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Lisboa, sete da manhã

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A cada esquina, em estaminés improvisados em parapeitos, caixas de electricidade ou corrimãos das entradas do metro, aí estão elas e eles. Hoje, o ramo da espiga invadiu Lisboa com a promessa de pão (trigo), paz e luz (oliveira), amor e alegria (papoila), ouro e prata (malmequeres amarelo e branco). Centeio, cevada, aveia, margaridas, pampilhos e rosmaninho são outros componentes opcionais do dito, bem como a videira. Talvez me digam que nestes tempos apetece acreditar em grande coisa, mas o certo é que o meu dia começou bem.

Comentários

Que maravilha poder dizer que o dia começou bem! Deveríamos, todos os dias, saudar o dia e todo o seu esplendor, afinal, é nesse tempo de encontros e desncontros com a vida onde passamos nossos momentos mais significativos, olhando para o mundo que nos cerca e acontece, independente da nossa vontade.

Apoiado, Elvira. Tornou-se desporto nacional olhar para a desgraça e os erros do alheio. Olhar para as coisas simples, nem sempre é simples. Pena ...

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