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junho 10, 2006

Blogspot! Here I go!

Não consigo publicar no "de vagares...", under my nick.

Também não me é permitido publicar imagens "under this nick".

Nem sequer tenciono preocupar-me muito com o "problema", afinal, o blogger está mesmo ali.

Decididamente, isto sem o Paulo Querido não é a mesma coisa. Terça-feira, caso o problema não esteja resolvido, mudamos para aqui.

Afinal, até é de borla!

Um aviso basta. É a velha questão do cliente (e que cliente!) ter sempre razão!

E se há coisa que eu preciso é de um desafio!

aeio-quê?

[Monty]

abril 30, 2006

Olhá medalha!

A medalha de campeão de Mourinho está a suscitar grande interesse e já existiram 84 ofertas no leilão que atingiram o valor de 10 milhões de euros, mas este número poderá ser superado, porque o prazo apenas termina a 10 de Maio. [ [A Bola]

Quando for mulher quero ser assim....

... de preferência, sem aquela tatuagem, nem aquele ar de lambisgóia - por outro lado, se for esse o preço a pagar para andar a comer a Jolie e a Madonna ao mesmo tempo...

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"É o sonho de qualquer homem deitar-se com Angelina Jolie ou Madonna, mas eu andava a fazê-lo com as duas e ao mesmo tempo"

Jenny Shimizu

abril 29, 2006

ah, juiz dum catano!

The secret behind the judgment code - Smithy Code Jackie Fisher who are you Dreadnought
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The Times broke the story of how Mr Justice Peter Smith, the judge presiding over the plagiarism case brought against Dan Brown, the book’s author, had included a coded message of his own in the 71-page judgment.

abril 22, 2006

A razão de votar Abrantes Mendes

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«Francis Obikwelu tinha muita vontade de representar o clube neste ano de centenário, mas agora está livre. Por isso, iremos analisar qualquer oferta, seja de Portugal ou da China»

abril 18, 2006

Das aparências...

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abril 12, 2006

As crianças geralmente não gostam de salada

"Qual é o bom pai de família que, por uma ou duas vezes, não dá palmadas no rabo dum filho que se recusa ir para a escola, que não dá uma bofetada a um filho que lhe atira com uma faca ou que não manda um filho de castigo para o quarto quando ele não quer comer? Quanto às duas primeiras, pode-se mesmo dizer que a abstenção do educador constituiria, ela sim, um negligenciar educativo. Muitos menores recusam alguma vez a escola e esta tem - pela sua primacial importância - que ser imposta com alguma veemência. Claro que, se se tratar de fobia escolar reiterada, será aconselhável indagar os motivos e até o aconselhamento por profissionais. Mas, perante uma ou duas recusas, umas palmadas (sempre moderadas) no rabo fazem parte da educação. Do mesmo modo, o arremessar duma faca para mais a quem o educa, justifica, numa educação sã, o realçar perante o menor do mal que foi feito e das suas possíveis consequências. Uma bofetada a quente não se pode considerar excessiva. Quanto à imposição de ida para o quarto por o EE não querer comer a salada, pode-se considerar alguma discutibilidade. As crianças geralmente não gostam de salada e não havia aqui que marcar perante elas a diferença. Ainda assim, entendemos que a reacção da arguida também não foi duma severidade inaceitável. No fundo, tratou-se dum vulgar caso de relacionamento entre criança e educador, duma situação que acontece, com vulgaridade, na melhor das famílias."

Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 5 de Abril de 2006 [texto integral]

abril 03, 2006

Agora sim: acertar os parâmetros estéticos!

angelina jolie

Esta fotografia não é para nada, mas estava farto de abrir o Blog e ver um ovo a cavalo num apetitoso bife...
Tirei os ovos, a salada e as batatas e arranjei umas frutazinhas!

abril 02, 2006

Micro causa: uma estátua para o homem! Já!

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"O Sporting começou a ganhar no Estádio da Luz à 19ª jornada e não mais parou. Soma 10 triunfos consecutivos e, neste período, sofreu apenas 2 golos. Mantém o melhor ataque da prova (46 golos) e alcançou o estatuto da segunda melhor defesa(22) – mercê do tento sofrido ontem pelo Benfica no Estádio do Restelo. Neste particular, só o FC Porto se superioriza ao conjunto comandado por Paulo Bento." [Record]

março 24, 2006

Gato fedorento, versão érretêpê

Definitivamente, perderam a pedalada. Os ssquétxes de hoje, na RTP 1, assemelharam-se a remakes mais elaborados, mas nem por isso melhores. Fonseca, Barbosa, Meireles, Lopes da Silva - sempre a descer. Para quando o "RAP & Gato Fedorento Show", Domingos à noite, na TVI?

Fica a memória da inspiração.

Original Stinky Cat 1.JPG

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3cat.JPG

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5cat.JPG[Nina]

março 11, 2006

E estas reacções?
Também condenáveis, mas compreensíveis?*

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* o título alternativo desta posta é: "Ai a Puta da senilidade!"

Burn, madafóca!

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março 10, 2006

Arcas dos tempos que correm

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Cem mil portugueses considerados "fundamentais para o país", devido aos cargos que ocupam, vão receber antivirais em caso de pandemia provocada pelo vírus da gripe das aves, anunciou hoje a sub-directora-geral da Saúde, Graça Freitas. [Público]

E agora, o que será das vossas vidinhas, cambada de dispensáveis inúteis?

março 03, 2006

Mostra-me que James Bond tens, dir-te-ei dos tempos que correm

Daniel Craig

Daniel Craig, novo James Bond

Compreensível o caralho!

Freitas do Amaral, Ministro dos Negócios Estrangeiros, na Assembleia da República:

«(...) Mas é que para mim não era. Não era o essencial. O essencial estava muito para além e muito mais fundo do que o problema da violência. Que era apenas uma reacção....condenável, mas compreensível, face às ofensas, enormes, que tinham sido feitas a toda a comunidade islâmica pelos cartoons, do tal jornal de extrema-direita dinamarquesa (...)»

(sacado ao Blasfémias, que por sua vez o recebeu do Rui Semblano)

março 01, 2006

Forget fair, let´s just play


fevereiro 26, 2006

E amanhã o grito é: éssélbê! (II)

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E amanhã o grito é: éssélbê!

Académica: 0, Sporting: [1] [2] [3]

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Nem que volte a ser assim:

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fevereiro 25, 2006

A invasão

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Depois de ver o Brokeback Mountain, o único que se me afigura dizer é:


fevereiro 18, 2006

Como é que ficou o Benfica?

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Perdoai-lhe, que ela não sabe o que diz...

Hoje aconteceu algo que me faz temer pela boa saúde da minha sogra. Depois de lhe perguntar que fruta é que havia, ouvi a blasfema resposta: - Alá banana.

(para que conste: comi uma laranja. Ouviram? Uma laranja!)

fevereiro 14, 2006

A aritmética do olvido e do horror

Portugal Diário: O embaixador [do Irão em Lisboa] diz que «há muito por contar» e que ele próprio esteve em Auchwitz e fez «as contas». «Para incinerar seis milhões de pessoas seriam precisos 15 anos, por isso há muito que explicar e contar».

Ora, segundo as contas deste senhor, a capacidade de uma incineradora "reduz-se" a 1095 pessoas por dia, mais falangeta menos falangeta (confesso que não ponderei os anos bissextos).

A confrontar:

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A report from Himmler to Hitler, tallying the executions of 363,211 Jews in Nazi-occupied regions of the Soviet Union between August and November of 1942. Source: Hitler and the Final Solution, G. Fleming, University of California Press, Berkeley, 1984.

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A letter from SS-Sturmbannführer Jahrling to SS-Generalmajor Kammler, specifying the cremating capacity of the five Auschwitz crematoriums as 4,756 per 24 working hours. Source: Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers, J.C. Pressac, The Beate Klarsfeld Foundation, New York, 1989.

Sem esquecer outros métodos:

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A mass grave at the Bergen-Belsen concentration camp. Source: National Archives, College Park, Maryland.

Fonte: Holocaust Photo Archive Index

Entretanto, a latere ou talvez não, vide aqui a poderosa reacção do nosso Governo à crise internacional aberta pela publicação dos cartoons sobre Maomé; e, agora sem ironias, a clarividente análise de Constança Cunha e Sá sobre a dita reacção. Reacção? Silly me!

Alguém quer acrescentar alguma coisa?

fevereiro 12, 2006

Brutal & British

Público: Um vídeo em que um grupo de soldados britânicos agride quatro jovens iraquianos que não oferecem resistência foi esta manhã divulgado pelo tablóide britânico "News of the World", que não revela qual a companhia a que os soldados pertencem. O Ministério da Defesa britânico já reconheceu o carácter "grave" destas imagens e anunciou uma investigação urgente ao caso.

Selfe Defense...
...from bananas, cartoons and other dangerous stuff

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...from bananas, cartoons and other dangerous stuff" »

Vikings. Once they were brave.

vikingburkha

Medo, cagufa, miúfa, fazer o jogo deles...

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The editor and the 12 cartoons

mohammed-illustration.jpg (os outros onze)

Jyllands-Posten Editor-in-chief Carsten Juste talks openly about the 12 Mohammed cartoons, revealing for the first time how the idea originally came about, and how his newspaper is now dealing with an avalanche of death threats against its staff. Whilst tender some sort of regret to the offended - he remains adamant in affirming the unconditional right to freedom of expression

Interview by JOHN HANSEN, published on the 18th of December 2005

fevereiro 11, 2006

Está ganho!

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Cabo Verde e Portugal querem Ramos Horta na ONU

fevereiro 10, 2006

Lego Denmark

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From the desk of Elaib Harvey

Chega de cartoons, mudemos de assunto!

mafalda

fevereiro 07, 2006

Post sem ponta por onde se lhe pegue

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VPV, n' O Espectro

Nota: Sampaio, ao contrário do que diz o Vasco (como é que são mesmo os apelidos do homem?), já comentou (últimos 4 parágrafos), e Cavaco, nesta fase, como é óbvio, não o deve fazer. É que, ao contrário do que parece querer dizer o Vasco, não há dois Presidentes.

Mas não são só críticas, que o homem é mesmo bom. A frase "Grandes figuras, não há dúvida" é lapidar. Faz-me lembrar a estória daqueloutro que esteve seis meses no Parlamento. Sim, sim, o mesmo que se vangloria de não ter feito nada por lá.

Como é que a Minnie irá reagir?

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Cartoon de Steve Bell

fevereiro 06, 2006

Major Anti-Semitic Motifs in Arab Cartoons - o reverso da medalha

Deveras curiosa a entrevista a Joël Kotek* ao Jerusalem Center for Public Affairs. Data de 1 de Junho de 2004. As conclusões de Kotek, que vem fazendo, há mais de dois anos e meio, buscas diárias na internet, nos media Árabes, de cartoons anti-semitas, assentam em 4 ideias base:

* The main recurrent motif in Arab cartoons concerning Israel is "the devilish Jew." This image conveys the idea that Jews behave like Nazis, kill children and love blood. The similarity with themes promulgated by the Nazis is evident. Many Arab cartoons praise suicide bombing or call for murder. The collective image of the Jews thus projected lays the groundwork for a possible genocide.
* A caricature may have as much influence on public opinion as an editorial.
* Palestinian cartoonists often place emphasis on the anti-Semitic accusation of "ritual murder" of children. This is underscored by their claim that Israelis target Palestinian children. To dehumanize Jews, Arab cartoonists often depict them as malevolent creatures: spiders, vampires or octopuses.
* Several Arab hate motifs also have permeated Western society as they resonate with the long-standing anti-Semitic prejudices of the Christian world.

Alguns exemplos esclarecedores:

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"On 22 March 2000, the (...) journal ran another cartoon showing a large Pope talking to a small Jew with the skin, feet, and tail of an animal, and a big hooked nose, wearing a kippa. The Pope exclaimed 'Peace on Earth' while the Satanic-looking Jew calls out Colonies on Earth."

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"Bendib draws God holding a fat bag of dollars. On it the names of major Jewish organizations are written: 'ADL, AIPAC, ZOA.' God outstretches his hand to Bush, who slaughters a child on the altar of the Holyland Foundation for needy Muslim children. The caption reads: 'And the Almighty dollar [represented by God] said: "Sacrifice me, a Muslim son, or else." And George the W. said "You've got it Lord, if this improves my chances for a second term."

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"There are so many of these cartoons that I could select only a few for my book. Blood-drinking Jews are frequently shown by Al Ahram, one of Egypt's leading dailies. On 21 April 2001, it printed a cartoon showing an Arab being put into a flatting mill by two soldiers wearing helmets with Stars of David. The Arab's blood pours out and two Jews with kippot and Stars of David on their shirts drink the blood laughingly".

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"The tenth motif concerns apologies for suicide bombers. I collected many cartoons calling for outright murder. In the hundreds of designs I analyzed on this theme I did not find a single one depicting the Israeli as a civilian. He is always a soldier or an ultra-orthodox Jew. He has no father, mother or child."

A fazer fé na forma como a matilha de fanáticos sanguinários se revela influenciável pela nona arte, estes cartoons, claros apelos ao terror, explicam tanta, mas tanta coisa. Alguém tem algo a dizer, ou chega de banda desenhada?

* Dr. Joël Kotek, a political scientist at the Free University of Brussels, searched the Internet daily for anti-Semitic cartoons in the Arab media for over two and a half years and found about 2,000. Even an initial superficial analysis revealed that the cartoons not only targeted Israel, but were aimed at all Jews. His subsequent research resulted in a book co-authored with his brother Dan Kotek. Published in French, its title translates as In the name of anti-Semitism: The image of the Jews and Israel in the caricature since the second Intifada.

A internacionalização do 'de vagares...'

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Neste tempo que levo de observação da blogosfera portuguesa, nunca tinha dado por nada semelhante. De repente, graças a este post, as visitas quase quadruplicaram. Mas esse nem é o fenómeno mais interessante. Os comentários colocados no dito post, maioritariamente vindos d'além fronteiras e escritos em inglês (bem curioso, nalguns casos), relacionados com a origem dos visitantes, essa sim, é coisa rara e surpreendente. Alguém quer descer até e pôr ordem na malta? A coisa já vai agreste.

Obrigado, Paulo

Acabei de ser confrontado com a novidade. A weblog vai mudar de mãos. "Tem sido difícil para um jornalista com algum tempo livre e espírito empreendedor gerir um projecto que não soube dimensionar", diz o Paulo. Se soube ou não dimensioná-lo, só o Paulo o saberá - é questão pessoal e intransmissível, embora eu não tenha reparado em falta de arcaboiço do Paulo para educar o seu menino que, como todos os meninos, foi crescendo. Mas imagino, apenas imagino, o quão complicado foi, desde a fundação da weblog, gerir os milhares de bloggers e de blogs que por aqui, em comunidade, se foram juntando. Para mim, sempre houve um raciocínio lógico, básico e nada despiciendo: os mil e tal blogs da weblog, por um lado, e os milhões de blogs da blogspot e quejandos, por outro. David e Golias.

eheheh

E quando uso o termo comunidade, uso-o na real acepção do mesmo: qualidade do que é comum, comunhão, congregação, agremiação; e até no sentido ecológico: grupo de organismos interdependentes que partilham o mesmo meio ambiente e interactuam, particularmente no que diz respeito às cadeias alimentares estabelecidas. Cadeias alimentares? Ah pois é. Não retiro uma palavra. ;)

Weblog que, no dizer do Paulo, "Sendo uma empresa de dimensão afectiva, não tem os defeitos típicos das grandes organizações, que fecham e desmembram os seus próprios activos sem sequer pestanejar, basta que um trimestre não lhes corra bem. A AEIOU respeita o weblog.com.pt, o seu nome, simbologia e sobretudo espírito comunitário."

Essa é a pedra de toque. E aquele sorriso ali de cima. É necessário respeitá-lo, também.

A comunidade de que atrás falei é obra, e a autoria ninguém lha tira, de um só homem: Maomé - estou a brincar, era só para ver se levo com uma bomba nos cornos.

Paulo Querido, o feito é teu, produto do teu espírito singular, e é daquelas que fica para contar aos netos. Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, eis a Weblog de Paulo Querido. Falta agora conhecer as artes do senhor que se segue e saber, mais que tudo, se conseguirão manter a weblog nas alturas a que o Paulo a elevou. Se saberão manter a Weblog de Paulo Querido.

Acredito que sim, ou não tivesse sido o Paulo, em total liberdade, a escolher a equipa que lhe vai suceder.

Obrigado, Paulo, e as maiores felicidades para os futuros projectos que, estou certo, o teu bicho-carpinteiro não te deixará de obrigar a encetar. E, com igual sucesso, a elevar.

E parabéns, já agora, que é o que mais mereces pela marca indelével que deixas.

fevereiro 05, 2006

Entretanto, no Ocidente Cristão e Blasfemo - III

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Never Be Rude To An Arab

religion


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Eis a embaixada do 'de vagares...' em Damasco...

... depois disto.

embaixada do 'de vagares...'

fevereiro 04, 2006

Marcamos sempre um...

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Leiria, 3 - Benfica, 1

Islam is no laughing matter

Cartoons dinamarqueses sobre Maomé

Islam is no laughing matter. The Danish newspaper Jyllands-Posten is being protected by security guards and several cartoonists have gone into hiding after the newspaper published a series of twelve cartoons about the prophet Muhammad. According to the Islam it is blasphemous to make images of the prophet. Muslim fundamentalists have threatened to bomb the paper’s offices and kill the cartoonists.

The Brussels Journal

Constatação óbvia

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O casamento entre homossexuais é permitindo ... desde que os ditos sejam de sexos diferentes.

fevereiro 02, 2006

You big...

fuck

Press the 'f' word!

(written by monty python)

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fevereiro 01, 2006

Tem razão, o Sr. Ministro

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Independentemente da minha opinião sobre a questão de fundo, que não é relevante para o caso, sou contra o casamento entre homossexuais, a verdade é que a primeira parte da frase do Sr. Ministro, «Os conservadores não podem deixar de aplicar as leis vigentes no país, só os tribunais as podem interpretar», não podia estar mais perto da verdade.

Já quanto à segunda parte da citada frase, gostava que o Sr. Ministro nos explicasse como raio se aplica uma lei sem a interpretar - mas isso são outras quinhentos. Aplico, mas não interpreto? Interpreta tu, ó Elias, que depois eu aplico? Aplico depressa para não me pôr práqui a interpretar? Problema do Sr. Ministro. E grave! Não me vou meter.

Mas a razão que, na primeira parte da frase, assiste ao Sr. Ministro, não devia conduzir ao fim que o Sr. Ministro pretende. E isso é que é tramado. Para o Sr. Ministro. Já não pode um homem soltar um dogma, que logo o bicho nos morde a mão.

Por um lado, o artigo 13º da Constituição da República Portuguesa, que, no seu n.º 2, determina que ”Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual impõe-se, hierarquicamente, ao artigo 1.577º do Código Civil, que contém o requisito de os nubentes terem de ser “de sexo diferente”.

Por outro lado, uma vez que nos termos do n.º 1 do artigo 18º da Constituição da República Portuguesa "Os preceitos constitucionais respeitantes aos direitos, liberdades e garantias são directamente aplicáveis e vinculam as entidades públicas e privadas", e que, de acordo com o n.º 2 do mesmo preceito, "A lei só pode restringir os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos", está o Sr. Conservador obrigado a respeitar o preceito constitucional vertido no artigo 13º supra citado, que, pela razão atrás referida, o vincula; sendo também correcto que a lei civil, no caso vertente, o acima referido artigo 1577º do Código Civil, só poderia restringir os direitos e garantias do artigo 13º da Lei Fundamental se esta o permitisse. E a verdade é que a Constituição não prevê caso algum em que o artigo 13º possa ser derrogado.

Posto isto, aplicando as leis vigentes no país, vide artigos 13º e 18º da Constituição, deve o Sr. Conservador, seguindo, aliás, as instruções do Sr. Ministro, celebrar o casamento entre a Teresa Pires e a Helena Paixão, assim evitando prejudicá-las ou privá-las de qualquer direito, por causa da respectiva orientação sexual; tudo de acordo com os máximos ditames constitucionais.

Mais do que o meu parecer, é esta a minha certeza.

Nota: ver aqui, a propósito, as interessantes alegações de recurso do advogado da Helena e da Teresa, Luís Grave Rodrigues.

janeiro 31, 2006

Ecce Hommo, ecce Mulier, ecce Blog.

Vasco Pulido ValenteConstança Cunha e Sá

O Espectro.

A amostra não deixa dúvidas: esta cena vai animar e a blogosfera acabou de virar. Não sei bem para onde, mas que virou, virou.

UM DEPUTADO
As graçolas sobre a "recuperação" de Alegre não me parecem de muito bom gosto. Depois de trinta anos de ociosidade no parlamento, três meses de trabalho matam um homem. vpv

E antes que algum engraçadinho soltasse boca:

OUTRO DEPUTADO
A propósito, também estive no parlamento. Seis meses, com as férias de Natal pelo meio. Não fiz nada. O grande problema era arrumar o carro (não havia ainda uma garagem especial para os senhores deputados) e, a seguir, o almoço, sempre uma aventura naquela parte do mundo. De resto, corria tudo bem. Assinava o "livro", porque a Assembleia da República não confia nos representantes da nação e espera (compreensivelmente) que eles não ponham lá os pés.(...) vpv

E para terminar bem o dia:

INDEXAÇÃO
O dr. Jorge Braga de Macedo, cuja perspicácia o país já pôde apreciar, disse na televisão que "a idade de reforma devia ser indexada à esperança de vida". Parece que a Suécia, um sítio historicamente habitado por anormais, resolveu assim o problema da Segurança Social. A lógica é esta. Primeiro, uma criatura tem de durar à força de água, alface e fibras, de exercício físico e de muitos médicos. A seguir, (...). vpv

janeiro 30, 2006

Dr. Jekyll and Miss Hyde

Scan5-2

(ilustração de João Cóias)

O gajo a quem o inspirado José Mário chamou indómito e virginal (coisa mai' linda), para além de ter o matracar mais deliciosamente violento deste canto da blogosfera (deve ser daqueles que muda de teclado uma vez por mês), o que só me faz bem à saúde (será que também em genérico?), tem também a leitora mais interessante da lusa bloguice. Ingrid. Cabelo curto (será que também em genérico?). Aos interessados, parece que a dita recebe correio via morada electrónica do esplanar.

E doravante

se bem percebo os sons emitidos pelas vozes dominantes, o José Mário tem de se certificar que os seus amigos não enveredam pela escrita. Ou, digo eu, então, para que pareça bem, porque isso, à boa maneira portuguesa, é que interessa, muda de profissão.

E a neve era tanta

que, ouvi na Antena 1, caía nos dois sentidos do IP4.

janeiro 29, 2006

he he he

SCP
SCPSCPSCP

Lampiões: 1, SPOOORTEIM: 3

(imagem de cima sacada ao Troll)

janeiro 28, 2006

what is a mahnamahna?


Será que passa?

euromilhões

janeiro 27, 2006

Mais receitas de sopa no prelo

«A minha editora já comentou que não sabe se tem capacidade para publicar os livros ao ritmo que eu os escrevo»

José Rodrigues dos Santos, autor d' O Codex 632, anunciando que está a trabalhar em dois livros e tem outros dois em preparação.

citado pela Visão

janeiro 24, 2006

Não esquecer

Assim que houver tempo, escrever um post intitulado diagrama de caixa-com-bigodes.

caixa com bigodes

Punhetas a grilos

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(ilustração de João Cóias)

Era uma promessa que lhe tinha feito. Havia de escrever um livro. Chegou a pôr um alarme no telemóvel: 2ª feira, 15 horas, avisar 10 minutos antes (era um nokia): “Escrever”. Assim mesmo. “Escrever”. Como se estas coisas de escrever pudessem ser programadas. Levanta-se pela manhã, toma um duche, engole os cereais e vai à bolina no seu carro que “pelo menos é seguro” e que “já não é a primeira pessoa que me diz, e até já li num livro: tem mais 28 cavalos do que diz o livro – sabes como é que é! Questões fiscais”.
E vai asinha porque não pode chegar atrasado ao seu novo emprego de escritor. O patrão é severo. Tem prazos a cumprir. Agora é um romance. Uma história de tragédia. Dois irmãos que se apaixonam um pelo outro e são obrigados a terminar a relação quando descobrem que, afinal, não são irmãos. Depois chega a hora de almoço e à tarde tem de se embrenhar numa comédia.
Há que arranjar um herói. Pode ser o terceiro irmão dos atrás avindos – e que hão-de deixar de o ser.
Que nome lhe havemos de dar? Passa este escriba pelas mesmas agruras dos pais que lhe escolheram o nome, assim como “uma espécie de pai sem o ser”.
Martim. Pronto. Pelo menos aqui não tenho quem discorde. Martim será e pouco me importa que lhe chamem Martins. Afinal as crianças são cruéis e os adultos são medíocres. Quase todos. Não podem ser todos. O próprio conceito e o simples facto de existir, como tal o impõe. Se o oposto da mediocridade, qualquer que ele seja, como de resto tudo o que é ou não é, não existisse, ou não fosse reconhecido, a própria mediocridade não existiria.

Mas já chega de conversa fiada. Vamos às coisas sérias.

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janeiro 23, 2006

Para evitar 288.224 novos desempregados*

alka seltzer

* Francisco Anacleto Louçã - 288224 - 5,31%

janeiro 22, 2006

Saiu-me o tiro pela culatra

Quando lhe ofereci as muletas não era para que as usasse desta forma tão violenta. Depois de se ter portado de forma inqualificável, ao interromper o discurso de Alegre, manda dizer que foi sem querer, que ninguém se apercebeu que aquele havia começado a discursar.

O homem, que não cessa de surpreender pela negativa, pensa mesmo que pode fazer tudo. Fraco futuro...

em suma...

El conservador Cavaco será el nuevo jefe de Estado a partir del próximo 9 de marzo y durante los próximos cinco años. El professor, ya dirigió los destinos del Gobierno portugués como primer ministro entre 1985 y 1995, será el nuevo presidente por aclamanción. Esta victoria supondrá un duro revés para el Gobierno socialista de José Sócrates, pero los portugueses, sumidos en una crisis económica muy grave, con una tasa de paro cercana al 8% -el doble que hace cuatro años-, con las mayores diferencias entre ricos y pobres de la UE, parecen sólo confiar en el veterano dirigente de 66 años para arreglar la situación, pese a que las atribuciones presidenciales son muy limitadas, nulas en el caso de la política económica.

El Pais

Que mauzinho

Sócrates começa a discursar poucos segundos depois de Manuel alegre.

Uma ajudinha para o discurso que todos esperam

Porque só duas não devem chegar...

É só escolher, freguês. É só escolher!

muletas

... à primeira

cavaco à primeira

janeiro 21, 2006

Um amanhã de cara limpa?

"Os acasos são as cicatrizes do destino"

Julián Carax, n'A Sombra do Vento, por Carlos Ruiz Zafón

face

Face, por João Cóias

Sunrise or Sunset?

Sunrise or sunset?

(ilustração de João Cóias)

Depois de algo que se assemelhou a 500 jogos de curling de seguida e sem intervalo, onde os espectadores, que somos nós, estão algemados a uma árvore (imensas árvores rodeiam os campos de curling, como é consabido), com aquela cena da laranja mecânica no olhos e virados, pela força do betão (e da árvore), para o recinto, parece que a coisa terminou - a campanha (e seus preliminares de puta velha). Hoje, Sábado, é um dia feliz. É dia de reflexão. Mário Soares à parte, ninguém vai apelar ao voto. Eu, pessoalmente, já comecei a reflectir. À maluca. Institucionalmente, só começarei a reflectir depois de almoço, que é quando tenho quorum - entretanto, metade dos meus neurónios foram para os copos e metade da outra metade está a acabar de negociar o acordo da Auto-Europa. O quarto que resta acabou de receber a informação de que o posto de trabalho da minha mulher-a-dias não vai ser extinto. Vou comunicar-lhe em primeira-mão. Dito isto, está feito o testículo para a ilustração do Cóias. Reflictam, sim senhor, mas façam-no com moderação, por causa do cheiro. Uma última coisa: até podem dar a vitória ao kumba Ialá do cachecol, mas, façam o que fizerem, pela vossa santinha, não nos obriguem a mais 15 dias de canhangulada.

Enfim, tomem mas é juízo, que amanhã (believe it or not - já dizia o menino Sebastião aos seus homens) é dia de...vejam o título do post...

janeiro 20, 2006

Moda presidenciais 2011

Alternativa de Modelito para Garcia Pereira:

Kumba Iala

janeiro 17, 2006

O estafeta, a alma da nação e o parque infantil...

A mais recente tentativa do Governo de levar, pelas orelhas, o seu candidato-à-beira-de-um-ataque-de-nervos ao lugar primeiro dos que não irão a uma segunda volta que todos já sabem que não vai acontecer, não deixa de ser enternecedora, e, de resto, mais reveladora da Alma da Nação do que mil murros da Clara Pinto Correia na mesa do Prós e Contras (programa, a propósito, que ontem demonstrou à sacidade que, mesmo sem o Gato Fedorento, já se faz bom humor na RTP).

Para justificar o título falta falar do parque infantil. É isto: Sobral de Monte Agraço também já tem um franco-atirador-à-queima-roupa.

de pressas...


de pressa...

janeiro 16, 2006

2+1=3

Este post é só o título. E esta cena que eu estou para aqui a escrever é só para dar corpo ao dito, para não ficar assim a modos que muito coladinho ao post anterior, o qual, ainda por cima, não parece ter título para que a gente assente o rabo. Assim, vou aqui encher uma ou duas farinheiras, coisa boa, a farinheira, ora deixa cá ver, 5 linhitas, trá-lá-lá, ainda não chega. E perguntam vocês: 2+1=3? É isso mesmo: vão entrar mais duas gajas e um gajo aqui pró de vagares... (eram para ser dois gajos - não as gajas, que essas eram mesmo para ser gajas; mas o gajo; o que não quer dizer que ele fosse para ser dois ou cena que o valha; não, a cena é que era para ser ainda mais um gajo, sucede que tivemos um problema na Portela - o Gibel até levou um estaladão). Não são bem reforços de Inverno, a bem dizer, porque no fundo esta cena foi feita ao contrário. Nós é que somos os reforços deles. Esta merda não faz propositadamente sentido, mas será sempre possível, isso é que interessa, e sem recorrer à biblioteca do pai da semiramis, elaborar o censo da coisa (13 linhas - já deve dar, cruz credo, mais uma ou duas pró t'arrenego). É só! Censo é com ésse? Não, não. Este censo é mesmo com cê. Tentem lá, por favor, ora que vos expus o caso, fazer o novo censo da coisa - que já nem eu sei às quantas andamos. Só espero não ter de fazer novo t'arrenego.

janeiro 14, 2006

Admite o especialista que é bastante provável...

Um bocado a contragosto, o que até se compreende, lá saiu a análise:

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(ilustração de João Cóias)

Pronto. É sina assente: agora, tudo o que tenha a ver com o gamanço de escritos alheios tem de me vir parar ao desktop. Ainda acabo como metade da população portuguesa: processado pela Clara Pinto Correia, que gastou esta semana a justificar, no "24 Horas", os seus tormentos e a ameaçar este e aquele com ferozes litigações, pois "agora já não vai sair barato dizer mal de mim". Isto enquanto persiste na colocação de aspas a proteger a palavra "plágio", quando aplicada à sua pessoa, mas enfim. (Espero que ela não descubra que escrevi há um ano que "o Jorge Listopad e a Clara Pinto Correia deviam ser banidos para a Zona Fantasma"...) É que nossa Margarida conseguiu por fim encontrar um texto assinado por Francisco Louçã em 2001 e outro de Michel Chossudovsky, alguns dias anterior. Podem ler ambos aqui. Até me dei, não fossem acusar-me de escasso empenho analítico, ao trabalho de assinalar a vermelho as passagens literalmente comuns aos dois artigos. Mas não era preciso; eles estão obviamente irmanados e expõem os mesmos factos, o mesmo raciocínio e a mesma conclusão. Plágio? Para ter a certeza, precisaria de verificar alguns dados: datas, notas, o texto assinado por Louçã. Mas admito que parece bastante provável.

Luis Rainha, in Aspirina B

Gostei particularmente do trecho onde o ilustre "caça-talentos" refere: "Para ter a certeza..."

janeiro 13, 2006

Googlices

Se digitarmos no Google Louçã + Chossudovski obtemos um curioso resultado. Avante! Experimentem!

janeiro 10, 2006

A orelha que adivinha

a orelha que adivinha
(ilustração de joão cóias)

Sentia a orelha direita gelada, o que me obrigou a um doloroso coitus interruptus. E logo naquele dia, que tinha engatado a Jolie. Acordei. Estranhei que tivesse acontecido com aquela orelha, porque a outra (a esquerda!) é que estava ao léu, mas vá lá um gajo travar-se de razões com uma orelha – é parte do corpo que não nos encara de frente. Podia dizer que são só garganta, não fora cair um bocado no non sense - e logo num post que se quer sério, afinal trata-se de uma estória verídica! Eram seis da manhã. Raisparta a minha vida, o sonho já não o apanho outra vez, qu’isto dos sonhos é malta que não espera por ninguém. Encostei-me mais dez minutinhos (não confundir com dez minutos). Meio-dia! Acordei como se tivesse sido atropelado por um cowboy – resultado, muito provavelmente, da carga de porrada que levei do Brad Pitt (afinal alguém esperou por mim) e das trinta e seis vezes que calquei no snooze do despertador. Foram por trinta e seis vezes só mais dez minutinhos. Deviam pôr pernas no cabrão do despertador assim que se carrega a primeira vez. Isto dá cabo dum homem. Tomei o pequeno-almoço e almocei – não gosto de quebrar rotinas. Uma taça de cereais, uma sopinha, um bife grelhado com batatas fritas e ovo a cavalo. No bife. Uma laranja. Cheguei à repartição a tempo da abertura da tarde, com ar de quem estava em paz. ‘Tão, pá? Quéquesepassou, meu? O chefe nem vai acreditar. Faltou a luz na minha área e o despertador não tocou / tive um acidente / a minha tia morreu / o meu cão passou mal a noite / estou muito triste. Optei pela última (hás-de pagá-las caro). Tinha faltado de manhã porque estava muito triste. Era oficial. Já não podia voltar atrás. Esperei pela desova. Vai-te sentar que já lá vou falar contigo. ‘Tou fodido. A minha mesa estava um verdadeiro caos. Resolvi arrumá-la para que o chefe não pegasse também por aí. No meio do labor deixei-me dormir – tal era. Voltei à Angelina.

O chefe acordou-me com um beijinho na orelha direita. Eram sete da tarde. Não havia mais ninguém na Repartição.

janeiro 09, 2006

9 to 5

9to5

(imagem: 9 to 5, de João Cóias)

Era assim o trabalho de campo. Das 9 às 5. Comenta daqui, refere dali, aponta d’acolá. Até metiam dó, os meninos. Quanto lhes pagarão, muito me questionava (rios de dinheiro, por certo, c’aquilo é coisa de “pró” bem remunerado). Olha o acontecimento. Morreu uma andorinha. Raisparta. Vê se sabes algo da caixa negra. Manda lá o mai’novo, quero saber se alguém lhe deu milho envenenado, a causa das coisas, que todas as coisas têm causa (já dizia o que agora tomou o lugar da bomba, lá para as laudas doze da revista do Semanário Oficial). Entretanto descansa os leitores, diz-lhes que não morreu a Primavera, que é só uma andorinha e que estamos em cima do acontecimento. Coisa esquisita, chefe, não morreu a Primavera? Custa-me enquadrar a notícia, uma vez que estamos em pleno Inverno e o raio do bicho nem tinha nada que cheirar por aqui. Provavelmente caiu-lhe foi geada no toutiço e vai daí esticou o pernil (pernil d’andorinha, não me hei-de esquecer desta). Esse é trabalho para o místico, chama o místico, ele há-de explicar porque raio morreu uma andorinha no Inverno e que se faz do Inverno quando se lhe morre uma andorinha. Fica o relógio das estações avariado, é o que é. Se calha a ter morrido o Inverno, vem agora a Primavera e ainda só estamos em Janeiro. Chefe, chefe, chefe! Seria caso para dizer: por morrer uma andorinha começou a Primavera. Discute isso com os da banda de lá. Lança-lhes o isco. Consulta a comunidade gay, vê que dividendos tiram eles disto. Os ateus, os agnósticos, os comunas, os fascistas, os liberais, os do contra e os do favor. Entretanto? Manda-lhes música. Põe o Amsterdam a tocar bem alto, q’eles até ficam surdos e olvidam a andorinha. Ao abrir de página? Ao abrir de página. E o outro, já telefonou? Diz que sim, que está zangado com a não tomada de posição e que toma isso como uma tomada de posição contra ele. Que vai sair, que assim não pode ser. Que por ele se matava mais uma andorinha e se passava já para o Verão. Chefe? São 5! Nem penses, alguém tem de dizer algo sobre a andorinha. Chefe? Foi falso alarme, era coma induzido, o bicho está vivo e já ouve quem publicasse declarações dele. Que é um tal de piu-piu-piu, piu-piu-piu, todo o mundo vai dançá (olha que não é assim). Vai, vai para casa. Mas antes escreve qualquer coisa. Já passou um dia e só lá temos o Amsterdam.

janeiro 07, 2006

Já é mais tarde...

Já posso tentar de novo.
A voz a modos que já se me desembargou - peço a quem ainda esteja enrodilhado no post anterior que não leia este - seria batota.
Não há que enganar. Este blogue não é o afixe (os mais saudosistas podem continuar a aceder-lhe - vide coluna à direita), nem tampouco pretende, substantivamente, suceder-lhe - no caso, a sucessão, é apenas uma questão de html redireccionado. Qualquer semelhança encontrada entre o velho afixe e o presente de vagares... será mera coincidência.
Cabe-me, sem querer e sem dever, a ingrata tarefa de me apresentar (a minha pessoa merecia que alguém o fizesse por mim - esta cena começa mal) e, ao que parece, de apresentar o próprio blogue - de vagares...
Assim, com reticências e tudo.
Trata-se de um blogue de vagares, de ocupação de tempos mortos, não necessariamente livres; um blog que, tratando de tudo, há-de servir o dono e não o contrário.
Aqui se escreverá por amor à vírgula, que se põe e se tira.

"I was working on the proof of one of my poems all morning, and took out a comma. In the afternoon I put it back again." Oscar Wilde

Não se escreverá contra o tempo, não se escreverá contra ninguém - pelo menos de forma devotada.
Não temos herança, começamos em Adão.
Esperamos perder leitores, mais do que ganhá-los.
Assim há-de ser, de vagar...

Quem sou? Já houve quem, por engano, me chamasse João!

Cruzadas de vagares...

cruzadas de vagar.JPG

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