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Alguém trouxe as alianças?

starwars
Sou um fã da primeira trilogia do Star Wars e acho que a paneleirice dos efeitos especiais de última geração que tomaram conta da segunda trilogia, tornaram o produto final mais pobre. Ainda assim divirto-me com os seis episódios. Não haja dúvida que aquilo é mesmo ficção científica, mas não pelo facto de retratar um possível futuro e envolver naves espaciais, galáxias distantes, e seres esquisitos à porrada com andróides. Aquilo é ficção porque supostamente retrata uma aliança humana que, sabemos hoje, seria impossível de obter.
Imaginem que o exército revoltoso da Aliança era formado pelos 25 países da união europeia, e conseguem ter uma perspectiva daquilo que provavelmente aconteceria.
Os franceses recusar-se-iam a combater pela Aliança até que esta adoptasse o francês como língua oficial. Os ingleses formariam um grupinho à parte e nunca se perceberia se faziam parte da Aliança ou não. Os alemães fariam campos de extermínio de droids e siths e ficariam assim entretidos. Os holandeses evitariam andar à porrada e praticariam uma política de tolerância com as forças Imperiais, procurando retirar dividendos daquilo a que chamariam uma “parceria comercial sem fins políticos”. Os espanhóis atiravam-se de peito feito a todas as naves imperiais e extinguir-se-iam logo de seguida. Os italianos criariam uma unidade especial de combate (os carabinieri rabetini) especializada em atacar o Império pela rectaguarda, mas só depois de terem recebido as "luvas" de combate. Os dinamarqueses andariam felizes como a merda a conduzir as suas naves todos nús, promovendo alegres orgias inter-estelares. Os gregos criariam a «Ala dos Namorados», uma força gay de intervenção, distinguindo-se por usar sabres de queijo feta com uma mestria capaz de engordurar qualquer soldado do Império. Os belgas especializar-se-iam em desbastar as crianças Sith. Os polacos, lituanos, checos e todas as nações do leste europeu, combateriam valentemente a qualquer preço, desde que não os mandassem embora da Aliança. Os portugueses, esses rapazes do Quinto Império, nunca teriam qualquer intervenção no conflito. A bordo da sua única nave, um chaço comprado a prestações e em segunda mão pelo ministério da defesa, chegariam sempre tarde a qualquer batalha interestelar, conquistando a alcunha de “o cú da Aliança”. Pequeninos e ruidosos, sempre em autocomiseração, percorreriam galáxias em direcção a lado nenhum. O costume…
May the force be with you.


[Humor Negro]

Comentários

Em direcção a lado nenhum, e de preferência em contramão.

Grande malha, Humor!
Espreita aí a amostra dos candidatos ao exército revoltoso! [[ ]]

http://files.filefront.com/ssaswconvention/;3969506;;/fileinfo.html

Ao contrário de ti sempre detestei a saga da Guerra das Estrelas mais os seus androides tão pouco credíveis...o seu protagonista amaricado e a sua princesa com ar de tudo menos de princesa (cala-te boca)...em todo o caso acredito que uma aliança fosse possível...para grandes problemas, grandes medidas! no caso de surgir um acontecimento que fizesse juntar a Europa toda em uníssono, a união aconteceria pelo mero instinto de defesa contra o exterior e essas características estereotipadas que atribuis a cada um dos paises esbater-se-iam...acredito sim na hipótese aventada por Aldous Huxley no Admirável Mundo Novo...o mundo dividido em dois Blocos num equilibrio instável pronto a explodir a qualquer momento....em que cada um de nós é condicionado mentalmente em prol de uma falsa harmonia

Mas o mundo já esteve dividido em dois blocos, esses dois blocos e essa falsa harmonia já existiram neste planeta pós II guerra mundial e consequente guerra - fria. Se para destruir um, vamo-nos destruir os dois então vamos coexistir lado a lado “pacificamente” e armando-nos mutuamente para cada um ir dissuadindo o outro de ter tais ideias, a doutrina de blocos da guerra fria de Brejnev, cada um procurando cativar para o seu bloco outros parceiros.
Quanto a União, do Humor Negro, se um dia a humanidade se encontrar ameaçada por qualquer “existência extra - terrestre” não duvido dessa união entre todo o planeta. O caso é haver um inimigo exterior identificado que nós ponha em perigo a todos.
Há um livro que foi adaptado ao cinema chamado a Guerra dos Mundos de H.G. Wells, ( e que uma versão radiofónica teatralizada dessa obra por Orson Welles pôs meia América em pânico nos anos 30 ) e que demonstra isso mesmo, a união face a um inimigo destruidor e para o qual não tínhamos qualquer hipótese,os nossos meios militares as nossas bombas atomicas não serviam para nada, estavamos a ser dizimados, mas o autor do livro encontrou uma solução para a humanidade triunfar sem necessidade de armas super - poderosas ou perícias militares e heróis, a simples natureza que é nossa aliada e que através de milhões de anos de convivência com ela nos criou defesas no nosso organismo. Ou seja simples organismos microscópicos como uma constipação que para nós eram inofensivos tornaram-se mortais para tais seres invasores e assim triunfamos.

Excelente Jon. O entrevistador é letal.

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