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Brutal & British

Público: Um vídeo em que um grupo de soldados britânicos agride quatro jovens iraquianos que não oferecem resistência foi esta manhã divulgado pelo tablóide britânico "News of the World", que não revela qual a companhia a que os soldados pertencem. O Ministério da Defesa britânico já reconheceu o carácter "grave" destas imagens e anunciou uma investigação urgente ao caso.

Comentários

Não são necessárias estas imagens para se saber o que acontece durante uma guerra.
Talvez sejam necessárias, porém, para nos recordar que, no fundo, somos nós os soldados que espancam, tanto como os que estão a ser espancados.

Isto parece-me um bocadinho pior que um cartoon...

essa também é uma escola de futuro recrutamento para terrorismo.
mas por outro lado também será levar a nossa civilização.

nunca sei bem que dizer quando vejo coisas destas. fico um bocado doente.

Até doeu. E causa náuseas, Susana. Náuseas viscerais.
Como o Rui disse, há sempre coisas destas em todas as guerras.
Sinais positivos: há uma imprensa que publica e denuncia (a tal imprensa ocidental sobre a qual recaem tantas acusações...). Há um povo que exige ao governo tomadas de posição. Há um país que sabe reconhecer quando os seus próprios cidadãos agem de forma errada e não os branqueia, mesmo estando em guerra e sabendo que, em lógica de guerra, está a dar alguns trunfos ao inimigo.
E, seguramente, a divulgação destes casos (como de qualquer caso de mau trato, mesmo fora do cenário de guerra) causará mudança e mais rigor e cuidado.
Para mim, é mais um sinal da enorme diferença qualitativa entre democracia e não democracia. Acham que um jornal do Irão, do Iraque, da Síria, etc, publicaria uma coisa destas sobre os seus próprios soldados? Nunca!
E se aparecerem cartoons sobre este caso, como os que surgiram sobre as torturas nas prisões do Iraque feitas por soldados americanos? Que dirão os fundamentalistas muçulmanos? Queimarão também embaixadas?
Gostei das declarações hoje, do PR, designadamente por terem sido proferidas frente a Karim Aga Khan.

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