Dan Brown ganha caso em Tribunal!
Notícia de última hora:
Court rejects Da Vinci copy claimThe Da Vinci Code author Dan Brown did not breach the
copyright of an earlier book, London's High Court has
ruled.Michael Baigent and Richard Leigh, who wrote 1982 book
The Holy Blood and the Holy Grail, sued Random House,
publisher of both books.Mr Brown said the verdict "shows that this claim was
utterly without merit"."I'm still astonished that these two authors chose to
file their suit at all." The ruling clears the way for
the Da Vinci Code movie to come out in May.
Fonte: BBC (7-4-2006)
Conforme se esperava, Dan Brown saiu a ganhar deste processo. De facto, era complicado encontrar base legal para plágio, mesmo sendo evidente que o autor se baseou em larga medida na obra de Lincoln, Baigent e Leigh, O Sangue de Cristo e o Santo Graal.
Divertido, foi mesmo ouvir Dan Brown, à saída, afirmar que qualquer romancista se deveria poder basear em «ensaios históricos» (sic) sem que tivesse que ver o seu nome arrastado para tribunal. Brown demonstrou grande fair play, usando um termo altamente elogioso para a obra pseudo-histórica de Lincoln e amigos, que assim poderão conseguir vender mais alguns milhares de livritos para pagar aquela que se imagina ser uma brutal conta em advogados...
Como ainda existe muita gente desorientada e crédula destas teorias pseudo-históricas, aqui deixo uma página com 25 perguntas e respectivas respostas acerca deste fenómeno mediático, cuja loucura máxima ainda está para vir, após a estreia a 19 de Maio do filme homónimo de Ron Howard:
http://bmotta.planetaclix.pt/codigodavinci.html
Extremamente útil e elucidativa é também a leitura do resumo do julgamento.
Para terminar, recomendo vivamente aos interessados que façam o download do texto completo do julgamento, onde se pode verificar com grande facilidade como a Justiça Britânica não tem dificuldade em reconhecer a fraude do Priorado de Sião como tal.
Infelizmente, há pessoas que, mesmo assim, não vão desistir das teorias que pensam que "aprenderam" com a leitura d'O Código da Vinci, de Dan Brown. Há pessoas, e muitas, para quem a atracção e a paixão puramente emotiva por uma ideia falsa vale muito mais do que a verdade histórica...

Comentários
A Rainha da Sucata
Andam por aí umas vozes em sobressalto com o que se escreve na Net, e, à cabeça, com a crescente influência das temáticas, abordadas nos “blogues”, sobre a Opinião Pública Nacional. Cumpre-me aqui dizer que sou novo nos “blogues”, e suficientemente antigo, na Opinião Pública. E como me estou, à cabeça, aparentemente – depois, verão que não... – zenitalmente borrifando para os “blogues”, vou, pois, começar pela Opinião Pública.
Ora, em qualquer país pretendido civilizado, a Opinião Pública não é mais do que um misto de emoção e raciocínio difuso, que leva a que as sociedades exerçam, em conjunto, as suas auto-análises, os seus direitos espontâneos de aprovação e desagrado, e uma necessária catarse colectiva, fruto dos sabores e dissabores do Rumo da História.
Os períodos de Opressão e de Distensão medem-se, pois, pelo vigor e maturidade que essa Opinião Pública manifestar.
Na sua coluna de despedida do “Diário Digital”, Clara Ferreira Alves, criatura que nunca frequentei, nem sequer sabia que escrevia, mas que, naquele panorama do Ridículo Nacional, apenas me fazia, de quando em vez, sorrir, entre as suas apalhaçadas oscilações entre o negro azeviche e o louro caniche, dizia eu, centra-se, num dado momento da sua despedida, sobre a perniciosa influência dos blogues na tradicional “Imprensa Impressa”: de acordo com ela, “A Blogosfera é um saco de gatos, que mistura o óptimo com o rasca, e (as vírgulas atrás são todas minhas) acabou por se tornar num magistério da opinião (d)os jornais”, os quais nunca foram sacos de gatos, sempre souberam recolher o óptimo, e nunca constituíram um prolongamento do magistério dos Interesses Ocultos Predominantes.
É óbvio que em todos os jornais, como em todos os "blogues", como em todos os programas de televisão de carácter rasca, -- terríveis eixos do mal --, “existe e vegeta um colunista ambicioso, ou desempregado, (as vírgulas continuam a ser minhas), ou um mero espírito ocioso e rancoroso”, que pode ser vário, como os nomes de Satã.
“Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, [publicando] agora as ejaculações”, as quais deveriam continuar a ser privadas, porque o exercício da cobrição, que tantas vezes levou a que um mau texto aparecesse nas parangonas da Crítica, fruto de uma noite mais ou menos bem passada, ou de uma jantarada em lugar eminente, poderia, e deveria, pelos mais elementares deveres do Pudor, nunca ultrapassar a atmosférica fronteira do Secreto e do Invisível. Para mais, parece que, nos blogues, escancarada janela rasgada sobre o Tudo, já não existe aquela claustrofóbica sensação das escassas três ou quatro janelinhas, onde a iluminação da Crítica Impressa revelava ao profano o pouco que se fazia, e, logo, podia aspirar a existir. Parece que nos blogues, dizia eu, se fala agora abertamente de tudo e de todos, e não apenas dos amigos, dos que nos assalariaram o texto, ou dos que nos pagaram para sermos gerentes da sua irremediável Insignificância.
Compreende-se a angústia da Clarinha: com a ascensão dos “blogues” e o declínio dos jornais, anuncia-se também o fim do monopólio das palas postas nos olhos dos burros, e daqueles que tinham o exclusivo poder de as pôr.
Clara Ferreira Alves manifesta-se inquieta pelo seu Presente, e teme pelo seu Futuro. Mais acrescento eu que o que está em jogo é, sobretudo, o seu PASSADO e o de todos os que se lhe assemelham, porque a Cabala, que, durante décadas, tão habilmente geriram, se está agora a desmantelar por todos os lados.
Nos “blogues”, nada mais existe do que quem diariamente fale de tudo e todos, sem defender quaisquer sistemas que não os da prevalência do Excelente sobre o Medíocre, do Livre sobre o Encomendado, e, sobretudo, quem o faça GRATUITAMENTE, ou seja, por mero Dever Cívico, por vontade de intervir, por caturrice, ou tão-só pela amistosa gratidão de poder Partilhar.
É verdade que com os “blogues”, poderá estar em jogo o fim da Palavra Comprada, e já estar a vislumbrar-se o início da Era da Palavra Livre e Particular, o Reino da Palavra Gratuita. Talvez seja isso a Comunicação Global. Em breve, também aí se fará a separação do Trigo do Joio, e passará a vencer quem melhor escrever e mais for lido, dispensando-se as tradicionais encomendas das almas.
Penso, publico, sou lido, e logo existo. Tudo o resto é vão.
Ah, e isto não é um texto para resposta, sobretudo qualquer tipo de resposta, como dizia o Vasco Pulido Valente, que metesse “na conversa a sua célebre descrição do pôr-do-sol no Cairo.
Muito obrigado.”
afixado por: Arrebenta | abril 8, 2006 01:59 PM
"para quem a atracção e a paixão puramente emotiva por uma ideia falsa vale muito mais do que a verdade histórica"...
Pois... bem se pode acrescentar que também "há muitas pessoas para quem os fenómenos «da moda» são, apenas por este facto, os alvos mais fáceis e mais sujeitos à crítica cega."
afixado por: Ivo Rafael Silva | abril 8, 2006 06:22 PM
Caro Bernardo,
Julgo que no livro de Dan Brown não está em causa a veracidade.
É um romance, não passa disso. Não é uma obra de História nem o pretende ser. E até apresenta uma "estória" verosímil. A questão do Priorado de Sião (obviamente falsa) enquadra-se nessa perspectiva. E não há dúvida em como ele conseguiu, mais do que ninguém, lançar o interesse da opinião pública sobre alguns aspectos menos "religiosamente correctos".
A propósito, permite-me prevaricar. Criei hoje um blog, só com vídeos:
http://revisao-de-imagem.blogspot.com
Um abraço!
afixado por: rantas | abril 8, 2006 07:55 PM
Caso tivesse sido outro o desfecho seria praticamente impossível escrever pois todo poderia ser considerado plágio.
Esta situação deveria também nos alertar para o tema das patentes e, em particular, das tecnológicas!
JAC
Blog - "O meu Computador"
(Tecnologias de Informação e Comunicações)
http://o-meu-computador.blogspot.com/
afixado por: JAC | abril 9, 2006 01:24 AM
Caso tivesse sido outro o desfecho seria praticamente impossível escrever pois todo poderia ser considerado plágio.
Esta situação deveria também nos alertar para o tema das patentes e, em particular, das tecnológicas!
JAC
Blog - "O meu Computador"
(Tecnologias de Informação e Comunicações)
http://o-meu-computador.blogspot.com/
afixado por: JAC | abril 9, 2006 01:32 AM
Caso tivesse sido outro o desfecho seria praticamente impossível escrever pois todo poderia ser considerado plágio.
Esta situação deveria também nos alertar para o tema das patentes e, em particular, das tecnológicas!
JAC
Blog - "O meu Computador"
(Tecnologias de Informação e Comunicações)
http://o-meu-computador.blogspot.com/
afixado por: JAC | abril 9, 2006 01:33 AM
É, essa vertente das patentes e das novas tecnologias é de facto um labirinto que devia fazer meditar um pouco. Embora os direitos de autor esteja um bocado ao lado disso e seja reconhecido independentemente de registo ou de outra formalidade, nas patentes não é assim. O conceito de propriedade intelectual, as patentes é muito vasto, mas a sua utilização e protecção em termos legais ou oficiais restringiu-se à propriedade ou apropriação privada do conhecimento para o transformar numa mercadoria como outra qualquer e a partir dai num negócio, e este tipo de negocio veio a proliferar cada vez mais extravasando o seu campo especifico e englobando direitos e abrangendo objectos e métodos que são património comum, natural (códigos genéticos) e humano ( conhecimentos empíricos, racionais e processos mentais) põe se a questão por exemplo do software ser livre ou não, questionando-se que as patentes em software e Internet estão a atrasar a inovação por exemplo. Funcionando como um monopólio. mas deriva disto tudo que as patentes se tornaram em títulos transaccionáveis como as acções que alimentam isto tudo quer as industrias estabelecidas quer carteiras de valores deste novo negócio emergente e especializado neste tipo de negócio,
Há um exemplo
entre 1993 e 2002, a International Business Machines Corp., líder mundial de patentes, adquiriu 22 mil patentes de que veio a usufruir US$10 mil milhões em receitas de licenciamento. Boa parte dessas receitas resulta de litigações judiciais.
afixado por: leopard | abril 9, 2006 11:46 AM
Peço desculpa, mas queria divulgar o que se segue, para quem tiver curiosidade...
O que sabemos sobre a "gripe das aves"? Porque é que há notícias censuradas, sistematicamente, pelos OCS?
Queria sugerir mais uma visita ao meu blog, SOCIOCRACIA, onde coligi uma série de elementos sobre "o Negócio do Medo". Há para todos os gostos, desde os factos fortemente indiciados, até "teorias da conspiração", plausíveis. Tudo para demonstrar que há muita gente cuja consciência está a ser "agredida" pela campanha de medo da comunicação social e pela censura cerrada e cretina a este tipo de notícias... Peço a todos que divulguem, de modo a criar uma corrente que não possa mais ser ignorada...
afixado por: Biranta | abril 9, 2006 05:48 PM
Ivo Rafael,
Não deves estar a ver bem o filme. Se achas que o que eu escrevi tem alguma coisa a ver com "crítica cega", o melhor será mudares de lentes...
afixado por: Bernardo | abril 10, 2006 09:55 AM
Rantas,
Sê bem-vindo a este canto internético!
Acredita que o que dizes é a opinião da maior parte das pessoas: muitos julgam que Dan Brown não promove a sua obra como verdadeira. Eu identifico dois grandes problemas com grande parte da opinião pública no que diz respeito a esta obra:
1. Muitos pensam que Dan Brown, no geral, não se enganou muito; muitos até "dão de graça" que ele se enganou em relação ao Priorado de Sião; na verdade, todo o livro é um desfilar de "nonsense" do princípio ao fim; não há qualquer verosimilhança nas "estórias" que ele apresenta, e é isso que importa esclarecer; por fim, não se trata de defender o "religiosamente correcto"; Dan Brown está "historicamente incorrecto" em tudo o que afirma;
2. Muitas pessoas têm a impressão de que Dan Brown não promove a historicidade e a veracidade das teses do seu livro; isso é falso: Dan Brown falou publicamente muito poucas vezes, mas quase sempre que o fez, ele deixou claro que as suas teorias são "um segredo narrado durante séculos", chegando ao cúmulo de afirmar que "historiadores estavam ansiosos de partilhar as suas descobertas" com ele.
Há muita ideia errada a circular na opinião pública. É precisamente porque muitas pessoas têm ideias estereotipadas acerca da Igreja Católica e da sua história que as ideias de Dan Brown pegam tão bem.
Ao longo da minha vida, graças aos malditos estereótipos divulgados pelos media, já fui obrigado a mudar de posição várias vezes sobre vários temas. Só queria evitar que tantas e tantas pessoas caíssem vítimas de enganos como estes.
Com ou sem fé, penso que todos procuramos a verdade. E tudo o que impedir o acesso a essa verdade é lixo e deve ser tratado como tal.
Apesar de ser católico, o que eu defendo é o rigor histórico e a verdade histórica.
Gostava de te sugerir a leitura destas perguntas e respostas, que sintetizam o que pude descobrir, com base em documentos, sobre este tema:
http://bmotta.planetaclix.pt/codigodavinci.html
Um abraço,
afixado por: Bernardo | abril 10, 2006 10:02 AM
(“são "um segredo narrado durante séculos", chegando ao cúmulo de afirmar que "historiadores estavam ansiosos de partilhar as suas descobertas" com ele”)
Os verdadeiros historiadores devem estar de facto roidínhos de inveja, valha-nos deus.
E depois um livro de historia não é um romance. Obedece o outros critérios de decisão e de supervisão na sua elaboração e publicação, não é um livro que se faça para sair em épocas especiais natal verão etc. procurando o efeito de espectáculo e de amealhar as disponibilidades financeiras dos compradores. Embora se possam fazer livros de romances com a história, basta lembrarmo-nos do nosso Alexandre Herculano,por acaso historiador que aproveitou os conhecimentos da profissão para fazer romances, que tem vários e não são tão lidos como o Dan Brown, por exemplo e que situa as cenas em épocas históricas só isso.
afixado por: leopard | abril 10, 2006 11:08 AM
Leopard,
Eu devo estar a explicar-me mal...
Ninguém deveria confundir um romance com uma obra de História. Ninguém espera de um romancista qualquer rigor histórico.
Os problemas fundamentais de Dan Brown com este livro são estes:
1. A página "FACTO": Dan Brown revela ao leitor, logo na primeira página, uma série de falsos "factos"; esta parte, supostamente, não é ainda romance, certo?
2. Dan Brown defende publicamente a veracidade das suas "teorias"; ou seja, Dan Brown não quer que a obra seja vista como apenas "ficção";
3. Dan Brown está errado; ou seja, as suas "teorias" não têm validade científica
4. Uma grande parte dos leitores de Dan Brown (não tenho as estatísticas, mas a julgar pelos mails que recebo e pelas pessoas com quem falo, são muitos) leva o romance a sério, ou seja, acredita que existe um fundo de verdade nas "teorias" deste livro; e isto é grave, pelo menos para quem se preocupa com a verdade histórica.
É pena que eu tenha que repetir isto até à exaustão, mas os mal-entendidos são mais do que muitos!
Dan Brown pode inventar o que quiser, ele só não deveria (na minha concepção de ética) afirmar que as teorias do seu livro são verdadeiras, nem anunciar na ÚNICA página supostamente factual do seu livro uma série de falsos factos (que ele, ainda por cima, sabe bem que não são factos - isto pode ser demonstrado).
Cumprimentos,
afixado por: Bernardo | abril 10, 2006 07:10 PM
Também acho, não se deve tentar passar por histórico. Mas então porque este preciosismo. Só se isso se passa só na cabeça dele, contaminando outros de permeio. Ele escreveu um romance género policial de enorme sucesso, incomodativo para alguns porque tais informações a serem reveladas e se fossem verdadeiras, estilhaçariam a igreja, mas não só a católica, é preciso notar.
Mas este universo de ficção quanto a mim deve ser visto como uma dimensão onde liberdades criativas ficcionais, foram tomadas ao ponto de se apresentar como certezas de relatos históricos para quem? Assim, acho que se deve ver o código Da Vinci exactamente pelo que ele é, um livro de ficção e aventura talvez não brilhante e muito longe de ser um novo tratado para se entender a história humana. Mas que no dizer do autor, e explicando o sucesso do seu êxito, acaba por bater na tecla certa das pessoas que as torna receptivas. O mistério a religião e a politica. (“O segredo interessa a todos!”. Mas jamais pensou que o seu ‘Código’ agradasse a tanta gente: “Escrevi o livro para explorar ideias que me intrigavam pessoalmente”), confessa o escritor que não dispensa um bom livro à cabeceira.
Não me parece do que ele diz, que se possa extrair liquidamente que afirma ser precisão histórica e não ficção. Ele deixa a interpretação dessa ideias e dessas pistas que fornece ao critério do leitor, embora nem todas as pistas e ideias tenham rigor realista e cientifico, mas isso depende da cultura de cada um.
HOW MUCH OF THIS NOVEL IS TRUE?
The da Vinci Code is a novel and therefore a work of fiction. While the book's characters and their actions are obviously not real, the artwork, architecture, documents, and secret rituals depicted in this novel all exist (for example, Leonardo da Vinci's paintings, the Gnostic Gospels, Hieros Gamos, etc.). These real elements are interpreted and debated by fictional characters. While it is my belief that some of the theories discussed by these characters may have merit, each individual reader must explore these characters' viewpoints and come to his or her own interpretations. My hope in writing this novel was that the story would serve as a catalyst and a springboard for people to discuss the important topics of faith, religion, and history.
BUT DOESN'T THE NOVEL'S "FACT" PAGE CLAIM THAT EVERY SINGLE WORD IN THIS NOVEL IS HISTORICAL FACT?
If you read the "FACT" page, you will see it clearly states that the documents, rituals, organization, artwork, and architecture in the novel all exist. The "FACT" page makes no statement whatsoever about any of the ancient theories discussed by fictional characters. Interpreting those ideas is left to the reader.
IS THIS BOOK ANTI-CHRISTIAN?
No. This book is not anti-anything. It's a novel. I wrote this story in an effort to explore certain aspects of Christian history that interest me.
Agora os contundentes relatos é que têm deixado milhões de leitores perplexos já não sabendo em que acreditar. Talvez pelo menos os mais sugestionáveis. As teorias conspiratórias tem sempre enorme popularidade os códigos as cifras. Há uma outra teoria conspiratória que existiu não sei se ainda tem popularidade na cultura pop, a morte de Paul McCartney na década de 1960 e sua substituição por um sósia. Até hoje, muitos conspirólogos vêem mensagens cifradas em várias capas de discos dos Beatles sugerindo que Paul está morto. E depois qual é o mal? Não tem o mesmo interesse porque respeita a outro tema. Uma vez questionaram Freud o psicanalista, sobre o simbolismo fálico do charuto que fumava, ele declarou que "Às vezes, um charuto é só um charuto".
Mas o código da Vinci já foi descodificado historicamente por Amy Welborn no livro “Descodificando Da Vinci “ em que a autora aborda todas as tramas, crendices e erros intencionais ou não intencionais acerca do Cristianismo e suas origens, tais como apresentados no livro de Dan Brown. uma obra que examina, mas que tem por principal motivo para lê-la informar-se sobre a verdade histórica,
Por isso, eu acho que alguém culto e instruído Se quer aprender algo sobre Cristianismo ou Judaísmo ou outra religião ou tema histórico qualquer, sabe onde e em que livros procurar e, tenho a certeza que acha que não esta nenhum segredo envolvido nessas obras, descobrirá, que a verdade é muito mais interessante e autenticamente inspiradora do que qualquer das fantasias. Mas também é verdade e óbvio que alguém chegado a segredos sugestionável passará boas horas desperdiçando tempo vendo enigmas, cifras,, códigos, figuras etc, para enfim provar que nós humanidade estamos cheios de segredos e tudo que fazemos não revelamos as verdadeiras intenções, desde os egípcios e as suas pirâmides, os incas, maias, stonehenge etc. também compartilhamos de conhecimentos secretos cifrados, e que o que é, não parece ser, ou talvez o contrário, sabe-se la.
afixado por: leopard | abril 10, 2006 08:21 PM
Leopard, ainda bem que foi buscar esse texto, para que se possa mostrar, de forma clara, como Dan Brown é mentiroso.
«Ele escreveu um romance género policial de enorme sucesso, incomodativo para alguns porque tais informações a serem reveladas e se fossem verdadeiras, estilhaçariam a igreja, mas não só a católica, é preciso notar.»
Leopard, há aqui um ponto no qual não conseguimos entender-nos. As "informações" veiculadas por Dan Brown são falsas, por isso, é absurdo pensar-se em quem é que elas "incomodam" desta forma: elas incomodam, por serem falsas, todos aqueles que honestamente gostam da verdade. Há ateus fortemente empenhados na crítica a Dan Brown! Pense, Leopard, porque é que eles o farão? O que é que levará um autor como Paul Smith a criticar o Priorado de Sião e o Código da Vinci?
«Não me parece do que ele diz, que se possa extrair liquidamente que afirma ser precisão histórica e não ficção.»
Não percebo porque é que isso, para si, não é evidente.
«HOW MUCH OF THIS NOVEL IS TRUE?»
A resposta que Dan Brown dá a esta pergunta estaria correctíssima. O que ele diz aqui faria imenso sentido. Mas Dan Brown, desonestamente, contradiz-se várias vezes. A resposta que ele dá a esta pergunta não bate certo com outras suas afirmações.
«BUT DOESN'T THE NOVEL'S "FACT" PAGE CLAIM THAT EVERY SINGLE WORD IN THIS NOVEL IS HISTORICAL FACT?
If you read the "FACT" page, you will see it clearly states that the documents, rituals, organization, artwork, and architecture in the novel all exist.»
O problema não está nesta frase da página FACTO. Dan Brown é sabujo! Ele ignora totalmente, nesta resposta, os falsos factos desta primeira página: ele engana o leitor ao dizer que o Priorado de Sião data de 1099, que o Opus Dei é uma "seita", que Leonardo da Vinci e outros fizeram parte do Priorado, que os Dossiês Secretos são em pergaminho (são em papel!), e será preciso continuar?
«The "FACT" page makes no statement whatsoever about any of the ancient theories discussed by fictional characters.»
FALSO!
Dan Brown mente descaradamente. A sua página "FACTO" faz afirmações claras acerca da crença do autor nas teorias do Priorado de Sião!
«Interpreting those ideas is left to the reader.»
Ah, claro! ;)
O leitor acabou de ler uma página intitulada "FACTO" cheia de falsos factos, e está mesmo prontinho para "interpretar"... Que cinismo...
«IS THIS BOOK ANTI-CHRISTIAN?
No. This book is not anti-anything. It's a novel.»
Sim, depois da página FACTO, onde o autor pede ao leitor que acredite na seriedade do seu trabalho, só falta a frase chave do Código da Vinci:
"almost everything our fathers taught us about Christ is false"
Q.E.D.!
«Agora os contundentes relatos é que têm deixado milhões de leitores perplexos já não sabendo em que acreditar.»
Pense lá, Leopard, porque é que as pessoas ficaram sem saber em que acreditar... Porque é que será? Talvez seja porque Dan Brown e os seus agentes promovem o livro como sério? Talvez ajude o facto de muitos professores desonestos e incompetentes promovem, MESMO EM ESCOLAS PORTUGUESAS, a leitura deste livro como matéria de estudo?
Quando é que pára a pouca vergonha?
Leopard, na sua grande maioria, os leitores do Código da Vinci não estão preparados para distinguir verdade da ficção. E Dan Brown, seguramente, fez muito por isto.
afixado por: Bernardo | abril 11, 2006 10:51 AM
Bernardo.
(Pense lá, Leopard, porque é que as pessoas ficaram sem saber em que acreditar... Porque é que será? Talvez seja porque Dan Brown e os seus agentes promovem o livro como sério? Talvez ajude o facto de muitos professores desonestos e incompetentes promovem, MESMO EM ESCOLAS PORTUGUESAS, a leitura deste livro como matéria de estudo?
Quando é que pára a pouca vergonha?)
(Leopard, na sua grande maioria, os leitores do Código da Vinci não estão preparados para distinguir verdade da ficção. E Dan Brown, seguramente, fez muito por isto)
Bernardo o facto de uma pessoa escrever um livro não quer dizer que seja especialista na matéria ou tenha de contar tudo com rigor cientifico ou tenha obrigação de se fazer acompanhar por especialistas, hoje em dia a escrita de um livro é simples e a publicação também.
O facto de o livro misturar factos falsos com verdadeiros é que cria confusão.
O priorado de Sião que ele menciona como facto no inicio, quer classifica-lo como “facto formal”ou substancial, é que mesmo como fraude existiu, mesmo que não correspondendo a realidade histórica factual pretendida pelos seus autores. portanto ele pode menciona-lo no seu livro e não tem que saber se é verdadeiro ou falso, intencionalmente ou não, não esta a escrever um livro didáctico ou de historia. Ai sim reside o perigo de quem lê saber se o que lê é verdadeiro ou falso, ou pelo menos duvidar e ir consultar outras fontes. O que nos remete para o comentário do Bernardo com que abri.
Será que as pessoas devem ser protegidas então destes escritos? destes pseudo factos? Desta liberdade de escrita . Há quem diga que sim, e como? Já foi feito e ainda é feito, pela proibição ou censura. A denuncia de ser falso fraudulento não corresponder a verdade historica, so traz mais publicidade gratuita e mais sucesso,
Eu acho que as pessoas devem se proteger através da cultura e da educação não sendo proibidas de nada mas sim serem elas e distinguir naquilo que lêem o verdadeiro do falso. Isto implica educação, instrução, cultura.. Não compete a Dan Brown nem a outros escritores de novelas ficcionais esta tarefa de protecção ou de educação.
Se quiser acho que o Dan Brown cometeu um erro ao mencionar os factos que da como certos, devia como em qualquer bom livro pedagógico ou técnico indicar a bibliografia para os possíveis leitores interessados saberem em que livros ou opiniões ele se baseou ao focá-los no seu romance e poderem comparar ou consultar, não sendo tudo completamente produto da sua imaginação.
Só uma ultima nota pode crer que por este caminho filmes que venham a ser feitos vão ser um sucesso. A propaganda e o interesse desperta já aqui.
afixado por: Anonymous | abril 11, 2006 11:35 AM
o anonymus anterior
afixado por: leopard | abril 11, 2006 11:42 AM
Leopard,
Infelizmente, não me livro dos mal entendidos. Não estou a promover qualquer tipo de censura!
«Será que as pessoas devem ser protegidas então destes escritos? destes pseudo factos? Desta liberdade de escrita?»
É evidente que não.
Eu li o Código da Vinci. Vou ver o filme.
Não defendo qualquer tipo de censura.
Isso não quer dizer que o livro de Dan Brown, aliás que qualquer livro, esteja a pairar acima da crítica!
Ou estará?
«A denuncia de ser falso fraudulento não corresponder a verdade historica, so traz mais publicidade gratuita e mais sucesso»
Essa é boa!
Então, que sugere, Leopard?
Dan Brown vende 40 milhões de obras que induzem falsos "FACTOS" no leitor, logo a começar na primeira página. O já confuso leitor procura o site de Dan Brown ou assiste a entrevistas públicas. Fica ainda mais confuso, porque apesar de Dan Brown afirmar que apenas fez "ficção", ele acredita nas teorias que coloca no seu romance. Basta ler o que ele afirma acerca do Priorado de Sião, de Leonardo da Vinci, e sobre o Graal ser a "linhagem sagrada" de Jesus e Maria Madalena. Dan Brown é um "crente" nestas teorias! Pode-se demonstrá-lo sem esforço!
O que fazer?
Ficar de braços cruzados?
Mesmo que isso aumente as vendas?
Sinceramente, fico farto dos argumentos baseados em dinheiro: que me interessam as vendas de Dan Brown? Que ele venda, e muito! Agora, que se deixem os críticos em paz! Criticar é bom! Apontar os erros é óptimo para qualquer leitor interessado em saber a verdade!
Eu gostaria de saber, sinceramente, em que é que a defesa da verdade pode chatear, ou perturbar a leitura deste livro ou de qualquer outro!
Será que é assim tão incómodo para tantos leitores de Dan Brown que se diga que as suas "teorias" são falsas?
É que são mesmo!
«Isto implica educação, instrução, cultura.»
Ah pois implica!
Tem sido esse o meu esforço, eu que já caí na esparrela destas teorias há dez anos atrás! E só consegui perceber todo o panorama da fraude do Priorado de Sião e da "linhagem sagrada" depois de muita leitura e muito estudo! Haverá algo de mais normal do que apontar os erros destas ideias modernas que estão a atrair imensa gente que não distingue facto de ficção?
«Não compete a Dan Brown nem a outros escritores de novelas ficcionais esta tarefa de protecção ou de educação.»
De acordo.
Mas é-lhes lícito enganar leitores com pseudo-factos apresentados como "FACTO"?
«Se quiser acho que o Dan Brown cometeu um erro ao mencionar os factos que da como certos»
Ah, finalmente!
Concordamos neste ponto, que é o fundamental!
Se essa página não existisse, e se Dan Brown não tentasse, teimosamente, defender as suas ideias como verdadeiras, eu não teria nada a apontar a ele.
Dan Brown não tem que dar nenhuma nota de rodapé nem nenhuma bibliografia! Mas também não deveria ter tido a "tentação" de colocar uma página de "FACTOS" fraudulentos. Fica mal. Engana muita gente...
«Só uma ultima nota pode crer que por este caminho filmes que venham a ser feitos vão ser um sucesso. A propaganda e o interesse desperta já aqui.»
É evidente que o enganador chamariz dos "factos", ou seja, o truque milenar de dizer "baseado numa história verídica", ajuda sempre às vendas. Se o autor sabe que está a enganar, há aqui, julgo eu, um problema ético. Isto é, para quem ainda dá valor a questões de ética.
Agora, Dan Brown é livre de escrever o que bem entende? Claro que sim!
Tanto como eu sou livre de o desmascarar como um autor desonesto, e sou livre para demonstrar como as "teorias" que ele vende são falsas.
Fiz-me compreender?
Volto a remeter para a minha página de perguntas e respostas, onde também falo sobre censura e sobre liberdade de expressão:
http://bmotta.planetaclix.pt/codigodavinci.html
No dia 19 de Maio, lá estarei na estreia do filme, e não irei dizer a ninguém para evitar este filme, assim como nunca disse a ninguém para evitar a leitura do livro.
Cumprimentos,
afixado por: Bernardo | abril 11, 2006 12:11 PM
Bernardo, já ouvi dizer que vai em 50 milhões mas isso também não interessa, se ele consegue cinquenta milhões com um livro de factos falsos, imagine como isso seria se fossem verdadeiros?
Não, não estou a dizer que não se deve criticar e alertar para o perigo de alguns livros, só me incomoda esta onda que no seu seguimento leva ao aparecimento de outros explorando precisamente esse filão e a escrita de outros para explicar estes, mais os artigos de imprensa, comentadores etc.
Ética, é relativa. E a escrita destes livros para enganar leitores não é crime, portanto ele fez tudo legalmente, e ele pode defender as suas ideias como verdadeiras dai eu ter dito que devia ter mencionado então as fontes em nota bibliográfica, se moralmente quisermos dizer que foi ou é desonesto podemos dizer que não vem dai mal nenhum.
Ah e não penso ir ver o filme assim como não li (ainda) nenhum livro dele mas por questão de gostos.
cumprimentos
afixado por: leopard | abril 11, 2006 12:29 PM
"se moralmente quisermos dizer que foi ou é desonesto podemos dizer que não vem dai mal nenhum."
Como animais de imitação que somos, não diria o mesmo, diria mesmo o contrário. Concordo absolutamente com o Bernardo em que se deve criticar abertamente aquilo que sabemos estar mal, independentemente da liberdade de expressão.
Aliás, ultimamente, tenho vindo a perceber que o argumento de "liberdade de expressão" tem servido de base para uma censura aberta e descarada a toda a crítica que se deveria poder fazer (e não só: ser apoiada!), como por exemplo o que aconteceu com Freitas do Amaral, que mesmo falando português, foram poucos os que compreenderam as suas palavras (e dou de barato a sua inabilidade política, mas critico fortemente a cegueira de quase todos ao conteúdo das suas próprias palavras!!)
afixado por: luis dias | abril 12, 2006 06:10 PM
"se moralmente quisermos dizer que foi ou é desonesto podemos dizer que não vem dai mal nenhum."
Pois é mas eu só quis dizer, se não entendeu que a moral não vale nada em confronto com o direito com o legal.
Portanto continuemos com as imitações.
afixado por: leopard | abril 12, 2006 07:09 PM
O facto de os dossiers secretos terem sido declarados falsos não os torna obrigatoriamente falsos e mesmo que o sejam, incluindo o plantard não quer dizer q o priorado não exista, eu sei que existe mas não o posso provar.
afixado por: Oedipus | maio 4, 2006 12:02 PM
No livro de Sir Thomas Mallory Mort D'Arthur aparece sempre grafado Sangreal. Parece-me que a série de P/R do teu site é tão fiável como o Pierre Plantard...
afixado por: et in arcadia ego | maio 4, 2006 12:35 PM
Bernardo, quero-lhe sugerir uma visita à Igreja Matriz de Águeda. Lá encontrará uma escultura representando a última ceia. Jesus Cristo encontra-se de pé com as mãos apoiadas sobre a figura central que tem sem qualquer dúvida feições femininas. Escusado será de se desculpar com João, o discípulo bem amado pela simples razão que além de Jesus e sua companheira figuram ainda 13 barbudos dando um total de 15 pessoas nessa última ceia. 14 barbudos e uma mulher jovem. Como no quadro de Leonardo não poderá dizer que lá falta o cálice sagrado que recebeu o sangue/esperma de Cristo. Isto para lhe dizer que não engana toda a gente e como católico poderá compreender que o mistério sobreviveu no seio da própria ICAR, mero dejecto puramente político-monetário do Império Romano. A sinarquia Templária só poderia ser aceite por Cristãos, Judeus e Maometanos se Jesus fosse considerado um mero profeta e não um deus. A própria maçonaria ao usar a figura de Hiram Abiff apenas esconde a verdadeira identidade do Mestre Cristão e torna-o aceitável para todos os credos. Mas não precisa de ir tão longe. Aqui a 20 Km de Lisboa encontrará na capela em forma de esquadro do Palácio da Pena a mesma pista. Coloque-se frente ao altar mor e repare na figura de Cristo ao colo da Mãe. Ela mostra-lhe um livro ao qual ele não liga nenhuma e prefere olhar para a direita para a parte do esquadro invisível para os profanos. O seu olhar acabará por descansar num vitral e observe-o bem com isto em mente: João não andava com um vaso de unguento de nardo atrás. Espero ansiosamente a sua resposta.
afixado por: Den Lille Havfru | maio 4, 2006 01:47 PM
Oedipus,
«O facto de os dossiers secretos terem sido declarados falsos não os torna obrigatoriamente falsos»
Os dossiês secretos são documentos acessíveis publicamente: observações como esta só fazem sentido se vierem de pessoas que nunca observaram os documentos.
Aqui encontra-se uma lista de todos os documentos forjados por Plantard e Chérisey:
http://bmotta.planetaclix.pt/prieurebnp.html
«e mesmo que o sejam, incluindo o plantard não quer dizer q o priorado não exista, eu sei que existe mas não o posso provar.»
O Priorado de Sião existe desde 1956. Após a morte de Plantard, o controlo da pequena organização foi assumido por Gino Sandri. Sinceramente, não percebo porque é que se faz tanta confusão: ninguém deveria discutir se o Priorado existe ou não, porque há documentos que provam de forma clara que esta organização existe desde 1956 (se bem que tem estado adormecida desde o escândalo de fraude que expôs Plantard ao descrédito da opinião pública fracesa em 1993).
O problema é apenas o de saber se o Priorado de Sião, como Plantard o declarou em 1956, já existia antes desta data. E nada o permite afirmar. Nada o prova. O facto de encontrarmos na História outras organizações com nomes parecidos não implica que se tratasse do mesmo movimento.
Cumprimentos,
afixado por: Bernardo | maio 4, 2006 02:28 PM
RESPOSTA A UM CERTO COMENTADOR
«Et in arcadia ego»:
Eu vou responder a este seu comentário anónimo:
«No livro de Sir Thomas Mallory Mort D'Arthur aparece sempre grafado Sangreal. Parece-me que a série de P/R do teu site é tão fiável como o Pierre Plantard...»
Mas é com algum esforço que o faço, porque a vontade de responder é nula.
Difamar é fácil.
Sob anonimato é facílimo.
Antes de responder ao comentário, gostava de deixar claro que considero pouco ético atacar, sem provas, a seriedade do meu trabalho. Atacar a minha seriedade, ou seja, insultar a minha pessoa, isso já é normal e nada me chateia, porque a Internet está repleta de comentadores anónimos imaturos se vêm divertir gozando com o trabalho sério de outrém.
Agora, atacar a seriedade do meu trabalho, isso é algo mais grave do que atacar a minha pessoa. E por isso, perderei algum tempo a responder a alguém que nem sequer merecia resposta, mas respondo para repor a verdade acerca da difamação de que fui alvo por parte desta personagem "et in arcadia ego"...
1. Não o conheço de lado nenhum, pelo que não entendo (nem aceito) o tratamento por "tu", que não dou de mão beijada a qualquer anónimo que por aqui passa
2. Se, de facto, detectou que o "Mort d'Arthur" usa a expressão "sangreal", porque não brindar-nos com um excerto da obra? Isso foi algo que LEU, de facto, na obra ORIGINAL, ou trata-se de algo que leu num qualquer livro desses que se vendem em supermercados? Acho que quando se ataca a credibilidade do trabalho de outrém, tem-se a responsabilidade, diria mesmo o imperativo, de apresentar provas concretas
3. Mesmo que tenha razão, mesmo que Malory (escreve-se com apenas um "L") tenha usado essa expressão (algo que irei hoje mesmo investigar pessoalmente na fonte - um hábito meu), não vejo como é que esse meu possível erro pudesse prejudicar a credibilidade do restante material de que fala, ou seja, como é que esse suposto erro (o único que aponta), poderia comprometer a validade do resto da página, que está repleta de informação que você não contestou
4. Se eu detectar que o erro existe de facto, serei o primeiro a tomar medidas para o corrigir, onde quer que ele se encontra: é assim que tenho procedido desde que me debrucei sobre este tema a partir de 1996, e um hábito que sempre tive e demonstrei através dos 8 anos de existência do meu site.
E mais não digo.
Tudo o que aqui escrevi, fi-lo para defender a seriedade do meu trabalho e para informar quem nos lê, porque o interlocutor, pela falta de educação, respeito e honestidade que demonstrou nada mereceria de mim...
Erros, todos cometemos.
Apenas os tolos não os corrigem.
Mas há formas e formas de alertar acerca de um erro. E esta forma é baixa e miserável.
afixado por: Bernardo | maio 4, 2006 02:44 PM
SOBRE A QUESTÃO "THOMAS MALORY":
Um certo comentador anónimo decidiu difamar a minha obra, tentando lançar sobre ela o descrédito com base no facto de que Thomas Malory, no seu "Le Mort d'Arthur" (séc. XV), usa a expressão "sangreal".
Este comentador gabava-se de ter, supostamente, descoberto um "erro" no meu trabalho. O "erro" que me apontou, na realidade, não existe.
Vejamos os factos:
1. Na minha página contestada (http://bmotta.planetaclix.pt/codigodavinci.html#faq16), não afirmo que a expressão "sangreal" não é usada em nenhuma obra medieval sobre o Graal: limito-me a dizer que a palavra "graal" surge, muitas vezes, isolada. Malory é uma das excepções, pelos vistos.
2. Malory usa, na vastidão da sua obra, tanto a expressão "saynt greal" como a expressão "sangreal", algo que o nosso comentador anónimo omitiu, provavelmente porque não leu o texto original (ver, por exemplo, http://www.hti.umich.edu/cgi/t/text/text-idx?c=cme;cc=cme;rgn=main;view=text;idno=MaloryWks2)
3. Nenhum comentador experiente de Malory, que eu tenha conhecimento, deixou de interpretar "sangreal" como uma concatenação de "saynt greal", ou seja, "o santo graal".
Para completar a questão, não vejo como é que a obra de Malory poderia servir para "provar" que a expressão "sangreal" teria sido usada no sentido de "sangue real". Malory usa-a, claramente, no sentido de "santo graal".
Posto isto, não vejo necessidade de alterar o meu texto, conforme o tinha escrito originalmente, pois não lhe encontro nenhum erro. Certamente que vou adicionar este detalhe relativo a Malory, para poder elucidar certas mentes dotadas de más intenções, e para poder apresentar uma informação mais completa aos leitores.
Se o dito comentador não tiver mais pseudo-erros a apontar-me, eu daria o caso como encerrado, porque esperar um pedido de desculpas da sua parte pela acusação INFUNDADA que me fez seria perda de tempo...
afixado por: Bernardo | maio 4, 2006 03:03 PM
Caro Den Lille Havfru,
À parte do carácter surreal do seu comentário (como encarar expressões inacreditáveis como "o cálice sagrado que recebeu o sangue/esperma de Cristo"?), gostaria que partilhasse connosco alguma fotografia da Igreja Matriz de Águeda. Já não vou a Águeda há muito tempo, pelo que não tenho acesso fácil ao quadro que refere.
Deixando ulteriores comentários para quando nos apresentasse a dita fotografia (para todos vermos as 14 ou 15 figuras de que você fala), queria só dizer-lhe que não noto, nas suas palavras, nada mais do que sugestões profanas. Você parece gabar-se de um certo conhecimento "iniciático", mas depois tem tiradas totalmente profanas relativas a "esperma" que só fariam sentido nas mentes alucinadas de um Antoine Boullan, por exemplo...
afixado por: Bernardo | maio 4, 2006 03:10 PM
Lá vem Vossa Mercê com as falácias do costume.
A palavra Sangreal utilizada por Malory foi encontrada noutra fonte, concerteza duma língua românica e lá por ter sido (mal) interpretada por francos anglos e saxões não torna verdadeira essa interpretação. Quanto a outras grafias da mesma palavra na mesma obra estava a citar de coeur.
Ninguém lhe sugeriu que alterasse o seu texto só lhe chamava a atenção para o buraco na argumentação com um exemplo que eu conheço, concerteza haverá mais.
afixado por: et in arcadia ego | maio 4, 2006 03:35 PM
Den Lille Havfru é o título original Dinamarquês da Pequena Sereia, de certeza que agora percebe a referência, se não, veja o filme da Disney.
Quanto à expressão esperma não me parece assim tão profana, se fosse esporra ainda compreendia a sua indignação. A intenção era ilustrar a interpretação que pode ser dada à palavra aramaica ou grega ou qualquer que seja a original de onde surge a tradução. Mesmo em português se usa a palavra sangue quando nos referimos a ligações genéticas. Convenientemente para si escusa-se a comentar a cena do Palácio da Pena que não lhe está assim tão inacessível como o castelo do graal. Lamento imenso não ter uma fotografia mas isso não implica que a escultura não exista. Eu não sei quando vou outra vez a Águeda por isso não sei quando lhe vou fazer a vontade, talvez alguma alma caridosa que more mais perto. Em Braga também existe um quadro mas desta vez não lhe digo onde como não sei quem é o Boulan. Como vê sou muito ignorante e ainda por cima gabo-me.
Gosto especialmente das palavras surreal e alucinado. Demonstra bem a sua educação e abertura de espírito. Continuo à espera da sua resposta pois esta não serve.
afixado por: Den Lille Havfru | maio 4, 2006 03:50 PM
Caro São Bernardo.
Será que a pequena sereia o fez ser coerente e reduziu-o à sua insignificância?
afixado por: Nicolas Flamel | maio 4, 2006 05:12 PM
Caro Filipe Rodrigues,
Por engano, ao tentar limpar dois dos seus três comentários repetidos, apaguei inadvertidamente este seu comentário:
«Será que se ofendeu só com o meu tratamento de tu, se for só isso peço desculpa, tem toda a razão, não o conheço de lado algum.
Como tem razão na grafia do nome de Sir Thomas. Já agora podia também ter corrigido o título do livro que é Morte Darthur. Li eu próprio apesar de neste momento ter ficado na dúvida se está sangreal ou sangraal, de qualquer maneira poderá encontrar a obra online no Gutemberg project, aceito alegremente a acusação de falta de educação mas devolvo-lhe em dobro as de respeito e honestidade já que é Vossa Mercê que não mostra respeito pelos seus leitores e mostra grande desonestidade ao apresentar apenas a parte dos factos que lhe interessa. Não posso deixar de reparar que não respondeu à Lille Havfru que apresenta casos concretos. Atreva-se por favor. Pelo tom posso deduzir que Vossa Mercê não passa de um títere de sinal contrário ao Dan Brown. Isso é que é rasteirinho e miserável. Já agora chamo-me Filipe Rodrigues e não vejo como isso o pode ajudar.»
A minha resposta...
Em relação ao tratamento por tu, é evidente que não o tolero a pessoas que são insolentes e mal-educadas comigo. Se tivesse começado a sua interpelação à minha pessoa de forma mais civilizada (você não me conhece), eu não implicaria com o tu...
O que é giro é que quase todos, você incluído, vêm falar em educação quando são vocês que entram a matar...
A palavra usada por Malory é "sangreal", que no contexto, visto que ele também escreve "saynt greal", só pode significar "santo graal". Eu não me importo de discutir teorias especulativas, o que eu não acho razoável é que se diga que há "provas" do uso do símbolo do graal associado a uma descendência de Jesus (ao tal "sangue real").
Você acusa-me, MAIS UMA VEZ SEM RAZÃO, de ser desonesto e ocultar dos meus leitores os factos que "não me interessam". Sendo assim, gostaria que me explicasse porque é que, e são apenas dois exemplos:
1. No meu livro, escrevo um capítulo inteiro em defesa da verdade histórica em relação à Cruzada contra os Cátaros: relato, com pormenor, as atrocidades cometidas por católicos
2. No meu site, quando tento explicar as origens das teorias "madalena", afirmo claramente que o trio Lincoln, Baigent e Leigh não inventou 100% da tese Madalena! Há muitos críticos de Brown que afirmam, erradamente, que o trio inventou tudo acerca de Jesus e Madalena: eu prefiro dizer a verdade, mesmo que isso "não me convenha" enquanto católico: a verdade é que Pierre Plantard e Phillipe de Chérisey já afirmavam que os Merovíngios provinham da estirpe real de David, e o próprio Chérisey usaria a temática de Madalena (aliás, já presente, e proveniente, de Rennes-le-Château, onde há uma igreja dedicada a esta santa - não é à toa que ela é escolhida para "mulher" de Jesus) nos seus escritos para o Priorado de Sião. Eu poderia ter negado isso! Mas está lá! Com todas as letras!
Muitas pessoas não entendem que se possa fazer bom trabalho histórico sendo-se católico. Muitas pessoas imaginariam que todos os bons historiadores não são católicos. Ora sucede que há muita gente que sabe, honestamente, procurar a Verdade histórica, mesmo que ela seja terrível para a História da Igreja à qual pertencem.
O meu compromisso, antes de ser para com a Igreja, é para com a Verdade.
Acusar-me de enganar quem quer que seja é uma infâmia: gostaria que, nas várias dezenas de páginas do meu trabalho, apontasse mais ocasiões onde "engano" leitores...
Sobre o facto de me ter dado o seu nome real (obrigado), quero dizer que isso faz toda a diferença. Nada me impede de pensar que a maioria dos anónimos que me interpela podem ser apenas uma só pessoa. Isso faz com que um "monte de críticas" possa afinal ter uma origem bem mais modesta... Para evitar isso, e sempre que se ataca a honestidade e seriedade de uma pessoa, é bonito e de bom tom dar-se a cara.
Eu moro em Lisboa. Faço apresentações públicas sobre este tema um pouco por todo o país. Onde mora você, Filipe Rodrigues?
Se nos conhecessemos cara a cara, e se pudessemos trocar umas ideias, o estereótipo que construiu sobre a minha pessoa (e com base no qual me ataca), poderia ser facilmente desfeito...
Cumprimentos,
afixado por: Bernardo | maio 4, 2006 06:25 PM
Filipe,
«Lá vem Vossa Mercê com as falácias do costume.»
Dois erros:
a) Falácias (onde estão elas?)
b) "do costume": qual costume? conhece-me assim tão bem?
«A palavra Sangreal utilizada por Malory foi encontrada noutra fonte, concerteza duma língua românica e lá por ter sido (mal) interpretada por francos anglos e saxões»
Provas!?
Duvidas:
a) como se sabe que Malory retirou a palavra de outra fonte?
b) Qual seria essa fonte?
c) porque diz que os anglo-saxões interpretaram mal a palavra?
Falar sobre estes temas requer cuidado, prudência, cautela, seriedade. Obriga a que pondere todas as palavras que usa!
Impressiona-me tanta ligeireza, a sério...
«Ninguém lhe sugeriu que alterasse o seu texto»
Quando critica a seriedade e a completude do meu trabalho, a conclusão evidente é esta: não gosta do que leu. Não se preocupe: dentro de uma semana (máximo), encontra na página de perguntas e respostas uma explicação idónea acerca do Malory. Poderá verificar, e criticar, se quiser...
«só lhe chamava a atenção para o buraco na argumentação»
Mas qual buraco?
Não fui claro?
Malory não fala em "sangue real"!! E, se LER O MEU TEXTO COM ATENÇÃO, repara que eu escrevi que a maioria dos textos sobre o graal traziam a palavra isolada. Eu disse A MAIORIA, não disse TODOS!!
Onde está o buraco?
«com um exemplo que eu conheço, concerteza haverá mais»
Com base em que é que se apoia nessa sua "certeza"?
Seja concreto. Acusar à toa é fácil. Acusar de forma clara, sustentada, justa, e dando a cara é algo bem mais difícil...
Por isso, peço-lhe: para sustentar as suas acusações (que eu acho que são gratuitas), seja ESPECÍFICO! Aponte-me erros CONCRETOS! Com a transcrição do meu texto, e a indicação CONCRETA dos meus vários erros que diz ter a certeza que cometi...
Seja sério!
afixado por: Bernardo | maio 4, 2006 06:37 PM
"Pequena Sereia",
«Den Lille Havfru é o título original Dinamarquês da Pequena Sereia, de certeza que agora percebe a referência, se não, veja o filme da Disney.»
Ah...
Já percebi. Espero que isso não queria dizer que acredita, seguindo "mestre Brown", que a Pequena Sereia está repleta de referências à "Deusa"...
«Quanto à expressão esperma não me parece assim tão profana, se fosse [censurado] ainda compreendia a sua indignação.»
Aonde pensa você que está a escrever?
Dá para ver o nível da sua "iniciação"...
«A intenção era ilustrar a
interpretação que pode ser dada à palavra aramaica ou grega ou qualquer que seja a original de onde surge a tradução.»
Palavra aramaica?
Palavra grega?
De que palavra fala?
«Mesmo em português se usa a palavra sangue quando nos referimos a ligações genéticas.»
Ninguém o discute.
A dúvida é saber se, em termos de simbolismo graálico, o graal pode ser visto como uma descendência humana de Jesus. Afirmá-lo é uma asneira. Dizer que o Graal é o útero de Madalena é uma asneira!
Cito apenas duas autoridades em simbolismo graálico:
“Se se quis por vezes, nos tempos modernos, associar a tal representação um sentido blasfematório, é porque se alterou, conscientemente ou não, o significado primeiro dos símbolos, ao ponto de inverter o seu valor normal. (…) compreender-se-á que há nisto qualquer coisa que torna muito delicada a manipulação dos símbolos, e também que este ponto requer uma atenção muito especial quando se trata de descobrir o sentido real de certos emblemas e de os traduzir correctamente.” - [René Guénon, Le Sacré Coeur et la légende du Saint Graal, um artigo escrito para a revista Regnabit em 1925]
“Uma nova tentativa de derivação, falsa com toda a segurança, a partir de san greal, frequentemente escrito assim, obtém sang real, sangue real, com o que estaria a fazer referência ao sangue de Cristo, que é o que deveria conter o Graal.” - [Emma Jung e Marie-Louise von Franz, La Leyenda del Grial, Editorial Kairós, Barcelona, Maio de 1999]
«Convenientemente para si escusa-se a comentar a cena do Palácio da Pena que não lhe está assim tão inacessível como o castelo do graal.»
A sugestão foi feita hoje.
Não conheço a cena de que fala. Nao tenho acesso a ela de momento! Caramba, hoje é um dia normal de trabalho! O que espera de mim? Se me arranjar imagens, posso comentá-las mais depressa. Senão, terá que esperar!!
«Lamento imenso não ter uma fotografia mas isso não implica que a escultura não exista.»
Ninguém disse o contrário!
Será assim tão complicado perceber que o meu tempo é escasso, e que não podia hoje, nem ir à Pena, nem ir a Águeda?
E por isso pedi fotografias?
«Eu não sei quando vou outra vez a Águeda por isso não sei quando lhe vou fazer a vontade»
A vontade é sua!
Foi você que levantou a suspeita em relação à obra de arte. Cabe-lhe a si provar a sua afirmação!
«não sei quem é o Boulan»
Antoine Boullan é a figura central na história sinistra da "Igreja do Carmelo", uma seita que praticava o "sexo sagrado", misturando hóstias com sangue, com excrementos e com esperma.
Algo de muito espiritual, como imagina...
Só achei inacreditável (nunca pensei que estivesse a falar a sério) querer misturar "esperma" na discussão de um tema graálico...
O significado do Graal é muito complexo, sabia?
Faço-lhe uma pergunta muito simples: se o Graal é a linhagem de Jesus, como explica o "graal-pedra" de Wolfram von Eschenbach, autor da obra "Parzifal"?
O que é que uma "lapsit exillis" tem a ver com o útero de Madalena?
O que é vergonhoso é que os mesmos que me acusam de omitir dados na discussão é que os omitem! Porque é que omitem, nas vossas teses acerca da ligação do graal com o "sangue real", porque é que omitem a obra de Wolfram von Eschenbach? Não vos interessa? Não vos interessa saber que existem obras que retratam o graal como outros objectos, lanças, pedras, livros, e outras coisas difíceis de relacionar com Madalena?
Se o Graaal tivesse APENAS a ver com Jesus, então o graal seria um símbolo cristão.
Pergunto-lhe: para si, o Graal é um símbolo cristão? Acha que o "Parzival" é uma obra cristã?! Acha que o simbolismo profundo do Graal é propriedade dos cristãos?
O Graal é um simbolo UNIVERSAL. É uma questão bem mais profunda e complexta do que discutir filhos e netos de Jesus ou do que discutir esperma!
Caramba, onde está a vossa sofisticação intelectual, a vossa capacidade de abstracção??
Reduzir o Graal a uma descendência humana é materializar um símbolo espiritualmente complexo!
«Como vê sou muito ignorante e ainda por cima gabo-me.»
Grande atrevimento!
Lá diz o povo que a ignorância é muito atrevida...
«Gosto especialmente das palavras surreal e alucinado. Demonstra bem a sua educação e abertura de espírito.»
Pede-me educação quando não ma mostrou?
É gira esta lógica... onfendemos... e esperamos ser respeitados...
«Continuo à espera da sua resposta pois esta não serve.»
Suspeito que nem esta que lhe dei servirá, nem qualquer outra que eu lhe dê, mesmo que eu gastasse o meu latim a dar-lhe informação concreta, ao invés de fantasias...
afixado por: Bernardo | maio 4, 2006 06:55 PM
Não me diga que a palavra que aparece nos evangelhos originais é sangue em Português.
Quanto ao Guénon pode ser interpretado no sentido oposto a aquele que lhe dá. E se for a ICAR que blasfema?
Quanto à Pena pensei que conhecesse.
Desculpe-me mas não li o seu livro.
Quanto a Águeda, como já disse, tenho pena de não ter uma foto, mas terei.
Espero tê-lo deixado curioso e pode confiar em mim, mesmo descontando a figura central que Cristo acaricia como mulher. Obrigado pela informação do Boulan, realmente não faz o meu género.
Quanto a essa confusão toda do Graal eu conheço e não quero ignorar, mas diga-me o que estava o diamante da fronte de Lúcifer a fazer na última ceia? De resto concordo com o que diz acerca da complexidade da interpretação do Graal.
Gosto especialmente da relação dos 4 naipes com os 4 objectos do castelo do graal. Não me considero alucinado e considero surreal a realidade normal do mundo em que vivemos.
E desde quando iniciam sereias?
afixado por: Den Lille Havfru | maio 4, 2006 07:45 PM
"Sereia",
O que é que a palavra "sangue" em aramaico lhe diz sobre esta questão do Graal? Gostava de saber...
Com toda a boa vontade, se quiser ficar a saber mais sobre as ligações simbólicas entre o cálice da Última Ceia e a pedra de 144 faces que teria caído da fronte de Lúcifer para a Terra (versão "graal-pedra"), envie-me um email para eu lhe poder responder com um artigo extenso que escrevi em tempos sobre o Graal e que agora já não está online.
Cumprimentos,
afixado por: Bernardo | maio 4, 2006 07:59 PM
Tenho que confessar que ler as perguntas e respostas acerca do livreco do Dan Brown me deixaram um bocado irritado. Não o conheço assim tão bem. Mas a maneira como expõe não a posso considerar, digamos, imparcial.
Não falei de Chrétien de Troyes simplesmente porque não conheço o original e não sei qual a grafia utilizada. Parece-me óbvio que essa é a fonte de todos os romances arturianos apesar do nome cristão de troyes não me convencer como só duma pessoa.
Gosto do que li, apenas não concordo.
Falar sobre estes temas requer cuidado, prudência, cautela, seriedade. Obriga a que pondere todas as palavras que usa!
Impressiona-me tanta ligeireza, a sério...
Diz:"a verdade é que Pierre Plantard e Phillipe de Chérisey já afirmavam que os Merovíngios provinham da estirpe real de David" mas também diz que foram Baigent, Leigh e Lincoln que inventaram que o Plantard como descendente de Cristo, mas não a 100%.
Moro em Lisboa e terei todo o prazer de o conhecer pessoalmente. Até gostava de assistir a uma apresentação pública.
Conheço a igreja de Rennes le Chateau e lembro-me da estação da cruz que Baigent utiliza como argumento no seu novo livro "The Jesus Papers".
Também há uma igreja em Lisboa dedicada a Madalena na rua do mesmo nome.
Vou ler com mais atenção as suas perguntas e respostas para sustentar a minha irrtação.
afixado por: Anonymous | maio 4, 2006 08:16 PM
O anónimo anterior é obviamente o Filipe.
afixado por: Filipe Rodrigues | maio 4, 2006 08:21 PM
Bernardo,
Você sabe qual é a palavra original em aramaico e quais as traduções possíveis?
Obrigado pela oferta.
afixado por: Den Lille Havfru | maio 4, 2006 08:24 PM
E aparece alguma coisa nos evangelhos acerca do Graal?
Ou que serviu para receber o sangue de Cristo?
afixado por: Den Lille Havfru | maio 4, 2006 09:04 PM
Já vi que vocês gostam do ocultismo e outras novelas do género. Medievais. Arturianas. O Santo Graal ou Sangraal é um termo que vem da época medieva, Os evangelhos e a igreja só dizem
(José de Arimatéia teria recolhido no cálice, usado na Última Ceia, o sangue que jorrou de Cristo quando ele recebeu o golpe de misericórdia, dado pelo soldado romano Longinus, usando uma lança, depois da crucificação.)
("Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água" - João19:33-34).
A Igreja Católica não dá ao cálice mais do que um valor simbólico e acredita que o Graal não passa de literatura medieval, apesar de reconhecer que alguns personagens possam realmente haver existido. É provável que as origens pagãs do cálice tenham causado descontentamento à Igreja )
mas quem goste de ler historias de isoterismo ocultismo sobre as varias variantes do Santo Graal ou Sangraal resumidamente sem ser em romances.
http://users.hotlink.com.br/egito/santgrl.htm
afixado por: leopard | maio 4, 2006 09:50 PM
Bernardo,
Não vi qualquer referência às obras que Sauniére fez na Igreja. Minimiza as construções lá existentes mandadas fazer por ele.
Isto a propósito do dinheiro que Sauniére possa ter feito a traficar missas no total campagne francês e a ficar com as esmolas do pessoal da aldeia, poucas dezenas de almas. Em relação à Madalena e às teorias que a rodeiam não mencionar o que se encontra na Igreja é parcial. Você não pode desconhecer. Já lhe falei da estação do calvário, supostamente quando colocam o cadáver de Jesus no túmulo, mas onde também se vê a Lua, sinal do início da Páscoa. Na Páscoa não tocavam em cadáveres, as cerimónias fúnebres tinham que aguardar para depois.
No altar encontram-se estátuas de José e Maria cada um com o seu Jesus ao colo. Isto leva-nos ao gémeo Tomé o que viu para crer. O Asmodeus à entrada, mas sob a senhora.
As maçãs azuis reflectidas.
Há tanta cena e não foram concerteza inventadas pelo Plantard nem pelo Séde.
Há o episódio estranho da escavação em Gisórs, que depois de comunicada às autoridades foi abafada. Não se encontrou nada nos sarcófagos nem nos cofres.
Nunca menciona a tradição festejada numa vila costeira das Marias.
Ignora a ligação Prisciliano e Cátaros e a teoria de Otto Rahn acerca do lado feminino de Deus, a Sofia ou o Espírito Santo.
Até
afixado por: Filipe | maio 5, 2006 06:37 PM
Filipe,
«Tenho que confessar que ler as perguntas e respostas acerca do livreco do Dan Brown me deixaram um bocado irritado.»
Tentei escrever essa página com o máximo de imparcialidade. É evidente que algum entusiasmo que deixo sempre transparecer na minha escrita (associado às poucas, MAS SÓLIDAS, certezas que tenho face ao tema) pode ter transmitido uma ideia errada acerca da minha pessoa.
O importante a retirar disto é que podemos sempre recomeçar a debater do zero! ;)
«Não o conheço assim tão bem. Mas a maneira como expõe não a posso considerar, digamos, imparcial.»
Espero poder convencê-lo do contrário! Aquilo que chama de "parcialidade", é apenas entusiasmo.
«Não falei de Chrétien de Troyes simplesmente porque não conheço o original e não sei qual a grafia utilizada. Parece-me óbvio que essa é a fonte de todos os romances arturianos»
Não é óbvio.
Basta reparar que Wolfram von Eschenbach, para mim O AUTOR literário mais informado a tratar do tema do Graal durante a Idade Média, afirma, logo no início do seu "Parzival", que Chrétien de Troyes estava enganado. Eschenbach menciona uma fonte enigmática para a história do Graal, que ele diz ser mais credível, proveniente de um certo Kyot da Provença. Basta recordar a riqueza simbólica da criação literária, tanto na francesa Provença (morada dos "troubadours", ou "achadores", e local onde Eschenbach coloca o castelo do Graal) como nos "minnesanger" germânicos.
Na verdade, e sem espaço nem tempo para me expandir mais sobre um tema tão complexo, tenho a forte convicção de que a verdade sobre o Graal é, ao mesmo tempo, mais universal e mais transcendente (simbolicamente falando, ou seja, menos "material") do que se julga.
Julgo que Eschenbach veicula o simbolismo mais rico, e ao mesmo tempo, mais "original", no sentido em que traria para a época do autor um simbolismo muito antigo, de raízes pagãs quase esquecidas, e com surpreendentes paralelos com outras culturas sem qualquer contacto entre si. É espantosa a semelhança entre o simbolismo graálico e outros simbolismos totalmente diferentes no tempo e no espaço, como o simbolismo da flor de lótus nas espiritualidades orientais.
Tudo isto está a léguas de uma interpretação "literal" e "materialista" do Graal como o útero de Madalena, ou uma descendência humana de Jesus.
O Graal não pode ser nada disto, porque é ao mesmo tempo mais transcendente e universal do que o símbolo que, mais tarde, foi apropriado pelo cristianismo.
Note-se que, sobretudo durante a Cruzada contra os Cátaros, a espiritualidade adoptada pelos trovadores provençais era uma espiritualidade baseada nas "leis de Amor", que se subtraiam às "leis de Roma", ou seja, a espiritualidade, por vezes mais cavaleiresca na forma, por vezes mais graálica, das poesias dos "troubadours" ou dos "minnesanger" era escrita, não sempre mas frequentemente, visando uma espiritualidade vivida mais interiormente (numa tentativa de ligação ao eterno mito graálico), tentando ultrapassar a estrutura dogmática de uma doutrina como a da Igreja Católica.
A antipatia de certas hierarquias católicas (havia sempre excepções) para com esta espiritualidade trovadoresca e para com o simbolismo graálico esteve sempre, nunca no suposto "perigo" da revelação de um grande secreto (a teoria pateta de certa literatura moderna conspiracionista), mas sobretudo no receio que as ditas hierarquias tinham do simbolismo graálico e da espiritualidade baseada nas "leis de Amor".
Isso causou não poucos problemas a muitos trovadores.
Em suma, o receio de Roma face ao Graal não tem nada a ver com "segredos sobre Jesus", mas sim com o facto de que a Cristandade não é proprietária do Graal! O Graal é um símbolo universal, de centralidade do ser, de perfeição do estado humano. Uma meta de aperfeiçoamento pessoal e espiritual, o objectivo do homem que pretende regressar ao Paraíso, ao estado pré-adâmico.
Num contexto pagão, o objectivo do Graal prende-se sobretudo com os chamados "Pequenos Mistérios", que conforme explica Guénon, apenas visam a reintegração do ser no seu centro, sem contudo falarmos de estados superiores desse mesmo ser.
A demanda pelo Graal não é a busca da "deificação" ("theosis")!
A demanda pelo Graal é a busca pela "fonte da juventude", a morada da eternidade nesta vida, onde o homem pode atingir, sem abandonar o estado humano, a perfeição que Adão possuia no Paraíso.
Tudo isto ententido simbolicamente, óbvio...
«apesar do nome cristão de troyes não me convencer como só duma pessoa»
Concordo.
«Diz:"a verdade é que Pierre Plantard e Phillipe de Chérisey já afirmavam que os Merovíngios provinham da estirpe real de David" mas também diz que foram Baigent, Leigh e Lincoln que inventaram que o Plantard como descendente de Cristo, mas não a 100%.»
Qual é o problema?
Plantard afirmara que os Merovíngios tinham sangue real da Casa de David. Plantard não era o inventor de tal tese: aproveitou-se dela, recriando-a, e sobretudo materializando-a num esoterismo superficial, por vezes de pacotilha.
Chérisey escreveu uma peça de teatro, chamada "L'Alibi d'O", na qual figuram as personagens "Charlot" e "Madeleine". Chérisey tinha uma obsessão com a ideia de Maria Madalena desempenhar um papel esotérico grande (nada de novo, tendo em conta as descobertas arqueológicas em meados do Século XX relativas ao gnosticismo, que atribuia a Madalena, NÃO UM PAPEL ESPONSAL FACE A JESUS, mas sim um papel de "iniciada perfeita", o que é bem diferente.
Há que ter presente que, num contexto gnóstico, a relação sexual é terrivelmente errada e é rejeitada. As almas gnósticas querem libertar-se das cadeias da carne. Já se vê que, Chérisey, mesmo sendo um homem culto, materializava certos conceitos, num rebaixamento do esoterismo em causa, quando procurava "polémicas de alcova", ao querer deduzir proximidades sexuais entre Madalena e Jesus.
Não esquecer que, por todo o sul de França, a devoção especial a Madalena é bem real, e prende-se com a lenda de que a Santa teria vindo morrer já em França, exilada da Palestina. Essa tradição popular, bem sólida e antiga, nada fala acerca de filhos de Madalena, muito menos sugere que esses filhos seriam de Jesus. Desta lenda oral, desta devoção plenamente católica a Madalena, vemos a causa para a consagração da igreja de Rennes-le-Château (e de tantas igrejas na região), a esta santa.
Chérisey era inteligente e oportunista: usar Madalena nas suas charadas era uma ideia genial, que reforçaria ainda mais a ligação que ele queria fazer entre a fraude do Priorado e Rennes-le-Château.
Assunto complexo, como vê! E como tudo o que é complexo, é algo passível de gerar interpretações falsas. Se construir as suas deduções sobre pressupostos falsos, ignorando (mesmo que inconscientemente) outras hipóteses, estará a construir um castelo teórico de cartas, que podem cair com a mínima brisa...
«Moro em Lisboa e terei todo o prazer de o conhecer pessoalmente.»
Trabalho na zona do Saldanha. Poderíamos almoçar um dia destes. Basta enviar-me um mail e combinamos.
«Até gostava de assistir a uma apresentação pública.»
A próxima é em Tomar, no Hotel dos Templários, na próxima terça-feira, pelas 21h.
«Conheço a igreja de Rennes le Chateau e lembro-me da estação da cruz que Baigent utiliza como argumento no seu novo livro "The Jesus Papers".»
Esse livro é uma fraude. Aliás, como as obras deste autor, que todos deveriam saber está ligado à maçonaria anglo-saxónica.
O que este autor nunca diz, e que é IMPORTANTE, é que Saunière comprou a sua Via Sacra por catálogo à casa Giscard, em Toulouse. Ou seja, outras igrejas da região compraram a mesma Via Sacra ao fabricante Giscard, que era fabricada por moldes em gesso, reproduzida em terracota e pintada.
«Também há uma igreja em Lisboa dedicada a Madalena na rua do mesmo nome.»
Caramba, é uma santa da Igreja Católica! ;)
«Vou ler com mais atenção as suas perguntas e respostas para sustentar a minha irrtação.»
Ok, cá estarei!
Um abraço,
afixado por: Bernardo | maio 5, 2006 07:55 PM
"Sereia",
«Bernardo,
Você sabe qual é a palavra original em aramaico e quais as traduções possíveis?
Obrigado pela oferta.»
Não sei, mas procurarei saber!
«E aparece alguma coisa nos evangelhos acerca do Graal?
Ou que serviu para receber o sangue de Cristo?»
O nosso amigo Leopard, documentalista bem apetrechado, já respondeu à sua questão! ;)
Já agora, complementava uma coisa que não tinha dito na minha resposta ao Filipe. Apesar do receio, quase generalizado, das hierarquias da Igreja Católica (receio que ainda hoje constato por vezes, e que não deveria existir) face ao tema do Graal, é certo que a ligação entre o Graal e devoção ao Sagrado Coração de Jesus é fortíssima!
O artigo de René Guénon, para a Revista "Regnabit", escrito em meados dos anos 20, é disso bom exemplo: "Le Sacré Coeur et la Légende du Saint Graal". A LER!
Tenho tradução do artigo em português, que posso enviar por mail, para quem quiser.
Sendo um símbolo universal, um símbolo de porta de acesso para a "Vida Eterna", o Graal poderia facilmente ser associado com grande intensidade e pertinência à figura de Jesus Cristo, o "cálice" portador da Água Viva e do sangue do Salvador.
No mundo do simbolismo, não é adequado usar expressões como "roubos" ou "plágios"!
Seria absurdo afirmar que, quando autores como Robert de Boron "cristianizam" uma história muito antiga, estariam a "roubar" o Graal aos pagãos!
ATENÇÃO AO QUE VOU ESCREVER DE SEGUIDA:
Uma mesma realidade espiritual ou simbólica (a primeira faceta diz respeito ao conteúdo, à "coisa" propriamente dita, e a segunda à forma, ou seja, à "imagem" que fazemos dela) pode surgir plasmada em doutrina católica, e ser possível estabeler, por exemplo, certos paralelos (não identitários nem necessariamente equivalentes, atenção!) com outras doutrinas, como a hindu ou a taoísta.
Um abraço,
afixado por: Bernardo | maio 5, 2006 08:05 PM
Filipe,
«Não vi qualquer referência às obras que Sauniére fez na Igreja.»
Está apenas a ler a página de perguntas e respostas!
Há toneladas de texto no meu site! Por favor, comece a ler em http://bmotta.planetaclix.pt.
«Minimiza as construções lá existentes mandadas fazer por ele.»
Trata-se de um resumo. Não poderia ocupar mais texto numa página que se pretende sintética. Acho que está tudo suficientemente dissecado no meu site. Veja o resto do site, e depois diga de sua justiça.
«Isto a propósito do dinheiro que Sauniére possa ter feito a traficar missas no total campagne francês e a ficar com as esmolas do pessoal da aldeia, poucas dezenas de almas.»
Ah, mas o negócio de Saunière tinha lugar em toda a França, e o padre recebia dinheiro para missas proveniente da Bélgica e de outros países! Veja, por favor, o estudo deste tema no capítulo acerca do tráfico de missas.
«Em relação à Madalena e às teorias que a rodeiam não mencionar o que se encontra na Igreja é parcial. Você não pode desconhecer.»
Está tudo no capítulo "A Igreja de Santa Maria Madalena"!! ;)
«Já lhe falei da estação do calvário, supostamente quando colocam o cadáver de Jesus no túmulo, mas onde também se vê a Lua, sinal do início da Páscoa.»
Uma cena normal: o corpo de Jesus foi sepultado ao final do dia. A Lua já ia alta. Repare que a Via Sacra foi encomendada por catálogo à casa Giscard, em Toulouse. Por favor, veja para esta questão o que escrevi no capítulo "Via Sacra".
«No altar encontram-se estátuas de José e Maria cada um com o seu Jesus ao colo. Isto leva-nos ao gémeo Tomé o que viu para crer.»
Isso é especulação.
Também falo sobre isto, mas a tese é puramente hipotética e não se apoia em factos comprovados. Saunière não era herético. Já alguma vez leu os sermões escritos pelo padre, enquanto serviu na paróquia de Antugnac? O texto chama-se "Mon Enseignement à Antugnac", e pode ser comprado na livraria de Rennes-le-Château, "Atelier Empreinte".
«O Asmodeus à entrada»
Não é Asmodeu. É apenas o Diabo. Foi Chérisey e Plantard quem inventou esse nome para a estátua. A factura da compra da estátua refere claramente a expressão "statue du diable". Nos papéis do padre Saunière, o termo "asmodeu" nunca surge.
«As maçãs azuis reflectidas.»
São apenas reflexo do vitral, com peças de vidro azul. Foi Chérisey quem inventou a expressão "pommes bleues", para poder compor o código do segundo "pergaminho". Veja, por favor, o meu capítulo com a explicação da codificação e descodificação deste segundo texto criado por Chérisey.
«Há tanta cena e não foram concerteza inventadas pelo Plantard nem pelo Séde.»
Depende do que entende por "inventadas"!
As melhores mentiras são aquelas que, sendo falsas na conclusão, são verdadeiras nos dados que usam para criar o falso. É o caso! A farsa do Priorado baseia-se na distorção errada de detalhes reais. As conclusões são todas falsas, mas os nomes dos locais e das pessoas são, muitas vezes, correctamente indicados para dar um ar de veracidade.
É uma boa táctica! Uma boa mentira tem sempre uma parte de verdade, sobretudo nos detalhes.
«Há o episódio estranho da escavação em Gisórs»
Explicado também nos capítulos acerca da História do Priorado de Sião, mais à frente no meu site.
«Nunca menciona a tradição festejada numa vila costeira das Marias.»
Sainte-Marie de la Mer!
Falei dela agora mesmo, no ultimo comentário que lhe escrevi!
É uma lenda bem antiga do Sul de França: Maria Madalena teria morrido em França, depois de uma velhice vivida no sul, tendo desembarcado em Marselha acompanhada de outros cristãos, fugidos da Palestina, da perseguição do imperador romano.
«Ignora a ligação Prisciliano e Cátaros e a teoria de Otto Rahn acerca do lado feminino de Deus, a Sofia ou o Espírito Santo.»
O meu site não está terminado! No meu livro, que tem muito material que não está no site, falo abundantemente sobre Otto Rahn.
Um abraço,
afixado por: Bernardo | maio 5, 2006 08:17 PM
Ok, Ok. Acho que agora já li tudo e não o posso acusar de não ter sido exaustivo.
Mas como bem diz o que teria Sauniére de especial para lhe encomendarem as missas?
Não fala das duas estátuas de Maria e José cada um com um menino ao colo. E aqui posso insistir na heresia do padre. Não é especulação que as estátuas lá se encontrem, pois não?
Não li, confesso aqui outra vez a minha ignorância pois não leio bem francês e achei os preços puxados nessa livraria.
Sim quanto às pommes.
"É uma boa táctica! Uma boa mentira tem sempre uma parte de verdade, sobretudo nos detalhes."
Completamente de acordo por razões diferentes.
Quanto à lenda de Sainte-Marie de la Mer já é um milagre ela ter sobrevivido.
O facto de ter sobrevivido, por si, é revelador da sua força.
Falar do resto, do que se fala muito agora, seria um bilhete de ida para o inferno real duma fogueira.
Gostaria de saber quando fará uma apresentação pública em Lisboa.
Retribuo o abraço
afixado por: Filipe | maio 10, 2006 02:44 PM
"Uma cena normal: o corpo de Jesus foi sepultado ao final do dia. A Lua já ia alta. Repare que a Via Sacra foi encomendada por catálogo à casa Giscard, em Toulouse. Por favor, veja para esta questão o que escrevi no capítulo "Via Sacra"."
Não concordo porque o nascer da lua corresponde ao início da páscoa que é festejada no domingo a seguir à lua cheia (lua cheia pascal) após o Equinócio da Primavera e os dias árabes ou judeus começam e acabam ao pôr do sol e determinados por observação directa e não cálculos ou datas fixas como acontece actualmente.
E durante a festa pascal não havia cerimónias fúnebres, tornar-se-iam impuros se tocassem num cadáver durante a Páscoa.
Outro abraço.
afixado por: Filipe | maio 10, 2006 02:56 PM
Filipe,
«Ok, Ok. Acho que agora já li tudo e não o posso acusar de não ter sido exaustivo.»
Meu caro Filipe, se acha o meu site exaustivo, nem sei o que diria acerca de TODO o material documental que eu tenho, e que não coloquei ainda online por falta de tempo para fazer a tradução e a passagem a HTML!
E já para não falar na documentação que eu AINDA NÃO TENHO! O site pode bem duplicar ou triplicar de tamanho nos próximos 5-10 anos...
A questão é suficientemente complexa para isso. Quem disser que esgotou a questão de Rennes estará certamente fora do seu juizo mental...
«Mas como bem diz o que teria Sauniére de especial para lhe encomendarem as missas?»
Ainda não há certezas absolutas acerca da questão que levanta. Há, e já não é pouco, teses com grande consistência...
Saunière era um activista monárquico. A Condessa de Chambord fez uma importante e avultada doação a Saunière, em reconhecimento pelo seu esforço em prol da fé e dos Bourbons...
Sabendo que Alfred Saunière (irmão de Bérenger), era, também ele, monárquico e figura com contactos importantes nesses meios, vemos que Alfred era o principal angariador de fundos para o padre Saunière.
Uma carta do padre para o seu irmão, a dada altura da sua vida, demonstra um azedar das suas relações: ele diz ao irmão que os negócios entre ambos têm que parar...
O grande segredo acerca de Rennes poderá explicar-se, em boa parte, numa guerra de bastidores entre duas facções: a facção monárquica e católica (patrocinada pela "pequena igreja de Frohsdorf", nome dado pela imprensa francesa ao círculo monárquico dos apoiantes da causa Chambord), e a facção maçónica (Grande Oriente de França) e anti-católica.
O relevo do papel do padre Saunière, e a explicação para muitas das suas acções e para o interesse dos seus patrocinadores entende-se melhor depois de analisado no contexto do escândalo "Leo Taxil", que abalou fortemente esta guerra entre Maçonaria e Igreja Católica. No Forum do Priorado de Sião, encontra dois textos meus acerca disto:
http://www.createforum.com/phpbb/viewtopic.php?t=33&sid=e44d02d92fec0cb77db8f26b7f8c7b23&mforum=monty
http://www.createforum.com/phpbb/viewtopic.php?t=32&sid=e44d02d92fec0cb77db8f26b7f8c7b23&mforum=monty
«Não fala das duas estátuas de Maria e José cada um com um menino ao colo.»
Falo sim. Na página acerca da Igreja de Santa Maria Madalena. Não consigo atribuir grande relevo a este facto. E digo-lhe porquê... Experimente entrar numa qualquer igreja portuguesa:
a) procure uma estátua de S. José: provavelmente, este terá o menino Jesus ao colo
b) procure uma estátua da Virgem Maria: em muitas situações, esta terá o menino Jesus ao colo
c) de seguida, procure um Santo António: este tem sempre um menino Jesus ao colo
Ou seja, bem somadas as coisas, poderá encontrar, em muitas igrejas portuguesas, 3 ou mais meninos Jesus por Igreja!!!
Heresia?
O problema é que, face a Rennes-le-Château e aos medíocres documentários exibidos no Canal História (só para dar um exemplo), todos nós já estamos pré-formatados para ver aquela igreja como um "templo herege".
A forma distorcida como olhamos para esta igreja pode-nos levar a ver heresia onde ela não existe. Pode dar origem às mais trágicas e erradas ideias acerca da decoração de Saunière. E, lendo os sermões do Padre Saunière, bem como o seu extenso espólio de cartas, nada deixa transparecer uma sequer vírgula de heresia...
O padre Saunière poderia ter muitos defeitos, sobretudo no que toca a misturar política com religião, mas a falta de ortodoxia não era seguramente um deles...
«E aqui posso insistir na heresia do padre.»
Filipe: não há heresia! A sério... Não quero que acredite apenas nas minhas palavras: leia, por exemplo, um livro de Pierre Jarnac, um livro de Jacques Rivière, um livro de Jean-Jacques Bedu, e assim por diante. Bastaria ler as obras que eu li, escritas por pessoas que estão bem mais próximas de Rennes do que nós, por pessoas que investigaram os arquivos municipais e que olharam para os papéis do padre Saunière (muitos na posse do casal Claire Corbu e Antoine Captier, outros guardados no Museu de Rennes, outros nos arquivos departamentais, etc...)
«Não é especulação que as estátuas lá se encontrem, pois não?»
As estátuas estão lá! Eu falo nisso na página dedicada à Igreja. Eu não o nego. O que nego é que isso seja heresia: basta referir-se ao exemplo que lhe dei. Em Portugal, é bem fácil encontrar igrejas com vários meninos Jesus ao mesmo tempo.
Explique-me o que é que isso tem de herético...
«Não li, confesso aqui outra vez a minha ignorância pois não leio bem francês e achei os preços puxados nessa livraria.»
Sim, são caros...
Quanto a ler em francês, quando eu comecei com isto (1996), não entendia uma só frase de francês. Depois de uns anitos, e com um bom dicionário ao lado, tudo ficou mais fácil. É como tudo na vida: a prática faz milagres!
«Quanto à lenda de Sainte-Marie de la Mer já é um milagre ela ter sobrevivido.
O facto de ter sobrevivido, por si, é revelador da sua força.»
Essa lenda, que eu estou LONGE de desprezar, apenas fala no desembarque de Madalena no sul de França. Nada diz acerca de uma qualquer gravidez, ou de um qualquer filho, de Maria Madalena.
E mesmo que essa lenda falasse acerca de filho(s) de Madalena, o que não acontece, ainda teriamos que verificar se a dita lenda menciona Jesus como pai, o que também não acontece!
«Gostaria de saber quando fará uma apresentação pública em Lisboa.»
Vou estar no Colégio dos Maristas, no Estoril, na terça-feira 16 às 18h30. Vou estar em Fernão Ferro (data por confirmar) na sexta-feira 26 às 21h. Em Faro (Clube Farense) no dia 31, pelas 21h. Na Câmara Municipal das Caldas da Rainha no dia 7 de Junho pelas 21h. E para já, é isto que está marcado!
Mas se nenhuma destas for conveniente, podemos sempre combinar um almoço aqui no Saldanha.
Um abraço,
afixado por: Bernardo | maio 10, 2006 03:11 PM
Filipe,
«Não concordo porque o nascer da lua corresponde ao início da páscoa que é festejada no domingo a seguir à lua cheia (lua cheia pascal) após o equinócio da Primavera»
Cuidado, que a questão da Páscoa é muito delicada: os judeus têm um calendário lunisolar. No que diz respeito aos meses, estes são definidos de forma estritamente associada às fases da Lua. O primeiro dia do ano hebraico é o 1º Nissan, e a Páscoa judaica ("Pesach") é festejada no 15º Nissan. O que corresponde, pela própria estrutura dos meses hebraicos, à lua cheia. Mas cuidado ao usar palavras como "Domingo", e muito menos misturar referências solares como o Equinócio no contexto da Páscoa judaica, porque não faz qualquer sentido!
Foi um decreto cristão, aliás decidido no Concílio de Niceia, que estabeleceu que a Páscoa cristã se passaria a celebrar no primeiro Domingo após a lua cheia que se seguisse ao Equinócio da Primavera. Esta polémica, aliás, conduziu a uma crise com os adeptos dos quartodécimos, que eram aqueles cristãos que queriam manter a observância da Páscoa baseando-se no calendário lunisolar hebraico, ou seja, no 15º Nissan.
Não compreendi com que é que não concordava em relação ao que eu escrevi...
«os dias árabes ou judeus começam e acabam ao pôr do sol e determinados por observação directa e não cálculos ou datas fixas como acontece actualmente.»
Certíssimo.
«E durante a festa pascal não havia cerimónias fúnebres, tornar-se-iam impuros se tocassem num cadáver durante a Páscoa.»
Penso que a interdição tem a ver, sobretudo, com a observância do "Sabbath". Porque no caso de Jesus, a sua morte teria ocorrido numa Sexta-feira, ao final deste dia, de acordo com a norma judaica para o início dos dias, "já amanhecia o Sábado". Jesus é sepultado já em pleno Sabbath judaico. Daí, aliás, a preocupação de José de Arimateia em conseguir sepultar o corpo de Jesus à revelia das interdições judaicas. (Veja S. João, 19, 31-42).
É o próprio Novo Testamento que explicita que José de Arimateia teria procurado uma sepultura perto do local da crucificação, para evitar que os Judeus o vissem a sepultar um morto no Sabbath.
Resumindo: a estação da última ceia é normalíssima:
a) A lua vai cheia porque era a Páscoa judaica, que acontece sempre na lua cheia
b) O céu é escuro, porque o dia terminava, e segundo os preceitos judaicos, "já amanhecia o dia seguinte";
c) Jesus é sepultado em pleno Sabbath, no anoitecer da Sexta-feira
Se reparar, não há nada de bizarro nesta estação da Via Sacra. Mesmo que existisse algo de bizarro, poderíamos culpar o senhor Giscard, o fabricante de Toulouse que criava estas peças a partir de moldes, que eram vendidos por catálogo. Digo que a culpa de uma eventual anomalia seria de Giscard, porque o dito senhor era maçon!
(e esta, hem?)
afixado por: Bernardo | maio 10, 2006 04:19 PM
Digo que a culpa de uma eventual anomalia seria de Giscard, porque o dito senhor era maçon!
Pois é.
Aqui voltamos ao Cristão de Troyes e ao Eschenbach.
Os maçons ao reclamarem uma herança Templária não se referirão à questão da sobrevivência de Jesus.
E é interessante na lista de grão-mestres do priorado a referência a Cocteau considerando o mural existente na Igreja Notre-Dame de Paris em Londres: http://www.crusader.org.uk/nddf/
afixado por: Filipe | maio 10, 2006 05:09 PM
Em relação às estátuas de José e Maria não conheço alguma situação em que isso se repita; estarem José e Maria no mesmo local da igreja (neste caso de costas para o altar e virados para a igreja, fazendo lembrar a colocação de estátuas nas igrejas luteranas) cada um com um menino ao colo.
Em relação ao quadro da estação do calvário é exactamente como diz e por isso mesmo o facto de representar a lua cheia significa que já começou a Páscoa o que contraria as escrituras. É também interessante o cálculo da ICAR do Domingo de Páscoa evitar sempre o Pesach com a regra de não poder coincidir com a lua cheia pascal.
Acresce o facto de Jesus ter morrido convenientemente tão depressa. A crucificação provocava uma agonia longa que podia atingir 3 dias. De lhe ter sido dado vinagre e fel, sendo o vinagre um poderoso reconstituinte e de lhe terem perfurado o lado direito tendo saído sangue e água (perfuraram-lhe um pulmão?) o que não causa necessariamente a morte. De na madrugada da ressureição Madalena ter encontrado dois jovens vestidos de branco (penso que os nazorenos eram os curandeiros dos essénios e vestiam de branco).
Um argumento a favor de Jesus ser essénio ou ex-essénio(considerando os ritos de iniciação dos mesmos que fazem lembrar outros ritos de iniciação mais modernos) é o facto de ele se referir a Fariseus e Saduceus mas nunca aos Essénios como se estivesse a falar dos outros. E estas três eram as principais seitas judaicas na altura.
afixado por: Filipe | maio 10, 2006 06:31 PM