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Jesus Decoded

A Conferência Episcopal Norte-Americana lançou na passada quinta-feira um site de esclarecimento sobre o Cristianismo. Chama-se "Jesus Decoded".
É uma espécie de FAQ ("Frequently Asked Questions") sobre Cristo e sobre a Igreja Católica.
Porquê?
Porque abunda, como nunca antes, um analfabetismo grave acerca deste tema, não só entre os cristãos (os crentes mais ignorantes sobre a sua própria religião à escala mundial) mas também na sociedade em geral.
É indiferente procurar culpados nos media, como por exemplo, o escritor norte-americano Dan Brown. Ele será certamente responsável pela propagação de ideias históricas erradas, mas não será nem o primeiro nem o último e está no seu direito de enganar quem estiver disposto a tal.
Contudo, não se costuma falar tanto na própria responsabilidade que todos temos em estarmos correctamente informados e esclarecidos sobre um tema. Este site é uma oportunidade. Estes esclarecimentos fazem falta a todos. Mesmo para quem não é crente, ou é crente de outra religião, é importante, em termos de cultura geral, possuir uma correcta ideia sobre a história do fundador do Cristianismo, sobre a doutrina que ele estabeleceu e sobre a história da Igreja que em torno dele nasceu.
Para os mais maldosos que afirmam que este site "Jesus Decoded" é oportunista, só tenho a dizer isto: nada como aproveitar as oportunidades quando elas se apresentam. Aproveitar as ameaças, transformando-as em oportunidades: uma táctica muito antiga e muito eficaz...

Comentários

Concordo plenamente... uma bela oprtunidade aproveitada;)

Olá, Bernardo, sempre no combate. De facto a ignorância de muitos cristãos acerca da sua própria religião é por vezes assustadora e não deve ter paralelo entre as outras religiões. Se o referido site for um bom contributo nesse sentido, tanto melhor. Parece-me que por vezes essa ignorância de muitos cristãos se deve em parte às hierarquias católicas, que algumas vezes não podem - e noutras ocasiões não querem- prestar aos crentes esses mesmos esclarecimentos, por outro lado, a disponibilidade e o interesse de alguns cristãos relativamente à religião a que afirmam pertencer é quase nula.. Vou ver o site. Abraço.

A ignorância de muitos católicos em relação a religião que dizem professar é gritante de facto, pode ser das modas modernas, e não tanto das hierarquias católicas.
Mas também é preciso ver que muitas crianças crescem sem qualquer educação neste campo e muitos nem sequer frequentam a catequese. Como dizem alguns pais que até acham que os filhos não devem ser baptizados (eles depois que decidam quando tiverem consciência disso) já ouvi comentar, mas então pode-se pensar assim em tudo na vida, para que educá-los. Como se os conceitos de moral se possam adquirir em qualquer fase da vida.

Mas por outro lado é uma questão de analisar e evolução histórica para se perceber mais que isso. A partir de vários cismas que houve na igreja católica, é a seguir as ideias protestantes que tiveram o seu expoente máximo em Martinho Lutero que se verifica uma resposta da igreja católica a partir do concilio de Trento.
Mas enquanto os protestantismos defendiam a livre interpretação da bíblia e dos evangelhos que deviam ser conhecidos de todos, a igreja católica apostólica romana achava que não, isso devia ser uma interpretação oficial pois podia fazer mal as pobres cabecinhas pensarem nisso, valia mais ouvir o que o padre dizia na missa.
É por isso que os protestantismos levaram a Europa do centro e norte a evoluir a letrar-se a imprimir bíblias ( ai esta um uso recente para a recentemente inventada imprensa de gutemberg).a ler e a aprender a ler, isto no século XV e XVI. a reformar currículos universitários e a abandonar a escolástica da idade media. Mas isso não nos tocou a nós.
Continuamos a não saber ler nem bíblias nem outra coisa e sob o poder da inquisição.
Por um lado concordo quanto mais um crente souber mais tendência terá a agir de modo critico ( eu era mais crente quando não tinha metade dos conhecimentos) em relação as hierarquias católicas e sua criação de dogmas e as origens do cristianismo e seu inspirador.

Olá Afonso!
Sim, é sempre uma mistura de uma formação cristã que é dada fracamente (os catequistas são poucos e voluntários, terminam o seu trabalho muito cedo, quando os alunos ainda nem sequer são adultos), e que é recebida fracamente. Muitos crentes não têm interesse nenhum. Não lêem os documentos oficiais, não se informam, não perguntam, não querem saber. Depois, ficam à mercê dos "Dan Browns" deste mundo.
Um abraço,

Leopard,

«Continuamos a não saber ler nem bíblias nem outra coisa e sob o poder da inquisição.»

A ignorância é um estado grave: fica-se totalmente à mercê dos fazedores de opinião, sejam eles quais forem. Hoje em dia, quem diz às massas o que pensar é, em grande parte, a comunicação social. Quando vemos que Dan Brown vendeu 40 milhões de cópias do seu livro, ficamos com a ideia bem clara de que a "catequese browniana" tem muitos alunos por esse mundo fora, e bem disciplinados!

«Por um lado concordo quanto mais um crente souber mais tendência terá a agir de modo critico ( eu era mais crente quando não tinha metade dos conhecimentos) em relação as hierarquias católicas e sua criação de dogmas e as origens do cristianismo e seu inspirador.»

É evidente que, quanto mais esclarecido está um crente, mais crítico se torna, por força de ser capaz de fazer crítica mais objectiva e informada.
Mas comigo, no que toca à doutrina e às ditas "hierarquias", eu ganhei-lhes um respeito muito maior EXACTAMENTE por ter tentado aumentar a minha "ciência católica".
Ou seja, o amadurecer da minha fé, o aumentar do meu sentido crítico por força de investir em estudo e em leitura, fez-me aderir ao Cristianismo de forma ainda mais decidida e firme...
Um abraço

Bernardo quando eu disse:
“quanto mais um crente souber mais tendência terá a agir de modo critico ( eu era mais crente quando não tinha metade dos conhecimentos) em relação as hierarquias católicas” - não era no sentido depreciativo, mas no sentido que o conhecimento por vezes nos leva a discordar daquilo que não conhecíamos, por múltiplas razoes. Mas isso também tem a ver com o momento da aquisição desse conhecimento. Se for num percurso da infância para a idade adulta pode levar a descobrir muitas incongruências naquilo que se tinha por adquirido, noutros casos, se for adquirido só na idade adulta pode levar a uma realização e paixão pela nova descoberta que não se conheceu na infância e fase de crescimento. Eu não tenho fé no sentido de acreditar num deus criador e divino, nesse percurso perdi isto que antes tinha. Mas esse percurso é essencial, por isso eu sou a favor da religião, pois deixa marcas e valores que não se apagam e que definem o bem não o mal, mesmo que a fé num Deus e na imortalidade se esfume para alguns, para outros continuara, não bem dai mal para o mundo. Para mim de toda a religião bastava-me extrair os dez mandamentos e todos nós se vivêssemos de acordo com eles na prática do dia a dia não precisávamos de policia, prisões, juízes, advogados etc. o que era uma chatice para estas profissões. Mas vale que nem todos sabem esses mandamentos que apesar das mudanças do mundo se mantém perenes. O bem é perene

Na vida do homem há o sagrado e o profano, A origem destas duas noções é que pode variar, há quem considere o sagrado como uma realidade antropológica, na medida em que todas as sociedades em todas as épocas parecem ter desenvolvido esse tipo de noção, o fenómeno humano seria uma predisposição para a vida afectiva, familiar, para a experiência religiosa, e as religiões fariam a ligação com esse sentimento primordial, o sagrado seria uma característica inata, oriunda do espírito humano. Outra noção é a sociológica em que o sentimento do sagrado teria origem na própria vida social, O que o homem religioso adoraria através de sua religião seria a própria sociedade, seus valores, a sua visão de mundo. Assim, teríamos a tendência de remeter para o campo do sagrado, tudo aquilo que consideramos importante para a reprodução social. Deste modo o sentimento e as nossas relações com o sagrado não se limitariam apenas aos objectos religiosos, mas também a qualquer outra esfera da vida social, a exemplo da esfera cívica, familiar, amorosa ou política. Seja como for por mim acho que o Estado deve dar primazia ao homem ao seu valor e reconhecimento. O sagrado deve ser da esfera privada de cada um e cada um deve fazer a sua vida conforme essa ética e moral, e não seguir o lema (olha para o que eu digo não para o que eu faço) mas que é uma das hipocrisias do mundo moderno. Quanto a vida pública todos devem merecer o mesmo respeito independentemente de crenças

Cumprimentos

Quem quiser que aproveite e leia "A verdadeira história de Jesus", essa sim, uma obra escrita por um verdadeiro historiador.Só factos q podem ser provados e extrapolações baseadas em indicios muito plausiveis.Além do mais explica sucintamente como se validam factos históricos.A não perder.

Mau palpite, "Xupanupii" (que merda de pseudónimo!)! Mau palpite!!
Nos dias que correm, uma boa regra é esta: qualquer livro que comece com "A verdadeira história..." deve ser imediatamente descartado como opção de compra. Sobretudo, se falar sobre Jesus!!
Razão: se é mesmo verdadeira a história retratada num livro, não é preciso dar tanto destaque a isso colocando a expressão no título...
Regras fundamentais de marketing em acção...

"Nos dias que correm, uma boa regra é esta: qualquer livro que comece com "A verdadeira história...deve ser imediatamente descartado como opção de compra"

LOL Lá isso é verdade, regra geral é sensacionalismo puro.

Só um detalhe, já disse isto várias vezes mas enfim... a perseguição rábida que o ICAR faz a Dan Brown só serve para impulsionar as vendas, portanto em certa medida são responsáveis pela desinformação que circula. E a atitude contra o filme que aí vem é tudo menos saudável.

Olá Pedro!

«Só um detalhe, já disse isto várias vezes mas enfim... a perseguição rábida que o ICAR faz a Dan Brown só serve para impulsionar as vendas, portanto em certa medida são responsáveis pela desinformação que circula.»

Espada de dois gumes.
A) Os católicos não reagem, enquanto 40 milhões leitores absorvem uma história invertida (e pervertida) da sua religião
B) Os católicos reagem, com campanhas de esclarecimento e divulgação, aumentando a polémica por danos colaterais, e aumentando as vendas

Sinceramente, após já quase dois anos a lidar com esta questão, continuo a preferir a opção B.
É uma opção difícil. Dar atenção a Dan Brown é, também, necessariamente dar-lhe visibilidade.

Não sei se já o tinha dito aqui, mas acho que as campanhas de esclarecimento provocadas pelo livro de Dan Brown têm dado enormes frutos: os crentes com que me cruzo estão activamente a ler e a estudar mais e melhor a sua religião; os não crentes estão a erradicar algumas ideias pré-concebidas que teriam sobre o Cristianismo.
Acho que, mesmo que eu saiba estar, indirectamente, a aumentar as vendas do livro, estou a proceder bem. Eu e todos os que despendem tempo na crítica do livro.
É tempo bem gasto.
No que toca ao filme, lá estarei na estreia!! Não vou falhar este filme.
Aliás, não é a primeira vez que o digo: toda e qualquer censura à leitura do livro ou ao visionamento do filme são puro disparate. Não acho fundamental para um católico o contacto com a obra de Dan Brown, mas também não é sensato afirmar que esse contacto é perigoso ou que deva ser restringido. Muitos católicos têm-se comportado no passado como crianças, não adquirindo maturidade de fé e não trabalhando a sua "ciência católica". Deste modo, tornaram-se presa fácil para os Dan Browns deste mundo. A única saida é encarar o touro de frente.

No que diz respeito ao uso do termo "perseguição", Pedro, tenho que discordar. A malícia de Dan Brown, e o carácter premeditado do seu engano à escala global deixam ver, de forma bem clara, que o ataque partiu dele, que a agressão nasceu dele. Desafio o Pedro a assistir a uma das minhas apresentações públicas para eu o convencer disso!
;)

Um abraço,

Olá Bernardo,

Acho muito bem que os católicos escrevam livros o que não gosto nada mesmo é de ver a opus dei a tentar influenciar o “rating” do filme para maiores de 18 anos e aí é que está a diferença entre aceitar o desafio que Brown lança e persegui-lo (envolver manobras políticas no meio disto é... injusto).

Quanto à apresentação pública temos que ver isso quando eu estiver em Portugal :)

Pedro,

Em primeiro lugar, há que ter sempre EXTREMA cautela quando se recorre à comunicação social para obter informação. Relativamente à acção da Opus Dei que refere, eu recebi duas noticias muito diferentes, uma por via da comunicação social em geral e outra por vias noticiosas católicas (newsletters). Os textos chegam a assumir diferenças vertiginosas!
Do que pude apurar, a Opus Dei contactou a Columbia no sentido de pedir que o filme contivesse alguma informação que pudesse balizar o espectador no que diz respeito à verdade e à ficção. Isso parece-me sensato e não me choca. A influência da Opus Dei na equipa que está a rodar o filme parece ser nula! O que há de estranho nisto? É normal que a Opus Dei se sinta ultrajada, visto que o retrato que dela é feito é grotesco, e não é crime nem me parece sinistro que a Opus Dei peça ajuda aos produtores no sentido de evitar o alastrar de um preconceito preocupante em relação a ela.
No que diz respeito à eficácia do pedido de alteração do rating, tenho muitas reservas. Se fosse eu, eu não teria sequer mencionado o rating. Só levanta polémica e não ajuda nada. É indiferente a idade que se tem quando se vê tal filme. Há milhões de analfabetos ou espectadores com conhecimentos nulos nas matérias. Estes certamente que sairão do filme com a "catequese browniana" bem decorada e assimilada. A idade é quase irrelevante na matéria.

Um abraço,

"Desafio o Pedro a assistir a uma das minhas apresentações públicas para eu o convencer disso!"
Essas apresentações públicas são em espaços físicos ou limitam-se ao espaço virtual?

«Essas apresentações públicas são em espaços físicos ou limitam-se ao espaço virtual?»

São apresentações públicas, ou seja, em espaços físicos concretos (lugares no mundo físico). ;)
Há duas já marcadas para breve. Mas temo revelar-lhe essa informação... Quem me garante que você, "anónimo", não é um assassino a soldo do Priorado de Sião? ;)

É assim mesmo, Bernardo ;)

Mas, já agora, chamo a atenção para o Anjos e Demónios do Dan Brown. É muito mais interessante apesar da fórmula ser a mesma, e foi escrito antes do polémico Da Vinci Code.

Mas afinal quem é que " escreve os livros" é ele ou é ela
acho que ja descobri a chave

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=195225&idCanal=13

Hope,

Vou ser sincero: estou-me nas tintas para os outros livros do Dan Brown. Só me interesso pelo Código da Vinci por uma razão: as asneiras que ele diz estão directamente relacionadas com o tema que me fascina há dez anos: o Priorado de Sião e o mistério de Rennes-le-Château.
No que diz respeito à restante obra literária do homem, estou-me nas tintas. Não li e não vou ler, porque tenho milhares de autores mais interessantes para ler e que ainda não li.
No que diz respeito aos Anjos e Demónios, apesar de não conhecer a história com detalhe, já me apercebi de que, ao bom estilo do Dan, fervem asneiradas sobre os Illuminaten da Baviera, o movimento esoterico-político criado por Adam Weishaupt (1748-1811), extinto há dois séculos atrás.
Já agora... uma dica: sempre que algum autor com pretensões de historiador falar em "Illuminati", é porque o autor não sabe do que está a falar. A palavra é de origem alemã (bávara, mais precisamente), e escreve-se "illuminaten", ou seja "iluminados".
Um abraço,

Illuminaten extinta
http://www.ordeniluminati.com/

Leopard,

Há milhões de sites na Internet a afirmarem-se "herdeiros" da organização de Weishaupt. Este exemplo espanhol que encontrou é de uma organização fundada em 1995:

«La Orden Illuminati es una orden paramasónica, Soberana e Independiente, fundada en 1995 en Barcelona (España) por el Gran Maestre Gabriel López de Rojas. Recupera la Tradición y el Rito de Los Iluminados de Baviera de Adam Weishaupt, y también asume el Sistema de iniciación denominado Rojismo.»

exactamente, os discipulos do fundador acabaram com a revolução francesa e depois vem sempre a apatia e a adulteração ou aproveitamento de ideais, mas não esta extinta. ha se quiser aproveitamento genuino ou não não me interessa, não gosto destes temas.
bom fim de semana

a anonimus anterior

Leopard,

No que diz respeito a ordens esotéricas/iniciáticas, esta é uma questão delicada, mas que permite algum rigor.
Não basta o uso de um nome pré-existente para validar uma organização.
Um exemplo: a Ordem do Templo está extinta desde o século XIV, e apenas poderá ser reactivada por um Papa. De nada serve que existam milhares de ordens ditas "templárias" nos dias de hoje!! Nada têm em comum com a verdadeira Ordem do Templo.
O mesmo sucede com os milhares de pseudo-"Iluminados". Eles podem escolher o nome que quiserem, mas, que eu saiba, NEM UM SÓ movimento dito "Illuminati" até hoje apresentou documentação histórica que prove uma genuina e válida linhagem proveniente de Weishaupt.
Por isso, no que diz respeito ao estudo da História, não há qualquer dúvida: são movimentos novos e nada têm em comum com a organização "Iluminados da Baviera", fundada por Weishaupt.
Bom fim-de-semana!

Tudo bem, o que não quer dizer que as ideias tenham dono e morram com ele.
Eu o iluminismo só me interessa o histórico. E que deu origem a regimes chamados de despotismo esclarecido, baseado na razão absoluta, do domínio dessa razão por parte das elites que tudo sabem tudo decidem e tudo mandam sem precisar de consultar ninguém.e cujo período aúreo foi o século XVIII. Despótas de que nós cá tivemos exemplos no tempo do D.José e do Marques de Pombal com perseguições religiosas cujo exemplo máximo foi a expulsão dos jesuítas. Mas também com grandes avanços a nível de estruturação de currículos académicos introdução de novas cadeiras industrialização impulso da economia etc. não foi só terror e expulsões.
Quanto as ordens do templo concerteza que sim foi por influencia de reis e papas que acabou só poderá renovar os papeis por essa via mas será a única, as ideias podem funcionar com outro nome

Leopard,

Eu não quero dar a ideia de que estou a implicar com um detalhe.
Vou tentar explicar melhor o meu ponto de vista.
Do mesmo modo que um bom livro de história da Ordem do Templo termina a sua descrição em 1314 (ano da execução de Jacques de Molay e Geoffroi de Charnay), assim também qualquer trabalho histórico que se debruce sobre a história do movimento criado por Weishaupt tem que decidir parar quando deixarem de existir provas de sobrevivência do mesmo.
Não é claro quando é que se podem considerar extintos os Iluminados da Baviera. Mesmo após a interdição pública do movimento, existe documentação ampla que prova que Weishaupt se mantinha influente nos meios maçónicos e supra-maçónicos. Por isso, existe razoável suspeita de que, até ao final da sua vida, Weishaupt pode ter mantido vivo um círculo restrito e secreto de seguidores. Mas, não existindo informação suficiente para provar que Weishaupt tenha entregue o movimento a um sucessor, há que levar muito a sério a tese de que os Iluminados da Baviera não existiriam após a morte do fundador.
É tudo uma questão de rigor histórico. Seria impossível escrever um livro sobre os Templários se se tivesse que incluir todas as organizações com esse nome que foram inventadas desde a extinção do Templo original.
O mundo das sociedades esotéricas é muito complexo, e é já bem difícil encontrar certezas, ou mesmo, boas probabilidades para uma dada tese. Porquê complicar o que é simples?
A replicação e imitação de ordens extintas é hábito comum nos meios esotéricos. Há que saber separar o trigo do joio. Há que saber distinguir os movimentos originais das suas contrafacções. E isso, do que eu pude perceber até agora, só se ganha com a prática.
Depois, Leopard, não é correcto fazer um raciocínio como o seu, baseado apenas na reutilização das mesmas "ideias".
Um movimento esotérico não vive apenas de ideias, mas sim da convicção de que possui uma qualquer forma de verdadeira iniciação. Ora a iniciação, pela sua natureza, é transmissível apenas em cadeia, obrigando a um contacto entre mestre e discípulo. Sem esse contacto, sem essa linhagem iniciática, não há posteridade nem continuidade. Por isso, não basta repetir uma ideia ou uma doutrina para se recriar um movimento esotérico válido.
Um abraço,

"São apresentações públicas, ou seja, em espaços físicos concretos (lugares no mundo físico)."

Bernardo,
Deduzo que esses espaços físicos sejam na capital... Ou virá por acaso até ao Norte?

Caro anónimo que não é um assassino a soldo do Priorado de Sião:

Antes de mais, fico muito contente em saber que não corro risco de vida! ;)
Tenho feito algumas apresentações um pouco por todo o país. Estão previstas algumas para o Norte, mais concretamente para Viseu. Ainda não há datas bem definidas, mas se me enviar um email para bernardo@observit.com.pt, eu posso mantê-lo a par das datas.
Cumprimentos,

Olá Bernardo,

Depois de percorrer um site de editoras livreiras, em busca de um livro que tenciono comprar, vim parar a este fórum, surpresas que reserva a net a quem gosta de “viajar”.

Gostei de ler a análise que fez sobre “O Código da Vince” e os evangelhos apócrifos, também estou de acordo consigo, sobre isso só tenho a acrescentar na minha modesta opinião que já estou um pouco saturada da polémica que o referido livro gerou e que pelos vistos continua, eu pessoalmente fiquei um pouco desiludida, talvez porque esperasse mais.

Mas temos, para nos entreter por uns tempos um tema mais actual que será o “Evangelho de Judas”, recentemente divulgado, aguardemos uma nova polémica.

Passei já por várias religiões, e regressei novamente à que fui iniciada, a religião católica, percorremos na vida muitos caminhos, que por vezes não nos levam a lugar nenhum, mas deixam-nos conhecimentos também muito profundos, e portas abertas que permaneciam fechadas.

Ultimamente, tenho-me dedicado a vários estudos sobre o cristianismo, por isso a minha busca por livros relacionados com o tema, há muitos....mas pouco credíveis, se o amigo Bernardo tiver por aí uns títulos em manga que queira disponibilizar, eu agradeço. Ando no encalço do livro da Elaine Pagels “De Jesus a Cristo” mas até agora só encontrei na versão inglesa, penso que ainda não foi traduzido.

Quanto às suas “participações públicas” que referiu, são sobre que temas? Também fiquei curiosa.

Um abraço e até breve.

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