« Sem título | PÁGINA DE ENTRADA | Anestesia refere-se a um estado de inconsciência, imobilidade, analgesia e bloqueio dos reflexos autonómicos »

Pronto... já me entalaram!

entalado
Cerco de Lisboa. Ano de 1147.
Mal sabia Martim Moniz, a correr alarvemente para a fresta de uma das portas do Castelo de São Jorge (hoje designada por Porta de Martim Moniz), que estava a iniciar uma tradição. Ao morrer entalado na porta do castelo que queria tomar, permitindo assim que os seus companheiros penetrassem nas defesas inimigas, Martim Moniz deu origem a uma das mais antigas tradições nacionais: a tradição do entalado.
Desde esse momento, gerações e gerações de indivíduos entalaram-se alegremente para que outros pudessem safar-se à grande e à portuguesa, neste jardim à beira-mar adubado.
Desde então pouco mudou, à excepção de uma pequena nuance: são cada vez mais os entalados – pouco menos de 10 milhões, para ser mais preciso.

[Humor Negro]

Comentários

Não é por acaso que frases tipicamente lusas e a roçar a sabedoria popular, são muito utilizadas no quotidiano: "sacudir a água do capote", "o último a entrar que feche a porta", etc...

A verdade é que ainda hoje está por determinar se Martim Moniz foi um heroi consciente ou um heroi acidental....já tenho ouvido rumores de que ficou entalado na porta ao querer fugir da confusão...a história gosta muito de criar herois para preservar determinados mitos....o mesmo se passa com Nuno Álvares Pereira..heroi para muitos mas louco esquizofrenico para outros...existem sempre duas faces na mesma moeda....ao menos resta-lhe a consolação de não ter sido empalado por um mouro....sim, porque segundo consta, aqulo é muita mulher no harém para deitar poeira aos olhos dos ocidentais.... assim elas andam distraídas a dar punhaladas pelas costas umas às outras, enquanto eles se divertem a empalar-se alegremente uns aos outros....

Ora bem pode-se brincar com a historia mas não se adulterem factos. Mesmo a brincar pode haver quem não conheça a historia.
Por exemplo. Na conquista de Lisboa, uns estavam dentro outros estavam fora. Não havia confusão nenhuma para fugir e ter ficado entalado. A confusão veio depois.
D. Nuno Alvares Pereira podia ter sido um esquizofrénico certo? quem o avaliou mentalmente? A historia prova o contrario. Quando D. João I e o restante conselho de estado incluindo D.Nuno se encontravam em Abrantes, ( onde continuava tudo como dantes) sabendo que D. João de Castela já estava a caminho de Coimbra a posição do Conselho Real era de que vamos nos invadir Sevilha, grande estratagema eles ficavam com um reino nós com uma cidade. E aqui deu-se dizem uma reviravolta decisiva D. Nuno e o seu exército decidiu ir ao encontro de D. João de Castela . abandonando o Conselho Real. e então D. João I mandou um emissário a pressa ao encontro de D. Nuno que o alcançou em Tomar mandando-o esperar, seguidamente é o que se sabe deu-se Aljubarrota. Onde pela primeira vez se travou uma batalha talvez a única da nossa historia, um autentico xadres. Dois reis, dois exércitos, e dois reinos em disputa

Podes ter a certeza, o pior é que é sempre o zé povinho quem fica entalado, enquanto os "desenvolvimentistas" da treta ficam cada vez mais "na maior" ;)


Caro Leopardo...espero que tenhas entendido que era uma brincadeira...pelo menos a versão Martim Moniz...quanto ao Nuno Álvares não digo que não fosse uma inevitabilidade mas o ardor heróico deveu-se mais à esquizofrenia que a outra coisa....olha o D. PedroI, outro maluquinho...isto pelo menos segundo a obra de Júlio Dantas que avalia os parentescos consanguíneos da nobreza ao longo dos séculos...agora só falta dizeres"morte ao dantas...morte...pim"

Já não falando daquela sra. aparentada do nosso actual candidato a rei, que era conhecida por «A Louca».

Exactamente. Esquizofrenia de um povo. Esse mesmo que dizem que fica sempre entalado, pois a nata da nobreza e do clero estava toda do lado do provável vencedor. Que era Espanha. Neste caso a historia rezou do lado dos fracos.. entendi a brincadeira sim só me custa ver coisas que foram decisivas para a nossa historia dizer que foi actos de esquizofrenia. Mas seja
Quanto aos casamentos consanguíneos não tem nada a ver com isto e quem sabe de historia sabe que serviam para manter o poder fazer alianças para evitar guerras manter patrimónios na família sem dispersão, se calhar se vires bem ainda hoje é assim. E a genética não existia.

Uma boa verdade leopard. A consanguinidade é que deu cabo de nós. E a uma escala global, como um dia tive oportunidade de escrever aqui: http://snipurl.com/nq8h

Nesse caso não diga de nós, mas de um costume real. Olhe para a Europa da época, era tudo assim e eles não degeneraram.
O nosso problema é que nunca tivemos lideres capazes, tanto reis como republicanos. Só oportunistas que só arriscam pela seguro. talvez se tivéssemos tido mais D. Nunos capazes de fazer a ruptura e arriscar tudo ou nada, somos uns esquizofrénicos medricas. só pensando no nosso futuro imediato, no nosso ganho pessoal, na nossas invejazinhas, sem capazes de ver ao longe conjugado com limitações naturais da a pobreza que somos.
Quanto a recomendação de leitura é divertida mas senão tivesse sido assim ( embora a cientificidade disso seja nula ) onde estaríamos nós? Extintos.

estou a ver que temos monárquico hum? pelo menos uma simpatiazita....também já fui nos tempos da juventude e irreverência...hoje em dia acomodei-me...sou mais trotsquista de salão (suspiro)

estas a ver mal, assim como outras coisas que ja tenho visto

essa era a mais a Joana a Louca...mas esses é que são lembrados os loucos....olhem para a nossa família real...não jogam bem do baralho todo...
já sabem aquela do D. Diniz chegar junto d D. Duarte e dizer:
-Papá, papá eu sou Gay
ao que D. Duarte respondeu:
Não..não...tu és principge...o gay sou eu

boa piada...
já me tinha lembrado dela quase há dois meses...
http://lomo-foto-grafia.blogspot.com/2006/01/17-d-afonso-henriques-e-o-entalado.html

Afixe o seu comentário

online