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Para saber mais sobre o Islão... e não só!

É imperdível e imprescindível a trilogia de Pinharanda Gomes sobre a Filosofia Portuguesa, editada pela Guimarães:

Destinada a obter um panorama lógico e temporal das três tradições fundamentais da cultura portuguesa, o primeiro volume abrange a Filosofia Hebraico-Portuguesa, nas suas constantes e variantes desde a medievalidades à época contemporânea. O segundo volume, A Patrologia Lusitana, isola o pensamento patrístico entre os séculos III e X, abrindo uma linha que continua com o terceiro volume dedicado à Filosofia Arábigo-Portuguesa, numa abrangência temporal e numa universalidade de perspectiva que integra os fenómenos do pensamento islâmico e outros países de língua portuguesa. Inclui, em cada volume, extensa bibliografia.

Comentários

O Bernardo propõe a especialização no tema, uma óptima ideia, mas a partir dai já nunca mais nos vamos ofender, vamo-nos compreender mutuamente, até a próxima vez.
Mas isto até tem a sua graça mexe com a monotonia não? a paz e a reconciliação não teriam razão de existir sem as brigas.
Bem mas para terminar enjoei de cartoons
Lição de moral de Kofi Annan - apelou ao perdão dos muçulmanos pela publicação das caricaturas de Maomé. – parece que ganharam.

Leopard,

Eu não proponho nada a especialização!! Eu, para já, tento, PELO MENOS, a familiarização. Lendo um autor tão pouco conhecido, mas tão sabedor, como o nosso caro Pinharanda, sinto-me pequeno, mesmo pequeno, esmagado perante o tanto que me falta ainda saber para, sequer, me aproximar do que ele sabe.
Escolhi falar sobre o Pinharanda porque, precisamente, acho-o um óptimo antídoto para a onda actual de ignorância sobre o Islão. Ao vermos o pouco que sabemos sobre a história do Islão, constatamos que as nossas opiniões não informadas valem tanto como o vento.
Eu gostaria que, pelo menos, com esta triste história (histeria) de cartoons, se aprendesse uma coisa, uma só:

Sendo ocidental ou oriental, o essencial é que façamos um esforço para nos compreendermos. Diabolizar o adversário apenas leva a maior incompreensão, e eventualmente, guerra e conflitos.
Por todo o lado, várias pessoas interrogam-se: "mas o que é que eles têm a ver com os nossos cartoons?", ou outros dizem: "nunca pensei que isto gerasse tanta violência".
Há dois caminhos:

a) reconhecer que há um problema cultural de incompreensão mútua; trabalhar para o resolver, através do respeito

b) assumir uma posição orgulhosa e destemida, e recusar a aproximação ao diálogo; ou seja, pedir a guerra aberta Oriente / Ocidente.

Agora, até pode parecer que somos muito corajosos, recusando ver a ofensa destes cartoons. Até nos sentimos muito independentes e fortes. Se repararmos bem, o orgulho que exibimos ao dizer, corajosamente, que defenderemos a liberdade de expressão até ao limite (até à morte se for preciso), estamos a cometer o mesmo extremismo que os fanáticos que afirmam falar em nome do Islão: também estes, corajosamente, estão dispostos a defender o Islão até ao limite (até à morte se for preciso).
Alguns chamar-me-iam de cobarde, ou de subserviente face ao Terror.
Eu chamo a isto extremismo. Há extremistas a Oriente e a Ocidente. Quando ambos se juntam (sem o saberem) no extremismo, só pode acontecer uma coisa: guerra. Eu não gostaria de ver os meus filhos morrerem em nome de cartoons de Maomé... Que tristeza, seria, já viu?

concordo contigo, tirando as divergencias quanto a expansão mas isso fica para outra discussão
cumprimentos.

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