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março 29, 2006

Eh toiro lindo!

tourada
Quando analisada e descrita sob uma perspectiva turística, a tourada é considerada uma afirmação de virilidade e supremacia física do homem face à besta. Para mim a tourada é a prova cabal que a estupidez e a bestialidade humanas não só não têm limites, como gostam vaidosamente de exibir essa evidência.
Não sou nenhum fundamentalista dos direitos dos animais: gosto do belo bife e da suculenta bifana, e não entro em depressão quando mando abaixo um fondue de carne, mas decididamente não gosto de tourada.
Somos muito lestos a julgar a crueldade humana quando ela é exercida sobre humanos. Montamos verdadeiros espectáculos mediáticos para difundir a sua punição exemplar: aquele que normalmente me vem à cabeça é o julgamento dos nazis em Nüremberg, mas há muitos outros “nürembergers” por aí. No entanto desculpabilizamo-nos à brava quando a nossa crueldade é glorificada, espectacularizada, e aplicada nos animais. Até parece que o facto de termos um cérebro mais desenvolvido nos dá o direito de acharmos que tudo isto nos pertence. A tourada é só um exemplo deste abuso de inquilino. Um exemplo circunscrito a Portugal e Espanha e a mais umas quantas novelas sul-americanas (estou a excluir a tourada com velcro no Norte da Califórnia, porque isso já nem se pode considerar tourada).
Sinto uma compulsão irreprimível de pontapear repetidamente as gengivas de quem me diz que a tourada portuguesa é mais “humana” que a espanhola porque (alegadamente) não matamos o touro. E quando surge a recorrente polémica bacoca dos touros de morte em Barrancos, só me apetece tornar S. Bento numa Pamplona, e fazer uma largada de touros no parlamento. Mais “humana”?? A tourada portuguesa é uma tourada apaneleirada!
Em Espanha os cornos dos touros não são protegidos; se acertarem no toureiro perfuram-no (e muito bem!). Em Portugal os touros são “embolados”, protegem-se os cornos para não ferirem ninguém. Mas que paneleirice é esta? Então não queriam provar a virilidade?
Em Espanha matam-se os touros na arena. Em Portugal não: depois de o sangrarem cobardemente com ferros e bandarilhas, salgam-lhes as feridas (alguém já uma vez colocou sal numa ferida? Experimentem...), e abatem-nos fora dos olhares alheios. E depois vêm dizer-me que é mais “humano” e ficam todos histéricos com os touros de morte de Barrancos...
Eu acho que a manter-se a estupidez da tradição tauromáquica se devia dar uma oportunidade ao touro. Em vez de fazerem as “pegas de caras” quando o touro já perdeu as suas forças, dilacerado e sangrado por aqueles bandalhos rabetas a cavalo, devia fazer-se a “pega” logo no início do espectáculo, quando o touro está fresquinho e vivaço, e ninguém o segura. E devia “desembolar-se” o touro, para a coisa ser a sério. Desconfio que a taxa de mortalidade dos participantes seria tão alta que rapidamente se decretaria o fim da tradição.
O primeiro mamífero que eu colocaria à frente do touro seria a Fátima Lopes, essa javardolas que gosta de animais peludos à boa maneira de Hannibal Lecter. O touro iria certamente ter muito gosto em toureá-la em profundidade, qual somali desenfreado, e sem mãos – só com os chifres. OLÉ!

[Humor Negro]

março 28, 2006

O lobo mau, afinal, não é tão mau quanto parece...

Ocurrió, para suerte azulgrana, que Miccoli, Geovanni y Simão no pudieron con el guardameta y el árbitro pasó por alto unas manos de Motta que parecieron penalti.

do El Pais

Estivémos bem, com a ponta de sorte dos audazes. Daqui a oito dias se verá.
Abraços encarnados

Reengenharia Celestial

limbo (I)
O recém chegado Papa Bento XVI convocou, no início do ano, uma comissão de trinta teólogos com o objectivo de acabar com o Limbo. Para quem está menos informado sobre a arquitectura do edificio celeste, o Limbo é aquele andar entre o Céu e o Inferno, para onde vão as almas de todas crianças, bébés e fetos que morrem sem que tenham sido baptizados. O Limbo, que existia desde o século IV, altura em que São Gregório, o Teólogo, decidiu construir uma mezzanine no Inferno, passou a ser levado a sério depois de umas obras de restauro levadas a cabo por São Tomás de Aquino no século XIII, altura em que ganhou um estatuto de assoalhada (muito embora o seu pé direito fosse muito reduzido, dado que foi espaço ganho ao inferno, nunca ninguém se preocupou muito com isso porque as crianças nunca atingiam alturas acima do metro e meio). No início do século passado, o Papa Pio X garantiu a pés juntos que o Limbo existia e que as almas das crianças não baptizadas estavam lá – tendo apresentado na altura vários dossiers com os nomes e idades dos residentes.
A existência do Limbo nunca foi pacífica, dado que era considerada um regime de apartheid celestial: uma criança índia que nascesse e morresse no meio da selva sem nunca ter ouvido a Palavra do Senhor (muitos consideram que essa palavra é «rabanete», embora ninguém esteja muito certo disso, havendo uma escola mais radical que afirma que a palavra é «zingarelho») nunca teria possibilidade de chegar ao Céu, e o mais que podia era candidatar-se a um lugar no Limbo, simplesmente porque o canal de distribuíção da Igreja não fazia entregas naquela zona da sua selva. Uma escandaleira discriminatória, como bem se vê.
Foi exactamente este princípio de apartheid que levou o Papa Bento XVI a rever a existência do Limbo e a iniciar a sua extinção, o que irá tornar as coisas mais complicadas doravante uma vez que, sem o Limbo, os católicos e os membros de uma série de outras religiões irão concorrer em pé de igualdade por vagas nos mesmo lugares – Céu, Inferno e Purgatório. E sabe Deus como estes dois últimos estão lotados...


[Humor Negro]

março 27, 2006

Dá as armas! Dá as armas!

guns.jpg

Governo lança campanha de desarmamento voluntário
O Governo vai promover uma campanha com vista a sensibilizar a entrega de armas ilegais sem consequências para quem as tenha na sua posse. (tsf online)

Geralmente, isto de ter A ideia e dá-la a conhecer ao mundo até é a parte fácil. Como na criação de condições para que a mesma frutifique é que o processo costuma entupir, aqui ficam algumas sugestões práticas que, a serem seguidas, multiplicarão (por cinco ou seis, no mínimo), as hipóteses de sucesso da iniciativa.
1. O fuscão
Por acaso era bonito. Ao lado do vidrão e do pilhão, podiam colocar o fuscão.E como em matéria de reciclagem os putos costumam dar lições aos graúdos, era tarefa a atribuir aos piquenos. "Anda lá Guilherme, vai lá deitar a magnum da avó ao fuscão! Rai'do puto. Sim eu sei que ontem já levaste a Uzi da tua mãe...Não, não é nada a vez da tua irmã, que ela hoje já acartou cas granadas que sobraram da última passagem de ano.";

2. Fugantes a pagantes
Isto de ser à borla não é grande incentivo. Gostava de ver os submarinos que o Portas teria comprado, se lá tivesse ido com conversas do género: "se não precisarem dessas coisas, submarinos ou lá o que é, podiam pô-los ali naquele caixote".
Como as autoridades até já confessaram que vão armar as nossas polícias com o produto da campanha, podia-se isentar os aderentes de pagar o selo do carro, ou a taxa de esgotos. Não era mau negócio e assegurava-se a motivação dos dadores;
3. Vais p'rá escola, leva a ponta e mola
A recolha de material laminado poderia ser garantido pelos estabelecimentos de ensino, encarregando-se o Ministério da Educação da sua redistribuição, pelo corpo docente das escolas tradicionalmente mais propensas à ocorrência de agressões por parte dos alunos. O correspondente a 30% do valor das peças arrecadadas seria descontado no pagamento de propinas ou utilizado na aquisição de material escolar, cabendo a opção ao aderente.
Só vantagens.

Em paralelo às iniciativas arroladas, e por serem previsíveis algumas confusões, deixam-se desde já os seguintes esclarecimentos:
1 A sua sogra não será aceite nem armazenada no depósito de canhões.
2. A flatulência dos seus parentes mais idosos não poderá ser invocada em favor da sua qualificação como semi-automáticas.
3. A sua vizinha do 2º esquerdo não é uma matraca, apenas fala que nem uma.

Zonas de tolerância

No Público de hoje:

O prazo limite para a entrega através da Internet do modelo 3 de IRS, relativo à primeira fase (trabalhadores dependentes e pensionistas), foi prorrogado até ao dia 4 de Abril.

Antes de começar a dizer mal, faço um mea culpa: eu sou daqueles contribuintes que todos os anos entrega o IRS fora de prazo, e que todos os anos paga a tal coimazita associada.
Antes de começar a dizer mal, aproveito para elogiar as constantes melhorias no site das Declarações Electrónicas, que de ano para ano está cada vez melhor, mais profissional, mais fácil de usar e mais informativo.

Mas francamente...
Mudar outra vez o prazo?
Se calhar, estou a ser egoísta, precisamente neste ano em que, pela primeira vez, tinha isto tudo prontinho para entregar hoje. Mas acho que não! Acho que estes adiamentos sucessivos descredibilizam o Estado. Descredibilizam a seriedade da máquina fiscal, a eficiência de todo o processo. São uma falta de respeito para com aqueles contribuintes que se organizaram para entregar dentro do prazo.
A desculpa do senhor ministro, por bem intencionada que seja no seu uso, não passa disso mesmo: uma desculpa. Que interessa a greve nos CTT? Os contribuintes que, devido a essa greve, ainda não receberam a sua senha deveriam tê-la pedido com maior antecedência!
E por fim, situações como esta relembram outras patetices tão típicas do nosso pensar portuguesito medíocre, como a da ideia da "Tolerância Zero". É tão pateta impor zonas de "tolerância zero", nas quais, para variar, se vai aplicar com rigor o Código da Estrada como é pateta impor prazos para entrega do IRS que todos sabem que serão adiados todos os anos, pelo menos duas vezes...

março 26, 2006

De pais para filhos

pedagogica
Aqui fica uma boa maneira de entreter o vosso filho de quatro anos quando o metem na cama e, ao mesmo tempo, de lhe estimular a imaginação:
«Vim desejar-te boa noite e ajeitar-te os lençóis, Joãozinho. Tiveste um dia em cheio, por isso, trata de dormir bem. E não te esqueças de ter cuidado com o Papão. Lembras-te do que o pai te disse sobre o Papão? De como mata rapazinhos? O que achas Joãozinho, achas que o Papão está aqui escondido no teu quarto? Será que está no armário? Será que vai saltar lá de dentro e matar-te mal eu me vá embora? Pode ser que sim. Nunca se sabe.
Talvez esteja debaixo da cama. Também gosta de se esconder lá. Se calhar vai abrir um buraco no colchão e matar-te. Não deixes que ele te mate Joãozinho. Sabes o que ele faz? Espeta um tubo de metal afiado pelo teu nariz e chupa-te os miolos. E isso dói muito.
Agora, vou apagar a luz e deixar-te sozinho no escuro. E não quero ouvir barulho. Se ouvir algum barulho vindo deste quarto, venho cá e bato-te. Tenta dormir bem. A propósito, o pai viu um monstro a passear no corredor ontem à noite. Tinha um papel na mão com o teu nome escrito. Boa noite.»

Escrito por George Carlin

[Humor Negro]

março 24, 2006

... dos tempos que correm

- Vamos baptizar o puto!
- Pela Igreja ou pelo civil?

Gato fedorento, versão érretêpê

Definitivamente, perderam a pedalada. Os ssquétxes de hoje, na RTP 1, assemelharam-se a remakes mais elaborados, mas nem por isso melhores. Fonseca, Barbosa, Meireles, Lopes da Silva - sempre a descer. Para quando o "RAP & Gato Fedorento Show", Domingos à noite, na TVI?

Fica a memória da inspiração.

Original Stinky Cat 1.JPG

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3cat.JPG

4cat.JPG

5cat.JPG[Nina]

qualidade/quantidade

(ou mais babyblog dentro do blog)

Amorzinho, faz o teu chichi neste frasco. (...) Olha, foi pouquinho, mas deve dar para fazer a análise.

Quinze minutos depois:
Mãããe! Já resolvi tudo. Olha: já temos o frasco cheio. Foi só juntar água...

Doutores e Engenheiros

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Pensei que só os Generais, Padres e Nobres poderiam usar títulos, apesar de estarmos numa República laica e civil. Mas é costume nos livros, vermos, na capa, o nome General tal, Padre Xis ou Dom Qualquer-coisa.
O que é único e francamente extraordinário, é uma médica endocrinologista, ao publicar os seus livros sobre nutrição e alimentação (para o "povo", note-se, não são livros técnicos para os alunos das Ciências da Saúde) colocar sempre na capa "Profº Drª" ou apenas "Profª".
É estranho e dá uma certa vontade de rir. E não um, são todos!
Não achará isso, cara Colega, Isabel do Carmo?

março 23, 2006

fait divers

Enviado pela amiga do costume. É muito giro. Chamem as crianças, para elas verem também.

O meu "progenitor B" é professora!

Poderá ser assim que daqui a uns anos, uma criança espanhola responderá, na escola, acerca da profissão da sua mãe. Zapatero e a sua claque estão a transformar a legislação civil espanhola num filme surrealista.
O Boletín Oficial del Estado publicou recentemente a alteração em causa: nos formulários do registo civil de nascimentos, os termos "pai" e "mãe" passarão, respectivamente, a "progenitor A" e "progenitor B". Por outro lado, nos formulários de casamentos, "marido" e "mulher" passarão a "cônjuge A" e "cônjuge B". Tudo isto para acomodar, é claro, a recente moda brokeback do Governo Espanhol.
O que é anedótico, nesta cruzada imbecil, é que da distinção "mãe" e "pai", que colocava a mulher em pé de igualdade, passa-se a mulher para segundo plano, porque esta passa a "progenitor B". Ainda mais curioso é como é que se permite o uso de uma palavra masculina! Porquê "progenitor A e B" e não "progenitora A e B"? Como se garantem assim os direitos que algumas feministas radicais reivindicam?
Espero que tudo isto não passe de um boato. Não consegui ainda ler o texto original do BOE, e por isso, ainda tenho uma secreta esperança de que tudo não passe de uma brincadeira de mau gosto.

março 22, 2006

Estes nazis dizem que não matam mais

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Esperemos que seja verdade, que seja de vez, que seja para sempre e que o Governo e os partidos políticos saibam estar à altura do momento. Do ultramontano PP já vieram (que surpresa!) sinais de insensatez. Do Batasuna, braço político dos terroristas, também. Descontando os extremos, porém, confio em que o grande país que é a Espanha saberá, com diálogo mas sem complacência para com os assassinos, virar esta página negra. Hoje sou espanhol, basco, português, catalão, andaluz, castelhano, leonês, madrileno, manchego, aragonês, murciano, cântabro, valenciano, galego, murciano, balear, asturiano, navarrenho, canário e extremenho. ¡Arriba, Iberia!

Agora sim: aumentem o som !

Rammstein: Amerika

março 21, 2006

dúvida conceptual

O meu filho pequeno hoje veio da escola muito excitado com rimas. Não vou contar com o que rimava catapulta, até porque não rimava. Apresentou-me alguns exemplos; uns pouco conseguidos, como lua e lula, outros mais, como rima, prima e menina. Num rasgo, disse-me: e dália rima com dália! Sabes porquê, mãe? Porque são duas dálias diferentes.

É muito fácil ter cojones quando se trata de insultar democracias

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Veja-se neste cartaz a criatividade que baila nas cabecinhas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Um insulto canalha à Dinamarca.

Suponho que a matança de pretos em Darfur, por milícias árabes, é coisa pouco prioritária ou inspiradora na luta contra o racismo para os canalhas burocratas desta organização.

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Top Nacional dos Desabafos

Não sei sinceramente ondé qu'isto vai parar, ó Dótôoor Manel Acácio!

Primavera jovem e socialista

Entrevista no Público ao líder da Juventude Socialista, Pedro Nuno Santos:

PÚBLICO - O que pensa do uso de embriões excedentários das técnicas de reprodução assistida para investigação científica?

PEDRO NUNO SANTOS - Sou a favor. Não há razão nenhuma para que esses embriões que são excedentários não possam ser utilizados para a investigação que terá como consequência a melhoria de vida das condições de vida das pessoas. É um recurso que considero de utilidade.

Segundo este jovem, "não há razão nenhuma" para que os ditos "embriões excententários" não sejam usados em investigação. E o que se faz com eles a seguir? Congelam-se? É o que tem sido feito durante as últimas décadas nalguns paises "avançados" onde isto já se pode fazer. Congelar os "embriões excedentários"... Um típico "lava-mãos de Pilatos", um arrumar da chatice na gaveta dos congelados...
É curioso, este fenómeno do congelar dos embriões, porque há ainda um resquício de moralidade nos técnicos que o defendem. Entendem que, de alguma forma, se está a passar para lá da fronteira do razoável, e como não querem sentir culpa ou peso na consciência, toca de congelar os "restos" em vez de os deitar fora.
O que me espanta é a total falta de coerência: se acham que os embriões excedentários são "material de investigação", porque não deitá-los fora quando deixam de servir? Afinal, nunca irão ter a hipótese de passar pela gravidez e nascimento...

Mais à frente, na entrevista a este especialista...

Concorda com o recurso a mães de aluguer? Se sim, quem deve ser considerada a mãe legal?

Bom, aí tenho dúvidas. Não consigo ter uma posição definitiva. Nomeadamente porque tenho receio que isso crie um mercado de barrigas de aluguer. Se estamos a falar de parentes próximos aí se calhar teria mais abertura, portanto, se tivermos a falar da mãe e da irmã causa menos confusão. Quanto à maternidade isso teria de ficar esclarecido desde o início, a maternidade poderia até ser partilhada, mas o que faz sentido é que seja a que dá a célula.

Se "estivermos a falar da mãe e da irmã" isso causa "menos confusão"?
Fiquei confuso...
"Maternidade partilhada"?

«És o filhote da mamã e da avó, querido... És filho da avó, mas também és neto dela!»
«És meu filho, mas também da tia, pequerrucho!»

Na minha opinião, tudo isto é sinistro. Um verdadeiro filme de terror ético e deontológico.

Em relação ao jovem Pedro Nuno Santos...
Entende-se que há que inventar, diariamente, novas formas de construir carreira política. É a lei da oferta e da procura: há muitos candidatos a políticos profissionais, mas o mercado está cheio. O que é curioso é o frequente recurso a esta técnica clássica: a técnica do "jovem rebelde", que tenta fingir novidade de pensamento onde ele está ausente, tudo através de uma arrogante e pedante postura iconoclasta e revolucionária. Também já enjoa o recurso constante ao "mito do progresso", patente em expressões como "Entendemos que não é aceitável que em pleno século XXI...". Será isto um argumento?
Ofereçam aulas de retórica e argumentação a esta gente. Seria um gesto de caridade!

Primavera "Reloaded"

Em protesto contra os excessos hormonais nos comentários ao meu post anterior sobre a Primavera, venho de novo sugerir outro Van Gogh primaveril, e lançar aqui um repto:

Longa vida às Primaveras pacíficas e sossegadas!

(Cúcio, desliga lá o auto-play dessa treta de vídeo, pá! Já te pedi! E no caminho, traz-me um Xanax®, que estou a gastar demasiado Alprazolam com esta malta...)

Primavera

(Já agora, pedimos ao senhor Cúcio o favor de desligar a chinfrineira do seu post sobre fair play, que começa a espingardar imediatamente assim que se abre este blogue. Queríamos que esta casa tivesse a paz e o sossego adequados à nova estação. Obrigado!)

março 20, 2006

Talvez se resolva com fósforo...

Ai onde andava essa cabecinha...

2005 em revista

Em vídeo musical, cantado e animado pela estrela de variedades mais poderosa do planeta ...our beloved little Georgie

Olhai e Vêde como o nosso MNE é bom: os apelos de Freitas do Amaral já frutificam na Holanda

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A Dutch multicultural group is organizing a soccer tournament between gays and Muslims, hoping to counter what a study published on Thursday said was a rising tide of fear among gays.

Muslim-gay tension is the theme of the soccer tournament organized by the Institute of Multicultural Development, to be held next week.

An organizer of the group, Suzanne Ijsselmuiden, said she hoped the competition will "help ease these tensions so that people can openly talk about homosexuality."

Gay Muslims can take their choice of teams, she said. "People can have many identities."

Então não tinham corrido com os Talibans? E o Afeganistão não havia sido resgatado à Idade das Trevas e tal?

An Afghan man who recently admitted he converted to Christianity faces the death penalty under the country's strict Islamic legal system.

março 17, 2006

Um caso nítido de Leofilia...

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Será isto que lhes dá esta animação toda?

Anestesia refere-se a um estado de inconsciência, imobilidade, analgesia e bloqueio dos reflexos autonómicos

No Reino Unido ou nos Estados Unidos as modas tecnológicas em torno da identificação dos cidadãos não passarão sem correr muita tinta, se é que alguma vez passarão, do que seriamente duvido. Por cá, o tuga prepara-se para engolir satisfeito. O C.U. é moderno e coloca-nos na vanguarda tecnológica, dá-nos maior segurança no combate ao terrorismo e outras tretas idênticas servidas para digestão de estômagos pouco exigentes. Infelizmente, todos engolirão. Estamos, afinal, no eterno reino em eternas vias de desenvolvimento que se apaixona por quaisquer novos e fúteis gadgets, seja o telemóvel 3G ou o Ipod a prestações pagas à Credi-Bom-Pague-Logo-Que-Possa-E-Divirta-se, na permanente ilusão provinciana de que isto sim! é o desenvolvimento! É nestas coisas concretas e nas opções que tomamos ou consentimos, que se joga o espaço de liberdade do indivíduo face ao Estado e não nas proclamações formais e grandiloquentes sobre a Liberdade e olha tão bonita e perfumada que ela é e que bem que sabe falar dela e em verso é do melhor e ai! não arranquem as raízes ao pensamento, até são giras as trovas do vento que passa e olaré! virou! mas arranja aí camarada socialista um chip castiço pró citoyen, com caldo verde e chouriço!

Pronto... já me entalaram!

entalado
Cerco de Lisboa. Ano de 1147.
Mal sabia Martim Moniz, a correr alarvemente para a fresta de uma das portas do Castelo de São Jorge (hoje designada por Porta de Martim Moniz), que estava a iniciar uma tradição. Ao morrer entalado na porta do castelo que queria tomar, permitindo assim que os seus companheiros penetrassem nas defesas inimigas, Martim Moniz deu origem a uma das mais antigas tradições nacionais: a tradição do entalado.
Desde esse momento, gerações e gerações de indivíduos entalaram-se alegremente para que outros pudessem safar-se à grande e à portuguesa, neste jardim à beira-mar adubado.
Desde então pouco mudou, à excepção de uma pequena nuance: são cada vez mais os entalados – pouco menos de 10 milhões, para ser mais preciso.

[Humor Negro]

março 14, 2006

Sem título

A primeira vez que o meu filho mais velho reagiu a uma obra exposta numa galeria de arte foi há alguns anos, numa exposição de fotografias de Gérard Castello-Lopes. Já tinha demonstrado o seu apreço ou mera aprovação condescente em outras ocasiões. Desta vez a sua atenção foi demorada. Sentou-se no chão e ficou a olhar em frente, sem tempo.
A imagem que o cativou, alterando-lhe o semblante (naquela manifestação de olhar fixo e, simultaneamente, perdido), representava um vidro molhado.
Lembrei-me disso porque me ocorreu que uma das grandes mudanças que senti, quando viajei de um país quente para um país temperado, foi a descoberta da chuva. Que me deixava horas a olhar e a desenhar com os dedos sobre vidros embaciados. A tentar perceber uma ordem nos pingos interrompidos pelo ocasional sulco de uma gota.

Jizazz Reloaded

palavra do senhor
Quando Jesus fez a sua série de workshops com os 12 apóstolos deu-lhes instruções para que, após a sua morte por crucificação e empalamento, corressem o mundo e difundissem a Palavra do Senhor. Azar dos azares, Jesus nunca conseguiu dar o último módulo do workshop dedicado a «Coisas Que Devemos Dizer Para Arranjar Mais Sócios». Falou-lhes dos Milagres, falou-lhes do Céu & Inferno, falou-lhes na Vida Eterna mas, quando ia falar na Palavra do Senhor, um destacamento de romanos entrou-lhe pelo auditório adentro (o Judas havia-se chibado por não estar de acordo com as propinas do workshop) e levaram-no, e crucificaram-no, e empalaram-no. E finito. O tipo morreu sem dizer concretamente que Palavra era aquela.
Os apóstolos ainda tentaram fazer um brainstorming, com os conhecimentos adquiridos até à data, de modo a conseguirem chegar a algo que se assemelhasse ao que eles achavam que seria a Palavra do Senhor, mas tirando aquela cena da ressuscitação (onde todos estavam de acordo que era uma história do caraças e que merecia ser contada), não conseguiram chegar a uma conclusão sobre qual seria a Palavra do Senhor. E assim cada um deles foi à sua vida escrever e pregar sobre a sua visão de Deus e de Jesus, e cada um deles achou que sabia qual era a Palavra do Senhor.
Pedro, João e Tiago (o Maior) achavam que a Palavra do Senhor era «rabanete». Chegaram a esta conclusão depois de terem proferido uma série de outras palavras. Na altura em que proferiram «rabanete» aconteceram umas coisas esquisitas: a terra tremeu, a garrafa de vinho caiu de pé, e os cães começaram a uivar. E a partir daí, desconhecedores da escala de Richter, acharam que tinham descoberto a Palavra.
Filipe, Bartolomeu e Tomé haviam decidido que a Palavra era «Oréops!», mas só porque gostavam da sua sonoridade, dado que não há qualquer registo que algum fenómeno natural tenha ocorrido quando esta foi inicialmente pronunciada. Tomé era aquele que a usava mais, principalmente quando treinava o seu triplo salto encarpado de costas, nas margens do Mar Morto.
Tiago (o Menor), Mateus e Judas Tadeu, eram apologistas fervorosos da Palavra «Porra», a última palavra que ouviram da boca de Jesus. Achavam que não era uma simples interjeição nascida da sua inconfortável posição na cruz. Acreditavam piamente que se aquela foi a última palavra de Jesus, é porque aquilo devia ter um segundo sentido qualquer. Um sentido celestial.
Finalmente, os dois apóstolos mais radicais, André e Simão tinham «zingarelho» como a verdadeira Palavra do Senhor. Tinham-na ouvido da boca de Maria Madalena quando pela primeira vez recorreram aos seus serviços. Ela apontou para as tripas de porco e disse-lhes: «ponham lá os zingarelhos, que isto não é da Joana». Depois dos zingarelhos postos Maria Madalena deu-lhes uma experiência celestial que eles nunca mais esqueceriam. E desde aí a Palavra do Senhor passou a ser um grande «zingarelho». Bem... no caso de Simão nem era tão grande como isso.

[Humor Negro]

The greatest cover-up in History

Desculpem-me a insistência, mas este material hilariante continua a chegar à minha caixa de correio todos os dias, e a tentação é demasiado forte! Para aqueles que ainda não estão fartos, há ainda muito para rir com toda esta história.

A 28 de Março de 2006 é lançado no mercado o novo livro de Michael Baigent:

Chama-se The Jesus Papers, sub-intitulado Exposing the Greatest Cover-Up in History. O livro é apresentado assim:

What if everything you think you know about Jesus is wrong? In The Jesus Papers, Michael Baigent reveals the truth about Jesus's life and crucifixion. Despite -- or rather because of -- all the celebration and veneration that have surrounded the figure of Jesus for centuries, Baigent asserts that Jesus and the circumstances leading to his death have been heavily mythologized.

Já não sei quem é que plagia quem, porque n'O Código da Vinci, Dan Brown escreve, a certa altura:

Everything our fathers taught us about Christ is false.

Mas é ou não curioso que aquele que a comunicação social apelida de "historiador", em pleno processo de plágio contra Dan Brown, venha aproveitar a oportunidade para lançar um livro novo, e sobre Jesus Cristo? As grandes livrarias já registaram um aumento impressionante das vendas do livro do trio, O Sangue de Cristo e o Santo Graal (1982), obra que segundo os autores Baigent e Leigh, foi plagiada por Dan Brown.
Também divertida é esta entrevista recente dada por Umberto Eco à comunicação social italiana, na qual ele relembra que as verdades históricas não estão sujeitas a copyright. Diz Eco que, ironicamente, o processo que Baigent e Leigh lançaram contra Dan Brown é uma confissão de que são autores de fantasia, porque essa sim poderá não ser de domínio público. Eco termina com uma piada amarga, comparando os entusiasmados crentes d'O Código da Vinci aos eleitores de Berlusconi...

março 13, 2006

Tenho pena

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de que o espectro tenha acabado. Mais pena do que imaginei de início. Ah, e as últimas galhetas a Clara Ferreira Alves e Pacheco Pereira deram gozo. Muito gozo.

Jesus Decoded

A Conferência Episcopal Norte-Americana lançou na passada quinta-feira um site de esclarecimento sobre o Cristianismo. Chama-se "Jesus Decoded".
É uma espécie de FAQ ("Frequently Asked Questions") sobre Cristo e sobre a Igreja Católica.
Porquê?
Porque abunda, como nunca antes, um analfabetismo grave acerca deste tema, não só entre os cristãos (os crentes mais ignorantes sobre a sua própria religião à escala mundial) mas também na sociedade em geral.
É indiferente procurar culpados nos media, como por exemplo, o escritor norte-americano Dan Brown. Ele será certamente responsável pela propagação de ideias históricas erradas, mas não será nem o primeiro nem o último e está no seu direito de enganar quem estiver disposto a tal.
Contudo, não se costuma falar tanto na própria responsabilidade que todos temos em estarmos correctamente informados e esclarecidos sobre um tema. Este site é uma oportunidade. Estes esclarecimentos fazem falta a todos. Mesmo para quem não é crente, ou é crente de outra religião, é importante, em termos de cultura geral, possuir uma correcta ideia sobre a história do fundador do Cristianismo, sobre a doutrina que ele estabeleceu e sobre a história da Igreja que em torno dele nasceu.
Para os mais maldosos que afirmam que este site "Jesus Decoded" é oportunista, só tenho a dizer isto: nada como aproveitar as oportunidades quando elas se apresentam. Aproveitar as ameaças, transformando-as em oportunidades: uma táctica muito antiga e muito eficaz...

Escuta:

escuteiros
Crianças vestidas de idiotas lideradas por idiotas vestidos de crianças. Se há organização juvenil que me irrita de sobremaneira são os escuteiros (eles gostam que lhe chamemos de escoteiros), todos fardadinhos de meiazinhas pelo joelho, cantando a marchar em direcção a um qualquer bosque onde irão exercer os seus rituais de plástico, inventados por um gajo que para além de pedófilo, gostava de se automutilar na genitália usando o seu canivete de mato. Sim, Baden Powell tinha problemas. O que eu não percebo é porque ao fim destes anos todos, estas criaturas continuam a povoar o planeta, divididos por agrupamentos, grupos, alcateias e clãs.
Os escuteiros fazem-me lembrar aquelas tribos perdidas do Amazonas, que continuam a fazer a sua vidinha alheadas daquilo que se passa à sua volta, com uma agravante: os gajos não estão no Amazonas. E é uma pena.
Os idiotas vestidos de crianças ainda os percebo: o mundo dos adultos é muito feio e os gajos recusam-se a crescer, quais Peter Pans com atraso mental e problemas de integração. Para eles nada é melhor que usar o belo do calçanito e uivar à lua até à idade da reforma. Há quem use drogas, estes preferem os calções. Mal por mal, os calções são mais baratos.
Quem eu não percebo mesmo são as crianças. O que leva um jovem mamífero a usar um calção ou uma saia plissada e a desbravar mato como se não houvesse amanhã? Quão motivador pode ser saír em grupo para observar a nidificação das garças reais? Que excitante poderá ser acender uma fogueira usando duas pedras e um isqueiro?
Será que existe um tratamento de electrochoques que lhes resolva isto?
Enquanto não vislumbro uma resposta concreta para este fenómeno vou continuar a achar que tudo isto é um grande equívoco: que na realidade os escuteiros são uma fachada para deboches dionísicos no mato – tudo direitinho e compostinho até à zona mais cerrada do bosque, e a partir daí ninguém é de ninguém, tudo nú, mais cavalos e anões. Baden Powell style, somalis não incluídos.


[Humor Negro]

março 11, 2006

Milosevic:
Mudou o Juiz, o julgamento continua!

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E estas reacções?
Também condenáveis, mas compreensíveis?*

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* o título alternativo desta posta é: "Ai a Puta da senilidade!"

Burn, madafóca!

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A Justiça dos Homens não foi cumprida

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(imagem bbc)

Milosevic encontrado morto na sua cela

março 10, 2006

Arcas dos tempos que correm

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Cem mil portugueses considerados "fundamentais para o país", devido aos cargos que ocupam, vão receber antivirais em caso de pandemia provocada pelo vírus da gripe das aves, anunciou hoje a sub-directora-geral da Saúde, Graça Freitas. [Público]

E agora, o que será das vossas vidinhas, cambada de dispensáveis inúteis?

Incha Alá!

muhammad cartoons
Desde que os dinamarqueses fizeram umas caricaturas de Maomé que os muçulmanos andam armados em alarves a destruír embaixadas por todo o mundo árabe. Na Turquia, esse país a resvalar perigosamente para a União Europeia, mataram um padre à conta de uma dúzia de rabiscos nórdicos. Para um ocidental parece um bocadinho excessivo, este protesto muçulmano...
Isto leva-me a pensar na violência latente do mundo árabe, no apedrejamento de mulheres, nas execuções públicas, nas chibatadas também elas públicas. Não acho normal esta violência e não concordo que esta tenha origem na religião, ou no Corão, se quiserem. O Corão pode ser culpado de muita coisa, mas não o é da violência compulsiva do fundamentalismo islâmico. Na minha opinião o problema disto tudo é da poligamia.
Já viram bem o que aqueles gajos sofrem diariamente? Façam as contas comigo: aquela malta tem mais de uma mulher, na pior (ou melhor) das hipóteses têm duas mulheres. O mais vulgar é terem umas cinco ou seis. Estão a imaginar o que é aturar 6 mamíferos diariamente? 6 gajas a chatear-vos a cabeça diariamente, cada uma com o seu lote de filhos babosos e choramingões, e com as suas crises de TPM a PARTIR-VOS CIRURGICAMENTE A CAROLA numa base diária? Imaginem o que vocês passam diariamente e agora multipliquem por seis, ou por sete, ou por vinte! Conseguem imaginar o estado de nervos em que vocês viveriam? Qual era a maneira que vocês teriam de lidar com esta questão? É claro que tinham que saír de casa e extravasar: punham bombas à volta da cintura e iam ao centro comercial mais próximo; iam dar porrada nos vizinhos israelitas; e em dias mais complicados É CLARO QUE SE CHATEAVAM COM A MERDA DOS CARTOONS!! Até se chateavam com a falta dos cartoons, se fosse caso disso.
Portanto antes de criticarem gratuitamente estes protestos anti-cartoon pensem no que estes desgraçados penam diariamente. Ponham-se nos sapatos deles. E depois digam-me se também não iam arrear na malta do consulado mais próximo.

[Humor Negro]

março 09, 2006

Sócrates e Cavaco

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(imagem sapo)


Vamos apostar na cooperação desta nova equipa ou vamos continuar a "deitar abaixo" e a alimentar o nosso espírito doentiamente clubista ?


(Soares recebeu hoje uma valente estalada, muito bem merecida aliás...)


Chikungunya - não é um novo reforço para o futebol.

Nota Informativa do Director-Geral da Saúde de 2 de Março de 2006

Desde o início de 2005 que uma epidemia de doença por vírus Chikungunya vem afectando algumas ilhas do Sudeste do Oceano Índico.
O vírus Chikungunya é um vírus transmitido pela picada de mosquitos do género Aedes e desde Janeiro de 2006, foram notificados casos nas ilhas Reunião, Mayotte, Maurícias e Seicheles.

É só para lembrar que a gripe das aves não é a única doença no mundo. Cuidado, turistas.

Shot of the day ...

é o título desta foto, em www.fifa.com

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Não devo ser propriamente o gajo mais isento, mas p'ra mim é mesmo o shot of the year.
Glorious match !

março 08, 2006

A arte de desenvelopar em toda a sela

envelope
Nos tempos da outra senhora estava toda a gente proibida de abrir o envelope. Dava direito a prisão e tudo. Não significa isto que eles permanecessem fechados, e que a malta acatava a proibição. Não. Os envelopes continuavam a abrir-se em segredo, à porta fechada, e embora houvesse zunzuns que fulano tinha aberto o envelope, não passavam disso mesmo. Zunzuns.
Depois houve a revolução e as coisas mudaram gradualmente. Aqui e ali foram-se abrindo uns envelopes, timidamente. Apesar da liberdade, a malta não estava ainda muito habituada a abrir o envelope assim abertamente, de chofre. E muita gente deixou o envelope por abrir. Ficou lá por casa, arrumado algures entre os livros, na vã tentativa de se esquecerem dele, para não caírem na tentação de o abrir. E o tempo foi passando.
O país, antes fechado em si próprio e desconhecedor do mundo à sua volta, começou a olhar para fora e a ver que lá fora já muita gente tinha aberto o envelope, e que apesar disso tinham uma vida normal. E aí começaram a perder a timidez e desataram a abrir o envelope como se não houvesse amanhã. De repente toda a gente tinha um amigo que abriu o envelope. Um vizinho que abriu o envelope. Um colega de trabalho que abriu o envelope. De repente abrir o envelope dava direito a desfile, com o envelope aberto bem alto, na mão. Abrir o envelope passou a ser um acto normal, até que um dia quiseram torná-lo moda e invadiram as televisões de programas com malta que acenava, histérica, o seu envelope aberto para toda gente ver. E desde esse dia abrir o envelope passou a ser uma caricatura. Consentida. Mas uma caricatura. E muito envelope continuou por abrir.

[Humor Negro]

março 07, 2006

Serial Killer ou Programador?

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Aqui está um questionário bem divertido.
Os senhores deste questionário pertencem a uma de duas categorias. Ou são perigosos serial killers, habituados ao uso da navalha, ou são criadores de linguagens de programação, habituados à companhia de um pacífico teclado. Socialmente perturbante, este teste...
Acho que falhei quase todas as perguntas!

Boas Notícias !

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O consumo da cerveja tem efeitos benéficos anti-ainflamatórios e no controlo de doenças crónicas, sugere um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Innsbruck, na Áustria.

Paraísos na Terra

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Para camionetes com uma caixa mais modesta

noçao
Episódio I
Afonso de Albuquerque, depois de ter destruído vários portos tributários do Rei de Ormuz decidiu, ao comando de seis naus com cerca de 400 homens a bordo, entrar na baía de Ormuz tendo ficado cercado por 250 navios de guerra inimigos a que se juntava um exército em terra de cerca de 20.000 homens. Quando o Rei mandou um emissário a bordo para saber quais as suas intenções, Afonso de Albuquerque enviou-lhe uma curta mensagem: «Renda-se!»

Episódio II
Uma caravela portuguesa levava ostensivamente a bandeira das quinas no seu mastro mais alto ao entrar na baía de Cádiz, onde se encontrava a esquadra do Rei de Espanha, naquele tempo conhecida por «Invencível Armada». Interpelado pelos espanhóis para baixarem o seu estandarte à entrada do porto, abriu fogo à esquadra inteira, causando-lhe danos significativos e, após ter passado em combate por toda a fileira de navios de guerra espanhóis, acabou por saír incólume do porto de Cádiz, fugindo para Portugal.

Episódio III
No verão de 1574 D. Sebastião decidiu, sem prevenir ninguém, fazer uma investida a África deixando a corte em pânico sem saber onde estava o seu Rei. Quando desembarcou com meia dúzia de fidalgos alucinados em Ceuta os árabes retiraram pensando que aquele era um grupo avançado de uma força maior. Sem ninguém para combater, D. Sebastião ruma a Tânger onde lhe acontece o mesmo. Frustrado, volta para casa sem ter conseguido andar à porrada.

A nossa história está recheada destes episódios que demonstram que, ao longo dos tempos, o povo português nunca teve grande noção do que andava por aí a fazer. Podemos romanticamente acreditar que tudo isto não era mais que coragem, bravura, e temeridade. Mas a realidade é que desde os primórdios que somos uma cambada de inconscientes sempre de peito feito, para o que der e vier. Por isso, quando vejo na televisão que os portugueses se estão nas tintas para a gripe das aves, e para as vacas loucas, e para os nitrofuranos, lembro-me invariavelmente da nossa ancestral e encantadora falta de noção.

Vem-me sempre à cabeça a resposta do capitão António da Silveira, cercado pelos turcos em Diu:
«Fiquem sabendo que aqui estão portugueses acostumados a matar muitos mouros e têm por capitão António da Silveira, que tem um par de tomates mais fortes que as balas dos vossos canhões e que todos os portugueses aqui têm tomates e não temem quem não os tenha!».
Delicioso. Que falta de noção num excesso de nação.

Foto de Fotoben

[Humor Negro]

março 06, 2006

De tara completamente perdida

tara perdida
Os filósofos chamam-lhes de cortes epistemológicos. A maltosa do dia a dia é mais despudorada, ou eufemística se quiserem, e intitulam-no de «a puta da realidade».
A verdade é que há alturas em que as coisas não voltam a ser o que eram. A tara perdida é uma delas. A partir do momento que uma alma iluminada decidiu criar a tara perdida, Portugal nunca mais voltou a ser o mesmo. Até aquele momento tínhamos a nossa tara: podia até ser uma tara inconsequente, pequenina, insignificante, rídicula. Mas era a nossa tara. A tara que fez com que um pastor andasse à calhauzada com romanos nos Montes Hermínios; a tara que fez com que um gajo mandasse um par de lambadas na mãe e desatasse a fundar que nem um desalmado; a tara que fez com que meia dúzia de gajos numa casquinha se fizesse ao mar para dar novos mundos ao mundo; a tara que fez com que um puto maluco comprometesse à grande os destinos da nação; a mesma tara que fez com que uma gaja arreasse à grande e à portuguesa com uma pá num grupelho de labregos castelhanos; a tara que fez com que a língua portuguesa fosse muito maior que o território nacional; e que um grupo de chavalos capitães decidisse tomar o país de G3 carregadas de cravos vermelhos.
Depois da introdução da tara perdida não voltámos a ser os mesmos. Perdemos a tusa, dizem uns. Perdemos a noção dizem outros. Perdemos aquela dose de loucura que sempre fez com que nós, desde sempre um pequeno país no ponto mais ocidental da Europa, achássemos que éramos muito (mas muito mesmo) maiores que os nossos mais selvagens sonhos.
Hoje, com a tara perdida algures por aí e sem esperanças de alguma vez a reencontrarmos, somos a exacta imagem do nosso Primeiro Ministro: um gajo de voz esganiçada e de atitudes titubeantes, que mente todos dias ao país e a si próprio, sem tara nem objectivos.
Alguém procure a tara s.f.f.

[Humor Negro]

Oscar(izado)s a não perder

Crash.jpgTheCurseOfTheWereRabbit.jpgMarchPenguins.jpg
Capote.jpgBrokebackMountain.jpgTsotsi.jpg

março 04, 2006

Relações ao mais alto nível...

É claro que já discutiram o assunto, os dois... e chegaram a esta conclusão!

Amandem-se

Destina-se a presente aos que almejam ascenção e reconhecimento social e €nriqu€cimento súbito.
Caminho consabidamente utilizado com regularidade na busca das ditas metas é o do predatório vôo picado em direcção à presa/alvo, pela forma mais rápida, em linha recta, sem desvios para reflexões, ponderações ou futilidades afins. Sem olhar p'ró lado.

Dirão os menos atentos, que tal metodologia de auto-realização não corresponde senão ao nacional garganeirismo, gula desmedida desprovida de méritos ou capacidades pessoais, e que a mesma explica por si própria o atraso civilizacional dos seus utilizadores e por acréscimo, dos espaços geográficos onde os mesmos se concentrem. Que ideia !

E na formação senhores, ninguém pensa ?
A mim, parece-me evidente que o problema reside na falta de atenção dada à instrução dos futuros tachistas.
Temos cursos superiores de todas as cores, formatos e sabores (em comum, apenas a elevada probabilidade, para os que os concluam, de um prolongado passeio pelo deserto do desemprego), enquanto o ensino do carreirismo e disciplinas associadas permanece votado ao abandono. Seguramente existirão instituições que envergonhadamente contribuem para o desenvolvimento das potencialidades dos menos escrupulosos. Jotas e Associações juvenis diversas serão bons exemplos, concedo. Mantenho porém a convicção na necessidade de ensino específico e explícito.

Franja da população desconsiderada por excelência, os carreiristas debatem-se com uma gritante ausência de meios aos níveis mais básicos das suas necessidades (não que se costumem preocupar muito com meios). Sendo auto-didactas por ausência de opções, confrontam-se com incertezas frequentes na adaptação do método rectilíneo de busca de êxito, às sinuosidades do quotidiano, sujeitando-se à prática de erros de palmatória, por não terem sido iluminados pelo saber de mestres com experiência na matéria.

Já que ninguém parece reconhecer as evidências, e ainda que o fizessem, duvida-se da disponibilidade dos mais reputados especialistas para transmitirem a sua ciência, avançamos nós com indicações preciosas para os aspirantes à fortuna sem mérito.

P'ra vocês, duas palavrinhas: Cheese Rolling. O post até devia acabar por aqui, e vocês que fizessem a busca nos motores que a divina providência internética coloca à vossa disposição, mas como esforços não é convosco, segue a explicação:
Dirijam-se a Gloucestershire (UK), e quando virem um valente ajuntamento perto de um talude arrelvado, inscrevam-se. A modalidade pratica-se em grupos de 15, todos contra todos, e consiste na caçada desarmada e desalmada a um queijo arremessado do topo da escarpa, imediatamente antes do tiro de partida. Não há mais regras! Ganha quem apanhar o petisco..

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É verdade que a integridade física, dos cheese rollers e do respectivo público, não é garantida (nada, mesmo), mas se por um lado, não há registo de carreiristas incomodados com falta de integridade, (pelo menos da própria), por outro, faz todo o sentido expôr desde a primeira hora, os candidatos a tacheiros, aos perigos da vocação.
Mas como é bom de ver, a prática reiterada da referida actividade reflectir-se-á inevitavelmente na tenacidade dos putativos futuros líderes e dirigentes, na prossecução a todo o custo dos seus objectivos pessoais, que no cheese rolling não há cá team spirit nem nada parecido, proporcionando ainda um aumento significativo da maleabilidade espinal, condição indispensável para o sucesso do carreirista. Aumento da capacidade de atropelamento, domínio das técnicas da cambalhota e de rastejamento são outras das vantagens curriculares de que disporão todos os que acolherem esta sugestão. Alguma prática em ter a trombeta partida, também se pode revelar útil, na eventualidade de virem a ser expostas as insuficiências natas dos destinatários deste convite.

Acaso ainda estejam a ler estas palavras, em vez de terem saído disparados para Glou...coiso, deixa-se aqui , o link para um video do evento, que certamente vos impelirá de imediato, rumo a terras da zabelinha, desejando-se a todos os incapazes, com ambições de poder, uma longa e santa estada. Não tenham pressa em voltar! Eduquem-se e confiram dignidade ao nacional carreirismo. E que vos façam bom proveito os queijos que forem conquistando !

março 03, 2006

Mostra-me que James Bond tens, dir-te-ei dos tempos que correm

Daniel Craig

Daniel Craig, novo James Bond

Karl Marx está de volta

Ou melhor, o Filipe Moura está de volta, no blog Avesso do Avesso. Bem re-vindo Filipão!

Compreensível o caralho!

Freitas do Amaral, Ministro dos Negócios Estrangeiros, na Assembleia da República:

«(...) Mas é que para mim não era. Não era o essencial. O essencial estava muito para além e muito mais fundo do que o problema da violência. Que era apenas uma reacção....condenável, mas compreensível, face às ofensas, enormes, que tinham sido feitas a toda a comunidade islâmica pelos cartoons, do tal jornal de extrema-direita dinamarquesa (...)»

(sacado ao Blasfémias, que por sua vez o recebeu do Rui Semblano)

março 01, 2006

A Lei da Compensação

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O efeito borboleta é uma teoria romântica mas interessante. Afirma que o bater de asas de uma borboleta num ponto do planeta causa um tsunami no outro lado do planeta. Causa e consequência.
As religiões ocidentais também abordam esta questão com frequência, postulando que toda a acção tem uma consequência, benéfica ou não, dependendo da natureza ética dessa acção. Isto significa que se fôrmos mauzinhos em determinada circunstância, acabamos por receber de volta a paga da nossa maldade. Os anglo-saxónicos expressam isto de uma forma muito simples, na frase “what goes around comes around” – uma espécie de boomerang ético, passível de nos acertar em cheio na tromba quando nos portamos bem, ou quando nos portamos mal. A sabedoria popular também contém uma expressão que se aplica: “cá se fazem cá se pagam” (uma derivada simplista da visão cristã do sistema de admissão das alminhas no céu ou no inferno).
Eu não gosto da designação “efeito borboleta”: remete-me sempre para um universo de paneleiragem inconsequente, fruto de estados de alcoolémia em bares de reputação totalmente duvidosa. Prefiro chamá-la de Lei da Compensação.
Portugal é terreno fértil para a Lei da Compensação. Senão vejamos:
- O Governo é incompetente e mentiroso e em compensação nós pagamos mais impostos.
- Os funcionários públicos são umas aventesmas catatónicas e em compensação os privados têm que trabalhar a dobrar.
- Os portugueses têm o défice mais alto da Europa mas em compensação ninguém tem umas praias melhores que as nossas.
- A produtividade das empresas portuguesas é algo que inspirava um episódio da twilight zone mas em compensação os empresários portugueses gostam de bujardar formas de aumentar a produtividade do país.
- O desemprego vai continuar a aumentar nos próximos dois anos mas em compensação mais gente terá tempo livre para usufruir do tempo solarengo que nos caracteriza.
Perante tanta compensação é de estranhar que sejamos um dos povos mais descompensados do mundo, a julgar pela quantidade de anti-depressivos que mandamos para o bucho diariamente.

[Humor Negro]

Forget fair, let´s just play


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