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Doutores e Engenheiros

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Pensei que só os Generais, Padres e Nobres poderiam usar títulos, apesar de estarmos numa República laica e civil. Mas é costume nos livros, vermos, na capa, o nome General tal, Padre Xis ou Dom Qualquer-coisa.
O que é único e francamente extraordinário, é uma médica endocrinologista, ao publicar os seus livros sobre nutrição e alimentação (para o "povo", note-se, não são livros técnicos para os alunos das Ciências da Saúde) colocar sempre na capa "Profº Drª" ou apenas "Profª".
É estranho e dá uma certa vontade de rir. E não um, são todos!
Não achará isso, cara Colega, Isabel do Carmo?

Comentários

Completamente de acordo, Mário.
Infelizmente, no nosso país, o uso de títulos raia o exagero. Eu não sou completamente contra a existência de títulos, mas em Portugal, de facto, exagera-se no seu uso e abuso, por tudo e por nada.
As pessoas não têm, por vezes, a noção do ridículo de certas figuras...

Num concordu com os posti.

É mesmo um sinal de subdesenvolvimento. E quando as pessoas se apresentam a outras como Dr ou Dra Xpto? É impressionante. Que os outros utilizem o título por iniciativa propria e deferência, ok, mas apresentar-se como tal... ai ai... que bimbalheira.

Mais um site de Futsal no distrito de Setubal

http://josetomaz.no.sapo.pt/
Agradeço as vossas visitas de vez em quando no site.

abraços
José (CCD Paivas)

Naturalmente, não será a própria a colocar o seu nome dessa forma algo grotesca. Isso é por certo decisão da editora, para angariar mais uns gramas de credibilidade...

Sim, mas a senhora dótora terá poder de veto, não?

Não me parece.

É para se igualarem aos Professores Alaje, Karamba, Fofana, etc, etc, que enchem as páginas de anúncios dos jornais e revistas, apregoando remédios infalíveis para todos os males do corpo e do espírito.
Só pode...

Eu sempre ouvi dizer que há muitos Doutores e Professores, mas há poucos Senhores !

Mário, como disse o Luís também eu creio que a imposição virá da Editora. E que a Idabel não terá muita forma de se opôr. Até porque, do ponto de vista da Editora, me parece lógico que essa "imposição", com ou sem aspas seja feita. Afinal, para muitos de nós, a Isabel do Carmo não
é (só) a médica endocronilogista. Não é apenas isso. Para o bem e para o mal (para mim para o bem, que tenho o prazer de a ter conhecido bem, quando ela ainda não era a médica endocrinologista que escreve livros), a nossa memória colectiva associa a Isabel a factos politicos que não me perece incompreensível que a Editora queira afastar, quando publica um livro sobre alimentação. Creio que a editora escolhe apôr ao nome essa designação para fazer essa distinção, que comercialmente lhe interessa. Parece-me lógico. Tenho a certeza que a Isabel não precisa do título. Nunca precisou. Mas num contrato comercial há sempre dois lados...quando se edita um livro também.

Senaquerib,

Esqueceste-te do Professor Bambo, grande vidente e curandeiro africano.

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