Toon town
Liga Árabe Europeia responde com desenhos anti-semitas A Liga Árabe Europeia respondeu às caricaturas do profeta Maomé com a publicação, via Internet, de desenhos anti-semitas que, considera o movimento, «romperá com muitos tabus na Europa». ( TSF on line) A iniciativa faz parte de uma "campanha" lançada na sexta-feira, dia em que anunciou a «publicação sistemática de desenhos atrevidos» para «romper tabus e cruzar todas as linhas vermelhas», numa referência às caricaturas de Maomé. Na sua página na Internet, a organização publica um desenho de Hitler deitado na cama com Anne Frank, um símbolo judaico do Holocausto, e uma segunda imagem que questiona o extermínio de judeus.
Dão-me cinco minutinhos para vomitar? Obrigado!

Comentários
Por incrível que isto nos pareça, a repulsa que sentimos por um cartoon de Hitler na cama com Anne Frank é exactamente a mesma repulsa que um muçulmano sente ao ler um cartoon que representa o seu Profeta como um terrorista, um pedófilo ou qualquer outra palhaçada do género...
No fundo, ocidental ou oriental, é tudo uma questão de bom senso, bom gosto, boa educação e boas maneiras. Algo que, infelizmente, é escasso em ambos os lados da questão...
afixado por: Bernardo | fevereiro 6, 2006 07:47 AM
A prova de que os cartoons são obra da escumalha da extrema-direita dinamarquesa que apoia a criminosa cruzada dos terroristas bushistas no Iraque e que pretendia humilhar o Islão (do blogue Da Literatura):
"Toger Seidenfaden, director do jornal dinamarquês Politiken, título de referência, entrevistado por Ana Navarro Pedro: «No Verão de 2005 [...] um polemista dinamarquês, Kaare Bluitgen, muito conhecido pela sua islamofobia [...] escreveu um livro sobre a vida de Maomé, destinado às crianças e à juventude dinamarquesa, que apresenta o Profeta como um pedófilo e um criminoso de guerra. O livro é provocante e, na minha opinião, vulgar. [...] Bluitgen queixou-se publicamente que um ou dois desenhadores tinham recusado ilustrar o seu livro. Até hoje, não sabemos se isso foi um facto — o que sabemos é que publicou o livro, e com ilustrações.» Cf. Público de anteontem, página 5.
2. O Jyllands-Posten, jornal popular de grande circulação — «o mais lido» da Dinamarca, segundo Seidenfaden —, deu eco às queixas de Bluitgen e convidou 40 caricaturistas a fazer cartoons de Maomé. Doze aceitaram o desafio. Os 12 cartoons foram publicados na edição de 30 de Setembro, acompanhados de um editorial que reivindica o direito a «desafiar, blasfemar e humilhar o Islão».
A EUROPA CIVILIZADA NADA TEM A VER COM as actividades criminosas desta ralé nazi. Os muçulmanos têm todo o direito de defenderem a sua honra contra estes Van Gogh's...
afixado por: EUROLIBERAL | fevereiro 6, 2006 09:30 AM
Aplicando a tese pulido-valentona (e devagarona...) a um desenho de Hitler deitado na cama com Anne Frank, um símbolo judaico do Holocausto, proposto por uma organizaçao muçulmana europeia, parece dever concluir-se não haver aí nada de malicioso. Pura e cristalina liberdade de expressão artística ! Honni soit qui mal y pense...
afixado por: EUROLIBERAL | fevereiro 6, 2006 09:37 AM
A pequena (mas muito grande) diferença é que, se por um lado todas as caricaturas (as de Maomé e estas) são de mau gosto, umas e outras, mas o gosto é todas as questões estéticas devem ser assuntos pessoais, a reacção é diferente.
Se alguns europeus resolvessem atacar embaixadas a propósito destas caricaturas de Anne Frank eu acharia igualmente errado e nunca justificado.
Há diferenças civilizacionais, não estejamos com rodriguinhos.
afixado por: Mário Cordeiro | fevereiro 6, 2006 11:36 AM
É arrasar Meca.
Ponto final.
Mundo livre 1 - Monhés 0.
Está bem assim, Mário?
afixado por: Rui Semblano | fevereiro 6, 2006 03:00 PM
Não. Está muito mal.
1. Meca não deve ser arrasada, quanto mais não seja para podermos "correr seca e Meca"
2. O Mundo livre é (ou deverá ser) todo o mundo
3. como tenho 3/4 de costelas indianas, tanto posso jogar na equipa do Mundo Livre, quer na dos Monhés.
E esta, hen?
afixado por: Mário Cordeiro | fevereiro 6, 2006 03:05 PM
É acabar de uma vez por todas de alimentar o radicalismo. É isso que é preciso, urgentemente !!!
A Democracia tem limites.
afixado por: Hopelandic | fevereiro 6, 2006 05:16 PM
Não, Hopelandic. O Homem é que tem limites. O que lhe falta é reconhece-los.
E, Mário, a senhora Rice e o senhor Powell são negros e é o que se vê. Eu não vejo a pele, mas o que está por dentro.
Quanto a "correr seca e meca", com a última nivelada poderia correr melhor, não acha?
afixado por: Rui Semblano | fevereiro 6, 2006 07:44 PM