitarmos muito e atropelar mais outro, porque nesse caso já não temos o aval da PRP.
Conseguem perceber o verdadeiro alcance deste incentivo? Qual a sua ligação com as políticas de reforma do sistema de segurança social? Passo a explicar: Em Portugal circulam cerca de cinco milhões e meio de veículos motorizados. O país tem dez milhões de habitantes. A maioria dos condutores de veículos motorizados pertence à população activa. Se os condutores seguirem o conselho da PRP e atropelarem violentamente não mais do que um peão, a população nacional passará para metade num ápice. Et voilá, sistema reformado. Estes gajos do Estado são maquiavélicos à brava!

[Humor Negro]

Leituras

1. The Religious Policeman: the diary of a Saudi man, currently living in the United Kingdom, where the Religious Police no longer trouble him for the moment.

2. What the Media Isn't Telling You.

3. Ibn Warraq: Democracy in a cartoon.

O que é que a Esquerda Fracturada pensará disto?

animalmarriage.jpg

É o cartoon do dia no site da Arab-European league.
Hoje, pelos vistos, decidiram deixar em paz o Moisés e o Judeu.

Não há coincidências

But who wanted or caused the heat to become so turned up and why at that this particular moment?

The clue to the answers to this second question lies in a second event almost certain to occur to today, if it has not already happened by the time this blog gets posted. This is the likely decision today in Vienna by the International Atomic Energy Agency to report Iran to the UN Security Council for continuing with its programme of nuclear research. If that decision should occur, when the UN Security Council gets round to considering what form of sanctions to impose on Iran, guess to whom chairmanship of the Council will have passed. You’ve got it... plucky little DENMARK.

Suddenly, the pieces fall into shape. The rumpus suddenly escalated, complete with fabricated offensive cartoons, to so enflame Muslim opinion that Denmark could be intimidated directly through a threatened Muslim boycott of its goods, or indirectly by the EU fearful of a wider boycott, into voting in favour of Iran.


No Blog Civitas

Querem ver que este também é islamófobo?


“Thus the jihad may be regarded as Islam’s instrument for carrying out its ultimate objective by turning all people into believers, if not in the prophethood of Muhammad (as in the case of the dhimmis), at least in the belief of God. The Prophet Muhammad is reported to have declared ‘some of my people will continue to fight victoriously for the sake of the truth until the last one of them will combat the anti-Christ’. Until that moment is reached the jihad, in one form or another will remain as a permanent obligation upon the entire Muslim community. It follows that the existence of a dar al-harb is ultimately outlawed under the Islamic jural order; that the dar al-Islam permanently under jihad obligation until the dar al-harb is reduced to non-existence; and that any community accepting certain disabilities- must submit to Islamic rule and reside in the dar al-Islam or be bound as clients to the Muslim community. The universality of Islam, in its all embracing creed, is imposed on the believers as a continuous process of warfare, psychological and political if not strictly military.”

Prof. Majid Khadduri "Jihad, War and Peace in the Law of Islam"

Entretanto, no Sudão, as Milícias Árabes Irradiam Tolerância e Levam A Luz às Tribos Negras

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Kaltouma Yaya Ato é uma velha de oitenta anos e uma mulher cheia de sorte. Enquanto a Europa reflecte angustiada sobre a maior ou menor superioridade dos seus valores, as voluntariosas e generosas milícias Janjawid irradiam sem quaisquer angústias ou hesitações o seu superior way of life!

Ask Kaltouma Yaya Ato why three years into the Darfur conflict, she has only just decided to seek refuge in Chad, and the 80-year old says not a word. She simply rolls up the folds of her skirt to reveal traces of the Janjawid.

Her left leg has swollen to twice its normal size – the result of a beating the Arab militiamen inflicted on the frail old woman using wooden clubs. Her crime? To be out looking for firewood at the wrong time. Her punishment? One month later, she cannot even stand, let alone walk.

Ato is one of some 1,000 refugees from Sudan's Darfur region to have turned up at the Gaga camp in eastern Chad since the beginning of the year, citing fresh Janjawid attacks.

"They show no pity to anyone"

C´est la faute aux juives!

A publicação destes cartoons só é comparável à propaganda anti semita perpetrada pelo regime nazi, na Alemanha, nos passados anos 30, do século XX, que culminou no Holocausto. Se os Judeus, nessa altura tivessem reagido como agora o fizeram os muçulmanos, talvez se tivesse evitado o Holocausto. Como muçulmana, como cidadã portuguesa, como europeia, sinto-me ultrajada por se conotar liberdade com tais práticas. (Rosa Barros da Costa)

retirado do Abrupto

A culpa do Holocausto é dos judeus! Eu, que acho tão estúpido ser-se sionista como anti-semita, fico pasmado a ler e reler estas linhas, num comentário a um post de Pacheco Pereira sobre a liberdade. "Se os Judeus...". Desculpe, Dona, Srª, Drª Rosa Barros da Costa, as rosas são flores bonitas, do barro se fazem esculturas magníficas e a costa portuguesa é das mais bonitas do mundo. Porquê, então, a conjunção destas três palavras me causarem tanta repulsa?

Toon town

Liga Árabe Europeia responde com desenhos anti-semitas A Liga Árabe Europeia respondeu às caricaturas do profeta Maomé com a publicação, via Internet, de desenhos anti-semitas que, considera o movimento, «romperá com muitos tabus na Europa». ( TSF on line) A iniciativa faz parte de uma "campanha" lançada na sexta-feira, dia em que anunciou a «publicação sistemática de desenhos atrevidos» para «romper tabus e cruzar todas as linhas vermelhas», numa referência às caricaturas de Maomé. Na sua página na Internet, a organização publica um desenho de Hitler deitado na cama com Anne Frank, um símbolo judaico do Holocausto, e uma segunda imagem que questiona o extermínio de judeus.

Dão-me cinco minutinhos para vomitar? Obrigado!

Irracionalidades

Quando se insulta alguém, ou, melhor, quando alguém se sente insultado, deve accionar os processos previstos na lei.
Assim, que o queixoso Maomé se apresente e faça a queixa, dado que não se trata de um crime público (nem sequer de um crime, o que é uma pequena-grande diferença... mas enfim, just for the sake of the discussion) e portanto o próprio, sendo maior (creio que Maomé o é) - soa estranho "Maomé o é" - deve seguir o que a lei prevê.

Aliás, se adoptarmos o critério seguido pelos intolerantes incendiários, então porque é que se permite que se use, diariamente, a expressão "se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé". Vendo bem, ao dizer isto estamos a indiciar que Maomé é preguiçoso, visto que não vai à montanha? Ou não deverá ser a montanha penalizada por ir a Maomé, que o é (adoro este som, e gostava de ver várias actrizes a pronunciá-lo: "Maomé o é", com zooms e câmaras lentas dos movimentos da boca a pronunciar "Maomé o é".

Ué-lé-lé, e tudo seria demasiado cómico se não fosse demasiado trágico. E assustador.
Haja serenidade, como diria o nosso (ainda) PR (espantosa peça a sua, hoje em Dresden, a defender a liberdade de expressão, mas a querer limitá-la e condicioná-la por uma coisa que é subjectiva e extrínseca: a sensibilidade pessoal. E nenhuma palavra de condenação "preto no branco" (ui, que exemplo, já me vão chamar racista, imperialista e esclavagista!).

Boa semana, que começa com sol e bom tempo - e Bomtempo, não se esqueçam...

fevereiro 05, 2006

Politics: We Regret to Inform You

You are Jewish and so you are marked for death.

You are Christian and so you are marked for death.

You are an infidel or atheist and so you are marked for death.

You are American and so you are marked for death.

You are Western European and so you are marked for death.

You are Australian and so you are marked for death.

You are a homosexual and so you are marked for death.

You are Salman Rushdie and so you are marked for death.

You are a Danish cartoonist and so you are marked for death.

You are a member of the European press who has reproduced offensive Danish cartoons of the Prophet Muhammad and so (you guessed it) you are marked for death.

You are the rare and brave Muslim who has vocalized serious reservations about coreligionists who demonize Jews and the West, derogate other religions, praise anger as the noblest of all emotions, position victimhood as the ultimate dignity, choose violence as the tactic of first resort, and blame others for all the ills of society, and so you, too, are marked for death.

The good news?

You are a non-Western Muslim woman, so you’re really lucky:

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Do Blog Purveyor

Nós somos Europeus (com orgulho!)

Lembram-se do "ich bin ein Berliner!", de JFK?
É altura de gritarmos, sem medos ou incoerências, sem receios ou capitulações, sem "politicamente correctos" ou fragilidade nas convicções, perante os regimes de terror e de barbárie que estimulam os ataques, a violência e a morte: "Nós somos europeus! E temos muito orgulho nisso!".
Somos Europeus, "graças a Deus", qualquer que seja a forma que Ele assume, mesmo para aqueles que, como eu, vêem na Vida e na Humanidade um sentido cósmico e não divino. E que não comungam o sentimento de pertença a nenhuma Igreja ou Religião.
Vivam os valores da civilização e do progresso! Viva a Europa!

Entretanto, no Ocidente Cristão e Blasfemo - III

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Entretanto, no Ocidente Cristão e Blasfemo - II

Numa pacata cidade do Colorado:

Some parents in this prairie town are angry with an elementary school music teacher for showing pupils a video about the opera "Faust," whose title character sells his soul to the devil in exchange for being young again.

"Any adult with common sense would not think that video was appropriate for a young person to see. I'm not sure it's appropriate for a high school student," Robby Warner said after two of her children saw the video.

Another parent, Casey Goodwin, said, "I think it glorifies Satan in some way."

Aguarda-se a qualquer momento que hordas de evangélicos puritanos, munidos de cruzes XXL e cartazes com as frases "Jesus is Our Lord" e "Satan is in our schools", invadam e incendeiem os serviços educativos do Governo do Estado do Colorado. Ao que Daniel Oliveira reagirá dizendo: "Não me revejo, até porque quem conhece melhor o Colorado é o Dr. Paulo Portas, mas compreendo que estas famílias fiquem naturalmente incomodadas"

Ora aqui está uma mulher de esquerda

E do Bloco, que diz o que tem de ser dito e apenas o que tem de ser dito, sem rodriguinhos ou desculpas:

Neste caso, com a publicação dos cartoons sobre Maomé num jornal dinamarquês, e posterior publicação noutros jornais ocidentais, só me resta, para ser coerente, fazer o mesmo. Não aceito que, em nome duma cultura e de uma fé, se imponham proibições a quem as não perfilha. Não aceitaria que católicos o fizessem, não aceito que muçulmanos o façam. E não podemos, a não ser à luz dum paternalismo que me parece perigoso e reaccionário, “desculpar” essas reacções violentas e irracionais, em nome de qualquer outro valor e de quaisquer outras realidades. Que conhecemos e contra as quais ou pelas quais lutamos. Que podem, aqui, servir de explicação mas nunca de desculpa.

Isabel Faria no Troll Urbano

Note-se o contraste com o Bloco do Daniel-Oliveira-Quanto-Mais-Me-Justifico-Mais-Me-Enterro ou da Ana Drago a aplaudir a verborreia do cavalheiro-deputado Duarte Lima...

Tempos bons...

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Ficamos logo mais moralizados quando está bom tempo.
Talvez por isso, valha a pena (re)visitar a obra de Domingos Bomtempo, disponível com a etiqueta de várias empresas, designadamente a Portugalsom - os CDs encontram-se na FNAC (e noutros locais), ainda por cima a preços muito módicos.
Desde o Requiem em Dó menor, Op. 23 ("À Memória de Camões") às sonatas para Piano, o Te Deum, as Sinfonias e as Quatro Absolvições - Libera Me, e ainda os quatro concertos para Piano - de uma beleza surpreendente - com excelentes interpretações de Nella Maissa.

Nascido em Lisboa a 28 de Dezembro de 1775, morreu a 18 de Agosto de 1842. A sua vida fez-se em Lisboa, Paris e Londres. Considerado pianista exímio, não tem sido, quanto a mim, suficientemente divulgado. Teremos que esperar pelos 250 anos do seu nascimento? Ou da sua morte?
Dêem um pulinho a uma loja de discos e mergulhem nos sons de Bomtempo.

Never Be Rude To An Arab

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Eis a embaixada do 'de vagares...' em Damasco...

... depois disto.

embaixada do 'de vagares...'

Já repararam na estranha espontaneidade da coisa?

Ao que parece, os cartoons na berra serão afinal de Outubro! E geram um espontâneo levantamento geral três meses depois...

It's some time since I visited Palestine, so I may be out of date, but I don't remember seeing many Danish flags on sale there. Not much demand, I suppose. I raise the question because, as soon as the row about the cartoons of the Prophet Mohammed in Jyllands-Posten broke, angry Muslims popped up in Gaza City, and many other places, well supplied with Danish flags ready to burn. Why were those Danish flags to hand? Who built up the stockpile so that they could be quickly dragged out right across the Muslim world and burnt where television cameras would come and look? The more you study this story of "spontaneous" Muslim rage, the odder it seems.

Pior que isso: parece que se juntaram mais uns pozinhos...

The complained-of cartoons first appeared in October; they have provoked such fury only now. As reported in this newspaper yesterday, it turns out that a group of Danish imams circulated the images to brethren in Muslim countries. When they did so, they included in their package three other, much more offensive cartoons which had not appeared in Jyllands-Posten but were lumped together so that many thought they had.
A ler o artigo integral aqui

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Actualização: perceber a cronologia da "coisa" no ReidBlog

Entretanto, no Ocidente Cristão e Blasfemo

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fevereiro 04, 2006

A vida é bela

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("roubado ao Abrupto")

- embaixadas incendiadas
- SLB perde
- Irão sai do controlo da Agência de energia Atómica
- Hamas ganha eleições e recusa-se a reconhecer Israel
- SCP ganha
- ferryboat naufraga
- gripe das aves avança
- ...
- ...

Life is (still) beautiful! Bom domingo, cheio de sol!

Marcamos sempre um...

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Leiria, 3 - Benfica, 1

O Paraíso # Post à João Miranda

1. Se o paraíso exclui as não virgens, estaremos perante um mercado relativa ou absolutamente fechado do ponto de vista concorrencial, por restrito apenas às virgens?

2. Assim será, pelo menos do lado da oferta de virgens disponibilizada à procura.

3. Os mártires representam a procura.

3. Ora, do lado da procura existirá ainda assim algum grau de concorrência, pois os mártires, em função dos membros disponíveis e do menor ou maior grau de incapacidade ortopédica tenderão a obter para si quotas diferenciadas de virgens.

Alto e pára o baile

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Quero manifestar a minha mais vigorosa repulsa pelo post que antecede. Também eu almejo - may God and the Profet have mercy upon my soul - por uma vida eterna de rebaldaria no paraíso cercado das tais virgens.


[no entanto, admito que este aspecto da vida eterna me suscita alguma perplexidade: tantas virgens que forçosamente serão sempre virgens - afinal, o paraíso está num plano de eternidade - corresponderão a uma concentração hiperbólica e anti-natural, pelo menos do ponto de vista estatístico, de demasiados hímens complacentes...não se poderá revelar monótono?]

Islam is no laughing matter

Cartoons dinamarqueses sobre Maomé

Islam is no laughing matter. The Danish newspaper Jyllands-Posten is being protected by security guards and several cartoonists have gone into hiding after the newspaper published a series of twelve cartoons about the prophet Muhammad. According to the Islam it is blasphemous to make images of the prophet. Muslim fundamentalists have threatened to bomb the paper’s offices and kill the cartoonists.

The Brussels Journal

Constatação óbvia

homem_mulher

O casamento entre homossexuais é permitindo ... desde que os ditos sejam de sexos diferentes.

fevereiro 03, 2006

Estes Bifes adoram-nos

Portugal is Britain’s oldest ally — like that keen exchange student your mother forced you to be nice to, and who turned up in paperweight glasses and national costume. It’s also the only colonial power that was given independence by its own colony. Brazil told Lisbon it would just have to stand on its own two feet now, because, frankly, being seen out with it was getting embarrassing. Portugal’s colonial reputation was for being overfamiliar with the folk they were ripping off. In fact, there is a theory that the Portuguese only got an empire as a desperate attempt to get laid.

Portugal has been doomed to be the mini-me España. It’s Spain that’s famous for sailors and discoverers, when, in fact, the Portuguese were better and braver at it. Spain got fascism and Franco; Portugal just got some bloke called Salazar, but nobody noticed. Spain got bullfights, flamenco, Penélope Cruz and Real Madrid; Portugal got golf courses, porto, gout and domestic servants. Name three famous Portuguese who weren’t sailors.

fevereiro 02, 2006

You big...

fuck

Press the 'f' word!

(written by monty python)

Perhaps one of the most interesting words in the English language today, is the word fuck. Of all the English words beginning with f, fuck is the single one referred to as the "f-word". It's the one magical word. Just by it's sound it can describe pain, pleasure, hate and love. Fuck, as most of the other words in English, has arrived from Germany. Fuck from German's "fliechen" which mean to strike. In English, fuck folds into many grammatical categories. As a transital verb for instance, "John fucked Shirley". As an intransitive verb; "Shirley fucks". It's meaning is not always sexual, it can be used as an adjective such as; John's doing all the fucking work. As part of an adverb; "Shirley talks too fucking much", as an adverb enhancing an adjective; Shirley is fucking beautiful. As a noun; "I don't give a fuck". As part of a word: "abso-fucking-lutely" or "in-fucking-credible". Or as almost every word in a sentence: "fuck the fucking fuckers!". As you must realize, there aren't many words with the versitility such as the word fuck,as in these examples used as the following words;
- fraud: "I got fucked"
- trouble: "I guess I'm really fucked now"
- dismay: "Oh, fuck it!"
- aggresion: "don't fuck with me, buddy!"
- difficulty: "I don't understand this fucking question"
- inquery: "who the fuck was that?"
- dissatisfaction: "I don't like what the fuck is going on here"
- incompetence: "he's a fuck-off!"
- dismissal: "why don't you go outside and fuck yourself?"

I'm sure you can think of many more examples.
With all these multipurpoused applications, how can anyone be offended when you use the word?
Use this unique, flexibel word more often in your daily speech. It will identify the quality of your character immediately. Say it loudly and proudly:
FUCK YOU!

Samuel Alito sai-se melhor que a encomenda

Michael Taylor, norte-americano, negro, foi condenado na pena capital por ter em Março de 1989 raptado, violado e assassinado à punhalada uma jovem menor de 15 anos. Antes de cometer o crime, tinha-se alcoolizado voluntariamente e fumado marijuana.
Aguardava, ontem, 1 de Fevereiro, a execução definitiva da pena capital.
Os recursos para que a pena capital fosse substituída por prisão perpétua sustentavam-se essencialmente no seguinte: o arguido havia desde logo assumido a culpa e autoria dos factos - guilty plea - sem que o Ministério Público lhe concedesse o usual acordo na pena pedida ao tribunal - guilty bargain. Se, por um lado, não é impossível mas certamente raro que um acusado assuma desde logo a culpa sem a contrapartida de tal acordo, por outro lado, o Ministério Público terá actuado arbitrariamente no exercício do seu poder discricionário ao recusá-lo. Como se argumentou esta arbitrariedade? Sustentando a existência de um padrão discriminatório no exercício desse poder discricionário: durante doze anos de prática forense, o mesmo Delegado do M.P. Al Riederer, em crimes de idêntica gravidade e crueldade, e até com mais vítimas e sempre que os arguidos não eram negros envolvidos no assassinato de uma vítima branca, concedia o plea bargain com pedido de prisão perpétua em lugar de pena capital.
Esta argumentação colheu no Supremo Tribunal Federal dos Estados Unidos e a execução foi sustada ontem. Quem desempatou a votação a favor do arguido? Surpresa: justamente Samuel Alito, que ainda mal tinha aquecido o assento, após o polémico processo da sua indicação e nomeação para aquele Tribunal por George W. Bush.

Deixai casar as raparigas em paz, pá!

Como muito bem diz a Susana, em comentário mais abaixo, 'para que querem elas casar? Nem sabem no que se vão meter', mas isso já sou eu a pensar. Como dizia uma amiga jurista, há uns anos, eu jamais em tempo algum assinarei um contrato a comprometer-me a cumprir amor e fidelidade e deveres conjugais, isso é cá comigo e não concebo isso em termos contratuais. (Uns anos mais tarde, casou-se, portanto depreendo que, ou mudou de opinião, ou casou-se a mulher, mantendo-se solteira a jurista, sendo que uma e outra são a mesma pessoa, mas não deve haver nada na Constituição que proíba as pessoas de pensarem uma coisa e fazerem outra, senão íamos todos dentro.)

Eu vou lendo argumentos a favor e contra, já não são de hoje, esta porra é como a lei do aborto: ninguém quer saber ou toda a gente tem uma opinião mas alterar o que está estabelecido, tá quéto. Ninguém os faz, ninguém os faz, mas o que é certo é que aparecem feitos, como os outros. O que a mim me parece (neste caso do casamento, matrimónio ou seja o que lhe quiserem chamar, entre homossexuais e não no caso do aborto em que outros valores se levantam) é que cada um deveria poder fazer aquilo que achasse melhor e ninguém tem nada com isso. Se há homossexuais conservadores que querem legitimar as suas relações através de contrato, pois muito bem, que lhes seja permitido fazer, porque não? Se puderem casar talvez passem a sentir-se menos ostracizados pela sociedade. Também há heterossexuais radicais que jamais em tempo algum nem mortos se apanhariam a assinar uma porra de um papel que só lhes daria dores de cabeça quando a coisa desse para o torto e já sem papel é o diabo e mais três tostões de maçadas.

Só para debitar algumas das minhas opiniões sobre a discussão: o argumento do casamento e da procriação, francamente, rapaziada, não estava na altura de repensar a coisa: então e quem não quer ou não pode ter filhos, não casa? Lá vem mais um papelinho com selo branco atestando que ambos os nubentes estão de saúde, são férteis e estão dispostos a colocar no mundo mais uns tantos potenciais contribuintes e tal. Isso é demagogia pura. O casamento ou o matrimónio (pelos vistos já vi que há diferenças mas este a que me refiro) é um contrato. Dá direitos e deveres e coisas práticas como acesso a heranças se assim for estabelecido e adopção de filhos, pois claro. Embora no caso de casamento entre lésbicas não se veja que haja algum problema, sendo as senhoras férteis e tendo vontade de terem os seus próprios filhos, como aliás creio que é o caso das duas senhoras que quiseram casar uma com a outra ontem.

Mas no fundo, no fundo, a questão é a seguinte: toda a gente tem que se imiscuir na vida dos outros. É da praxe tuga e muita gente acha que o que pensa é que está certo e não quer que o que está estabelecido seja alterado, por uma questão moral Ok, aceito. Mas então não me venham com argumentos que até parecem xptos: digam assim, a gente não quer que eles se casem porque achamos mal. Assuma-se a porra do trauma em relação aos homossexuais que assumiram a posição deles. Se há tomates para assumir que se ama e se quer partilhar a vida com uma pessoa do mesmo sexo, os heterossexuais que assumam que não aceitam porque lhes parece MAL. Não é preciso aceitar isso para o público: não. Privadamente, cada um com a sua consciência. Pensar, sou assim, e depois pensar porque é que sou assim, porque é que penso assim e depois dar o passo seguinte: ok, sou assim mas não sou eu quem vai casar. São outras pessoas. Que raio tenho eu a ver com isso? Com o amor entre outras pessoas? Nada, não é? Então deixai-as casar, caneco.
Só aceitando para nós mesmos os nossos preconceitos é que conseguimos avançar para algum lado.

Eu, como já disse no princípio do texto: a mim tanto me faz. Não é um contrato que me altera a vontade de partilhar a vida com alguém. Não é um contrato que me obriga ou deixa de obrigar a todas as coisas ímplicitas e explícitas naquilo que diz a lei. Mas isso sou eu, radical e anarca em relação a certas instituições. Agora os outros, façam como melhor entenderem. Não tenho nada com isso e nem me sinto no direito de achar que tenho alguma coisa a estabelecer quanto à forma como as outras pessoas querem viver os amores delas.

Jerusalém Celeste

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Nem o Sol, nem a Lua, nem o fogo
dão luz a tal lugar, de onde não voltam mais
aqueles que para lá partiram para sempre
e que é a Minha suprema residência.

- Vyassa, Bhagavad-Guitá, XV, 6

E a cidade não necessita de Sol nem de Lua para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
- Apocalipse segundo São João, 21, 23

fevereiro 01, 2006

Tem razão, o Sr. Ministro

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Independentemente da minha opinião sobre a questão de fundo, que não é relevante para o caso, sou contra o casamento entre homossexuais, a verdade é que a primeira parte da frase do Sr. Ministro, «Os conservadores não podem deixar de aplicar as leis vigentes no país, só os tribunais as podem interpretar», não podia estar mais perto da verdade.

Já quanto à segunda parte da citada frase, gostava que o Sr. Ministro nos explicasse como raio se aplica uma lei sem a interpretar - mas isso são outras quinhentos. Aplico, mas não interpreto? Interpreta tu, ó Elias, que depois eu aplico? Aplico depressa para não me pôr práqui a interpretar? Problema do Sr. Ministro. E grave! Não me vou meter.

Mas a razão que, na primeira parte da frase, assiste ao Sr. Ministro, não devia conduzir ao fim que o Sr. Ministro pretende. E isso é que é tramado. Para o Sr. Ministro. Já não pode um homem soltar um dogma, que logo o bicho nos morde a mão.

Por um lado, o artigo 13º da Constituição da República Portuguesa, que, no seu n.º 2, determina que ”Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual impõe-se, hierarquicamente, ao artigo 1.577º do Código Civil, que contém o requisito de os nubentes terem de ser “de sexo diferente”.

Por outro lado, uma vez que nos termos do n.º 1 do artigo 18º da Constituição da República Portuguesa "Os preceitos constitucionais respeitantes aos direitos, liberdades e garantias são directamente aplicáveis e vinculam as entidades públicas e privadas", e que, de acordo com o n.º 2 do mesmo preceito, "A lei só pode restringir os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos", está o Sr. Conservador obrigado a respeitar o preceito constitucional vertido no artigo 13º supra citado, que, pela razão atrás referida, o vincula; sendo também correcto que a lei civil, no caso vertente, o acima referido artigo 1577º do Código Civil, só poderia restringir os direitos e garantias do artigo 13º da Lei Fundamental se esta o permitisse. E a verdade é que a Constituição não prevê caso algum em que o artigo 13º possa ser derrogado.

Posto isto, aplicando as leis vigentes no país, vide artigos 13º e 18º da Constituição, deve o Sr. Conservador, seguindo, aliás, as instruções do Sr. Ministro, celebrar o casamento entre a Teresa Pires e a Helena Paixão, assim evitando prejudicá-las ou privá-las de qualquer direito, por causa da respectiva orientação sexual; tudo de acordo com os máximos ditames constitucionais.

Mais do que o meu parecer, é esta a minha certeza.

Nota: ver aqui, a propósito, as interessantes alegações de recurso do advogado da Helena e da Teresa, Luís Grave Rodrigues.

pastilha [paraísos portáteis] #3

paraisos portateis.JPG

Libertinos uni-vos!

A união nupcial sempre foi uma instituição privada, do domínio das famílias e do indivíduo.

A tal ponto que as núpcias consumadas clandestinamente entre menores, mesmo sem autorização dos pais e ocultadas à comunidade, eram já na Idade Média consideradas canonicamente irrevogáveis. Antes mesmo, no mundo clássico, as núpcias eram uma festa celebrada e formalizada na domus familiar, sem qualquer intervenção ratificadora ou legalista da parte do Estado ou da comunidade. O Direito Romano preocupou-se muito mais com a positivação de normas que servissem o comércio e a circulação de riqueza no espaço vasto do império: os contratos, não tanto criados, mas realidade pré-existente e reconhecida pelo Direito eram o centro dessa atenção legislativa.

Foi sobretudo a partir do século XVI, com o nascimento do Estado moderno e burocrático, e definitivamente com a transição liberal e iluminista a partir do séc. XVIII, que o Estado se apropriou indevidamente da família e do casamento, positivando-as juridicamente em todas as facetas da vida, desenvolvendo novos institutos, multiplicando em complexidade o "direito da família". Insistindo, por exemplo, no princípio da publicidade do casamento, para tanto desenvolvendo o registo público.

Agora chegamos a este ponto: são novamente os entusiastas e vanguardistas legisladores que querem na actualidade reinventar o casamento, como se aos escrevinhadores de leis do Estado se devesse a invenção de tal instituição a partir do nada. Talvez para estes aprendizes de demiurgos a realidade toda seja inventável a partir da lei e o casamento até é capaz de ser genesíaca criação do código napoleónico.

Já nem a união de facto escapa na actualidade à complexidade jurídica: também ela é situação e relação jurídica, com direitos subjectivos, potestativos e paliativos, fora os deveres em sinalagma!

Não há remédio! Conformo-me. Contra uma condição: SALVEM AO MENOS A SUBLIME LIBERTINAGEM DA VORAGEM DOS LEGISLADORES! NÃO A ENQUADREM COMO SITUAÇÃO JURIDICAMENTE RELEVANTE!!

A união de facto, pelos vistos, não chega...

Contactada pelo PÚBLICO, a presidente da Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres elogiou a iniciativa de Teresa e Lena. "A mudança pode começar por qualquer lado. É preciso abalar os valores instituídos", afirmou Elza Pais. A presidente daquele organismo governamental, sob a tutela da Presidência do Conselho de Ministros, disse ainda que o caso de Teresa e Lena é "absolutamente importante", para "verter para a agenda política" a discussão do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
, in Público (meu negrito).

No fundo, a criação do conceito de união de facto não foi um fim em si mesmo, como agora ressalta à vista. O objectivo nunca foi esse, mas sim "abalar os valores instituídos", como afirma, pelo menos honestamente e com toda a frontalidade, Elza Pais. Poder-se-ia discutir a abrangência dos direitos das uniões de facto. Poder-se-ia propor uma extensão a esses direitos. Tudo isso poderia ser proposto e discutido.
Mas o que interessa, o que verdadeiramente está em marcha, é "abalar os valores instituídos". Nada mais entusiasmante e revigorante, para estes novos "combatentes da mudança", do que assestar canhões contra o casamento, esse último resquício de tradição na nossa sociedade em acelerada mutação. O processo é imparável. Para quem pensaria, por um instante, que eu sou conspiracionista, desenganem-se: o processo está à deriva, e ninguém o governa. Estes "combatentes da mudança" não são peões subordinados a uma qualquer conspiração contra os valores tradicionais da sociedade! Não sou partidário de delírios conspiracionistas. O que assistimos é uma reacção, talvez pavloviana, de variados agentes sociais e pessoas individuais, a uma mesma tendência niilista, de auto-destruição lenta e progressiva do tecido social. Ninguém vai no leme destas revoluções sociais!
Tristes tempos, estes...
(agora, vou ficar aqui quietinho à espera dos insultos da praxe)

Ora aqui fica a minha causa efectivamente fracturante para o dia de hoje

Lutar pelo direito à genuína wasabi!

wasabiajaponica.jpg

Podem chamar-lhe muita coisa, tipo: traga-me o uasab, a azab, o picante, a coisa verde que pica; mas a verdade é que estamos perante uma das iguarias mais escandalosamente falsificadas à mesa do Japonês - Basta de amostras de plasticina picante! Lutemos pelo direito do palato ocidental à subtil e perfumada wasabi! Salvemos a genuína wasabia japonica da ignorância voraz do consumismo de massas! [aqui talvez se pudesse entremear uma qualquer referência antipática à globalização neo-liberal e às multinacionais do sushi serventuárias da maximização do lucro fácil]

Outra excitação túrgida que até faz algum sentido

My proposed law: It would be illegal to sell cannabis or to exchange it for anything of value, but not to grow it, possess it, use it, or give it away. I don't imagine that the law would effectively prevent sales, any more than anti-gambling laws suppress private poker games. The goal would be to prevent marketing.

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O De Vagares segue dentro de momentos...


...logo que o nosso João Cúcio recupere a regulação hemodinâmica, transitoriamente perturbada pela hiper-concentração de sangue nos respectivos corpos cavernosos, em virtude da excitação túrgida nele provocada pelo Espectro.


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