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fevereiro 27, 2006

O clube dos tontos

Começou o processo!
Michael Baigent e Richard Leigh estão em tribunal, em Londres, acusando Dan Brown e a sua editora de plágio. Afirmam que o autor norte-americano, para a escrita do "Código Da Vinci", lhes roubou toda a estrutura teórica de um "trabalho de investigação" que tinham escrito anteriormente.

Da esquerda para a direita: Dan Brown, famoso autor do gigantesco best seller "O Código Da Vinci", Richard Leigh e Michael Baigent, dois dos autores do não tão gigantesco best-seller "O Sangue de Cristo e o Santo Graal" (Londres, 1982).
Os dois últimos, maçons defensores de uma "espiritualidade sem dogma", escreveram nos idos anos oitenta uma obra de pseudo-história nas quais defendiam teses historicamente inconsistentes. Estes autores, chamados inocentemente de "historiadores" por uma imprensa ignorante, juntamente com Henry Lincoln (ausente da acção judicial por alegadas razões de saúde), criaram nos anos oitenta uma rebuscada teia de teorias que pretendia deduzir de um hipotético casamento de Jesus com Maria Madalena uma "linhagem sagrada" de descendentes, que cruzando-se em França com a dinastia dos Merovíngios, teria sido protegida ao longo dos séculos por uma misteriosa sociedade secreta chamada "Priorado de Sião".
Baseando-se na popular mistificação de Rennes-le-Château, os três autores Lincoln, Baigent e Leigh conseguiram um formidável sucesso, divulgando em inúmeros países as histórias fantasiosas do Priorado de Sião, o fabuloso tesouro/segredo descoberto pelo padre Saunière de Rennes-le-Château, e as suas teorias muito sui generis sobre os planos deste mesmo Priorado de Sião para o domínio político à escala global com a criação de uns Estados Unidos da Europa sob a égide de um monarca merovingio descendente de Jesus Cristo!
Muitos cairam na esparrela (eu confesso que caí que nem um patinho), o livro fez sucesso nos aeroportos e nas bombas de gasolina, e a "lebre" foi lançada pelo mundo inteiro. Hoje, são às centenas as obras "filhas" do livro escrito pelo trio. Dan Brown, de forma inteligente, apercebeu-se do poder tremendo desta "lebre" pseudo-histórica, apercebendo-se também de que, no final dos anos noventa, a burla do Priorado de Sião, da autoria do francês Pierre Plantard, era ainda largamente desconhecida de um grande público de leitores ávidos por estes temas.
Se querem que vos diga, contrariamente ao que se poderia pensar, estou com Dan Brown neste caso!
Acho que Baigent e Leigh vão perder uma pipa de massa!
Mas, claro está, falta saber se a balança entre os custos judiciais destes autores e os proveitos do relançamento das vendas do seu livro irá pender para o primeiro, ou para este último lado.
Sinceramente, não vejo suporte factual para a acusação de plágio. Dan Brown retirou a esmagadora maioria das suas teses do trabalho do trio, isso é inegável. E é patético assistir ao advogado de Dan Brown, que sistematicamente o nega, dizendo que a obra do trio apenas foi consultada numa fase final da escrita do "Código Da Vinci".
Mas copiar uma tese ou uma ideia não infringe o copyright.
Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos. Se Baigent e Leigh vencessem a causa em tribunal, isso poderia comprometer seriamente a rodagem do filme de Ron Howard, agendado para estrear em Portugal ainda neste Verão...

Algumas notícias retiradas do site do jornal The Times:
Historians take Da Vinci Code publishers to court
'Da Vinci Code' Author Accused in London
Da Vinci Code case 'could prove costly' for authors
British court battle over 'The Da Vinci Code'

Não façam caso.

caso
Há palavras lixadas no vocabulário nacional. Daquelas que têm tantos sentidos que deixam um estrangeiro esquizofrénico e só são entendidas em contexto pelos nacionais porque na realidade a esquizofrenia faz parte da nossa portugalidade. «Caso» é uma dessas palavras. A aplicação desta palavra em contextos diversos assume significados múltiplos que só os portugueses conseguem descodificar.
«Ter um caso», por exemplo, implica necessariamente a presença de alguém que partilha esse caso connosco. Para se ter um caso, tem que se ter um caso com alguém. Nunca se pode ter um caso sózinho, ou na pior das hipóteses pode-se, mas teremos simultaneamente de «ser um caso clínico».
Quando dizemos «um caso sério» já não estamos a falar de relações fortuitas entre pessoas, porque «ter um caso» é algo que, supostamente, não é sério. Se fosse sério não seria um caso. Seria uma relação. Isto significará portanto que qualquer relação é «um caso sério».
«Não fazer caso» é algo que fazemos sózinhos sem que nos acusem de padecer de qualquer desarranjo mental desviante. Mas é algo que não podemos fazer numa relação sob pena de nos acusarem de falta de atenção. Se tiverem uma relação, sigam este conselho: façam muito caso, mas daquele sério ok? Porque se fôr do outro não terão essa relação por muito tempo. Adiante…
«Estar a trabalhar num caso» não significa estar a arrastar a asa a alguém. Implica desenvolver um profissão normalmente ligada à área jurídica, ou de investigação policial. Se ter um caso é algo que se desenvolve como exercício de lazer, trabalhar num caso implica uma especialização profissional.
O caso também pode ser entendido como causa para um determinado efeito. E aí chama-se «caso para isso». Por exemplo, um homem descobre que a sua mulher teve «um caso« com o padeiro, fica muito enervado, acha que aquilo é um «caso sério» e fica prontinho para arrear um camaçal de porrada naquele cabrão enfarinhado. É nessa altura que um amigo lhe diz «Oh pá, não é caso para para estares tão enervado, deixa lá as coisas connosco que a gente esta noite rebenta-lhe com a padaria toda». Se o cornudo «não fizer caso», alguém no dia seguinte vai «trabalhar no caso» da padaria que implodiu no centro da cidade. E explicar isto tudo a um estrangeiro?

[Humor Negro]

fevereiro 26, 2006

E o jacaré tossiu!

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"Daí? Nem que o jacaré tussa!" dizia o malogrado Jorge Perestrelo.
Mas o jacaré tossiu.
Pum!
Estive lá. E vi a bola partir e a bola chegar.
Foi bom!

Precisamos de energias limpas ou de "limpar" a população? (cont.)

Devido a problemas técnicos parece que certos comentários não estão a conseguir a sua publicação, pelo que, temporariamente e enquanto a situação não se resolver, publico aqui a continuação do debate sobre este tema.


O famoso "ambientalista" a que te referes faz parte de uma organização ambientalista ligada à energia nuclear... a EFN - the association of Environmentalists For Nuclear Energy. É natural pois que a defenda.

E como considerar que os argumentos do outro são falaciosos parece estar na moda, pois então é a minha vez de afirmar que os teus, então, são extremamente falaciosos.

Onde estão os factos e números que defendes?

Eu já dei os meus, mas da tua parte ainda não vi praticamente nada.

Já agora, se queres alguns números sobre acidentes nucleares (apesar de, devido à sua gravidade, serem habitualmente camuflados), dou-te apenas alguns que se referem a um só país: os EUA (já dá para calcular a quantidade de acidentes existente nos restantes países).

3

Se queres alguns factos sobre a influência da radioactividade nos trabalhadores que extraem o urânio, e os que trabalham nas centrais ou manuseam armas:

4 ; 5 ; 6 ; 7

Se queres alguns factos acerca da dificuldade, ainda hoje existente, na medição da contaminação radioactiva e da sua extensão no tempo:

8 ; 9 ; 10

Transporte e actividades ilícitas:

11

Inconsistência teórica :

12 ; 14 ; 15

Se isto é astrologia, falácia, ou o que lhe queiras chamar, então, acho melhor ires rever o verdadeiro significado destas palavras...

O que aconteceu na Rússia foi uma catástrofe e não um mero acidente isolado como pretendes demonstrar. Algo que pode muito bem acontecer em Portugal, ou em qualquer outro país, com a grande diferença de termos um território bem mais pequeno.

Não te esqueças de colocar os teus famosos "factos concretos". É que até agora ainda não vi praticamente nada, apesar de afirmares que os apresentaste.

Mais importante que tudo isto é que o texto do meu artigo não se refere apenas ao perigo do nuclear, mas ao de outras indústrias poluentes e, sobretudo, ao impacte na paisagem desta e outras estruturas industriais. Também aí temos uma visão dramaticamente diferente.

O teu conceito de nação é muito diferente do meu. Se queres uma nação rica e poderosa a qualquer custo, acho melhor trocares de nacionalidade.

E amanhã o grito é: éssélbê! (II)

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E amanhã o grito é: éssélbê!

Académica: 0, Sporting: [1] [2] [3]

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Nem que volte a ser assim:

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fevereiro 25, 2006

A invasão

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Depois de ver o Brokeback Mountain, o único que se me afigura dizer é:


fevereiro 24, 2006

catarina cronista

Ontem apareceu uma nova revista no mercado. A Psicologia Actual foca temas da psicologia pertinentes para os relacionamentos comuns entre as pessoas: amorosos, familiares ou sociais.
Usando linguagem acessível ao grande público, numa abordagem que pretende ser cientificamente correcta, o seu objectivo é procurar caminhos para a felicidade.
Conta com o contributo especial de uma cronista de grande prestígio quase internacional que, só por si, trará muitos leitores à revista.
Na sua primeira crónica, intitulada “A eternidade”, escreve:

É isso, a eternidade: o que vem de trás, os pedaços de pessoas que emergem naquela que está agora á nossa frente, através de códigos pré-definidos e em tudo aquilo que passa de mãe e pai para os filhos. A eternidade não é mais do que a continuidade das pessoas nas outras.

Parabéns, mana.

link para a revista

Você sabia que...

...nos cinemas UCI-Corte Inglés uma criança de 2 anos, para ir ver o Bambi2, paga o mesmo que um adulto, enquanto que um estudante - mas só universitário - tem direito a preço reduzido?

Precisamos de energias limpas ou de "limpar" a população ?

nuclear station leibstadt.jpg

É a paisagem de sonho que desde há muito revela a gula de todo o liberal portuga que se preze. O que interessa são os números, ganhar dinheiro a todo o custo, imitar os manos ibéricos que estão a ficar tão mais ricos que se torna difícil conter entre nós o assustador crescimento de borbulhas de inveja. É verdade que o brilho dourado dos países mais ricos no que respeita ao PIB e outros índices de desenvolvimento nos encandeia e precipita numa corrida alienante, mas não é menos verdade que a par da alegria tio patinhas dos euros e dos dólares se escondem as taxas mais elevadas de poluição e de verdadeiros "assassinatos" ambientais. Vamos produzir energia atómica, submetendo-nos aos riscos incalculáveis de uma central que caia fora do controlo ? Ou vamos arranjar outras alternativas energéticas menos perigosas e que respeitem o ambiente ? Não será melhor comprá-la, apesar de sermos pobrezinhos ? Prefiro, sinceramente, que continuemos na cauda da Europa, limpos de industrias poluentes e perigosas que ameaçam a saúde da população e a beleza do território. Temos um país lindíssimo, onde já abundam indústrias de verdadeiros bandidos e mafiosos que não hesitam em poluir rios e continuar a destruir paisagens de eleição, e ainda querem mais?

fevereiro 23, 2006

À atenção do deputado-voador

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Do Publico de ontem...

A questão é que as estradas e os mortos na estrada não são "banda desenhada", a não ser para alguns inconscientes, entre os quais alguns que fazem as leis que depois se gabam de não cumprir...

Descaramento, lata e estupidez.

"Reconheço que, às vezes, ultrapasso os limites de velocidade, mas isso é porque sou um deputado que cumpre horários. Não sou como outros que não chegam a horas às reuniões"

Deputado apanhado a 200 km/h.

Só por excesso de velocidade, o deputado tem pelo menos seis multas no "currículo" (quase todas "graves" ou "muito graves"), sem contar com a "muito grave" que aguarda despacho de decisão no Governo Civil de Coimbra. A mais grave de todas foi "arquivada por decisão de prescrição". Trata-se de uma multa levantada pela BT de Aveiro, em Junho de 2004, que o Governo Civil daquele distrito decidiu arquivar.

Chamam-lhe o "deputado-voador"...

Há pelo menos quatro multas que foram arquivadas por prescrição na entidade autuante. Isto significa que quem levantou o auto reteve-o durante pelo menos um ano em seu poder, sem o enviar à Direcção-Geral de Viação (DGV).

Chama-se Ricardo Almeida, tem 31 anos

fez um pedido especial no sentido de lhe ser perdoada a apreensão da carta de condução

Tudo aqui

Tooooodos lá dentro. No país da querida.

Labrego Nacional
País de longa tradição no desenvolvimento do labrego nacional, Portugal chegou a um ponto de saturação do número de labregos per capita. Dados recentes do INE apontam para que a população labrega seja neste momento muito superior à portuguesa. «Começamos a ter dificuldade em separar os portugueses dos labregos, uma vez que os primeiros parecem ter sido perfeitamente aculturados pelos segundos» afirma o responsável máximo por esta instituíção.
O Governo já admitiu ser maioritariamente constituído por labregos de 2ªgeração, não prevendo que a situação se altere nos próximos 4 anos, o que coloca Portugal no primeiro país europeu a ter uma maioria de população labrega, governada por labregos.
O impacto do nacional labreguismo já começou a sentir-se na economia nacional – é característica do labrego a completa ausência de noção de gestão, o despesismo descontrolado e tendencioso, uma compulsiva tendência de prometer uma coisa, fazendo exactamente o contrário, e a fuga a toda e qualquer espécie de imposto.
Especialistas internacionais no fenómeno expansionista do labrego, afirmam que o processo é irreversível e que dentro de poucos anos Portugal não terá portugueses. Sugerem ainda que se comece a mudar nome do país para Labregal.
O número de escolas para labregos tem aumentado exponencialmente nos últimos 10 anos, com todos os inconvenientes que estas acarretam: taxas de insucesso escolar perto dos 100%, não pagamento de propinas, e uma tendência compulsiva de arrastões diários num raio de 2km em torno de cada escola.
O número de empresas labregas também aumentado, mas aqui a situação é menos grave porque, como se sabe, a duração de vida de uma empresa labrega é de um ano, exactamente o tempo que levam a esgotar-se os fundos europeus de incentivo à criação de empresas.
Estima-se um novo fluxo de emigração nacional com características muito diferentes das que assistimos na década de 60 do século XX: a mão-de-obra especializada e sem paciência para os labregos nacionais começa calmamente a abandonar o país.
Os labregos andam tão preocupados (fizeram contas e descobriram que os que ficam são todos uns labregos tesos) que lançaram esta semana o programa social “Adopte um Português”. Quem quiser ficar e ser adoptado por um labrego basta inscrever-se no centro de segurança social da sua zona de residência.
Cantem comigo o novo hino nacional: «Labregos do mar…»

[Humor Negro]

fevereiro 22, 2006

pastilha [paraísos portáteis] #6

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A guerra colonial e o Benfica

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Excerto de uma entrevista de António Lobo Antunes à revista Visão, onde, às tantas, se evoca a guerra do Ultramar, em Angola, em que o Autor tomou parte:
[...]
V: Ainda sonha com a guerra?
ALA: (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias. Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques.
V: Parava a guerra?
ALA: Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?
V: Não vou pôr isso na entrevista...
ALA: Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do Benfica?
[…]

(artigo gentilmente subtraido ao vizinho conversasdexaxa4)
(os azulinhos do Porto desculpem lá, mas...)

fevereiro 21, 2006

Parafraseando o João Cúcio...

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E o Benfica, como ficou?

PS. sabem qual será o cúmulo do anti-benfiquismo? Dizer que só ganhou porque o Léo jogou admiravelmente...

Duas Mulheres

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Duas mulheres. Dois nomes: Violette Szabo e Noor Inayat Khan. Duas crentes de religiões diferentes: a primeira cristã; a segunda uma princesa muçulmana. Em comum: duas heroínas na resistência a Hitler, como operacionais dos SOE Britânicos. A curiosa história aqui.

Num aviário perto de si...

aviario
Primeiro tinha sido o Ceausescu, esse pelintra fascista de primeira; e depois o Yonutz, um javardolas que um dia lhe apareceu lá à porta com uma mão atrás e outra à frente a pedir emprego no aviário, e dois meses mais tarde saíu de lá com as duas mãos na sua mulher. Alberto não gramava romenos e agora ouvia aquelas histórias das gripes nos aviários da Roménia... Decidiu fazer uma inspecção aos seus animais.
As vacas não tinham gripe. Estavam um bocado excitadas com qualquer coisa que Alberto não conseguiu identificar, reviravam os olhos, babavam-se copiosamente e saltavam que nem coelhos, mas aquilo não era gripe em lado nenhum do mundo.
As cabras também não tinham nenhuns sintomas de gripe, embora Alberto tenha estranhado a sua falta de pelagem a fazer lembrar os chiuauas. As ovelhas apresentavam uma pelagem azulada com fiapos de laranja e, em vez de balir, grasnavam. Mas nada de gripe. Os coelhos andavam esquisitos, pendurados de cabeça para baixo na antena de televisão, tipo morcegos. Ainda agarrou num e espetou-lhe um termómetro no rabo mas nada, estava impecável tirando aquele olhar vítreo. O burro espirrava insistentemente, mas Alberto sabia que aquilo não era gripe: o animal sempre tivera alergia aos fenos. Um pouco antes de chegar ao aviário Alberto deu uma vista de olhos nos patos. Tirando o facto de andarem todos a nadar de costas no lago e a grasnar algo que fazia lembrar um fado antigo do Vitor Espadinha, não detectou nada que se parecesse com gripe.
Finalmente chegou ao aviário. Estava estranhamente silencioso. Alberto aproximou-se pé ante pé e esgueirou-se numa portinhola: as galinhas percorriam todo o aviário em fila indiana e dançavam a conga em surdina; o galo estava deitado e regalado com 6 frangas e não tinha mãos a medir. Os pintos faziam mosh para cima dos ovos.
Nada de gripe, pensou Alberto, tudo normal.

[Humor Negro]

fevereiro 20, 2006

O Eterno Retorno ou Quem vai vai quem está está.

reencarnacao
H e D viveram um tórrido romance de amor. Eram almas gêmeas, diziam eles. Apaixonaram-se aos dois anos de idade, algures em 1423, casaram aos cinco, tiveram aos doze o primeiro de 38 filhos, morreram trisavós jurando amor eterno. H reencarnou numa foca no Ártico enquanto D, anos mais tarde, reencarnou num gnu em África. Depois H reencarnou num Panda na Ásia e D reencarnava num esturjão, algures no mar Ártico. O reencontro pareceu impossível durante gerações: H foi um crisântemo, um gladíolo, um rinoceronte com asma, uma avestruz com artrose, um golfinho com caspa, enquanto D foi uma galinha da Índia, uma vaca sagrada, um pinheiro bravo, e um jumento com gonorreia.
Um belo dia reencarnaram num homem e numa mulher. E reencontraram-se. Tinham ambos 20 anos. Voltaram a apaixonar-se perdidamente. Casaram. H tornou-se funcionário público e desatou a beber que nem um alce em época de cio. D trabalhava num escritório de contabilidade. Nunca tiveram filhos. H está preso por violência doméstica. D está com o braço esquerdo paralisado para o resto da vida. É lixada a reencarnação...


[Humor Negro]

fevereiro 18, 2006

Ficou bem, obrigado...

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Ficou bem, porque mesmo perdendo e jogando mal, o moral é sempre bom.
Ainda é o campeão em curso, finalista da última Taça de Portugal e continuando na actual, vencedor da Super-Taça e o único clube português nas competições europeias.
Mas ainda que nada disto fosse verdade...
... o Benfica foi, é e será sempre, o Glorioso.
Desculpa, João, mas há coisas que são regidas pelas leis universais, não ao gosto de qualquer ser mortal, seja pessoa, seja lagarto...
Abraços desportivos e que ganhe o melhor (lá na vossa presidência, claro - parece que até há um candidato que´"não é sportinguista mas fundamentalista" - cuidado com os cartoons...). Quanto ao campeonato, que ganhe o SLB, claro, mesmo que cada vez mais difícil.

Como é que ficou o Benfica?

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Post à Rodrigo Moita de Deus

blá-blá-blá-uma-palermice-qualquer-armada-ao-pingarelho-e-sem-piada-nenhuma-blá-blá-blá-tenho-tanta-piada-blá-blá-blá-sou-a-mosca-de-direita-nesta-bosta-de-esquerda. RMD

Perdoai-lhe, que ela não sabe o que diz...

Hoje aconteceu algo que me faz temer pela boa saúde da minha sogra. Depois de lhe perguntar que fruta é que havia, ouvi a blasfema resposta: - Alá banana.

(para que conste: comi uma laranja. Ouviram? Uma laranja!)

?Civilização # Tríptico + 1 Édipo de Ingres

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O que fizemos desde Hiroxima
Foi paradoxalmente unir toda a Terra.
Olhamos pelo cano da arma engatilhada.
Um alvo, um fado unido
juntos num hiperestado.
Pois a Grécia é Greenham, Greenham a Grécia,
Posídon é Posídon, e não só para esta peça.
Nem todos os lugares, nem as eras humanas
dependem de gente como nós e tu.
Na terceira guerra mundial destruiremos
não só as modernas cidades, mas a memória de Tróia.
As histórias que moldaram o espírito da nossa raça
são pesadas na balança nesta base de mísseis.
Lembrem-se, se puderem, que com o homem vai a recordação
do sentido que poderia ter a história da Humanidade.
É fácil de entender que, quando estivermos mortos,
não haverá mais páginas para lermos.
Nem mesmo folhetos ou peças de paz como estas,
nem Aristófanes do pós-Holocausto.
Por isso, ao soarem nomes novos,
pensem no chão que pisam.
Se formos destruídos,
Levaremos connosco Atenas 411 a. C.
O mundo que existiu até ao último minuto de hoje
e todas as criaturas que nele viveram
irão quando nós formos, de tudo o que o homem fez
nada será lembrado, absolutamente zero.
Nem monumentos de guerra com os seus nomes de mortos,
porque a memória não sobreviverá ao vosso Armagedão.
Assim, Lisístrata, Glenda Jackson, são um único nome.
Desde 1945 passado e presente são o mesmo.
E não importa se é "real" ou uma ficção -
Imaginação e realidade seguem o mesmo caminho.
Por isso não digam que é só um bando de gregos antigos.
São as lágrimas deles que correrão pelas vossas faces
.

Tony Harrison

[na peça Common Chorus (1985) - adaptação de Mulheres de Tróia e de Lisístrata de Aristófanes]

fevereiro 17, 2006

Hide and Seek

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foto de Yann Arthus-Bertrand
música de Imogen Heap

Bom Fim de Semana !

Feng Shit

yinyang
Depois de ter sido verdadeiramente massacrado por um amigo arquitecto, que insistiu que eu me devia imbuír do espírito de Feng Shui para criar energias positivas numa vida que não me andava a correr lá muito bem, decidi fazer algumas alterações na minha casa, seguindo rigorosamente os seus ensinamentos:
Na entrada pendurei um Ba Gua raso. Não fica lá grande coisa e dá um ar folclórico à entrada mas é suposto ser um catalizador de excelentes energias. Disso e do couro cabeludo que lá deixei por ter pendurado aquela merda muito baixo.

Na maçaneta da porta de entrada pendurei 3 moedas chinesas numa fita vermelha, para atraír “dinheiro auspicioso”. Passam a vida a roubar-me as moedas, e eu passei a ser o melhor cliente da loja dos chinocas na esquina do meu prédio.

Comprei dois cães Fu em porcelana que coloquei do lado de fora da porta, um de cada lado, para guardar a casa. Os vizinhos gostam de lhes mandar uns violentos pontapés.

Instalei um pequeno lago artificial na varanda da casa, onde coloquei 8 peixinhos dourados e um peixinho preto. Era suposto o peixinho preto atraír tudo o que é negativo e indesejável, mas o sacana do peixe desatou a comer os peixes dourados e eu gasto uma fortuna a substituí-los todas as semanas. O peixe preto está tão bem alimentado que a varanda já começou a dar de si.

Nas traseiras da casa, na ponta do lado esquerdo, mandei construír uma cascata ruidosa. A cascata é suposto fazer correr mais dinheiro. E aparentemente funciona: com as indemnizações que os vizinhos me pediram a minha conta bancária parece mesmo um rio a escoar.

Dispus plantas de flor vermelha ao longo do corredor, em grupos de 3, até à porta de entrada. Já escorreguei várias vezes na merda das folhas e na última das quedas deixei de poder virar o pescoço para a direita. O ortopedista diz que é permanente.

Apontei uma luz no lado de fora para a minha porta de entrada de modo a estar iluminada durante a noite. Desde então passo a vida a explicar aos bêbados locais que a minha casa não é um bar de alterne.

Atestei todas as divisões da minha casa com plantas de folhagem verde em formas de moedas. Ainda estou para perceber que porra de efeito é que faz a forma da merda das flores.

Para criar um constante fluxo de energia mudo a minha mobília de sítio todos os dois meses. Um processo cansativo, e que requer muita energia para levar em ombros aquela porcaria toda. À conta disto, os vizinhos do andar de baixo fazem manifestações violentas à porta de minha casa e destroem-me sistematicamente os cães Fu.

Frequentemente limpo os meus armários da roupa, que ofereço à minha empregada ou a instituíções de beneficência. Segundo o Feng Shui manter roupa usada no armário interfere nas energias, tipo “bate na válvula e volta pra trás”. Estou a ficar sem grandes opções de escolha, vou ter de ir aos saldos brevemente.

Deixei de ouvir os Da Weasel e agora só ouço música com sons de floresta, de mar, ou de chuva a caír. Junto-lhe uns pauzinhos de insenso para dar um cheiro relaxante ao ambiente. A polícia já me entrou pela casa adentro algumas vezes julgando tratar-se da sede de uma seita Koreshiana. Pouco falta…

Pintei a minha caixa de correio com flores de cores garridas. Ficou foleiro à brava, mas assim não corro o risco de receber más notícias.

Retirei o espelho do tecto do meu quarto (mas mantive a cama redonda) e acrescentei espelhos em todas as divisões pequenas da casa, para criar uma maior sensação de espaço: confesso que ainda não me habituei a ver-me ao espelho enquanto estou sentado na pia.

Era suposto eu estar em paz e em perfeita harmonia com o que me rodeia, atravessado por uma onda de energia inexplicavelmente tranquilizante, mas não! Estou uma pilha de nervos, a minha casa parece ter sido decorada pelos chineses contorcionistas do Circo Chen, os vizinhos dão-me cabo da cabeça, o peixe negro já parece uma toninha, e a minha vontade é de contratar uma tribo somali feng shungueira que dê um andar diferente ao meu amigo arquitecto. Raizupartam!

[Humor Negro]

fevereiro 16, 2006

Match Point

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Chloe ama Chris que ama Nola. Chris é o modelo do rapaz humilde encravado na luta entre classes da sociedade Inglesa. À conta de dar aulas de ténis ao menino rico Tom, converte-se em alpinista social e conquista os favores da irmã Chloe. É o genro perfeito. Os sogros amparam-no: antes a menina caír nas graças de um pobre rapazinho Irlandês que até gosta de ópera e lê Dostoievsky do que nos braços de um provável artista pós-moderno subsidiado agarrado à heroína. Mas Nola, que anda com Tom e depois deixa de andar, é Scarlett Johansson, nada a fazer, Chloe não tem hipótese: a Scarlett tresanda de boa, especialmente à chuva e em movimento. Chris vive obcecado com Nola, é Nola antes de almoço, é Nola entre um take-over e uma merger nas reuniões da tarde, é Nola antes da novela da noite, enquanto a legítima esposa anda um bocado aos papéis e vai mastigando o termómetro em busca do tempo perdido pra conseguir ser fertilizada e conceber vida. O caldo entorna-se quando Nola desata a fazer exigências, porque sim e porque tal, que não aguenta mais ser a outra e que até já concebeu vida. Quase adormeço: a gaja que me segura o balde das pipocas dá-me uma cotovelada! Recobro os sentidos com Chris a entrar em parafuso entalado na dicotomia Hot Sex / Nice Life: a Scarlett não é de se deitar fora, mas um loft com vista pró Tamisa e Westminster em fundo de cena também não é coisa que se arranje todos os dias. Suspense, horror, tragédia: Nola tem de morrer! Entra a Traviata - Un di' Felice Eterea, Alfredo canta para Violetta

Un dì, felice, eterea,
Mi balenaste innante,

E vai o Chris e baleia mesmo, com cartuchos de caçadeira. Ai Bruto! - Pum! Ou melhor, PUM PUM, dois tiros, porque há uma velha que tem de morrer primeiro.

Pelo meio, Alfredo não se cala

E da quel dì tremante
Vissi d’ignoto amor.
Di quell’amor ch’è palpito
Dell’universo intero,
Misterioso, altero,
Croce e delizia al cor.

No fim, o escroque safa-se porque Woody Allen não é moralista como Dostoievsky.

Se isto é o melhor filme do Woody em dez anos, como repetem tantos críticos, eu vou ali e já venho.

fevereiro 15, 2006

Últimas de Teerão

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O Xá da Pérsia nunca existiu - pois toda a gente sabe que o chá veio da China!
Ai a tola!

Concurso de cartoons sobre o Holocausto que dizem não ter existido

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Bandeira - DN

A diferença é que, por muito mau gosto que demonstre a iniciativa, nós não vamos queimar a casa de ninguém por propô-lo. Parece que Freitas criticou o embaixador que o elogiou (a ele, Freitas), não pelo elogio, mas por ter negado o Holocausto. Não lhe fica mal, sô MNE, mas vem um bocado tarde...

caguei

Cópia autêntica da carta existente na Biblioteca Nacional de Lisboa, dirigida por Pina Manique, Corregedor de Santarém (e futuro Intendente de Polícia do Marquês de Pombal), ao Duque de Cadaval, Corregedor-Mor da Justiça do Reino):

Exmo. Sr. Duque de Cadaval:

Se meu nascimento, embora humilde, mas tão digno e honrado como o da
mais alta nobreza, me coloca em circunstância de V. Excia. me tratar por
TU,- Caguei para mim que nada valho.

Se o alto cargo que exerço, de Corregedor da Justiça do Reino em
Santarém, permite a V. Excia., Corregedor Mor da Justiça do Reino, tratar-me
acintosamente por TU,- Caguei para o cargo.

Mas, se nem uma nem outra coisa consentem semelhante linguagem, peço
a V.Excia. Que me informe com brevidade sobre estas particularidades,
pois quero saber ao certo se devo ou não Cagar para V. Excia."

Santarém, 22 de Outubro de 1795


(Recebida de uma amiga, por e-mail. Não resisti a colocá-la aqui)

Post Atrasado

Atraso
Desde que nasci que ouço que o país está vinte anos atrasado em relação à Europa. Embora esta informação seja muito relativa (quem me diz a mim que não são os gajos que estão vinte anos adiantados?) a verdade é que o atraso faz parte da nossa portugalidade. Um tipo que chega a horas a qualquer sítio em Portugal ou é estrangeiro, ou atrasado mental (lá está, atrasado). A regra dos vinte minutos de atraso é escrupulosamente cumprida em qualquer reunião portuguesa – e não vale a pena chegar a horas, porque quem a agendou irá seguramente chegar atrasado vinte minutos.
Uma obra em Portugal só é considerada uma obra quando apresenta um atraso vergonhoso – senão fôr vergonhoso, é considerada uma obrinha, uma obreca, ou um bico d’obra. Outra coisa que tende também a atrasar em Portugal é o pagamento de qualquer coisa: salários em atraso é normal, prestações em atraso também, impostos em atraso idem.
Mas nisto do pagar atrasado, é o Estado português – essa abstracção incómoda – que bate todos os recordes: num jornal económico lia-se recentemente que os organismos do Estado pagavam, em média, 183 dias depois de terem recebido qualquer serviço. Eu por exemplo há 1.460 dias que espero (entre cartas insultuosas) que o Estado português me devolva o IRS que cobrou indevidamente.
O atraso estende-se a todos os sectores da sociedade nacional, e é algo perfeita e bovinamente natural para o vulgar cidadão: no ensino os estudantes deixam disciplinas em atraso, nos transportes o atraso faz parte do horário, as obras públicas vivem em permanente atraso, os processos atrasam-se uma eternidade nos tribunais, a polícia chega sempre atrasada ao local do crime, até a paciência dos portugueses está em atraso – se não estivesse já tinha havido merda da grossa.
Mas a grande e derradeira prova que o país está mesmo vinte anos atrasado é-nos dada pelos atrasados mentais da política nacional e pelas últimas eleições presidenciais – onde os intervenientes relevantes foram repescados de uma realidade política que existiu há vinte e cinco anos atrás. Desde então parece que não aconteceu nada… só atraso.


[Humor Negro]

fevereiro 14, 2006

A aritmética do olvido e do horror

Portugal Diário: O embaixador [do Irão em Lisboa] diz que «há muito por contar» e que ele próprio esteve em Auchwitz e fez «as contas». «Para incinerar seis milhões de pessoas seriam precisos 15 anos, por isso há muito que explicar e contar».

Ora, segundo as contas deste senhor, a capacidade de uma incineradora "reduz-se" a 1095 pessoas por dia, mais falangeta menos falangeta (confesso que não ponderei os anos bissextos).

A confrontar:

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A report from Himmler to Hitler, tallying the executions of 363,211 Jews in Nazi-occupied regions of the Soviet Union between August and November of 1942. Source: Hitler and the Final Solution, G. Fleming, University of California Press, Berkeley, 1984.

holocaust62.jpg

A letter from SS-Sturmbannführer Jahrling to SS-Generalmajor Kammler, specifying the cremating capacity of the five Auschwitz crematoriums as 4,756 per 24 working hours. Source: Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers, J.C. Pressac, The Beate Klarsfeld Foundation, New York, 1989.

Sem esquecer outros métodos:

holocaust15.jpg

A mass grave at the Bergen-Belsen concentration camp. Source: National Archives, College Park, Maryland.

Fonte: Holocaust Photo Archive Index

Entretanto, a latere ou talvez não, vide aqui a poderosa reacção do nosso Governo à crise internacional aberta pela publicação dos cartoons sobre Maomé; e, agora sem ironias, a clarividente análise de Constança Cunha e Sá sobre a dita reacção. Reacção? Silly me!

Alguém quer acrescentar alguma coisa?

Macacos do Ártico

Quatro putos de Sheffield, que na minha humilde opinião, são meninos para fazer calar todos os que defendem que o rock está morto e enterrado.
O primeiro álbum dá pelo nome de "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not" e pulverizou os anteriores records de vendas no dia de lançamento com a marca de 120.000 unidades.
A boa notícia e a razão de ser da presente posta é que foi hoje noticiado que por vinte aérios, quem estiver disposto, pode vê-los actuar no Garage, a 18 de Maio.
artic.jpg
Para os que ainda não travaram conhecimento com os Artic Monkeys, aqui fica o link para 2 dos videos da banda.
Em Maio encontramo-nos por lá.

Julgo que o Paulo Dentinho ainda não noticiou isto d'América

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Pois parece que o VIce-Presidente Norte-Americano Dick Cheney, que já participa de uma Administração que não acerta uma no Iraque, também não terá melhor pontaria na arte da caça. Na última caçada num rancho do Texas acertou acidentalmente (pois,pois...) num advogado!

Quais terão sido as palavras de Dick Cheney após o sucedido?

O IMAO blog sugere um top ten

10. Are you SURE it’s not lawyer season?

9. Ha – that’ll teach you to stop chasing my ambulance.

8. I nicked him. Do I still get a prize?

7. Okay, guys. Hold him down and check him for WMDs.

6. Walk it off, you wimp.

5. One more try – this time I’ll give you a head start.

4. Didn’t you to say you wanted to be an embedded lawyer?

3. It’s an emergency! We better call FEMA.

2. Sure I missed him. But look at my shot grouping.

E a melhor de todas:

1. Hey, if he dies – do I get to become president?

________________________________________________________
UPDATE

Já está disponível o jogo Hunting with Dick! Divirtam-se.


Até os nossos cantores pimba são mais bonitos (ou menos feios, digo eu)

shaboola.jpg

Pois este cruzamento de Marco Emanuel Ruben André com Theropithecus Sylvanus em traje de bazar é nada mais nada menos que o inolvidável artista da rádio e do papiro sonoro Shabaan Abdel Rahim, Shaboola para os amigos. Um êxito no Egipto! Depois de aqui há uns anos ter agitado as burqhas da rua árabe com o originalíssimo hit "Odeio Israel", regressa oportunamente e em força aos tops com a adaptação anti-viking "I Hate Denmark". A rima é de estalo: What Denmark?! Even cow owners?! Who are they to insult the prophet tararitararaterereterere (em egípcio ou até em copta deve ser mais giro!)

Se não são o povo eleito, pelo menos têm um fair-play de eleição

Os Dinamarqueses satirizam o Profeta?
Os Iranianos lançam um concurso para satirizar o holocausto?
Parece insano!
Resposta à insanidade: um grupo israelita lança o desafio mais imprevisto - bora lá fazer os melhores cartoons anti-semitas!

No fury, no riots, no death threats. Just a bunch of Yids using humour to fight hate.

(Feel) Be the love generation !


Já estão fartos de ouvir esta música ? Não faz mal. De tristezas já eu ando fartinha até à ponta dos cabelos e bem que me apetecia andar agora a passear de bicicleta em paisagens como estas.

Da morte e outros desmandos

drip-1

(ilustração de João Cóias)

Há acontecimentos para os quais ninguém está preparado. Sói dizer-se. O conteúdo absolutamente inopinado desta caixa de comentários do Semiramis é, por certo, um desses casos. Um autêntico tratado sobre a massa informe em que se pode transformar o humano em sociedade - particularmente quando aquele, como nalguns comentários daquela caixa, tem máscara que lhe oculte os traiçoeiros rubores.

Tudo começou com este comentário:

Caros amigos, A Joana partiu para não mais vai voltar. Eu era uma das três únicas pessoas que conhecia a sua identidade. Na hora da partida não sei qual a sua vontade em relação ao magnifico blog que mantinha com grande paixão. Sinto-me orgulhoso por ter sido seu amigo durante os últimos 15 anos. Onde quer que estejas, não te esquecerei.! Publicado por: Um conhecido da Joana às fevereiro 6, 2006 11:40 AM

Continuou com outros comentários, do "Amigo de longa data da Joana" e do "Outro conhecido de Joana", a asseverarem o inditoso acontecimento.

Seguiu-se então o comentário do Nuno Cunha Rolo que referiu:

"Sobre a Joana, já escrevi no meu blog, Arcadia, o que tinha a dizer. Os meus sentimentos à família e o meu agradecimento, através dela, por todo o conhecimento e cultura me deu a conhecer. Obrigado. E oxalá publiquem em livro os melhores posts dela, ou seja, todos (sem exagero). Porque todos demonstram o que acima disse. NCR Publicado por: Nuno Cunha Rolo às fevereiro 10, 2006 12:10 AM"


No dito blogue, NCR confirmava:

"É com grande, grande pesar que soube, por amigos da família, que a Joana do Semiramis morreu, no Domingo, por uma fulminante embolia pulmonar."

Hoje, cerca do comentário 200, alguém, assinando Joana, refere:

Acabo de chegar de uma viagem ao Extremo Oriente, por razões profissionais, e estou siderada com o que leio. A blogosfera preparou-me para todos os dislates e, por isso, não me surpreende que uma cabeça oca tenha decidido matar-me. Imperdoável é que tenham aparecido comentários assinados por «amigos» meus e que alguns tenham, inclusive, envolvido a minha família. Vou pensar seriamente se vale a pena manter este blog. Publicado por: Joana às fevereiro 13, 2006 07:34 PM

Sobre a questão da morte da Joana, tenho as minhas certezas, pessoais e intransmissíveis. O que aqui releva, e este sim é o propósito deste post, é alertar para aquela caixa de comentários. O teor daqueles comentários, naquela caixa imensa, revelam muito, talvez tudo, da natureza humana.

BESphoto*

Fui ontem ver a exposição BESphoto, patente no Centro Cultural de Belém. Na sua segunda edição, esta iniciativa tem o fito de promover a fotografia nacional, atribuindo um prémio a um dos fotógrafos selecionados. Gostava de saber falar sobre fotografia, para sair daqui um post decente. E teria também sido muito oportuno que os folhetos relativos à exposição não se tivessem esgotado antes da minha ida, porque o google tem pouco para me dar, a este respeito – nem uminha imagem das que vi no CCB estava disponível nos parcos links relacionados que encontrei.

Os trabalhos escolhidos foram apresentados nos últimos três anos e pertencem a José Luís Neto, Paulo Catrica, José Maçãs de Carvalho e António Júlio Duarte. Com toda a isenção que me caracteriza, vou já dizendo que vale a pena lá ir nem que seja só para ver as imagens de José Luís Neto.

As fotografias de Paulo Catrica reflectem sobre urbanidade e natureza, com boas fotografias de cidades e arquitectura e uma, belíssima (entre o núcleo de paisagem) com um imenso monte verde cujo limite em curva oblíqua se dilui estranhamente, na sobreposição de uma nuvem. Diz-me a informação que recolhi que é no Alentejo, mas eu iria jurar que foi tirada na Madeira.
José Maçãs de Carvalho foi o preferido do meu filho mais velho, com um vídeo em que uma mulher diz uma frase sem som: “as imagens são as palavras dos analfabetos”. Ficou vidrado. O mais novo achou curioso que a mulher tivesse só braços e cabeça (sendo quase incorpórea, portanto), até perceber que ela estava vestida de preto sobre um fundo da mesma cor. Também gostou bastante dos caixotes onde o mesmo artista colocou exemplares emoldurados de fotografias suas, à disposição do visitante, mas não quis trazer nenhuma.
António Júlio Duarte apresenta imagens de corpos na noite, alguns tatuados, mulheres de meias de liga e tal, intercaladas com outras de carros acidentados, com o eventual bombeiro a retirar corpos.
E agora, José Luís Neto.
Este rapaz tem-me surpreendido sempre com um trabalho que foge às leituras mais prosaicas da fotografia. Com uma minúcia de relojoeiro no que respeita ao domínio das técnicas (e como eu gostaria de ter o knowhow necessário para escrever sobre provas de prata e brometos de não sei quê... mas não tenho), todas as imagens suas, que tive o privilégio de ver, são paradigmáticas de como a fotografia já se soltou da tradição, para passar a ser obra plástica obtida por meios fotograficos. E de como o fotógrafo investiga incansavelmente a fotografia, caminhando perigosamente nos seus limites.
Evidenciando duas preocupações que me são caras, a da subversão das escalas e a da introdução da percepção do tempo, o inesperado está sempre presente no seu trabalho, como nas fotografias feitas em macro dos perfis de listas telefónicas (parecem pinturas abstractas, numa primeira leitura), que se podem ver no CAM (Gulbenkian).
Aqui, no CCB, apresenta duas séries e uma fotografia de grande dimensão. “Anónimo” é feita a partir de um negativo de Joshua Benoliel, em que sucessivas ampliações permitiram revelar, em claro escuro numa superfície texturada, imersos no grão, os rostos de presos políticos (há uma outra série com cabeças encapuçadas). Uma outra, de miniaturas, “Irgendwo” é constituída por fotografias minúsculas, perfeitas no rigor do enquadramento e na subtileza do detalhe. “Für Claudia”, uma daquelas que parecem desenhos, é um conjunto de linhas horizontais sobre uma comprida página branca. Maravilhoso.
Amanhã será atribuído o prémio. Escusado será dizer em quem eu aposto.

* A exposição poderá ser vista até dia 2 de Abril.

Até quando?

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Mais de um terço dos condutores mortos em 2005 acusaram álcool

A maioria (75 por cento) dos condutores que no ano passado morreram em acidentes de viação e que acusavam álcool no sangue apresentava uma taxa crime, ou seja, superior a 1,2 gramas por litro (g/l) e punida com pena de prisão, revelam dados do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML).

Num universo de 182 condutores que acusaram mais de 0,5 g/l, 138 tinham bebido bastante mais antes de conduzir – atingiram mais do que 1,2 g/l, segundo os resultados das autópsias feitas no ano passado pelas três delegações (Lisboa, Porto e Coimbra) do INML. Para acusar uma taxa de 1,2 g/l é preciso ingerir em média seis bebidas alcoólicas.

Outros 44 condutores mortos na sequência de acidentes rodoviários acusaram valores entre os 0,5 e os 1,19 g/l, o que também é punido por lei.

Publico de 13.02.06

Um estudo que realizámos na Faculdade de Ciências Médicas mostrou que os condutores erram (em muito) na avaliação da sua própria alcoolemia (depois de dizerem quanto achavam que tinham, foram feitas medições. Quanto mais tinham mais erravam...).
E continuamos a conduzir o nosso "sofá com rodas" na maior, com uns drinks pelo meio, que nós somos porreiros, até guiamos melhor com o grão na asa.
De 1995 a 2000 a probabilidade de nos cruzarmos com um condutor embriagado (com mais de 1,2 g/L) subiu para o dobro. Esperamos os resultados de 2005 para ver se cresceu mais.
Mas ainda há gente que ri e acha que tudo não passa de uma "mariquice". Um excesso de zelo de quem não sabe gozar a vida.
Pior que a ignorância, só a estupidez!
Vinte cinco anos de cadeia e é porque é o limite da Justiça portuguesa!

fevereiro 13, 2006

Começar

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Mas qual a atitude enquanto se espera? Pois a de achar que ainda se está distante e, ao mesmo tempo, que tudo já aconteceu. O trabalho vai ser o de, sem falta alguma, que ainda está distante o que já aconteceu, juntar a face do adquirido com a face do ambicionado. Querem um exemplo? Pois lembro o que acontecia com os Portugueses que, desrespeitando Tordesilhas e a pontifícia autoridade, iam fazendo mapa falso sobre mapa falso, sabendo que ainda tinham muito que andar, mas, simultaneamente que já descansavam à beira do Pacífico que sempre se lhes negou.

Agostinho da Silva

Decisão Perpétua

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100 anos!

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Fotografia de http://www.cineclubeguimaraes.org

Parabéns, Professor!

Chamem a Polícia e o Prof. Diogo e a Dra Ana Gomes! Acho que entrámos numa escalada de licenciosidade!

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No imperdível http://www.jesusandmo.net/

Sequelas de guerra

Embora venha referido, por vezes, que os Matrecos foram inventados em Portugal, a realidade é outra. De facto, o "pai" dos matraquilhos foi um galego, hoje com 86 anos, de seu nome Alejandro Campos Ramirez, nascido em Finisterra (e que, aliás, adoptou "Finisterra" como seu apelido). O jogo foi inventado durante a Guerra Civil de Espanha, com o intuito de arranjar um modo de as crianças com handicaps graves, na sequência da guerra, poderem continuar a jogar futebol e a sentir as emoções do "desporto-rei".

Actualmente, o "futbolín" está muito desenvolvido em Espanha, com campeonatos regulares entre as regiões

web-matrecos-alejandro.jpg
Alejandro Finisterra

Editor e escritor, Presidente da "Fundação León Felipe", académico correspondente da Real Academia Gallega, membro da "Societé des Auteurs et Compositeurs Dramatiques" de França, da Federação Internacional de Jornalistas e da Associação de Escritores de Espanha, Alejandro Finisterra desenvolveu uma extraordinária actividade cultural no México, sendo co-fundador da Associação de Escritores do México, membro do Ateneo de Galicia no México e de outras colectividades naquele país. Fundou e dirigiu, durante 20 anos, uma revista de poesía universal. Poucos sabem que foi o inventor dos "matraquilhos".

Podem ver as regras entrando aqui.

fevereiro 12, 2006

Gera Coisos

geracional
A única coisa que a geração de 50 queria era esquecer-se da guerra e construir aquilo que tinha sido destruído pelos alucinados da geração anterior. E a coisa parecia simples e exequível.

Mais despreocupada, a geração de 60, queria fumar umas ganzas, fornicar que nem martas e pôr em questão a autoridade e o sistema: as doses de LSD baralhavam-lhes a ordem de prioridades a ponto de eles não saberem se também queriam fornicar a autoridade, fumar as martas, e pôr em questão o sexo.

A geração de 70 nunca percebeu em que década é que estava: descambaram nuns baralhados crónicos que ainda hoje se tentam encontrar e deixam toda a gente perdida (vejam-se os exemplos de Sócrates, Santana, Portas e Louçã).

A geração de 80 deixou-se dessas merdas dos estupefacientes alucinogéneos, adoptou os de via nasal, esticou o cabelo com gel, segurou as calças com suspensórios e achou que ia dar um rumo a isto tudo, até que se lixou no crash bolsista de 87. Desapareceram de fininho que nem dinossauros.

A geração de 90 criticou as gerações anteriores, mas não fez absolutamente nada que a marcasse como geração: foram uma espécie de híbridos atávicos a quem só faltava falar.

A geração de 00 sofre de um estigma de si próprio: que contribuição é que alguém caracterizado por um duplo zero pode dar à sociedade? Não faço a mínima ideia... nem eles.

As minhas esperanças estão com a geração de 10. Estes têm todas as condições para 10pertar, 10envolver, 10cobrir, 10vendar tudo aquilo que os imbecilóides das 4 gerações anteriores não conseguiram. Haja fé.

[Humor Negro]

Brutal & British

Público: Um vídeo em que um grupo de soldados britânicos agride quatro jovens iraquianos que não oferecem resistência foi esta manhã divulgado pelo tablóide britânico "News of the World", que não revela qual a companhia a que os soldados pertencem. O Ministério da Defesa britânico já reconheceu o carácter "grave" destas imagens e anunciou uma investigação urgente ao caso.

Matraquilhos do Mar, Nobre Povo

matraquilhos
Os países têm em geral um ícone pelo qual são conhecidos internacionalmente, que acaba por ser o seu logotipo virtual: os espanhóis têm os touros (confesso que não percebo esta sua adoração por cornos), os ingleses têm o Big Ben, os franceses têm a Torre Eiffel, os brasileiros têm o carnaval e as bundinhas, os irlandeses têm a harpa, os escoceses o whisky e o monstro fictício do Loch Ness, os holandeses têm os moínhos, e assim por diante. E os portugueses, qual é o deles?
Sempre que penso no ícone dos portugueses lembro-me inevitavelmente dos matraquilhos. Acho que não há coisinha que traduza melhor a nossa portugalidade que um tabuleiro de matraquilhos: pequeninos e desajeitados, sempre tensos (reparem que os bonecos estão sempre em sentido), prontos a serem manipulados por outros, impedidos de se mexerem muito por uma barra de ferro que os atravessa a meio, sempre com o mesmo modo de actuar (para trás e para a frente), uns contra os outros a pontapear uma ridícula e velha bola de madeira, só funcionando quando se mete a moeda, e sem qualquer utilidade que não seja para alguém se divertir.
O matraquilho é Portugal em todo o seu esplendor. Sempre agarrado a uma caixa, e à espera da próxima moeda. Eleve-se a coisa a ícone nacional. Nós merecemos.

[Humor Negro]

Porque há faces mais belas de vêr que a de Maomé

Nazanin.jpg

Nome: Nazanin.
Jovem adolescente. 17 anos.
Nacionalidade: Iraniana.
Condenada à morte por enforcamento.
Delito: ter morto em legítima defesa um de três homens que a tentavam violar, a ela e a uma sobrinha.

Selfe Defense...
...from bananas, cartoons and other dangerous stuff

Self-defense against Fresh Fruit from Monty Python's Flying Circus

Colonel (Graham Chapman): get some discipline into those chaps, Sergeant
Major!
Sargeant (John Cleese, shouting throughout): Right sir! Good evening, class.
All (mumbling): Good evening.
Sargeant: Where's all the others, then?
All: They're not here.
Sgt.: I can see that. What's the matter with them?
All: Dunno.
Chapman (member of class): Perhaps they've got 'flu.
Sgt.: Huh! 'Flu, eh? They should eat more fresh fruit. Ha. Right. Now,
self-defence. Tonight I shall be carrying on from where we got to last
week when I was showing you how to defend yourselves against anyone who
attacks you with armed with a piece of fresh fruit.
(Grumbles from all)
Palin: Oh, you promised you wouldn't do fruit this week.
Sgt.: What do you mean?
Jones: We've done fruit the last nine weeks.
Sgt.: What's wrong with fruit? You think you know it all, eh?
Palin: Can't we do something else?
Idle (Welsh): Like someone who attacks you with a pointed stick?
Sgt.: Pointed stick? Oh, oh, oh. We want to learn how to defend ourselves
against pointed sticks, do we? Getting all high and mighty, eh? Fresh
fruit not good enough for you eh? Well I'll tell you something my lad.
When you're walking home tonight and some great homicidal maniac comes
after you with a bunch of loganberries, don't come crying to me! Now,
the passion fruit. When your assailant lunges at you with a passion
fruit...
All: We done the passion fruit.
Sgt.: What?
Chapman: We done the passion fruit.
Palin: We done oranges, apples, grapefruit...
Jones: Whole and segments.
Palin: Pomegranates, greengages...
Chapman: Grapes, passion fruit...
Palin: Lemons...
Jones: Plums...
Chapman: Mangoes in syrup...
Sgt.: How about cherries?
All: We did them.
Sgt.: Red *and* black?
All: Yes!
Sgt.: All right, bananas.

(All sigh.)

Sgt.: We haven't done them, have we? Right. Bananas. How to defend yourself
against a man armed with a banana. Now you, come at me with this
banana. Catch! Now, it's quite simple to defend yourself against a man
armed with a banana. First of all you force him to drop the banana;
then, second, you eat the banana, thus disarming him. You have now
rendered him 'elpless.
Palin: Suppose he's got a bunch.
Sgt.: Shut up.
Idle: Suppose he's got a pointed stick.
Sgt.: Shut up. Right now you, Mr Apricot.
Chapman: 'Arrison.
Sgt.: Sorry, Mr. 'Arrison. Come at me with that banana. Hold it like that,
that's it. Now attack me with it. Come on! Come on! Come at me!
Come at me then! (Shoots him.)
Chapman: Aaagh! (dies.)
Sgt.: Now, I eat the banana. (Does so.)
Palin: You shot him!
Jones: He's dead!
Idle: He's completely dead!
Sgt.: I have now eaten the banana. The deceased, Mr Apricot, is now 'elpless.
Palin: You shot him. You shot him dead.
Sgt.: Well, he was attacking me with a banana.
Jones: But you told him to.
Sgt.: Look, I'm only doing me job. I have to show you how to defend
yourselves against fresh fruit.
Idle: And pointed sticks.
Sgt.: Shut up.
Palin: Suppose I'm attacked by a man with a banana and I haven't got a gun?
Sgt.: Run for it.
Jones: You could stand and scream for help.
Sgt.: Yeah, you try that with a pineapple down your windpipe.
Jones: A pineapple?
Sgt.: Where? Where?
Jones: No I just said: a pineapple.
Sgt.: Oh. Phew. I thought my number was on that one.
Jones: What, on the pineapple?
Sgt.: Where? Where?
Jones: No, I was just repeating it.
Sgt.: Oh. Oh. I see. Right. Phew. Right that's bananas then. Now the
raspberry. There we are. 'Armless looking thing, isn't it? Now you,
Mr Tin Peach.
Jones: Thompson.
Sgt.: Thompson. Come at me with that raspberry. Come on. Be as vicious as
you like with it.
Jones: No.
Sgt.: Why not?
Jones: You'll shoot me.
Sgt.: I won't.
Jones: You shot Mr. Harrison.
Sgt.: That was self-defence. Now come on. I promise I won't shoot you.
Idle: You promised you'd tell us about pointed sticks.
Sgt.: Shut up. Come on, brandish that raspberry. Come at me with it. Give
me Hell.
Jones: Throw the gun away.
Sgt.: I haven't got a gun.
Jones: You have.
Sgt.: Haven't.
Jones: You shot Mr 'Arrison with it.
Sgt.: Oh, that gun.
Jones: Throw it away.
Sgt.: Oh all right. How to defend yourself against a redcurrant -- without a
gun.
Jones: You were going to shoot me!
Sgt.: I wasn't.
Jones: You were!
Sgt.: No, I wasn't, I wasn't. Come on then. Come at me. Come on you weed!
You weed, do your worst! Come on, you puny little man. You weed...

(Sgt. pulls a lever in the wall--CRASH! a 16-ton weight falls on Jones)

Jones: Aaagh.
Sgt.: If anyone ever attacks you with a raspberry, just pull the lever and the
16-ton weight will fall on top of him.
Palin: Suppose there isn't a 16-ton weight?
Sgt.: Well that's planning, isn't it? Forethought.
Palin: Well how many 16-ton weights are there?
Sgt.: Look, look, look, Mr Knowall. The 16-ton weight is just _one way_ of
dealing with a raspberry killer. There are millions of others!
Idle: Like what?
Sgt.: Shootin' him?
Palin: Well what if you haven't got a gun or a 16-ton weight?
Sgt.: Look, look. All right, smarty-pants. You two, you two, come at me then
with raspberries. Come on, both of you, whole basket each.
Palin: No guns.
Sgt.: No.
Palin: No 16-ton weights.
Sgt.: No.
Idle: No pointed sticks.
Sgt.: Shut up.
Palin: No rocks up in the ceiling.
Sgt.: No.
Palin: And you won't kill us.
Sgt.: I won't.
Palin: Promise.
Sgt.: I promise I won't kill you. Now. Are you going to attack me?
Palin & Idle: Oh, all right.
Sgt.: Right, now don't rush me this time. Stalk me. Do it properly. Stalk
me. I'll turn me back. Stalk up behind me, close behind me, then in
with the redcurrants! Right? O.K. start moving. Now the first thing
to do when you're being stalked by an ugly mob with redcurrants is to --
release the tiger!

(He does so. Growls. Screams.)

Sgt.: The great advantage of the tiger in unarmed combat is that he eats not
only the fruit-laden foe but also the redcurrants. Tigers however do
not relish the peach. The peach assailant should be attacked with a
crocodile. Right, now, the rest of you, where are you? I know you're
hiding somewhere with your damsons and prunes. Well I'm ready for you.
I've wired meself up to 200 tons of gelignite, and if any one of you so
much as makes a move we'll all go up together!
Right, right. I warned you. That's it...

(Explosion.)

Ainda a m"&%#" dos cartoons!

Desculpem a pergunta, inocente e provavelmente estúpida.
Com que raio de direito é que os seguidores de uma religião, qualquer que ela seja, têm o direito de impôr os seus credos (não representação de um símbolo, qualquer que ele seja) aos que não são dessa religião e nem vivem em países onde essa religião é credo?
Nas útlimas semanas recebi dezenas e dezenas de mails de gozo à má performance do meu grupo de pertença futebolística, autêntica religião. "Comi e calei!", pois que remédio. Não me ocorreu, em nenhuma instância, invadir e incendiar as sedes dos outros clubes, ou mandar assassinar os adeptos dos outros.
Com que direito, repito, tenho que me silenciar? Amanhã, as outras Igrejas - que são muitas - imporão as suas leis. E os partidos políticos (Contra-Informação: acabe já!), e os clubes de futebol, e todos e quaisquer grupos de pertença.
Eles têm medo de Alá. Nós temos medo deles.
Acham bem?
Eu não.
Viva a Liberdade! "Não há machado que corte, a raíz ao pensamento. Não há morte para o vento, não há morte. Porque é livre como o vento. Porque é livre!"

Vikings. Once they were brave.

vikingburkha

Medo, cagufa, miúfa, fazer o jogo deles...

Boycott Sweden 3.jpg

Today some are brave and some are cowards. The brave ones are the Danish and the Icelanders, the cowards the Norwegians and the Swedish (at least where the governments are concerned).
Yesterday the Swedish government shut down a website because it had published Muhammad cartoons. Has Stockholm ever shut down a website because it posted Jesus cartoons? No, it hasn’t. During the past week a number of appeasing Western governments have said that they are not happy with papers and websites republishing the Danish Muhammad cartoons, but Sweden is the first Western country to exercise censorship. (...)

The editor and the 12 cartoons

mohammed-illustration.jpg (os outros onze)

Jyllands-Posten Editor-in-chief Carsten Juste talks openly about the 12 Mohammed cartoons, revealing for the first time how the idea originally came about, and how his newspaper is now dealing with an avalanche of death threats against its staff. Whilst tender some sort of regret to the offended - he remains adamant in affirming the unconditional right to freedom of expression

Interview by JOHN HANSEN, published on the 18th of December 2005