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Prá frente, Portugal!

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Quanto mais assisto a Freitas MNE, mais contente fico por não termos tido Freitas PR. No comunicado de ontem sobre os cartoons de Maomé, com linhas de sobra para falar de Cristo, da Virgem, do Profeta e de Abrãao, não foi possível encontrar nem um buraquinho para condenar a barbárie contra embaixadas, bens e, sobretudo, pessoas - sim, Diogo, já morreu gente - que tem tido lugar nos últimos dias. Viva a liberdade de expressão, SEMPRE!

Comentários

senti-me envergonhado

«Quanto mais assisto a Freitas MNE, mais contente fico por não termos tido Freitas PR.»

Não sei porquê, Pedro!
Acho que o cargo de MNE é mais importante, na cena internacional, para a imagem que se transmite de Portugal, do que o cargo de PR.
Freitas foi uma desilusão para muitos. Foi uma grande desilusão para mim. O que me impressiona é que as pessoas que ascendem a estes cargos deveriam ter o que se chama "sentido de Estado".
As manifestações de violência deveriam ser condenadas inequívocamente, assim como a liberdade de expressão não deve ser posta em causa. Andamos todos a repetir o mesmo: o problema de um cartoon está em que o mesmo não traz, frequentemente, um bom manual de instruções. O cartoon de Maomé que apresentei no meu post, na minha opinião, permite duas leituras: uma que só poderá ser chamada de xenofobia anti-Islão, ou seja, discriminação de um grupo de pessoas pelo seu credo, e uma outra leitura, essa sim legítima, que surge como sátira ao fanatismo de uma Al-Qaeda ou grupos terroristas similares, que usam o Islão como arma de terror.
TUDO NO MESMO CARTOON!
É esse o poder da imagem.
Sem negar uma vírgula ao que a nossa legislação diz em matéria de liberdade de expressão, penso que qualquer jornalista ou cartoonista, ou qualquer pessoa com exposição mediática ou, de forma mais geral, exposição pública, deve medir bem as formas como comunica com o Mundo, para evitar aproveitamentos destes.
É inegável que os terroristas se estão a aproveitar destes cartoons para inflamar uma guerra Oriente / Ocidente. E isso é desonesto. Uma gigantesca campanha de ódio como a que vimos só é possível com um plano em larga escala por parte dos agitadores terroristas. Por outro lado, é deplorável que os senhores cartoonistas em causa não se tenham apercebido de que desenhos tão ambivalentes como os seus poderiam ser presa fácil para as intenções dos fanáticos.
As leis não têm que ser mudadas. O estatuto da liberdade de expressão não tem que ser mudado. Basta apenas que sejam cumpridas as leis actuais anti-discriminação, que haja um maior bom senso, e que as pessoas sejam responsáveis, e responsabilizadas pelo que fazem.
Um abraço,

Tanto quanto se sabe, os mortos eram manifestantes; logo esses óbitos não decorrem, como aqui aparece implícito de algum "ataque"...

Anónimo,

«Tanto quanto se sabe, os mortos eram manifestantes; logo esses óbitos não decorrem, como aqui aparece implícito de algum "ataque"...»

Não muda uma vírgula à indecência desses actos nem à justeza da observação do Pedro. Mas estas mortes acrescentam, espero eu, algum peso na consciência dos cartoonistas. O poder da comunicação traz consigo também uma maior necessidade de responsabilidade.

Pois viva a liberdade de expressão, isso sempre. Mas o autor desta bagunça toda o director do tal jornal dinamarquês disse ontem, vinha nos jornais
“não me arrependo nem sequer com aquilo que se esta a passar agora”

Nem uma auto critica faz, alias nenhuma imprensa. O direito de liberdade é absoluto.
Mas os ministros dos negócios estrangeiros como são outro tipo de pessoas e tem outras responsabilidades dizem. Para citar o caso do post
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, condenou hoje a violência desencadeada pela publicação das caricaturas de Maomé, mostrando-se surpreendido com as críticas à ausência de uma posição clara sobre o assunto.
A imprensa portuguesa de hoje destaca o facto de o ministro, em comunicado divulgado terça-feira, ter condenado a publicação das caricaturas de Maomé ignorando os protestos violentos registados nos últimos dias em vários países islâmicos contra interesses europeus.
«Se há pessoas que têm dúvidas sobre se eu condeno a violência ou não é uma questão que até me faz rir, porque é óbvio que sempre o fiz e sempre o farei», disse Freitas do Amaral em declarações à Agência Lusa, após uma reunião, em Berlim, com o seu homólogo alemão Frank-Walter Steinmeier.
«Não preciso de estar sempre a dizer a mesma coisa, como também não preciso de estar sempre a dizer que defendo a democracia, ou os direitos humanos, tudo coisas tão óbvias para os governos dos países democráticos, que não é necessário repetir de cada vez que há um acto de violência em qualquer parte do mundo», acrescentou.

Pois Leopard, mas já vem um bocadito tarde. É que se ele acha que deveria ser evidente que condena a violência, então não se tinha que manifestar em relação aos cartoons, porque seria evidente que a Constituição, a Lei portuguesa e os políticos portugueses condenam os desrespeito pelo Outro. E teria ficado calado, que na minha opinião, é o que melhor sabe fazer.
A questão é que uma nota do MNE condenou a publicação dos cartoons, ou pelo menos o seu conteúdo e não o fez em relação à reacção completamente descabida, que como diz o Pedro já provocou mortes (sejam eles de que lado for). Porque convenhamos que não foram os cartoons que mataram. Foi a reacção à sua publicação.
Portanto, o MNE envergonhou todos os portugueses quando se pôs de joelhos. E quando não condenou as bandeiras queimadas, a violência contra embaixadas e outros interesses da Dinamarca e outros países europeus. E não me digam que é por uma questão de segurança interna. Porque então estamos já a ceder ao terrorismo. E isso recuso. Porque existem valores mais elevados que a minha própria vida.
Quanto ao director do jornal, acho que esta é a única posição coerente que ele pode tomar. Porque em liberdade (e note que isto é importante) tomou a decisão de os publicar. Deveria ter tido cuidado para não ofender o Islão? Não sei, apenas sei que ele tem liberdade para não querer ter cuidado. E, na defesa da sua liberdade, jamais poderá aceitar a responsabilidade de mortes que são provocadas por turbas violentas. Será que o Salman Rushdie ou os seus editores deveriam ter cuidado? Será que o Saramago ou os seus editores deveriam ter cuidado? Será que o realizador de Jesus Super Star deveria ter tido cuidado? Até mais inocentemente, alguns filmes que representam Deus como homem (e mulher), retirando-Lhe a Omnipotência, deveriam ter cuidado? O António, deveria ter cuidado? Insisto, não sei! Apenas sei que a liberdade para a indignação a que eu ou os muçulmanos têm direito, é exactamente aquela que reconheço para todos os outros que queiram criticar o "meu" mundo, e/ou naturalmente o dos muçulmanos.
Bernardo, tudo o que afirmo, naturalmente, está em contradição com o que pensas (algum dia teria de acontecer, não é?;). O poder da comunicação é forte, claro que é. Mas não foram os bonecos que mataram. Foram as manifestações. Essa é que é a diferença. Porque senão, eu também poderia dizer que os muçulmanos (alguns) é que são culpados, porque mataram dezenas de pessoas num casamento. Ou então porque degolaram ao vivo e a cores uma pessoa. Ou porque raptam e ameaçam constantemente pessoas. Ou porque mataram dezenas em Londres e centenas em Madrid e milhares em NY. E que esses actos, naturalmente, ofendem o Ocidente, logo o director do jornal e os cartoonistas. E poderíamos recuar, e recuar e recuar e cairíamos no estruturalismo absoluto relativizante. Não, Bernardo. Pessoas morreram ou porque foram vítimas ou porque estiveram envolvidas em manifestações de violência. A culpa não é dos cartoonistas. É de quem organizou as manifestações naqueles moldes.
Cumprimentos a todos

Sancho,
Eu não entro em ideologias, embora elas estejam metidas nisto até a ponta dos cabelos, mas partindo dos factos.

“Porque convenhamos que não foram os cartoons que mataram. Foi a reacção à sua publicação.”
E já alguém fez o seu “acto de contrição” primeiro que vem depois exigir aos outros. uma vez que foram os cartoons que pelas suas palavras provocaram tudo isso. Esperam que o façam os respectivos governos por eles e fazem-no não tenha duvidas disso, pode não ser no tempo que alguns esperam que vem depois exigir aos outros.
Não pelo contrario assumem-se como incendiários com orgulho.
“não me arrependo nem sequer com aquilo que se esta a passar agora”

Concerteza que o que esta implícito é que gostavam de ter lá visto isso claramente. Junto aos nomes Maomé Cristo e Abraão isso era indispensável para vocês ficarem convencidos da sua condenação, para mim não era, porque sei os princípios das pessoas humanistas para alem dos valores que o nosso Estado preserva e basta-me.
O que ele disse a mais:
Simultaneamente, disse, quis sublinhar perante a opinião pública «aquele aspecto que tem sido mais esquecido a propósito desta questão: a necessidade de compreender o que é a civilização muçulmana».
Na civilização islâmica «não há distinção entre a igreja e o Estado, nem entre política e religião, e portanto, a nossa liberdade de expressão, utilizada a símbolos sagrados deles, é ressentida de uma maneira muito mais forte e muito mais grave do que no mundo ocidental», sublinhou Freitas do Amaral.

O pensamento como já disse noutro comentário, o pensamento quando funciona por ideologias não consegue ver para além de si. Isto é respeitar os outros e suas crenças.
So mais uma coisinha para acabar com isto. Aos defensores da superioridade da nossa civilização, do nosso mundo, e da conversão dos outros aos nossos valores a nossa liberdade de expressão. E uma vez que os governos ocidentais parecem não dispostos a essa conversão, resta-lhes a inspiração da cruzada do Pedro o eremita, pelo caminho destrói-se tudo que seja diferente do nosso pensar, naquele caso quem pagou as favas foram os judeus, ao chegar a Turquia foram quase todos degolados, mas a “intenção” era boa.
A é por falar nisso um jornal francês republicou novamente, não da para começar outra vez tudo de novo.

O jornal dinamarquês ‘Jyllands-Posten’, que provocou a ira do mundo muçulmano ao publicar as polémicas caricaturas de Maomé, recusou há três anos publicar ‘cartoons’ de Jesus Cristo por considerá-los “ofensivos”. Uma decisão, no mínimo, difícil de explicar à luz dos argumentos de defesa da liberdade de expressão que agora assume, e que certamente fará aumentar ainda mais a fúria islâmica.

Caro sancho
o primeiro “acto de contrição” , pode crer que só o eleva moralmente

O Jyllands Posten enviou uma carta à imprensa argelina, através do representante diplomático da Dinamarca no país, a apresentar um pedido formal de desculpas.

Mais de 20 países publicaram as caricaturas dinamarquesas de Maomé em nome das liberdades de expressão e de imprensa. Para os muçulmanos o profeta não pode ser alvo de qualquer tipo de representação e, por isso, os cartoons geraram a indignação e têm originado actos de violência em vários países muçulmanos.

De acordo com a agência de notícias afegã, com sede no Paquistão, um chefe Taliban está disposto a recompensar quem conseguir matar o autor dos cartoons. A proposta foi feita, via telefone. Foram também oferecidos cinco quilos de ouro para todos os que conseguirem matar um soldado dinamarquês, norueguês ou alemão.

cumprimentos e assunto encerrado

Reforço - Portugal, que mal fizemos para merecer esta humilhação?

«Somos uma nação pobre (estéril) e castrada (infecunda) … somos um povo descaracterizado, humilhado e cobarde cujos ídolos são uns, alguns de nós, a correr atrás de uma bola num campo relvado. - JAC»

http://sal-portugal.blogspot.com/
JAC – Sal de Portugal

Desculpas pela publicação? Penso que não, contudo deveria ter sido assumida a responsabilidade de explica-la, como tal, como a sátira que foi e não com o incentivo de fomentar ódio entre civilizações, lamentado a proporções das reacções que a publicação originou. Realmente seria o suficiente para os elevar moralmente.

A classe politica condena as publicações, claro, é uma atitude sensata, politicamente correcto, diplomático e de uma maneira ou de outra a liberdade de expressão sempre fez comichões ás classes politicas antes mesmo de haver liberdade de expressão.

Acho incorrecto que a publicação dos cartoons seja vista como que o incendiário para estes acontecimentos, quando realmente foi uma desculpa para reavivar ressentimentos, ódio e intolerância. O que parece ser pedido da parte política é uma certa contenção na nossa liberdade de expressão. Deveremos nós encarar de agora em diante a liberdade de expressão com diferentes padrões? Um padrão para nós, para a nossa cultura, para os nossos grupos diversos que se mostram mais tolerantes. Outro padrão quando diz respeito à nossa civilização vizinha, intolerante, que não compreendemos e que não nos compreendem?

Deveremos ser tolerantes com a intolerância?

“Outro padrão quando diz respeito à nossa civilização vizinha, intolerante, que não compreendemos e que não nos compreendem?”
pois é não compreendemos e não nos compreendem. Básico para o sarilho

“Acho incorrecto que a publicação dos cartoons seja vista como que o incendiário para estes acontecimentos, quando realmente foi uma desculpa para reavivar ressentimentos, ódio e intolerância”
Pois é o rastilho esta lá desde as cruzadas basta acende-lo, neste caso os cartoons acenderam-no a motivação inicial partiu de cá.

Deixemo-nos de tretas vamos pedir aos nossos políticos defesa da nossa segurança no nosso mundo, controlando os terroristas e sua expansão para ocidente e que se aproveitam disto para se manifestar e não andemos com ofensas gratuitas pondo em risco pessoas e bens ocidentais nessas paragens.
Liberdade de expressão sempre mas:

A liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não é absoluto, e não pode ser usado para justificar a violência, a difamação, a calúnia, a subversão ou a obscenidade. As democracias consolidadas geralmente requerem um alto grau de ameaça para justificar a proibição da liberdade de expressão que possa incitar à violência, a caluniar a reputação de outros, a derrubar um governo constitucional ou a promover um comportamento licencioso. A maioria das democracias também proíbe a expressão que incita ao ódio racial ou étnico.

Leopard, você afirma: “e já alguém fez o seu “acto de contrição” primeiro que vem depois exigir aos outros. uma vez que foram os cartoons que pelas suas palavras provocaram tudo isso”.

A questão é esta: não foram os cartoons que iniciaram isto tudo. Foi a campanha ignóbil lançada por alguns líderes muçulmanos que estão interessados em promoverem o ódio contra o Ocidente. E acho que você sabe isto tão bem quanto eu, pois não o considero “inocente”.

“Não pelo contrario assumem-se como incendiários com orgulho.”
Acho que no meu primeiro comentário está claro porque é que o director do jornal não pode agora assumir que fez mal ao publicar os cartoons. Porque estaria a ceder ao terror (independentemente da motivação que fê-lo publicar os desenhos). Você acha que ele comporta-se como incendiário. Porquê? Porque diz o que pensa? Mas que deveria ele fazer? Acobardar-se perante as ameaças que tem sofrido e ter pedido desculpa ao Islão? Porquê? Por ter usado da sua liberdade de expressão? Não, eu respeito as outras civilizações. Mas tal como não me quero impor a elas, jamais aceitarei que se me imponham. Qualquer que seja a forma, mesmo que seja pelo terror.

“para mim não era, porque sei os princípios das pessoas humanistas para alem dos valores que o nosso Estado preserva e basta-me”.

Seguindo essa lógica, também não seria necessário a nota a condenar a publicação dos cartoons. Porque também saberia “os princípios das pessoas humanistas para além dos valores que o nosso Estado preserva e” isso bastar-lhe-ia. Caro Leopard: o MNE teria que ser claro. E não o foi. Não sei porque o fez. Mas como não o fez, permito-me retirar as ilações que achar como mais correctas. Porque para mim não basta “saber” os princípios que as pessoas defendem. É preciso vê-los caminhar nesse sentido.
Para além do mais, aqui não se trata de saber se ele é, ou não humanista. Ele falou em nome de Portugal. E é isso que aqui está em causa. Tinha que manifestar o seu repúdio pelas manifestações violentas, por mais que não seja, por solidariedade à democracia dinamarquesa. Porque todos os portugueses repudiam a violência, apesar de nem todos repudiarem a publicação dos cartoons.

“portanto, a nossa liberdade de expressão, utilizada a símbolos sagrados deles, é ressentida de uma maneira muito mais forte e muito mais grave do que no mundo ocidental”.

Vamos lá ver se nos entendemos. Eu respeito o Outro. Mas esse dever que me obriga perante o Outro não pode me impedir de ser quem sou. O outro condiciona-me, mas não me pode anular. E o que o senhor afirma é que eu tenho que me anular perante as crenças do Outro. Isso não é respeito: é cobardia!

“O pensamento como já disse noutro comentário, o pensamento quando funciona por ideologias não consegue ver para além de si.”

Não percebo! Se com isto está a criticar a fractura ideológica que é transversal a todo o pensamento, apenas lhe recomendo: think again! Porque qualquer pensamento nasce da mistura explosiva que são os meus genes (unicidade) + a minha cultura (social) + o meu tempo (temporal) + condicionantes sociais (condições sócio-económicas) + as minhas crenças (unicidade). E deste cocktail...voilá! resulta o meu pensamento, que identifica quem sou.

“Aos defensores da superioridade da nossa civilização, do nosso mundo, e da conversão dos outros aos nossos valores a nossa liberdade de expressão.”
Não está, com certeza a falar de mim. Porque nunca defendi a superioridade da minha civilização. Mas defendo os alguns valores que nela existem e que para mim são valores bastante próximo ao absoluto. Eu não afirmo que sou superior ao muçulmanos. Afirmo apenas que sou diferente deles e que tal como não os quero anular, não aceito que me anulem. Isto, por um lado. Por outro, existem, indubitavelmente, alguns valores no Ocidente que são superiores aos radicalismos muçulmanos. Eu, por exemplo, aceito que um muçulmano critique as minhas crenças, vivendo no seio da minha sociedade. Indigno-me, oponho-me, mas reconheço-lhe esse direito. Mas tenho a certeza que não sairia vivo se vivesse no meio dos Chiitas e criticasse o líder espiritual.
Como também, reconheço que a cultura islâmica (veja que não falo em civilização, porque os conceitos são distintos e não sei se será correcto falarmos de civilizações) tem alguns valores superiores ao Mundo Ocidentalizado. Por exemplo, a vivência religiosa, que o Ocidente tende a esquecer, como se esta não fosse uma parte integrante da pessoa humana.

“O jornal dinamarquês ‘Jyllands-Posten’, que provocou a ira do mundo muçulmano ao publicar as polémicas caricaturas de Maomé, recusou há três anos publicar ‘cartoons’ de Jesus Cristo por considerá-los “ofensivos”. Uma decisão, no mínimo, difícil de explicar à luz dos argumentos de defesa da liberdade de expressão”

Não sei se é verdade, mas mesmo que seja. E depois? A liberdade de expressão nada tem a ver com a matriz editorial de um jornal (que eu não sei se é de inspiração cristã). Em Portugal existe liberdade de expressão, mas grande parte dos jornais tem como colunistas pessoas de Esquerda que, naturalmente, criticam politicamente a direita. Qual é o problema? É que não percebo. E nada me garante que outro jornal da Dinamarca não tenha publicado cartoons, ou artigos que critiquem ou satirizam o Cristinanismo. E esta é outra diferença. É que por cá, bem ou mal, existe pluralismo.

Sancho
Assim isto é uma conversa de surdos, você não acredita nas pessoas precisa de vê-las dizer e actuar. eu sei que uma pessoa humanista obedece a certos princípios isso é essencial para mim para saber as suas decisões nestas matérias, não noutras mas nestas que envolvem questões civilizacionais. Admiraria - me sim se as decisões / afirmações fossem contraditórias a esses princípios. Mas aceito o seu reparo nem todos somos humanistas, precisamos de ver no papel o pensamento claramento expresso.
Quanto a liberdade de expressão já disse e não digo mais compreende o poder de ofender. As democracias ocidentais sim tem instituições e tem liberdade, liberdade de expressão. Quando alguém ultrapassa os limites pois sabe os riscos que corre e pode ser responsabilizado civil e criminalmente. poder de ofender quanto a mim, por qualquer articulista ou cartoonista, só que depois paga-se essa ofensa ou prova-se que não houve ofensa, o sistema judicial entra em acção se for accionado, isto no nosso mundo ocidental, e válido para nós ocidentais
Agora vá impor estes principios do outro lado, experimente, ou espere que se orientem por eles como nós, tem a resposta que viu na tv. Os regimes lá são teocráticos não são democráticos.
E sabe porque eu acho que o pedido de desculpas os elevou moralmente, porque a partir daqui o Islão fica sem iniciativa para voltar a atacar, existe o chamado perdão próprio das religiões que vai demonstrar quem de facto esta de má fé e então sim ver-se á se é todo o Islão ou algum Islão
cumprimentos

O poder do Medo justifica a subjugação ? Parece que sim. Eles têm medo de Alá, nós temos medo deles. É assim.

qual poder do medo qual quê , isso é uma analise muito basica

Leopard, se não a compreendes e precisas de 50 linhas para tal o problema é teu, não meu. Bateste na porta errada.

ja tinha apanhado essa ideia, então vamos la para por aqui com a liberdade de expressão

"Agora vá impor estes principios do outro lado, experimente, ou espere que se orientem por eles como nós, tem a resposta que viu na tv. Os regimes lá são teocráticos não são democráticos."

A ver se nos entendemos de uma vez por todas. Eu NÃO QUERO IMPOR coisíssima nenhuma. Mas também não aceito que ME IMPONHAM coisíssima alguma. E NÃO TENHO que me anular, apenas porque os países muçulmanos são Estados Teocráticos (é você que o afirma, não eu). Neste "confronto", eu não sou neutro. Estou do lado da DEMOCRACIA. E como democrata, defendo as liberdades individuais. Contra o que tiver que ser.

Você diz: "o chamado perdão próprio das religiões".

Você está a anular-se e a colocar as coisas na perspectiva muçulmana.
Nesta questão, NÃO HÁ QUALQUER CONFLITO DE RELIGIÕES. Apenas um conflito de interesses que instrumentalizam as massas recorrendo à Religião.

Hopelandic: é exactamente isso! E recuso-me a vacilar, naquilo que são os meus valores, devido ao Medo.

Sancho sem crises ok,

1 - Não sou eu que afirmo que são estados teocráticos é a ciência politica
2- Não estou a anular-me coisa nenhuma só estou reconhecendo factos e civilizações
as conclusões tira-as você como quiser o pensamento pode ser positivo ou negativo serve para isso ou para o inverso.
3- Enquanto não descolar do 11 Setembro, dos atentados em Espanha ou em Londres e de como o Islão se expande, e como o devemos controlar cá no nossos domínios. É uma conversa infrutífera esta, mas continue por mim termina aqui.
4- estamos a discutir uma coisa mas é impossível para alguns descolar dessa visão,
ok quanto a

“Você está a anular-se e a colocar as coisas na perspectiva muçulmana.”

Tenha um bocadito mais de moderação na linguagem, faça bom uso da liberdade de expressão. E não coloque intenções na boca das outras pessoas esse é o seu pensamento.
cumprimentos


Leopard:
desisto de discutir consigo. Porque há aqui uma "language gap" insuperável!

Fique bem.

PS - agradeço, mas dispenso a referência. É que eu gosto de aprender em fontes um bocadito mais seguras que a Wikipédia.

PS2 - a ver se você entende. Você afirmou ispsis verbis: "Os regimes lá são teocráticos não são democráticos". Mas é que nem todos os estados muçulmanos são teocracias que, de resto, sei bem o que são!

Podem ser monarquias, ou outra denominação se quiser, a religião domina, não há laicismo ou separação entre estado e religião. Entende e não seja tão soberbo, mas se quiser o prof. Marcelo tem alguns livros no mercado.

PS2 - a ver se você entende. Você afirmou ispsis verbis: "Os regimes lá são teocráticos não são democráticos". Mas é que nem todos os estados muçulmanos são teocracias que, de resto, sei bem o que são!

La teocracia la encontramos ahora centrada en el mundo musulmán. En una parte de ese mundo existe una gran resistencia a la modernidad y quieren regirse con estricta fidelidad al Libro, el Corán, que contiene la palabra de Dios. Al Corán se le une la Sunna que es el comportamiento del Profeta relatado por sus compañeros, son un conjunto de relatos cortos de su vida. Es el choque entre la tradición y la apertura. La ley islámica caracteriza al Islam tanto como su teología, su filosofía o su mística, pues en la religión musulmana la fe está indisociablemente ligada a la ley

bom meu caro fique a vontade leia e interprete

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