Dan Brown ganha caso em Tribunal!
Notícia de última hora:
Court rejects Da Vinci copy claimThe Da Vinci Code author Dan Brown did not breach the
copyright of an earlier book, London's High Court has
ruled.Michael Baigent and Richard Leigh, who wrote 1982 book
The Holy Blood and the Holy Grail, sued Random House,
publisher of both books.Mr Brown said the verdict "shows that this claim was
utterly without merit"."I'm still astonished that these two authors chose to
file their suit at all." The ruling clears the way for
the Da Vinci Code movie to come out in May.
Fonte: BBC (7-4-2006)
Conforme se esperava, Dan Brown saiu a ganhar deste processo. De facto, era complicado encontrar base legal para plágio, mesmo sendo evidente que o autor se baseou em larga medida na obra de Lincoln, Baigent e Leigh, O Sangue de Cristo e o Santo Graal.
Divertido, foi mesmo ouvir Dan Brown, à saída, afirmar que qualquer romancista se deveria poder basear em «ensaios históricos» (sic) sem que tivesse que ver o seu nome arrastado para tribunal. Brown demonstrou grande fair play, usando um termo altamente elogioso para a obra pseudo-histórica de Lincoln e amigos, que assim poderão conseguir vender mais alguns milhares de livritos para pagar aquela que se imagina ser uma brutal conta em advogados...
Como ainda existe muita gente desorientada e crédula destas teorias pseudo-históricas, aqui deixo uma página com 25 perguntas e respectivas respostas acerca deste fenómeno mediático, cuja loucura máxima ainda está para vir, após a estreia a 19 de Maio do filme homónimo de Ron Howard:
http://bmotta.planetaclix.pt/codigodavinci.html
Extremamente útil e elucidativa é também a leitura do resumo do julgamento.
Para terminar, recomendo vivamente aos interessados que façam o download do texto completo do julgamento, onde se pode verificar com grande facilidade como a Justiça Britânica não tem dificuldade em reconhecer a fraude do Priorado de Sião como tal.
Infelizmente, há pessoas que, mesmo assim, não vão desistir das teorias que pensam que "aprenderam" com a leitura d'O Código da Vinci, de Dan Brown. Há pessoas, e muitas, para quem a atracção e a paixão puramente emotiva por uma ideia falsa vale muito mais do que a verdade histórica...

Comentários
A Rainha da Sucata
Andam por aí umas vozes em sobressalto com o que se escreve na Net, e, à cabeça, com a crescente influência das temáticas, abordadas nos “blogues”, sobre a Opinião Pública Nacional. Cumpre-me aqui dizer que sou novo nos “blogues”, e suficientemente antigo, na Opinião Pública. E como me estou, à cabeça, aparentemente – depois, verão que não... – zenitalmente borrifando para os “blogues”, vou, pois, começar pela Opinião Pública.
Ora, em qualquer país pretendido civilizado, a Opinião Pública não é mais do que um misto de emoção e raciocínio difuso, que leva a que as sociedades exerçam, em conjunto, as suas auto-análises, os seus direitos espontâneos de aprovação e desagrado, e uma necessária catarse colectiva, fruto dos sabores e dissabores do Rumo da História.
Os períodos de Opressão e de Distensão medem-se, pois, pelo vigor e maturidade que essa Opinião Pública manifestar.
Na sua coluna de despedida do “Diário Digital”, Clara Ferreira Alves, criatura que nunca frequentei, nem sequer sabia que escrevia, mas que, naquele panorama do Ridículo Nacional, apenas me fazia, de quando em vez, sorrir, entre as suas apalhaçadas oscilações entre o negro azeviche e o louro caniche, dizia eu, centra-se, num dado momento da sua despedida, sobre a perniciosa influência dos blogues na tradicional “Imprensa Impressa”: de acordo com ela, “A Blogosfera é um saco de gatos, que mistura o óptimo com o rasca, e (as vírgulas atrás são todas minhas) acabou por se tornar num magistério da opinião (d)os jornais”, os quais nunca foram sacos de gatos, sempre souberam recolher o óptimo, e nunca constituíram um prolongamento do magistério dos Interesses Ocultos Predominantes.
É óbvio que em todos os jornais, como em todos os "blogues", como em todos os programas de televisão de carácter rasca, -- terríveis eixos do mal --, “existe e vegeta um colunista ambicioso, ou desempregado, (as vírgulas continuam a ser minhas), ou um mero espírito ocioso e rancoroso”, que pode ser vário, como os nomes de Satã.
“Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, [publicando] agora as ejaculações”, as quais deveriam continuar a ser privadas, porque o exercício da cobrição, que tantas vezes levou a que um mau texto aparecesse nas parangonas da Crítica, fruto de uma noite mais ou menos bem passada, ou de uma jantarada em lugar eminente, poderia, e deveria, pelos mais elementares deveres do Pudor, nunca ultrapassar a atmosférica fronteira do Secreto e do Invisível. Para mais, parece que, nos blogues, escancarada janela rasgada sobre o Tudo, já não existe aquela claustrofóbica sensação das escassas três ou quatro janelinhas, onde a iluminação da Crítica Impressa revelava ao profano o pouco que se fazia, e, logo, podia aspirar a existir. Parece que nos blogues, dizia eu, se fala agora abertamente de tudo e de todos, e não apenas dos amigos, dos que nos assalariaram o texto, ou dos que nos pagaram para sermos gerentes da sua irremediável Insignificância.
Compreende-se a angústia da Clarinha: com a ascensão dos “blogues” e o declínio dos jornais, anuncia-se também o fim do monopólio das palas postas nos olhos dos burros, e daqueles que tinham o exclusivo poder de as pôr.
Clara Ferreira Alves manifesta-se inquieta pelo seu Presente, e teme pelo seu Futuro. Mais acrescento eu que o que está em jogo é, sobretudo, o seu PASSADO e o de todos os que se lhe assemelham, porque a Cabala, que, durante décadas, tão habilmente geriram, se está agora a desmantelar por todos os lados.
Nos “blogues”, nada mais existe do que quem diariamente fale de tudo e todos, sem defender quaisquer sistemas que não os da prevalência do Excelente sobre o Medíocre, do Livre sobre o Encomendado, e, sobretudo, quem o faça GRATUITAMENTE, ou seja, por mero Dever Cívico, por vontade de intervir, por caturrice, ou tão-só pela amistosa gratidão de poder Partilhar.
É verdade que com os “blogues”, poderá estar em jogo o fim da Palavra Comprada, e já estar a vislumbrar-se o início da Era da Palavra Livre e Particular, o Reino da Palavra Gratuita. Talvez seja isso a Comunicação Global. Em breve, também aí se fará a separação do Trigo do Joio, e passará a vencer quem melhor escrever e mais for lido, dispensando-se as tradicionais encomendas das almas.
Penso, publico, sou lido, e logo existo. Tudo o resto é vão.
Ah, e isto não é um texto para resposta, sobretudo qualquer tipo de resposta, como dizia o Vasco Pulido Valente, que metesse “na conversa a sua célebre descrição do pôr-do-sol no Cairo.
Muito obrigado.”
afixado por: Arrebenta | abril 8, 2006 01:59 PM
"para quem a atracção e a paixão puramente emotiva por uma ideia falsa vale muito mais do que a verdade histórica"...
Pois... bem se pode acrescentar que também "há muitas pessoas para quem os fenómenos «da moda» são, apenas por este facto, os alvos mais fáceis e mais sujeitos à crítica cega."
afixado por: Ivo Rafael Silva | abril 8, 2006 06:22 PM
Caro Bernardo,
Julgo que no livro de Dan Brown não está em causa a veracidade.
É um romance, não passa disso. Não é uma obra de História nem o pretende ser. E até apresenta uma "estória" verosímil. A questão do Priorado de Sião (obviamente falsa) enquadra-se nessa perspectiva. E não há dúvida em como ele conseguiu, mais do que ninguém, lançar o interesse da opinião pública sobre alguns aspectos menos "religiosamente correctos".
A propósito, permite-me prevaricar. Criei hoje um blog, só com vídeos:
http://revisao-de-imagem.blogspot.com
Um abraço!
afixado por: rantas | abril 8, 2006 07:55 PM
Caso tivesse sido outro o desfecho seria praticamente impossível escrever pois todo poderia ser considerado plágio.
Esta situação deveria também nos alertar para o tema das patentes e, em particular, das tecnológicas!
JAC
Blog - "O meu Computador"
(Tecnologias de Informação e Comunicações)
http://o-meu-computador.blogspot.com/
afixado por: JAC | abril 9, 2006 01:24 AM
Caso tivesse sido outro o desfecho seria praticamente impossível escrever pois todo poderia ser considerado plágio.
Esta situação deveria também nos alertar para o tema das patentes e, em particular, das tecnológicas!
JAC
Blog - "O meu Computador"
(Tecnologias de Informação e Comunicações)
http://o-meu-computador.blogspot.com/
afixado por: JAC | abril 9, 2006 01:32 AM
Caso tivesse sido outro o desfecho seria praticamente impossível escrever pois todo poderia ser considerado plágio.
Esta situação deveria também nos alertar para o tema das patentes e, em particular, das tecnológicas!
JAC
Blog - "O meu Computador"
(Tecnologias de Informação e Comunicações)
http://o-meu-computador.blogspot.com/
afixado por: JAC | abril 9, 2006 01:33 AM
É, essa vertente das patentes e das novas tecnologias é de facto um labirinto que devia fazer meditar um pouco. Embora os direitos de autor esteja um bocado ao lado disso e seja reconhecido independentemente de registo ou de outra formalidade, nas patentes não é assim. O conceito de propriedade intelectual, as patentes é muito vasto, mas a sua utilização e protecção em termos legais ou oficiais restringiu-se à propriedade ou apropriação privada do conhecimento para o transformar numa mercadoria como outra qualquer e a partir dai num negócio, e este tipo de negocio veio a proliferar cada vez mais extravasando o seu campo especifico e englobando direitos e abrangendo objectos e métodos que são património comum, natural (códigos genéticos) e humano ( conhecimentos empíricos, racionais e processos mentais) põe se a questão por exemplo do software ser livre ou não, questionando-se que as patentes em software e Internet estão a atrasar a inovação por exemplo. Funcionando como um monopólio. mas deriva disto tudo que as patentes se tornaram em títulos transaccionáveis como as acções que alimentam isto tudo quer as industrias estabelecidas quer carteiras de valores deste novo negócio emergente e especializado neste tipo de negócio,
Há um exemplo
entre 1993 e 2002, a International Business Machines Corp., líder mundial de patentes, adquiriu 22 mil patentes de que veio a usufruir US$10 mil milhões em receitas de licenciamento. Boa parte dessas receitas resulta de litigações judiciais.
afixado por: leopard | abril 9, 2006 11:46 AM
Peço desculpa, mas queria divulgar o que se segue, para quem tiver curiosidade...
O que sabemos sobre a "gripe das aves"? Porque é que há notícias censuradas, sistematicamente, pelos OCS?
Queria sugerir mais uma visita ao meu blog, SOCIOCRACIA, onde coligi uma série de elementos sobre "o Negócio do Medo". Há para todos os gostos, desde os factos fortemente indiciados, até "teorias da conspiração", plausíveis. Tudo para demonstrar que há muita gente cuja consciência está a ser "agredida" pela campanha de medo da comunicação social e pela censura cerrada e cretina a este tipo de notícias... Peço a todos que divulguem, de modo a criar uma corrente que não possa mais ser ignorada...
afixado por: Biranta | abril 9, 2006 05:48 PM
Ivo Rafael,
Não deves estar a ver bem o filme. Se achas que o que eu escrevi tem alguma coisa a ver com "crítica cega", o melhor será mudares de lentes...
afixado por: Bernardo | abril 10, 2006 09:55 AM
Rantas,
Sê bem-vindo a este canto internético!
Acredita que o que dizes é a opinião da maior parte das pessoas: muitos julgam que Dan Brown não promove a sua obra como verdadeira. Eu identifico dois grandes problemas com grande parte da opinião pública no que diz respeito a esta obra:
1. Muitos pensam que Dan Brown, no geral, não se enganou muito; muitos até "dão de graça" que ele se enganou em relação ao Priorado de Sião; na verdade, todo o livro é um desfilar de "nonsense" do princípio ao fim; não há qualquer verosimilhança nas "estórias" que ele apresenta, e é isso que importa esclarecer; por fim, não se trata de defender o "religiosamente correcto"; Dan Brown está "historicamente incorrecto" em tudo o que afirma;
2. Muitas pessoas têm a impressão de que Dan Brown não promove a historicidade e a veracidade das teses do seu livro; isso é falso: Dan Brown falou publicamente muito poucas vezes, mas quase sempre que o fez, ele deixou claro que as suas teorias são "um segredo narrado durante séculos", chegando ao cúmulo de afirmar que "historiadores estavam ansiosos de partilhar as suas descobertas" com ele.
Há muita ideia errada a circular na opinião pública. É precisamente porque muitas pessoas têm ideias estereotipadas acerca da Igreja Católica e da sua história que as ideias de Dan Brown pegam tão bem.
Ao longo da minha vida, graças aos malditos estereótipos divulgados pelos media, já fui obrigado a mudar de posição várias vezes sobre vários temas. Só queria evitar que tantas e tantas pessoas caíssem vítimas de enganos como estes.
Com ou sem fé, penso que todos procuramos a verdade. E tudo o que impedir o acesso a essa verdade é lixo e deve ser tratado como tal.
Apesar de ser católico, o que eu defendo é o rigor histórico e a verdade histórica.
Gostava de te sugerir a leitura destas perguntas e respostas, que sintetizam o que pude descobrir, com base em documentos, sobre este tema:
http://bmotta.planetaclix.pt/codigodavinci.html
Um abraço,
afixado por: Bernardo | abril 10, 2006 10:02 AM
(“são "um segredo narrado durante séculos", chegando ao cúmulo de afirmar que "historiadores estavam ansiosos de partilhar as suas descobertas" com ele”)
Os verdadeiros historiadores devem estar de facto roidínhos de inveja, valha-nos deus.
E depois um livro de historia não é um romance. Obedece o outros critérios de decisão e de supervisão na sua elaboração e publicação, não é um livro que se faça para sair em épocas especiais natal verão etc. procurando o efeito de espectáculo e de amealhar as disponibilidades financeiras dos compradores. Embora se possam fazer livros de romances com a história, basta lembrarmo-nos do nosso Alexandre Herculano,por acaso historiador que aproveitou os conhecimentos da profissão para fazer romances, que tem vários e não são tão lidos como o Dan Brown, por exemplo e que situa as cenas em épocas históricas só isso.
afixado por: leopard | abril 10, 2006 11:08 AM
Leopard,
Eu devo estar a explicar-me mal...
Ninguém deveria confundir um romance com uma obra de História. Ninguém espera de um romancista qualquer rigor histórico.
Os problemas fundamentais de Dan Brown com este livro são estes:
1. A página "FACTO": Dan Brown revela ao leitor, logo na primeira página, uma série de falsos "factos"; esta parte, supostamente, não é ainda romance, certo?
2. Dan Brown defende publicamente a veracidade das suas "teorias"; ou seja, Dan Brown não quer que a obra seja vista como apenas "ficção";
3. Dan Brown está errado; ou seja, as suas "teorias" não têm validade científica
4. Uma grande parte dos leitores de Dan Brown (não tenho as estatísticas, mas a julgar pelos mails que recebo e pelas pessoas com quem falo, são muitos) leva o romance a sério, ou seja, acredita que existe um fundo de verdade nas "teorias" deste livro; e isto é grave, pelo menos para quem se preocupa com a verdade histórica.
É pena que eu tenha que repetir isto até à exaustão, mas os mal-entendidos são mais do que muitos!
Dan Brown pode inventar o que quiser, ele só não deveria (na minha concepção de ética) afirmar que as teorias do seu livro são verdadeiras, nem anunciar na ÚNICA página supostamente factual do seu livro uma série de falsos factos (que ele, ainda por cima, sabe bem que não são factos - isto pode ser demonstrado).
Cumprimentos,
afixado por: Bernardo | abril 10, 2006 07:10 PM
Também acho, não se deve tentar passar por histórico. Mas então porque este preciosismo. Só se isso se passa só na cabeça dele, contaminando outros de permeio. Ele escreveu um romance género policial de enorme sucesso, incomodativo para alguns porque tais informações a serem reveladas e se fossem verdadeiras, estilhaçariam a igreja, mas não só a católica, é preciso notar.
Mas este universo de ficção quanto a mim deve ser visto como uma dimensão onde liberdades criativas ficcionais, foram tomadas ao ponto de se apresentar como certezas de relatos históricos para quem? Assim, acho que se deve ver o código Da Vinci exactamente pelo que ele é, um livro de ficção e aventura talvez não brilhante e muito longe de ser um novo tratado para se entender a história humana. Mas que no dizer do autor, e explicando o sucesso do seu êxito, acaba por bater na tecla certa das pessoas que as torna receptivas. O mistério a religião e a politica. (“O segredo interessa a todos!”. Mas jamais pensou que o seu ‘Código’ agradasse a tanta gente: “Escrevi o livro para explorar ideias que me intrigavam pessoalmente”), confessa o escritor que não dispensa um bom livro à cabeceira.
Não me parece do que ele diz, que se possa extrair liquidamente que afirma ser precisão histórica e não ficção. Ele deixa a interpretação dessa ideias e dessas pistas que fornece ao critério do leitor, embora nem todas as pistas e ideias tenham rigor realista e cientifico, mas isso depende da cultura de cada um.
HOW MUCH OF THIS NOVEL IS TRUE?
The da Vinci Code is a novel and therefore a work of fiction. While the book's characters and their actions are obviously not real, the artwork, architecture, documents, and secret rituals depicted in this novel all exist (for example, Leonardo da Vinci's paintings, the Gnostic Gospels, Hieros Gamos, etc.). These real elements are interpreted and debated by fictional characters. While it is my belief that some of the theories discussed by these characters may have merit, each individual reader must explore these characters' viewpoints and come to his or her own interpretations. My hope in writing this novel was that the story would serve as a catalyst and a springboard for people to discuss the important topics of faith, religion, and history.
BUT DOESN'T THE NOVEL'S "FACT" PAGE CLAIM THAT EVERY SINGLE WORD IN THIS NOVEL IS HISTORICAL FACT?
If you read the "FACT" page, you will see it clearly states that the documents, rituals, organization, artwork, and architecture in the novel all exist. The "FACT" page makes no statement whatsoever about any of the ancient theories discussed by fictional characters. Interpreting those ideas is left to the reader.
IS THIS BOOK ANTI-CHRISTIAN?
No. This book is not anti-anything. It's a novel. I wrote this story in an effort to explore certain aspects of Christian history that interest me.
Agora os contundentes relatos é que têm deixado milhões de leitores perplexos já não sabendo em que acreditar. Talvez pelo menos os mais sugestionáveis. As teorias conspiratórias tem sempre enorme popularidade os códigos as cifras. Há uma outra teoria conspiratória que existiu não sei se ainda tem popularidade na cultura pop, a morte de Paul McCartney na década de 1960 e sua substituição por um sósia. Até hoje, muitos conspirólogos vêem mensagens cifradas em várias capas de discos dos Beatles sugerindo que Paul está morto. E depois qual é o mal? Não tem o mesmo interesse porque respeita a outro tema. Uma vez questionaram Freud o psicanalista, sobre o simbolismo fálico do charuto que fumava, ele declarou que "Às vezes, um charuto é só um charuto".
Mas o código da Vinci já foi descodificado historicamente por Amy Welborn no livro “Descodificando Da Vinci “ em que a autora aborda todas as tramas, crendices e erros intencionais ou não intencionais acerca do Cristianismo e suas origens, tais como apresentados no livro de Dan Brown. uma obra que examina, mas que tem por principal motivo para lê-la informar-se sobre a verdade histórica,
Por isso, eu acho que alguém culto e instruído Se quer aprender algo sobre Cristianismo ou Judaísmo ou outra religião ou tema histórico qualquer, sabe onde e em que livros procurar e, tenho a certeza que acha que não esta nenhum segredo envolvido nessas obras, descobrirá, que a verdade é muito mais interessante e autenticamente inspiradora do que qualquer das fantasias. Mas também é verdade e óbvio que alguém chegado a segredos sugestionável passará boas horas desperdiçando tempo vendo enigmas, cifras,, códigos, figuras etc, para enfim provar que nós humanidade estamos cheios de segredos e tudo que fazemos não revelamos as verdadeiras intenções, desde os egípcios e as suas pirâmides, os incas, maias, stonehenge etc. também compartilhamos de conhecimentos secretos cifrados, e que o que é, não parece ser, ou talvez o contrário, sabe-se la.
afixado por: leopard | abril 10, 2006 08:21 PM
Leopard, ainda bem que foi buscar esse texto, para que se possa mostrar, de forma clara, como Dan Brown é mentiroso.
«Ele escreveu um romance género policial de enorme sucesso, incomodativo para alguns porque tais informações a serem reveladas e se fossem verdadeiras, estilhaçariam a igreja, mas não só a católica, é preciso notar.»
Leopard, há aqui um ponto no qual não conseguimos entender-nos. As "informações" veiculadas por Dan Brown são falsas, por isso, é absurdo pensar-se em quem é que elas "incomodam" desta forma: elas incomodam, por serem falsas, todos aqueles que honestamente gostam da verdade. Há ateus fortemente empenhados na crítica a Dan Brown! Pense, Leopard, porque é que eles o farão? O que é que levará um autor como Paul Smith a criticar o Priorado de Sião e o Código da Vinci?
«Não me parece do que ele diz, que se possa extrair liquidamente que afirma ser precisão histórica e não ficção.»
Não percebo porque é que isso, para si, não é evidente.
«HOW MUCH OF THIS NOVEL IS TRUE?»
A resposta que Dan Brown dá a esta pergunta estaria correctíssima. O que ele diz aqui faria imenso sentido. Mas Dan Brown, desonestamente, contradiz-se várias vezes. A resposta que ele dá a esta pergunta não bate certo com outras suas afirmações.
«BUT DOESN'T THE NOVEL'S "FACT" PAGE CLAIM THAT EVERY SINGLE WORD IN THIS NOVEL IS HISTORICAL FACT?
If you read the "FACT" page, you will see it clearly states that the documents, rituals, organization, artwork, and architecture in the novel all exist.»
O problema não está nesta frase da página FACTO. Dan Brown é sabujo! Ele ignora totalmente, nesta resposta, os falsos factos desta primeira página: ele engana o leitor ao dizer que o Priorado de Sião data de 1099, que o Opus Dei é uma "seita", que Leonardo da Vinci e outros fizeram parte do Priorado, que os Dossiês Secretos são em pergaminho (são em papel!), e será preciso continuar?
«The "FACT" page makes no statement whatsoever about any of the ancient theories discussed by fictional characters.»
FALSO!
Dan Brown mente descaradamente. A sua página "FACTO" faz afirmações claras acerca da crença do autor nas teorias do Priorado de Sião!
«Interpreting those ideas is left to the reader.»
Ah, claro! ;)
O leitor acabou de ler uma página intitulada "FACTO" cheia de falsos factos, e está mesmo prontinho para "interpretar"... Que cinismo...
«IS THIS BOOK ANTI-CHRISTIAN?
No. This book is not anti-anything. It's a novel.»
Sim, depois da página FACTO, onde o autor pede ao leitor que acredite na seriedade do seu trabalho, só falta a frase chave do Código da Vinci:
"almost everything our fathers taught us about Christ is false"
Q.E.D.!
«Agora os contundentes relatos é que têm deixado milhões de leitores perplexos já não sabendo em que acreditar.»
Pense lá, Leopard, porque é que as pessoas ficaram sem saber em que acreditar... Porque é que será? Talvez seja porque Dan Brown e os seus agentes promovem o livro como sério? Talvez ajude o facto de muitos professores desonestos e incompetentes promovem, MESMO EM ESCOLAS PORTUGUESAS, a leitura deste livro como matéria de estudo?
Quando é que pára a pouca vergonha?
Leopard, na sua grande maioria, os leitores do Código da Vinci não estão preparados para distinguir verdade da ficção. E Dan Brown, seguramente, fez muito por isto.
afixado por: Bernardo | abril 11, 2006 10:51 AM
Bernardo.
(Pense lá, Leopard, porque é que as pessoas ficaram sem saber em que acreditar... Porque é que será? Talvez seja porque Dan Brown e os seus agentes promovem o livro como sério? Talvez ajude o facto de muitos professores desonestos e incompetentes promovem, MESMO EM ESCOLAS PORTUGUESAS, a leitura deste livro como matéria de estudo?
Quando é que pára a pouca vergonha?)
(Leopard, na sua grande maioria, os leitores do Código da Vinci não estão preparados para distinguir verdade da ficção. E Dan Brown, seguramente, fez muito por isto)
Bernardo o facto de uma pessoa escrever um livro não quer dizer que seja especialista na matéria ou tenha de contar tudo com rigor cientifico ou tenha obrigação de se fazer acompanhar por especialistas, hoje em dia a escrita de um livro é simples e a publicação também.
O facto de o livro misturar factos falsos com verdadeiros é que cria confusão.
O priorado de Sião que ele menciona como facto no inicio, quer classifica-lo como “facto formal”ou substancial, é que mesmo como fraude existiu, mesmo que não correspondendo a realidade histórica factual pretendida pelos seus autores. portanto ele pode menciona-lo no seu livro e não tem que saber se é verdadeiro ou falso, intencionalmente ou não, não esta a escrever um livro didáctico ou de historia. Ai sim reside o perigo de quem lê saber se o que lê é verdadeiro ou falso, ou pelo menos duvidar e ir consultar outras fontes. O que nos remete para o comentário do Bernardo com que abri.
Será que as pessoas devem ser protegidas então destes escritos? destes pseudo factos? Desta liberdade de escrita . Há quem diga que sim, e como? Já foi feito e ainda é feito, pela proibição ou censura. A denuncia de ser falso fraudulento não corresponder a verdade historica, so traz mais publicidade gratuita e mais sucesso,
Eu acho que as pessoas devem se proteger através da cultura e da educação não sendo proibidas de nada mas sim serem elas e distinguir naquilo que lêem o verdadeiro do falso. Isto implica educação, instrução, cultura.. Não compete a Dan Brown nem a outros escritores de novelas ficcionais esta tarefa de protecção ou de educação.
Se quiser acho que o Dan Brown cometeu um erro ao mencionar os factos que da como certos, devia como em qualquer bom livro pedagógico ou técnico indicar a bibliografia para os possíveis leitores interessados saberem em que livros ou opiniões ele se baseou ao focá-los no seu romance e poderem comparar ou consultar, não sendo tudo completamente produto da sua imaginação.
Só uma ultima nota pode crer que por este caminho filmes que venham a ser feitos vão ser um sucesso. A propaganda e o interesse desperta já aqui.
afixado por: Anonymous | abril 11, 2006 11:35 AM
o anonymus anterior
afixado por: leopard | abril 11, 2006 11:42 AM
Leopard,
Infelizmente, não me livro dos mal entendidos. Não estou a promover qualquer tipo de censura!
«Será que as pessoas devem ser protegidas então destes escritos? destes pseudo factos? Desta liberdade de escrita?»
É evidente que não.
Eu li o Código da Vinci. Vou ver o filme.
Não defendo qualquer tipo de censura.
Isso não quer dizer que o livro de Dan Brown, aliás que qualquer livro, esteja a pairar acima da crítica!
Ou estará?
«A denuncia de ser falso fraudulento não corresponder a verdade historica, so traz mais publicidade gratuita e mais sucesso»
Essa é boa!
Então, que sugere, Leopard?
Dan Brown vende 40 milhões de obras que induzem falsos "FACTOS" no leitor, logo a começar na primeira página. O já confuso leitor procura o site de Dan Brown ou assiste a entrevistas públicas. Fica ainda mais confuso, porque apesar de Dan Brown afirmar que apenas fez "ficção", ele acredita nas teorias que coloca no seu romance. Basta ler o que ele afirma acerca do Priorado de Sião, de Leonardo da Vinci, e sobre o Graal ser a "linhagem sagrada" de Jesus e Maria Madalena. Dan Brown é um "crente" nestas teorias! Pode-se demonstrá-lo sem esforço!
O que fazer?
Ficar de braços cruzados?
Mesmo que isso aumente as vendas?
Sinceramente, fico farto dos argumentos baseados em dinheiro: que me interessam as vendas de Dan Brown? Que ele venda, e muito! Agora, que se deixem os críticos em paz! Criticar é bom! Apontar os erros é óptimo para qualquer leitor interessado em saber a verdade!
Eu gostaria de saber, sinceramente, em que é que a defesa da verdade pode chatear, ou perturbar a leitura deste livro ou de qualquer outro!
Será que é assim tão incómodo para tantos leitores de Dan Brown que se diga que as suas "teorias" são falsas?
É que são mesmo!
«Isto implica educação, instrução, cultura.»
Ah pois implica!
Tem sido esse o meu esforço, eu que já caí na esparrela destas teorias há dez anos atrás! E só consegui perceber todo o panorama da fraude do Priorado de Sião e da "linhagem sagrada" depois de muita leitura e muito estudo! Haverá algo de mais normal do que apontar os erros destas ideias modernas que estão a atrair imensa gente que não distingue facto de ficção?
«Não compete a Dan Brown nem a outros escritores de novelas ficcionais esta tarefa de protecção ou de educação.»
De acordo.
Mas é-lhes lícito enganar leitores com pseudo-factos apresentados como "FACTO"?
«Se quiser acho que o Dan Brown cometeu um erro ao mencionar os factos que da como certos»
Ah, finalmente!
Concordamos neste ponto, que é o fundamental!
Se essa página não existisse, e se Dan Brown não tentasse, teimosamente, defender as suas ideias como verdadeiras, eu não teria nada a apontar a ele.
Dan Brown não tem que dar nenhuma nota de rodapé nem nenhuma bibliografia! Mas também não deveria ter tido a "tentação" de colocar uma página de "FACTOS" fraudulentos. Fica mal. Engana muita gente...
«Só uma ultima nota pode crer que por este caminho filmes que venham a ser feitos vão ser um sucesso. A propaganda e o interesse desperta já aqui.»
É evidente que o enganador chamariz dos "factos", ou seja, o truque milenar de dizer "baseado numa história verídica", ajuda sempre às vendas. Se o autor sabe que está a enganar, há aqui, julgo eu, um problema ético. Isto é, para quem ainda dá valor a questões de ética.
Agora, Dan Brown é livre de escrever o que bem entende? Claro que sim!
Tanto como eu sou livre de o desmascarar como um autor desonesto, e sou livre para demonstrar como as "teorias" que ele vende são falsas.
Fiz-me compreender?
Volto a remeter para a minha página de perguntas e respostas, onde também falo sobre censura e sobre liberdade de expressão:
http://bmotta.planetaclix.pt/codigodavinci.html
No dia 19 de Maio, lá estarei na estreia do filme, e não irei dizer a ninguém para evitar este filme, assim como nunca disse a ninguém para evitar a leitura do livro.
Cumprimentos,
afixado por: Bernardo | abril 11, 2006 12:11 PM
Bernardo, já ouvi dizer que vai em 50 milhões mas isso também não interessa, se ele consegue cinquenta milhões com um livro de factos falsos, imagine como isso seria se fossem verdadeiros?
Não, não estou a dizer que não se deve criticar e alertar para o perigo de alguns livros, só me incomoda esta onda que no seu seguimento leva ao aparecimento de outros explorando precisamente esse filão e a escrita de outros para explicar estes, mais os artigos de imprensa, comentadores etc.
Ética, é relativa. E a escrita destes livros para enganar leitores não é crime, portanto ele fez tudo legalmente, e ele pode defender as suas ideias como verdadeiras dai eu ter dito que devia ter mencionado então as fontes em nota bibliográfica, se moralmente quisermos dizer que foi ou é desonesto podemos dizer que não vem dai mal nenhum.
Ah e não penso ir ver o filme assim como não li (ainda) nenhum livro dele mas por questão de gostos.
cumprimentos
afixado por: leopard | abril 11, 2006 12:29 PM
"se moralmente quisermos dizer que foi ou é desonesto podemos dizer que não vem dai mal nenhum."
Como animais de imitação que somos, não diria o mesmo, diria mesmo o contrário. Concordo absolutamente com o Bernardo em que se deve criticar abertamente aquilo que sabemos estar mal, independentemente da liberdade de expressão.
Aliás, ultimamente, tenho vindo a perceber que o argumento de "liberdade de expressão" tem servido de base para uma censura aberta e descarada a toda a crítica que se deveria poder fazer (e não só: ser apoiada!), como por exemplo o que aconteceu com Freitas do Amaral, que mesmo falando português, foram poucos os que compreenderam as suas palavras (e dou de barato a sua inabilidade política, mas critico fortemente a cegueira de quase todos ao conteúdo das suas próprias palavras!!)
afixado por: luis dias | abril 12, 2006 06:10 PM
"se moralmente quisermos dizer que foi ou é desonesto podemos dizer que não vem dai mal nenhum."
Pois é mas eu só quis dizer, se não entendeu que a moral não vale nada em confronto com o direito com o legal.
Portanto continuemos com as imitações.
afixado por: leopard | abril 12, 2006 07:09 PM