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Dá as armas! Dá as armas!

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Governo lança campanha de desarmamento voluntário
O Governo vai promover uma campanha com vista a sensibilizar a entrega de armas ilegais sem consequências para quem as tenha na sua posse. (tsf online)

Geralmente, isto de ter A ideia e dá-la a conhecer ao mundo até é a parte fácil. Como na criação de condições para que a mesma frutifique é que o processo costuma entupir, aqui ficam algumas sugestões práticas que, a serem seguidas, multiplicarão (por cinco ou seis, no mínimo), as hipóteses de sucesso da iniciativa.
1. O fuscão
Por acaso era bonito. Ao lado do vidrão e do pilhão, podiam colocar o fuscão.E como em matéria de reciclagem os putos costumam dar lições aos graúdos, era tarefa a atribuir aos piquenos. "Anda lá Guilherme, vai lá deitar a magnum da avó ao fuscão! Rai'do puto. Sim eu sei que ontem já levaste a Uzi da tua mãe...Não, não é nada a vez da tua irmã, que ela hoje já acartou cas granadas que sobraram da última passagem de ano.";

2. Fugantes a pagantes
Isto de ser à borla não é grande incentivo. Gostava de ver os submarinos que o Portas teria comprado, se lá tivesse ido com conversas do género: "se não precisarem dessas coisas, submarinos ou lá o que é, podiam pô-los ali naquele caixote".
Como as autoridades até já confessaram que vão armar as nossas polícias com o produto da campanha, podia-se isentar os aderentes de pagar o selo do carro, ou a taxa de esgotos. Não era mau negócio e assegurava-se a motivação dos dadores;
3. Vais p'rá escola, leva a ponta e mola
A recolha de material laminado poderia ser garantido pelos estabelecimentos de ensino, encarregando-se o Ministério da Educação da sua redistribuição, pelo corpo docente das escolas tradicionalmente mais propensas à ocorrência de agressões por parte dos alunos. O correspondente a 30% do valor das peças arrecadadas seria descontado no pagamento de propinas ou utilizado na aquisição de material escolar, cabendo a opção ao aderente.
Só vantagens.

Em paralelo às iniciativas arroladas, e por serem previsíveis algumas confusões, deixam-se desde já os seguintes esclarecimentos:
1 A sua sogra não será aceite nem armazenada no depósito de canhões.
2. A flatulência dos seus parentes mais idosos não poderá ser invocada em favor da sua qualificação como semi-automáticas.
3. A sua vizinha do 2º esquerdo não é uma matraca, apenas fala que nem uma.

Comentários

Pronto, desta é que a PSP fica mesmo sem armas...

Tenho ainda uma sugestão... Para os arrombadores, assaltantes ao domicílio e actividades congéneres, para que passem a assaltar os transeuntes em vez de roubarem casas, ainda se poderia pensar em mais um slogan:

"Rouba antes na rua e devolve a tua gazua!"

Também se podia fazer assim: como isto é tudo povo de feriado e "pontezinha", que tal oferecer o 24 de Abril em troca da arma?

E tenho uma dúvida: perdigoto conta como arma? :D

Atão dou a pistola?
E depois?
Disparo com o quê?

Môr Noir,
Não se ia notar grande diferença. Se lhes tirassem as canetas pra passar multas é que desorientavam feio.

Bernardo,
Curti o slogan, mas não baralhes ainda mais a iniciativa, migo. Gazua (em princípio) não é arma.

Ana,
A questão é pertinente, mas à luz dos critérios legais estabelecidos, perdigoto é munição. E os promotores da quermesse ainda não tiveram tempo pra se preocupar com essa parte.

Xelb,
Não que a minha experiência sirva de exemplo pra alguém, mas podes sempre abrir 1 blog e dispara(ta)r umas postas.

...
Sobre a Terra e sobre o Mar
Dá as Armas ! Dá as armas!
Contra os canhões, marchar, marchar !

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