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Precisamos de energias limpas ou de "limpar" a população? (cont.)

Devido a problemas técnicos parece que certos comentários não estão a conseguir a sua publicação, pelo que, temporariamente e enquanto a situação não se resolver, publico aqui a continuação do debate sobre este tema.


O famoso "ambientalista" a que te referes faz parte de uma organização ambientalista ligada à energia nuclear... a EFN - the association of Environmentalists For Nuclear Energy. É natural pois que a defenda.

E como considerar que os argumentos do outro são falaciosos parece estar na moda, pois então é a minha vez de afirmar que os teus, então, são extremamente falaciosos.

Onde estão os factos e números que defendes?

Eu já dei os meus, mas da tua parte ainda não vi praticamente nada.

Já agora, se queres alguns números sobre acidentes nucleares (apesar de, devido à sua gravidade, serem habitualmente camuflados), dou-te apenas alguns que se referem a um só país: os EUA (já dá para calcular a quantidade de acidentes existente nos restantes países).

3

Se queres alguns factos sobre a influência da radioactividade nos trabalhadores que extraem o urânio, e os que trabalham nas centrais ou manuseam armas:

4 ; 5 ; 6 ; 7

Se queres alguns factos acerca da dificuldade, ainda hoje existente, na medição da contaminação radioactiva e da sua extensão no tempo:

8 ; 9 ; 10

Transporte e actividades ilícitas:

11

Inconsistência teórica :

12 ; 14 ; 15

Se isto é astrologia, falácia, ou o que lhe queiras chamar, então, acho melhor ires rever o verdadeiro significado destas palavras...

O que aconteceu na Rússia foi uma catástrofe e não um mero acidente isolado como pretendes demonstrar. Algo que pode muito bem acontecer em Portugal, ou em qualquer outro país, com a grande diferença de termos um território bem mais pequeno.

Não te esqueças de colocar os teus famosos "factos concretos". É que até agora ainda não vi praticamente nada, apesar de afirmares que os apresentaste.

Mais importante que tudo isto é que o texto do meu artigo não se refere apenas ao perigo do nuclear, mas ao de outras indústrias poluentes e, sobretudo, ao impacte na paisagem desta e outras estruturas industriais. Também aí temos uma visão dramaticamente diferente.

O teu conceito de nação é muito diferente do meu. Se queres uma nação rica e poderosa a qualquer custo, acho melhor trocares de nacionalidade.

Comentários

OK ENTÂO FACTOS APESAR DESTES FACTOS SOU FAVORAVEL E ESTE TIPO DE ENERGIA E SUAS MULTIPLAS APLICAÇÕES
Esta discussão por estes meios não leva a lado nenhum cada um fica fortificado nas suas trincheiras só uma achega para quem vive no passado com o pensamento toldado por desastres nucleares e não vê outras perspectivas de futuro mais seguras e ecológicas, entre funcionamento por Fusão nuclear e Fisão nuclear, nas centrais. Actualmente as centrais existentes estão em fim de vida e com o seu desmantelamento / reconversão, põe-se a adopção de novas tecnologias será o futuro? O futuro é sempre uma incógnita menos para os astrólogos que é um modo de vida. No entanto espero e tenho mais ou menos a certeza que não irei aparecer na “incineração dos apoiantes num crematório hightech espacial, de preferência a completarem o anel de resíduos nucleares a que tanto aspiram...”
Aqui deixo alguns factos, mas eu não escolho só os favoráveis ao meu pensamento, em que me baseio e visto que não sou nenhum perito nuclear a minha posição deriva de algum conhecimento das minhas aulas de fisica, que é restrito e de opiniões de peritos. Factos? deixo aqui alguns para quem tenha paciência de ler, na condição de que quem apresentou o tema devia não exigir provas mas provar que em 40 anos foi só desastres, radiações com centenas de mortos e doentes contaminados por radiações, se se verificar os primeiros acidentes acontecem no inicio nos primeiros anos e com graves consequências a nível de vitimas na Ex – URSS. O facto de a energia nuclear existente não ser ainda mais barata deve-se aos encargos que é preciso suportar com sistemas automátos de segurança que eliminam o risco de erro humano, e o acondicionamento do lixo radioactivo. Portugal se não é o único, deve ser um dos únicos países da Europa que esta de fora deste clube. Provavelmente por algum motivo será.
Por mim a discussão esta encerrada.

Comparativamente:

Fonte Vantagens Desvantagens
Carvão
• Barato
• Fácil de recuperar (nos E. U. e na Rússia) • Requer controles de alto custo de poluição do ar (por exemplo mercúrio, dióxido de enxôfre)
• Contribuinte significativo à chuva ácida e a aquecimento global
• Requer o sistema extensivo de transporte

Hidroelétrica • Muito barato após a represa ser construída
• Investimentos dos governos. Ex. o oeste dos EUA investiu pesadamente na construção de represas. No Brasil o investimento do governo também é considerável. • Fonte muito limitada pois depende da elevação da água
• Muitas represas disponíveis existem atualmente (não muito como uma fonte futura, dependendo do país)
• O colapso da represa conduz geralmente à perda de vidas
• As represas afetam os peixes (por exemplo as corridas dos salmões, entre outros, até a foz do rio)
• Os danos ambientais para as áreas inundadas (acima da represa) e rio abaixo

Gás / Óleo • Bom sistema de distribuição para os níveis de uso atuais
• Fácil de obter
• Melhor fonte de energia para o aquecimento de espaços • Disponibilidade muito limitada como mostrado por faltas durante o inverno nos países frios.
• Poderia ser o contribuinte principal do aquecimento global
• Caro para geração de energia
• A grande oscilação dos preços conforme a oferta e a demanda

Vento • O vento é grátis, se disponível
• Boa fonte para suprir a demanda de bombeamento periódico de água nas fazendas, como já visto em vários países no início do século. • Necessita 3x a quantidade de geração instalada para atingir à demanda
• Limitado a poucas áreas .
• O equipamento é caro de se manter
• Necessita de armazenamento de energia de alto custo (por exemplo baterias)
• Altamente dependente do clima - o vento pode danifica-lo durante fortes ventanias ou não girar durante dias, conforme a estação do ano.
• Pode afetar pássaros e colocá-los em perigo.

Solar • A luz solar é grátis, quando disponível • Limitado às áreas ensolaradas do mundo (muita demanda quando está pouco disponível, por exemplo no aquecimento solar)
• Requer materiais especiais para espelhos/painéis que pode afetar o meio ambiente
• A tecnologia atual requer quantidades grandes de terra para quantidades pequenas de geração da energia

Biomassa • A indústria está em sua infância
• Poderia criar empregos pois plantas menores poderiam ser usadas. • Ineficiente se forem usadas plantas pequenas
• Poderia ser um contribuinte significativo para o aquecimento global pois o combustível tem baixo índice de contenção de calor
Combustível a partir de resíduos • O combustível pode ter baixo custo
• Poderia criar empregos pois plantas menores poderiam ser usadas
• Emissões baixas de dióxido de enxôfre • Ineficiente se forem usadas plantas pequenas
• Poderia ser um contribuinte significativo para o aquecimento global pois o combustível tem baixo índice de contenção de calor
• As cinzas podem conter metais como o cádmio e chumbo
• Libera no ar e nas cinzas substâncias tóxicas como dioxinas e furanas

Fusão • O hidrogênio e o trítio poderiam ser usados como fonte de combustível
• Geração mais elevada de energia por unidade de massa do que na fissão
• Níveis mais baixos de radiação associados ao processo do que em reatores baseados em fissão • O ponto rentabilidade ainda não foi alcançado após aproximadamente 40 anos de pesquisa de alto custo e as plantas comercialmente viáveis são esperadas para daqui a 35 anos


Fusão Nuclear: Alternativa para o futuro?
Marcelo Knobel
Ao fundir núcleos atómicos leves (tais como os isótopos do hidrogénio, o deutério e o tritio) há uma enorme liberação de energia, processo que é conhecido como fusão atómica. Esse processo é similar ao que ocorre no interior do Sol e de outras estrelas, e poderá vir a ser uma fonte de energia ilimitada para gerações futuras. Para realizar fusões que efectivamente liberem grandes quantidades de energia é necessário que um gás formado pelos isótopos do Hidrogénio seja aquecido até temperaturas elevadíssimas (100 milhões de graus centígrados) e seja mantido confinado por pelo menos um segundo, o que pode ser conseguido usando confinamento magnético. Uma das configurações mais utilizadas é chamada tokamak, palavra russa que significa câmara magnética em forma de toróide.
Apesar dos enormes avanços na tecnologia e no entendimento dos fenómenos físicos que ocorrem durante a fusão nuclear, ainda não se tem certeza se o potencial da fusão nuclear poderá ser efectivamente realizado de uma maneira economicamente viável. Existem diversos programas, em diversos países, com um objectivo global de elevar a tecnologia de fusão a um estágio comercialmente aceitável para a geração de energia eléctrica por volta de 2040-2050. Esses programas se baseiam em diversos estudos que indicam que nos meados do próximo século a demanda de energia eléctrica será muito maior do que é hoje em dia, com o agravante da escassez de recursos fósseis (e das restrições ao seu uso por motivos ambientais).
De fato, a fusão nuclear apresenta uma vasta lista de qualidades de segurança ambiental. Não há reacções em cadeia, e a radiotoxicidade dos detritos de uma planta de fusão nuclear é comparável à radiotoxicidade dos detritos provenientes de uma usina termo - eléctrica. Os detritos não apresentam efeitos acumulativos para gerações futuras. Além disso, a fusão não produz mudanças climáticas ou emissões poluidoras da atmosfera. Entretanto, apesar de representar a possibilidade de conquistar uma fonte de energia inesgotável, com muitos benefícios para o nosso meio ambiente, as pesquisas em fusão nuclear não vem sendo suficientemente apoiadas, talvez devido aos enormes avanços de que ainda dependem e ao investimento considerável que essa iniciativa representa.
A matéria-prima usada nos reactores actuais, chamada de combustível nuclear, é o U-235 ou Pu-239. Futuramente, poderão ser desenvolvidos reactores com materiais férteis, dentre os quais o de Th-232 será de grande importância. No próximo século, deverão surgir os reactores de fusão (de átomos leves como o hidrogénio) em que a energia inicial será, provavelmente fornecida pelos raios laser.

Artigo do DN relacionado com este tema e Portugal

http://dn.sapo.pt/2005/07/03/opiniao/quebrar_o_tabu_nuclear.html.

Vamos ver os principais acidentes nucleares até hoje registrados (abril de 1998):
o Em 1957 escapa radioatividade de uma usina inglesa situada na cidade de Liverpool. Somente em 1983 o governo britânico admitiria que pelo menos 39 pessoas morreram de câncer, em decorrência da radioatividade liberada no acidente. Documentos secretos recentemente divulgados indicam que pelo menos quatro acidentes nucleares ocorreram no Reino Unido em fins da década de 50.
o Em setembro de 1957, um vazamento de radioatividade na usina russa de Tcheliabinski contamina 270 mil pessoas.
o Em dezembro de 1957, o superaquecimento de um tanque para resíduos nucleares causa uma explosão que libera compostos radioativos numa área de 23 mil km2. Mais de 30 pequenas comunidades, numa área de 1.200 km², foram riscadas do mapa na antiga União Soviética e 17.200 pessoas foram evacuadas. Um relatório de 1992 informava que 8.015 pessoas já haviam morrido até aquele ano em decorrência dos efeitos do acidente.
o Em janeiro de 1961, três operadores de um reator experimental nos Estados Unidos morrem devido à alta radiação.
o Em outubro de 1966, o mau funcionamento do sistema de refrigeração de uma usina de Detroit causa o derretimento parcial do núcleo do reator.
o Em janeiro de 1969, o mau funcionamento do refrigerante utilizado num reator experimental na Suíça, inunda de radioatividade a caverna subterrânea em que este se encontrava. A caverna foi lacrada.
o Em março de 1975, um incêndio atinge uma usina nuclear americana do Alabama, queimando os controles elétricos e fazendo baixar o volume de água de resfriamento do reator a níveis perigosos.
o Em março de 1979, a usina americana de Three Mile Island, na Pensilvânia, é palco do pior acidente nuclear registrado até então, quando a perda de refrigerante fez parte do núcleo do reator derreter.
o Em fevereiro de 1981, oito trabalhadores americanos são contaminados, quando cerca de 100 mil galões de refrigerante radioativo vazam de um prédio de armazenamento do produto.
o Durante a Guerra das Malvinas, em maio de 1982, o destróier britânico Sheffield afundou depois de ser atingido pela aviação argentina. De acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica, o navio estava carregado com armas nucleares, o que põe em risco as águas do Oceano Atlântico próximas à costa argentina.
o Em janeiro de 1986, um cilindro de material nuclear queima após ter sido inadvertidamente aquecido numa usina de Oklahoma, Estados Unidos.
o Em abril de 1986 ocorre o maior acidente nuclear da história (até agora), quando explode um dos quatro reatores da usina nuclear soviética de Chernobyl, lançando na atmosfera uma nuvem radioativa de cem milhões de curies (nível de radiação 6 milhões de vezes maior do que o que escapara da usina de Three Mile Island), cobrindo todo o centro-sul da Europa. Metade das substâncias radioativas voláteis que existiam no núcleo do reator foram lançadas na atmosfera (principalmente iodo e césio). A Ucrânia, a Bielorússia e o oeste da Rússia foram atingidas por uma precipitação radioativa de mais de 50 toneladas. As autoridades informaram na época que 31 pessoas morreram, 200 ficaram feridas e 135 mil habitantes próximos à usina tiveram de abandonar suas casas. Esses números se mostrariam depois absurdamente distantes da realidade, como se verá mais adiante.
o Em setembro de 1987, a violação de uma cápsula de césio-137 por sucateiros da cidade de Goiânia, no Brasil, mata quatro pessoas e contamina 249. Três outras pessoas morreriam mais tarde de doenças degenerativas relacionadas à radiação.
o Em junho de 1996 acontece um vazamento de material radioativo de uma central nuclear de Córdoba, Argentina, que contamina o sistema de água potável da usina.
o Em dezembro de 1996, o jornal San Francisco Examiner informa que uma quantidade não especificada de plutônio havia vazado de ogivas nucleares a bordo de um submarino russo, acidentado no Oceano Atlântico em 1986. O submarino estava carregado com 32 ogivas quando afundou.
o Em março de 1997, uma explosão numa usina de processamento de combustível nuclear na cidade de Tokai, Japão, contamina 35 empregados com radioatividade.
o Em maio de 1997, uma explosão num depósito da Unidade de Processamento de Plutônio da Reserva Nuclear Hanford, nos Estados Unidos, libera radioatividade na atmosfera (a bomba jogada sobre a cidade de Nagasaki na Segunda Guerra mundial foi construída com o plutônio produzido em Hanford).
o Em junho de 1997, um funcionário é afetado gravemente por um vazamento radioativo no Centro de Pesquisas de Arzamas, na Rússia, que produz armas nucleares.
o Em julho de 1997, o reator nuclear de Angra 2, no Brasil, é desligado por defeito numa válvula. Segundo o físico Luiz Pinguelli Rosa, foi "um problema semelhante ao ocorrido na usina de Three Mile Island", nos Estados Unidos, em 1979.
o Em outubro de 1997, o físico Luiz Pinguelli adverte que estava ocorrendo vazamento na usina de Angra 1, em razão de falhas nas varetas de combustível

Foste tu quem exigiu provas e eu dei-as, embora considerasse mais que suficiente o que escrevi no artigo.
Se para ti uma fonte de energia só é perigosa quando causa de forma contínua um número elevado de mortes, então, mais uma vez, estamos em desacordo. A vida humana para mim tem um pouco mais de valor que isso. Ou os fins justificam os meios? Parece que sim.
Estamos a falar de centrais nucleares que utilizam o urânio, não mistures alhos com bugalhos. Não estou, nem nunca estive, contra a prevista fusão nuclear de outras matérias. Algo ainda em estudo e cujos resultados se aguardam.
Para já, e como tu próprio acabas também agora de demonstrar, a fissão nuclear, tal como existe hoje, deve receber um claro NÃO de toda a população que preze o bem estar e o ambiente.
Para mim, controlar a gula implacável e destruidora do dinheiro é PROGRESSO. Lamento que assim não seja para muitos dos que nos acompanham.

EU DIRIA UM CLARO SIM.
Eu não queria voltar a este tema, por isso vou so voltar esta vez,mas não queria ser acusado de “ Se para ti uma fonte de energia só é perigosa quando causa de forma contínua um número elevado de mortes” “os fins justificam os meios? Parece que sim.” Não sou favorável a isso nem pensar, mas sim existe outra segurança e meios autómatos de detecção de problemas que eliminam o erro humano. Coisa que não existia nos anos 60

Só não gosto de ideias feitas Género “em resumo, a energia nuclear dificilmente passará de um paliativo temporário, com alto custo, riscos inaceitáveis e desvantagens incontornáveis'”

Já não estamos nos anos 60 do nuclear não obrigado.
Mas por falar nisso sabia que temos um reactor nuclear em Portugal a funcionar sem dar problemas desde 1959 só não é usado para produção de energia. Mas podia ser. Não foi usado para bombas atómicas ataques terroristas e acho que se calhar muita gente nem sabe.

Vou transcrever um pequeno trecho e deixo um link para quem tiver interesse.
http://tecnica.aeist.pt/conteudos.asp?IDCONT=104
“É Presidente da instituição com o único reactor nuclear em Portugal do momento. Qual é, para si, a mais-valia que este Instituto pode ter no desenvolvimento de Portugal?
Deixem-me começar por afirmar que o ITN (Instituto Tecnológico e Nuclear) é, desde a sua criação, uma mais-valia para Portugal. Talvez não se tenha tirado partido disso correctamente por falta de uma definição adequada de uma estratégia de desenvolvimento e actuação desta instituição. O ITN pode tirar maior partido das suas potencialidades e aumentar a sua contribuição para o desenvolvimento do nosso País. O reactor nuclear é apenas uma fracção dos instrumentos ou equipamentos cuja utilização por pessoas altamente qualificadas e especializadas dá ao ITN uma grande capacidade de intervenção em diversos domínios. O curioso é que muitas pessoas (ou até talvez a maior parte das pessoas) não sabem que existe um reactor nuclear em Portugal, cuja construção se iniciou em 1959. É um reactor de investigação, não se destinando (nem possuindo o necessário equipamento adicional) a produzir energia eléctrica. Tem uma potência baixa (apenas 1 MW) e serve para desenvolver algumas actividades de investigação e ainda para manter um determinado “know-how” nacional indispensável se queremos evitar uma total dependência de outros países. Reparem que na altura, em 1959, não existia uma postura de oposição ao nuclear. Estávamos na época dos “Átomos para a Paz” e as centrais nucleares eram encaradas como a solução para as necessidades energéticas. Portugal não podia deixar de criar o seu próprio “know-how” formando um corpo científico e técnico capaz de compreender, dominar e desenvolver o aproveitamento da energia nuclear e de todas as suas aplicações. Esta atitude optimista foi-se modificando com a generalização do conhecimento da problemática dos resíduos e dos efeitos nefastos da radioactividade. A “guerra fria”, a constante referência aos perigos para a humanidade da utilização militar e acidentes como o de Chernobyl contribuíram fortemente para este processo criando nas populações uma espécie de terror psicológico. O que é curioso é que esta atitude mental tende a ignorar a imensidade de aplicações que fazem parte do nosso quotidiano nomeadamente nas áreas da medicina, biologia, química, materiais, indústria, agricultura, engenharia, etc., etc. A investigação é essencial para o desenvolvimento e controlo de todas estas aplicações e o ITN constitui uma opção estratégica Nacional indispensável à manutenção e ao desenvolvimento de competências e capacidades neste domínio…..”

O Professor prevê alguma presença de um reactor nuclear em Portugal?

Está a falar, naturalmente, de um reactor para produção de energia eléctrica. Isso é uma pergunta que se pode considerar politicamente muito pouco correcta. E é difícil responder. Há todo o tipo de correntes, em termos de opinião, em relação a isso, em termos internacionais, pelo menos entre pessoas mais conhecedoras do sector energético e dos problemas ambientais. Na opinião de muitos, o regresso à opção nuclear não tem alternativa credível. Nós estamos dependentes das barragens, do petróleo, do carvão e do gás natural. Quanto às centrais hídricas, já atingimos praticamente o limite. As centrais térmicas a carvão e a fuel são altamente poluentes. Restam as centrais térmicas a gás natural, menos poluentes que as anteriores. Neste momento decorre um programa de reconversão de centrais térmicas para gás natural como forma de reduzir os níveis de poluição por elas provocado. Quanto às energias renováveis, todas muito caras, a única que parece ter alguma viabilidade prática (no sentido de poder ter algum significado) é a eólica, existindo também um programa nacional para a sua utilização em maior escala. Mas esta última opção nunca poderá resolver os problemas decorrentes do rápido crescimento das necessidades energéticas. ….Daí poder concluir-se que é previsível um ressurgimento da opção nuclear. Portugal, se não seguir essa via terá necessariamente de importar. Note-se que estou a falar em opção nuclear baseada em processos de cisão que são os existentes em todas as centrais nucleares em funcionamento. A alternativa futura, ou se quiserem o sonho, é conseguir construir reactores nucleares baseados em fusão. Este processo utiliza átomos leves, como os do hidrogénio o elemento mais abundante no universo, e é praticamente não poluente. Infelizmente, ainda não se domina o processo e os problemas tecnológicos a resolver são muitos. Talvez daqui a 20 ou 30 anos lá cheguemos

No entanto na Europa: Industriais europeus defendem nuclear como "opção central" para a UE

A produção de electricidade através do nuclear deve ser uma “opção central” nas escolhas energéticas da União Europeia (UE), defenderam hoje os dirigentes das principais empresas europeias do sector.

Num apelo comum, Anne Lauvergeon (presidente da Areva), Gert Maichel (presidente do RWE Power) e Mike Parker (presidente da BNFL) salientam que existem “fortes argumentos económicos e ambientais” para a construção de novas centrais nucleares na Europa.

Os industriais consideram que o nuclear pode ajudar a UE a garantir segurança no abastecimento energético e a limitar as suas emissões de gases com efeito de estufa.

“Existe um claro movimento na opinião pública” em favor da indústria nuclear, até agora olhada com desconfiança, disse Mike Parker em conferência de imprensa.

“Há uma ligeira tendência pro-nuclear”, asseverou Gert Maichel, considerando a opinião pública como um “estranho animal” de comportamentos imprevisíveis.


Nem eu estaria à espera de outra resposta da tua parte. Pois daqui, e por todas as razões apresentadas, sai mais um redondo:

NÃO AO NUCLEAR !

Com essa entrevista pretendes provar o quê? Que, já agora, se existe um pequeno reactor para investigação, porque não arranjar mais uma dúzia tamanho família? Isso é argumento?

Mas já que estamos em fase de troca de cromos, sai mais um:

"Quercus dá 15 razões para NÃO se optar pela energia nuclear em Portugal:

1. Portugal tem uma enorme oportunidade na conservação de energia e eficiência energética
As previsões de aumento em 350% do consumo de electricidade entre 1990 e 2020 são um erro tremendo em relação àquilo que está a ser desenvolvido em diversos países Europeus, onde a intensidade energética (energia consumida por produto interno bruto) tem vindo a diminuir e o consumo per capita estabilizou. No entender da Quercus, existem várias centrais térmicas, nomeadamente um eventual caso de uma central nuclear, que não se justificam pelo enorme potencial da eficiência energética e conservação de energia, nomeadamente nos sectores residencial e serviços. O consumo de electricidade em Portugal tem vindo a aumentar na ordem dos 6% ao ano, não sendo já argumento o nosso baixo grau de desenvolvimento. Temos estado a crescer mal e com muitos desperdícios. A correcção deste caminho permite perfeitamente melhorar a qualidadede vida com menor consumo de energia e menor poluição, desde a electricidade à dependência do petróleo em sectores como os transportes. Um Kw/h poupado, de acordo
com a Entidade Reguladora do Sector Energético, é dez vezes mais barato que um Kw/h a ser produzido, inclusive por energias renováveis.

2. O potencial de implementação das energias renováveis em Portugal é enorme
As energias renováveis têm um enorme potencial em termos de expansão no nosso país, em particular a energia eólica, biomassa e solar, sendo que a hídrica já apresenta níveis de exploração bastante consideráveis. Quer pela produção directa de electricidade, quer pela produção de calor, Portugal felizmente apresenta condições climáticas e de uso do território que permitem a sua afirmação em termos tecnológicos e em consonância com metas estabelecidas na União Europeia que, para 2010, e para Portugal, será de 39% de energias renováveis na produção de electricidade, mas com percentagens crescentes para os anos seguintes.

3. A energia nuclear serve para produzir electricidade e esta representa apenas cerca de 20% do consumo de energia final do país
Uma central térmica recorrendo a combustível nuclear apenas consegue produzir electricidade. A dependência de Portugal face aos combustíveis fósseis, nomeadamente em relação ao petróleo, está directamente relacionada com outros usos da energia em sectores como os transportes e a indústria. A instalação de uma central nuclear não resolve assim os problemas energéticos estruturais de Portugal, que passam muito mais por medidas integradas associadas ao ordenamento do territórioe às actividades produtivas do país.

4. A energia nuclear é muito mais cara
A produção de energia nuclear é das mais dispendiosas, contrariamente ao que é habitualmente comunicado aos cidadãos. O contemplar dos custos de construção e de desmantelamento face ao período de vida da central, faz com que apenas o solar fotovoltaico apresente valores mais elevados, valores estes que no entanto tendem a reduzir-se por efeitos de economia de escala face à sua cada vez maior expressão.

Fonte de Energia
Custos por kilowatt-hora
Eficiência energética
0-5 cêntimos
Hidroeléctrica
2-8 cêntimos
Carvão
5-6 cêntimos
Vento
5-8 cêntimos
Petróleo
6-8 cêntimos
Solar térmica
9 cêntimos
Nuclear
10-12 cêntimos
Solar fotovoltaico
15-20 cêntimos
Fonte - http://www.net.org/proactive/newsroom/release.vtml?id=18534

5. A falácia da produção limpa em termos de emissões de gases de efeito de estufa
Contrariamente ao que se anuncia, a produção de energia através de centrais nucleares não é isenta em termos de emissões de gases de efeito de estufa responsáveis pelas alterações climáticas. A sua construção é uma importante fonte de emissões, mas principalmente a exploração do urânio e também o transporte dos resíduos para processamento ou armazenagem, acabam por contribuir significativamente. Os níveis calculados de emissão em termos de ciclo de vida colocam uma central nuclear numa situação pior que uma central a gás natural.

6. Segurança de abastecimento comprometida - Potencialidade de descentralização oferecida pelas energias renováveis é contrariada por uma central nuclear
A segurança de abastecimento é um dos aspectos mais relevantes no sentido de evitar problemas como os blackouts que sucederam na costa Oeste dos Estados Unidos em 2000/2001 ou no Brasil, ou ameaças externas como o bloqueio e o fornecimento de determinados tipos de combustível (como sucedeu recentemente nos problemas entre a Rússia e a Ucrânia). Neste quadro, tem sido defendida uma cada vez maior descentralização da produção que, no limite, será baseada em energias renováveis associadas às próprias residências e serviços, até porque desta forma existem menos perdas no transporte. Neste sentido, uma forma de produção centralizada com uma enorme potência instalada contradiz objectivos de longo prazo que têm vindo a ser reforçados à escala europeia e num quadro de maior sustentabilidade da gestão da produção e consumo de electricidade.

7. A energia nuclear só é viável à custa de enormes subsídiosgovernamentais – Portugal apoia muito mais investigação no nuclear que na conservação de energia e renováveis
A produção de energia nuclear continua a beneficiar de fortes subsídios públicos ao abrigo do Tratado Euratom. Ao longo dos últimos 30 anos, a tecnologia nuclear foi brindada com cerca de 60 biliões de Euros para investigação, um valor muito superior ao atribuído a qualquer outra fonte de energia. Por outro lado, a industria nuclear continua a reclamar subsídios para a gestão dos resíduos radioactivos produzidos pelas centrais.
Portugal também não faz os investimentos certos em investigação e desenvolvimento na área de energia: o nuclear recebe 110 vezes mais do que a conservação de energia e 7 vezes mais do que as renováveis. De acordo com a Agência Internacional de Energia, Portugal destinou, em 2004, 2,2 milhões de euros para investigação na fusão nuclear enquanto que apenas dedicou 0,32 milhões de euros para energias renováveis e 0,02 milhões para a conservação de energia e apenas no sector industrial. Em causa está a fraquíssima prioridade dada à conservação de energia e eficiência energética e também às energias renováveis.

8. Portugal ficará dependente de tecnologia importada e cara; é mais uma dependência, neste caso perigosa, de outros países
Não existe experiência em Portugal de construção ou manutenção de centrais nucleares, uma vez que essa nunca foi uma opção, mesmo quando outros países enveredaram por essa forma de produzir energia. Neste contexto, as mais importantes valias económicas do projecto serão para os países e empresas dos mesmos que têm experiência nestas tecnologias e não para Portugal. Ter uma central nuclear com tecnologia importada que ainda por cima se anuncia como experimental, é um risco demasiado elevado a correr.

9. Cenários oficiais mostram que a Europa não aposta no nuclear e Portugal iria estar em contra-ciclo
Na Europa estão apenas em construção duas centrais: a central de Olkiluoto-3 na Finlândia, cujas condições de financiamento passam por uma subsidiação indirecta pela taxa de juro muito abaixo do mercado, providenciada por instituições francesas e alemãs e que não se deverá vir a repetir, nomeadamente face às novas directrizes de transparência no financiamento do mercado energético na União Europeia, e a central de Cernavoda na Roménia, cuja construção se iniciou ainda no regime comunista, foi suspensa e recomeçada alguns anos depois. O cenário oficial da União Europeia em termos energéticos (modelo PRIMES) de Novembro de 2005 apresenta uma redução da produção de electricidade por centrais nucleares 0,8% ao ano entre 2010 e 2030.

10. Longevidade dos resíduos e herança para as gerações futuras
A longevidade dos resíduos nucleares estima-se em dezenas a centenas de milhares de anos. Será justo delegar nas gerações futuras a resolução de um problema que, nos cerca de cinquenta anos de existênciada indústria nuclear, ainda não conheceu qualquer evolução no sentido de poderem ser tratados sem impactos para as gerações presentese futuras? Ainda na passada semana o responsável pelo depósito de resíduos nucleares dos Estados Unidos referiu que, para o projecto previsto para a Montanha de Yuccan, não se consegue ainda afirmar um prazo deconclusão nem um custo final que, no entanto, deverá ser muito elevado.
Esta questão é ainda mais premente quando se prevê que as reservas de urânio não durem mais do que algumas décadas, o que implica que as gerações futuras teriam que encontrar outra solução para a produção da sua energia (resolvendo um problema que os governos actuais não tiveram a coragem e empenho para resolver), ficando com o ónus de lidar com os resíduos que nós produzimos por muitos milhares de anos.

11. Riscos associados ao transporte e armazenamento dos resíduos nucleares
Uma vez que o reprocessamento dos resíduos nucleares, componente que pode ter maior ou menor peso dependendo do tipo de central, não ocorreria em Portugal, o seu transporte poderia acarretar riscos acrescidos paraas populações e o ambiente por onde passasse, bem como nos locais onde fosse armazenado.

12. Tempo de construção previsto
A construção de uma central nuclear em Portugal levaria cerca de 10 a 15 anos até que pudesse estar operacional em termos de fornecimento de energia eléctrica. Por essa altura, Portugal já terá que ter tomado as medidas certas no sentido de acertar o passo com as reduções de emissões de gases com efeito de estufa previstas, sob pena de condenarmos o país à estagnação ou retrocesso económico e social, peloque esta solução em nada contribui para a resolução do problema.

13. Custo de desmantelamento das centrais e suas consequências ainda não estão suficientemente avaliados
O custo do processo de desmantelamento é geralmente estimado por baixo em relação à realidade. Estamos porém a falar de valores de muitas dezenas de milhões de euros. No âmbito do processo de desmantelamento, muitos dos elementos de uma central nuclear têm obrigatoriamente que ser tratados como resíduos nucleares, o que implica custos elevadíssimos de desmantelamento. A experiência nesta matéria é também ainda relativamente reduzida a nível mundial e como já se mencionou, em países com uma forte indústria nuclear como os Estados Unidos, o problema ainda está longe de ter resolução.

14. Secretismo e estímulo ao militarismo
As centrais nucleares tendem a ser encaradas como casos especiais, mesmo em países democráticos, sendo difícil ter acesso a informação concreta sempre que há algum problema. Para além disso, com a produção do plutónio que resulta do processamento dos resíduos decorrentes da produção de energia, estimula-se a produção de mais armas nucleares com fins militares, alimentando a indústria da guerra a nívelmundial. Existem vários documentos que comprovam que, por exemplo no Reino Unido, o ataque a centrais nucleares por parte de células terroristas foi considerado. A instalação de uma central em território português iria aumentar o risco de Portugal poder ser vítima de um atentado que poderia ter consequências desastrosas em termos ambientais, sociais e económicos. Os custos com a segurança em qualquer central são avassaladores e tendem a aumentar.

15. Dificuldade em encontrar uma localização
Considerando as suas necessidades específicas, nomeadamente ao nível da disponibilidade de uma fonte de água abundante e factores de segurança como a necessidade de evitar zonas de maior actividade sísmica, e tendo em conta a exiguidade do território português, a definição e aceitação da localização de uma central nuclear seria uma tarefa muito difícil.

Lisboa, 22 de Fevereiro de 2006

A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Para mais informações contactar Hélder Spínola 937788472, Francisco Ferreira 937788470 ou Susana Fonseca 936603683."

Não te esqueças de telefonar ao rapaz ou então à rapariga ;)

VENHA LA O NUCLEAR.
ESTA INTRODUÇÃO DA QUERCUS LEVA-ME A DIZER ALGUMA COISA
Já só cá faltava a Quercus, não sei porque demorou tanto tempo a introdução, porque não também a Greenpeace etc. se existissem na pré historia ainda viviamos em cavernas e andávamos a pé. Uma coisa é defender princípios ecológicos para suprir necessidades caseiras, outro são necessidades industriais e empresariais de um país. E um pais só avança com estas e que consomem o grosso dos recursos energéticos.

Só que os ecológicos sofrem de reacção urticária ao progresso ou então o progresso deve ser o que eles entendem e idealizam.
Os ambientalistas opõem-se as mudanças tecnológicas e certa preservação de modos de vida. Será que são uma versão moderna dos Luddistas ingleses do Sec. XIX. Que se opunham a revolução industrial?

Não foi a quercus que se opôs aqui a tempos uma descarga de milho americano transgénico. Há uma boa parte do movimento ambientalista que luta contra os transgénicos, no entanto, há uma revista (The economist) que diz que o método anterior para produzir novas variedades de grãos era bombardear as plantas com cancerígenos como raios-x ou metano sulfonato de etila. A ideia era danificar o DNA das plantas para produzir mutações aleatórias, contando que algumas viessem a ser mais produtivas. E pelos vistos parece que as actuais variedades de trigo e cevada foram criadas assim e ninguém protestou, a revista, também afirma que as lavouras transgênicas aumentaram a produtividade, reduziram o uso de pesticida e, até agora, não causaram um único problema de saúde. Os cientistas que desenvolveram os transgênicos buscavam uma forma mais súbtil, previsível e segura de produzir mutações.

É preciso deixar de pensar ideologicamente para analisar alternativas consideradas do ponto de vista ambiental incorrectas. Por exemplo os ambientalistas também são contra a plantação de eucaliptos para a produção de celulose, alguns movimentos ambientais ate lhe chamam desertos verdes, por causa da baixa biodiversidade de plantas que cresce junto a eles, mas é a existência deles que permite que outro tipo de arvores não seja abatida, ou seja dentro de um problema que temos de produção de celulose os eucaliptos ao contrario de serem um problema são uma parte da solução viável para outras arvores não serem sacrificadas.

Mas a polémica mais incendiaria é o nuclear, há cientistas que preocupados com o efeito estufa real derivado da nossa civilização do petróleo advogam e defendem como meio futuro o uso da energia nuclear para conte-lo. O assunto toca os ambientalistas no âmago da questão ou não fosse o movimento anti nuclear a bandeira das suas origens.
Mas então fica uma pergunta, e se o nuclear for de facto a solução para conter esse efeito? A solução viável.
A tecnologia não é a mesma dos anos iniciais da energia atómica. A tecnologia traduz-se em conhecimento quanto mais avançado for o seu estado maior será o progresso económico e compatibilidade com a protecção ambiental.

Estás de tal forma obcecado com o teu "progresso à tio patinhas" que nem reparaste que um dos links que coloquei é do Greenpeace. Estes tipos incomodam muito, não é? Ora ainda bem. É esse o objectivo ;)

Pois é leopard, também preferes MacDonalds, coca-cola, enlatados, congelados, instantâneos encharcados de E's, plásticos, sintéticos, portas e janelas de alumínio, sapatos de fibra sintética, tamagotshis, carros a diesel, peitos em silicone, enfim: as coisas boas do progresso... Acho que sim leopard.

Já agora, e continuando a falar do verdadeiro presidente da junta... er... desculpa... eu queria dizer: do verdadeiro progressista, queres acrescentar mais uma palestra das tuas sobre os progressos espectaculares do silicone na cirurgia estética?

Não nem pensar, nesse aspecto sou um tradicionalista em tudo. Um restaurante a maneira antiga, com criados (as) de servir, toalhas de pano guardanapos de pano e bem sentadinho, com comidas se possível tradicionais.
Quanto a plásticos sintéticos alumínios etc. devias ter lido o que escrevi sobre o efeito estufa derivado da nossa civilização do petróleo
Quanto a cirurgia estética é mais um ramo para especialistas femininas embora já se fale do lado masculino nos metrosexuais.
Fiquemos por aqui a nível nuclear, cumprimentos e bom carnaval

Epa imperdoavel o meu esquecimento falaste no greenpeace? já leste o livro

The skeptical environmentalist
Bjørn Lomborg. Cambaridge University Press, 2001.

Os "meus" números contra os "seus". As inúmeras fontes citadas por Lomborg são as mesmas citadas por ONGs como o Greenpeace, o World Watch Institute ou o World Wide Fund for Nature. A miríade de referências usada pelo autor para sustentar suas análises

Um exemplo de informação preciosa é o desmascaramento de citações erradas que se propagam através da literatura, de citação em citação, tornando muito difícil descobrir sua origem. Por exemplo, o autor cita uma afirmação de que, "de acordo com um estudo do Banco Mundial de 1995, 30 países contendo 40% da população do mundo experimentam agora escassez crónica de água". Tal afirmação é repetida em vários lugares, mas sem citar precisamente de que trabalho se trata. Com o auxílio do Banco Mundial, sua origem foi localizada e creditada à interpretação errada de um press release desta instituição publicado em 1995.


Lomborg um dia foi um ambientalista "de esquerda" (na sua própria expressão) e membro do Greenpeace, torna tudo mais interessante

Tradicionalista, leopard? Essa agora... então e o progresso? É por isso que este país nunca vai avançar, já viste? A culpa é toda tua !!! E ainda falas dos ambientalistas da idade da pedra... ;)

Bom Carnaval para ti também. Eu vou ficar a trabalhar.

Não conheço o livro. Vou tentar encontrá-lo. De qualquer forma, leopard, um dia quando eu tiver mais tempo e paciência, vou escrever umas crónicas sobre a ilusão do "progresso" nos países mais ricos da Europa. Da água é melhor nem começarmos a falar pois a Bélgica é o país com os lençóis freáticos mais poluídos do mundo ! A água é intragável ! A poluição assassinou por completo a natureza neste país, e tudo em nome do "progresso" ;).

Mais um aspecto importante. Podes apresentar todos os números e opiniões doutas que quiseres, mas nada substitui a realidade objectiva. E essa, leopard, é muito mais negra do que esses pseudo-ambientalistas querem fazer crer.

DOUTAS OPINIÕES E REALIDADE OBJECTIVA?
Acho que há aqui uma incompreensão de muita coisa que se esta a passar no planeta e das soluções que alguns apresentam. Essas doutas opiniões que referi e a realidade objectiva estão interligadas e não tem propriamente a ver com os lucros a não ser mesmo dos “tios patinhas” ou a portuguesa “patos bravos” que as vão por em acção no terreno. (Coisa que eu não tenho nem nunca terei nada a ver com isso, só para refutar uma pequena insinuação tua ao meu pensamento). Só que por critérios racionais acho que é a solução satisfatória para futuro sem ser um paliativo. Mas pela abundância e não tão agressiva para o meio ambiente como se pensa.

O progresso e a concentração populacional, a industrialização, foi mais que certo que degradou a qualidade de vida das populações e põe em risco o seu meio ambiente mas então que fazer? O progresso tem sempre um custo.
Concerteza que não queremos uma vida como no tempo dos nossos bisavôs, então se não queremos isso temos que sacrificar alguma coisa, a alternativa será o mal menor.
A concentração urbana levantou problemas de poluição, abastecimento, alimentação etc. não é possível alimentar uma população pelos meios artesanais e agricultura biológica como no século XIX por exemplo, metade da população morria à fome ou os alimentos atingiriam tal preço pela lei da oferta e procura que só as classes com mais dinheiro conseguiriam isso. Isso levou á industrialização, a industrialização da agricultura, sua massificação e distribuição, resistência a pragas ( com a introdução dos transgénicos ), tudo isto pode ter o seu custo inverso a nível de saúde e ambiente mas a finalidade é abastecer o maior número de pessoas. Maltus dizia que a população e a alimentação por exemplo crescem em ritmos geométrico ( 2, 4, 8, 16) e aritmético (2; 4, 6, 8) respectivamente, ora bem para impedir que a população não passe miséria é precisa aumentar o ritmo aritmético.

Outro problema da realidade objectiva tem a ver com a nossa civilização do petróleo
A nível económico a nossa sociedade é baseada no petróleo criou fabricas, infra-estruturas que a serve, redes de bombas de gasolina, automóveis, áreas de serviço nas auto-estradas e estradas, etc.. e isto criou certas formas e estilos de vida como lojas, centros comerciais, distribuidores, parques de estacionamento, urbanização suburbana a volta das metrópoles , etc.. se adoptarmos uma nova forma de energia em substituição desta por exemplo em vez da economia do petróleo a economia baseada no hidrogénio dando-se este salto tecnológico todo este mundo pode ruir, dando-se uma revolução económica a nível mundial. tudo isto é ainda um mundo novo de descoberta e investigação. Mas esta ai a nossa frente por algum lado é preciso começar.

Mas o problema é que a nossa civilização do petróleo, esta a destruir o nosso meio ambiente. Os derivados do petróleo acompanham o nosso dia a dia permanentemente, o nosso habitat alterando-o vagarosamente o que da a ilusão que nada se passa e portanto esta tudo bem e não é assim. ( E também não será fácil substitui-los ). Por isso, cientistas, as tais doutas opiniões que falas atribuindo-as aos meus argumentos, vem alertando para o problema, mas há uma oposição cega que eu diria “ignorante” e culpo aqui os ambientalistas dominada por um terror psicológico que se recusa a abrir os olhos a outras soluções de energia. Que não sejam unicamente as naturais ( faz-me lembrar a Igreja e os métodos naturais ) uma espécie de dogma.

Estes problemas de mudanças de tipo de energia numa sociedade, impõe mudanças não só de tecnologia mas também mexe com o tipo económico e social.
A nível pessoal, uma pessoa individualmente pode resolver o seu problema de energia referindo-nos por exemplo a uma em concreto a ( Solar) com meia dúzia de painéis solares e algumas baterias acumuladoras, a nível, de sociedade onde produzir, colocar todos esses painéis, baterias, transporte etc. isto vale para qualquer dos outros tipos de energia. E será produzida em quantidade viável?
Vou repetir, há Cientistas que preocupados com o efeito estufa real derivado da nossa civilização do petróleo advogam e defendem como meio futuro o uso da energia nuclear para conte-lo, e começar por ir abandonando o recurso a queima de combustíveis fosseis como método de preservar o meio ambiente e até porque como esses recursos estão em fim de vida segundo dizem caminhando para a sua extinção, convém ir preparando novas tecnologias para sua substituição.

A minha ignorante opinião coincide com estas “chamadas doutas”, que é que eu hei de fazer? Acho que já não sou convertível.
Espero que escrevas as tuas tais crónicas sobre o progresso do norte da Europa e destruição do meio ambiente por esses lados mas se isso está a acontecer não te esqueças de referir que o efeito estufa, a contaminação de lençóis freáticos e de rios, chuvas ácidas, poluição ambiental etc, não é da energia nuclear ( pelo menos na totalidade ) mas sim da civilização do petróleo. Pode ser que ainda se converta alguém.

Isto de ser "apologista" da leucemia (a França, que transpira saúde na tua opinião, é o 5° mundial nesta categoria) e outros cancros ligados à radiação do urânio, é complicado, ó leopard ;) já para não falar do assassinato da paisagem e de tudo o resto que já referi. De qualquer forma, as centrais existentes ou já estão a ser desactivadas na Europa ou com esta prevista. Por alguma razão deve ser ;). Só faltava começarmos nós a construir uma...

NUCLEAR LEUCEMIAS E MEIO AMBIENTE
A verdade é que não refutaste nada do que eu disse em relação a nossa civilização petróleo - dependente e poluidora ambiente, o que me leva a pensar que os pseudo – ambientalistas não são tão despoluidores como pensam. E que para mantermos o nível de vida que temos derivado do consumo de combustíveis fosseis, da nossa civilização do petróleo, estamos a degradar o meio ambiente, essa é a realidade OBJECTIVA, esta qualificação não foi minha. A alternativa para mantermos os mesmos padrões de vida abandonando os combustíveis fosseis que mais tarde ou mais cedo se vão esgotar. Passa pela tua opinião e de muitos pelos métodos naturais eólicas etc, vamos ver os montes esventrados por estradas e ventoinhas, camadas enormes de painéis solares, mares pejados de aparelhos para captar energia das ondas, e redes para transmitir toda esta parafernália de energia, E isto não é degradação do meio ambiente em quantidade quanto baste? mas mais grave não chega nem para satisfazer menos de metade das nossas necessidades.
Dizes que na Europa estão a desmantelar, já disse que sim, estão mas devido a fim de vida dessas centrais adopção de novas tecnologias e estão a fazer outras noutros países.
Leucemia? Não sou medico investigador cientifico, mas olha lá nos cá temos regiões sá por si “perigosíssimas”devido a própria natureza não é verdade. Vou dizer sem precisão parece-me que há aldeias situadas em certas zonas graníticas que tem radiação acima do normal. Com esses mesmo riscos. Verdade? O radão é perigoso? Um reactor natural?
Eu preferia não entrar por esse campo. Mas ver as coisas de uma maneira saudável de ter energia, mantendo os padrões de vida actuais e não degradar o meio ambiente. Eu acho que a posição pelos métodos de energia natural não são suficientes, e para manter o mesmo nível de progresso a que nos acostumamos e não dispensamos, não chegam as alternativas naturais. A energia nuclear a fisão e o sonho futuro a breve prazo da fusão, é o futuro e criação humana, nossa, do nosso engenho e eu acredito nela e no seu controle. E só esta nos proporcionara o nível de vida progressista que regista a historia em todos os níveis desde engenharia medicina astronomia aviação etc, são domínios do homem do humano, não da natureza embora os factores derivem da natureza.
Por acaso o site do cientista defensor do meio ambiente, que eu referi e que tu disseste ligado ao nuclear, bem visto só uma pessoa conhecedora pode opinar conscientemente sobre as vantagens e desvantagens faz uma alusão a Lisboa

http://www.ecolo.org/lovelock/Nuclear_lifeline_po.pdf

Imagine que é ministro de um governo
e está encarregado de decidir qual o
combustível a utilizar para uma nova
central de energia, construída para abastecer
uma grande cidade como Lisboa.
Em cada ano, as consequências serão
as seguintes:
Carvão: Requer o equivalente a uma
fila de 1000 km de comprimento de vagões
carregados com dispendioso carvão,
emite mais de 1000 milhões de
metros cúbicos de gás que sobreaquece
o Globo, produz poeiras e mais de
600 000 toneladas métricas de cinzas tóxicas.

Petróleo: Requer o equivalente a quatro
ou cinco superpetroleiros carregados
de petróleo importado de zonas
instáveis do Mundo, emite quase tantos gases de estufa como o carvão, além
de grandes quantidades de óxidos sulfúricos
que são despejados para a atmosfera,
transformando-se em chuvas
ácidas e outros compostos altamente
tóxicos.

Gás natural: É transportado ao longo de
grandes distâncias em navios e gasodutos
vulneráveis a acidentes e fugas; as
emissões são altamente poluentes e o
abastecimento de gás pode ser objecto
de ataques terroristas.

Nuclear: É alimentado pelo equivalente
a dois camiões carregados de urânio,
barato e abundante, importado de países
estáveis como o Canadá ou a Austrália.
Emissões de gases ou ácidos: zero.
Cinzas e poeiras tóxicas: zero. Desperdícios
altamente radioactivos: alguns
baldes.
As vantagens da utilização de energia
nuclear em substituição dos combustíveis
fósseis são impressionantes. Sabemos
que a energia nuclear é segura,
limpa e eficaz porque, neste momento,
mais de um terço da electricidade da
Europa Ocidental é gerado por 137 reactores
nucleares. Ao todo, 438 reactores
fornecem quase um sétimo das necessidades
de electricidade a nível mundial.

No entanto, a maioria dos países que
já dispõem de energia nuclear na Europa Ocidental – Bélgica, Alemanha,
Holanda, Suécia, Reino Unido – mostram-
se decididos a acabar com ela
(pelo menos, deixaram de renovar as
centrais nucleares envelhecidas), muito
embora uma sondagem da Eurobarometer,
realizada em 2002, tenha mostrado que dois em cada três europeus
são favoráveis à energia nuclear, desde
que os desperdícios sejam correctamente
tratados.
Mesmo os Estados Unidos revelam
uma posição equívoca. Apenas a Finlândia,
a França e alguns países da Europa
Central, como a Bulgária e a Roménia,
propuseram a construção de
novas centrais. A Dinamarca, a Itália e
a Áustria recusam-se a ter geradores
nucleares, custe o que custar, mas utilizam
alegremente a energia nuclear
importada dos países vizinhos.

É loucura rejeitar a energia nuclear,
justamente quando mais precisamos
dela para combater o aquecimento global.
Não são as legítimas preocupações
com a segurança que estão no cerne da
questão. A agenda antinuclear é liderada
por grupos como o Greenpeace e
os Amigos da Terra e por políticos dos partidos verdes. Os objectivos destas
organizações não dão importância nem
ao senso comum ambiental, nem à ciência
– o que não deixa de ser uma estranha
maneira de defender a Terra.

A ideia dos Verdes, de que as energias
renováveis podem preencher o vazio deixado pela retirada das centrais de
energia nuclear e corresponder à sempre
crescente procura de energia, não
passa de um disparate romântico.
As centrais de produção de energia eólica
são extremamente ineficazes e continuam
a necessitar do apoio de combustíveis
fósseis para compensar os
períodos em que o vento não sopra.
A energia solar não passa de um sonho
ridículo para o Norte da Europa. A obtenção
de energia em grande escala a
partir de ondas e correntes marítimas
ainda pertence ao futuro distante.

Se achas que não refutei é porque não leste tudo o que escrevi nem os sites para os quais te direccionei.
É lógico que nem eu nem as organizações ambientalistas defendem o petróleo, mas é consideravelmente menos perigoso e mais facilmente controlável que o urânio. Há medidas nesse sentido, mesmo a nível institucional, a menos que não queiras vê-las. Por isso, não é por aí que te limpas da defesa do urânio.
Relativamente ao Radão, as radiações existentes a nível natural ou artificial, não são todas igualmente nocivas. Estamos a falar do URÂNIO, por isso, não fujas novamente ao sujeito principal da questão.

Estás a exagerar claramente os efeitos inestéticos ambientais das energias alternativas. Além disso, não compares a beleza que, por acaso, existe numa barragem com a de uma central nuclear. O mesmo para as eólicas. Até aí estás com azar.
É irónico quando afirmas que queres "ver as coisas de uma maneira saudável de ter energia, mantendo os padrões de vida actuais e não degradar o meio ambiente". O urânio está longe de ser saudável, as centrais nucleares ainda menos, o despesismo tem que diminuir (e está a diminuir na europa), o negócio da fissão nuclear degrada de forma quase irreversível o ambiente. Tudo ao contrário do que afirmas defender, leopard.

O Lovelock tem um nome que descreve na perfeição o personagem ;). O tipo conseguiu notoriedade à custa do conceito nada inovador e incompleto de Gaia, mas isso é outra história. Mas o pior é que Mente com todos os dentes que ainda lhe restam. É mentira que o Greenpeace e as outras organizações de quem fala não valorizem a ciência. Se assim fosse, porque razão defenderiam o desenvolvimento de técnicas alternativas? É um reles mentiroso e oportunista. Desde quando é vital pejar o ambiente com centrais nucleares para que a humanidade sobreviva e desde quando a energia necessita de uma proveniência exclusiva?
As centrais estão a ser desactivadas na europa mas vão continuar a ser construídas nos países em desenvolvimento. Longe, para não estragarem mais do que já estragaram. Os europeus são gananciosos mas já começaram a perceber que meteram o pé na argola.
É um perfeito porco. Imagino a fortuna que deve ganhar por defender desta forma nojenta uma energia que sabe perfeitamente ser perigosa.

beleza é um conceito relativo. O que para os teus padrões é belo, não é universal. por isso não se devem comparar estruturas humanas, barragens eólicas etc, mesmo que agradem mais umas que outras, valem pela sua utilidade imediata e futura e cada uma terá a sua forma adequada a sua função só isso.

É lógico que a radioactividade existe na natureza, mas isso não interessa se nós não soubermos e estivermos a viver em cima dela permanentemente. Incomoda mais se soubermos. Mesmo que num hospital corramos também esses riscos, alguns ate trabalham nisso.

Há uma coisa que não gostei na tua argumentação adjectivas as pessoas em vez de contestares as ideias. Com adjectivos como “porco” “reles mentiroso” etc..
Repara há outros como ele que defendem isso. o Presidente do Instituto de Tecnologia Nuclear Portuguesa que também mencionei entre outros.

Considero este tema encerrado
cumprimentos

Wrong! Contesto as ideias em cerca de 9 linhas e adjectivo-o em cerca de 3. Ora vai lá ver... ;)

O presidente do ITNP é o presidente do Instituto de Tecnologia Nuclear Portuguesa. É preciso dizer mais? Ou é teoria da conspiração, falácia, desonestidade... enfim... o que mais?

O mais importante ainda reside na importância da contestação e da controvérsia. Sem elas é impossível despertar as pessoas para os temas que nos afectam de forma significativa.

Cumprimentos para ti também.

Vejam o que é a teoria sinergética em jnaudin.free.fr é possível gerar quarenta vezes mais energia com recurso a carbono em centrais nucleares, isto é, sem recorrer a elementos radioactivos. Desde 1973 que surgiram as primeiras evidencias. Só não se explorou essa vertente porque a comunidade do nuclear não se interessa. O naudin tem realizado esperiências em menor escala nos seus laboratórios. Já agora aproveitem e vejam os outros projectos no âmbito da produção de energia eléctrica...

Obrigada, João. Já agora deixo-te um link sobre as experiências de utilização do colza em vez de gasolina:
On n'a pas de pétrole ... mais on a du colza.

É importante diversificar as fontes de energia, sobretudo se forem menos poluentes e menos perigosas.

axo isso fix

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