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maio 27, 2006

Opá

Espanha sempre à frente!
Associem a capacidade de inovar reconhecida aos nossos vizinhos à febre pré-mundial e obtenham o primeiro hino de desincentivo a uma selecção.
Passo a explicar. Parece que alguem terá concebido uma musiquita de apoio à selecção espanhola, a que terá dado o nome de "Opá, vamo a por el Mundiá". Até aqui nada de novo, mas se por acaso houver interessados em conhecê-la, podem fazê-lo neste link.
Verdadeiramente criativo é o video que se segue, onde, entre outras pérolas se pode ouvir esta preciosidade:
"opa no viavé el mundia, porque es un truño hacer el ridiculo, me quedo en casa, cuidando de mi jaca, la gente ilusionada viajará hasta alemania, y volvera llorando, no pasaremos ni a cuartos, muchos jugadores que cobran muchos millones, pero no meten goles, mira que tienen cojones opa... opa paso del mundial, es un timo siempre ganan los mismos"

maio 07, 2006

Tou cromo

Estas linhas começaram por ser um comentário ao post anterior, mas a imagem que achei no forum do http://www.misteriojuvenil.com justificou a promoção.

Sem contrariar os argumentos do Humor Negro, acho que houve um factor determinante no declínio do império cruássanteiro, que não foi mencionado. O cromo do Bolicao!
Se fizerem um rewind até aos finais dos eighties, devem lembrar-se que tal fenómeno coincidiu com o descrédito das croissenterias.

Andaram os criadores da genial ideia de misturar um pão manhoso, com um chocolate ordinário, de mãos na cabeça, durante anos a tentar desencantar soluções para a falta de aceitação generalizada ao dito artigo.
Falhou a aposta na publicidade, falhou a reformulação da imagem do produto, falhou o enriquecimento da receita. Tudo foi tentado, mas o lobby do croissant manteve-se inultrapassável.
O cromo do Bolicao tudo mudou.

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maio 02, 2006

Carreiras

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Com a actual crise no mercado de trabalho, urge apresentar alternativas de carreira aos que a têm suspensa (à carreira, seus badalhuecos).
Ao mesmo tempo, alastra em Portugal o fenómeno do parolismo, o que todos fingem ignorar, com excepção da comunicação social, indústria discográfica, e candidatos ao exercício do poder político em período de campanha.

Temos assim, uma fracção considerável da população perfeitamente votada ao abandono, sem qualquer instituição que os apoie, sem uma linha directa à qual possam recorrer num momento de aflição, nem um comissário ou provedor qualquer que zele pelos seus interesses. Em simultâneo, uma taxa de desempregados a raiar os 10%.

Crie-se então o parolo officer, adaptação à realidade nacional dos parole officer, indivíduos que, nos states se dedicam a fazer queixinhas quando a rapaziada da condicional pisa o risco. Nós por cá não precisamos disso para nada, damos antes uma peça de bijutaria chipada àqueles que devem ser controlados, mas cuja perigosidade não justifica a preventiva.

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abril 19, 2006

Eh Mula

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A família nem queria acreditar. O pai mordeu o lábio inferior até sangrar, ao ser confrontado com a revelação, enquanto a mãe, no sofá, se contorcia com afrontamentos múltiplos consecutivos.
Everaldo nem pestanejou! Estava preparado para as piores reacções e razão nenhuma neste mundo seria suficiente para o afastar da sua natureza, do caminho que escolhera para si.
Sabia que os amigos não mais o olhariam da mesma forma, sabia que não poderia contar a ninguém o que fazia e como fazia, que seria alvo da censura de todos.
Tudo isso pouco lhe importava. Everaldo sabia bem para o que estava talhado. Ser mula.
"Mula Everaldo ? Endoidou bicho ? Tu vai txi arrependê málandro, isso daí não é vida prócê, minino. Cê vai é se ferrar"
Não deu ouvidos a ninguém. Não quis saber. Abandonou o nome de baptismo e passou a assinar E.Mula. Sentia-se apto a assumir a vocação.
Debateu-se durante meses com a hipótese de fazer a operação. Era novidade, e tudo o que era mula que se prezasse já tinha aderido. Foi talvez o primeiro sinal da regressão da mulomania de Everaldo, mas a verdade é que optou por não dar tal passo.
Depois disso, o tempo encarregou-se de mostrar a Everaldo as agruras de se ser uma mula. A vida incerta e desregrada perdera os encantos de outrora. Quis voltar a ser simplesmente o Ever de antigamente.

A transição correu ainda pior que a anterior. Todas as portas se lhe fecharam. "Neim veim qui num teim, pió qui mula sem cabeça, só meismo mula arrependida".
Aos que estiverem prontos a iniciar a viagem, fica o aviso... o bilhete é só de ida. Once a mula, a mula 4Ever!

Confuso ? Leia o JN !!

abril 04, 2006

Pezinho prá dança

março 27, 2006

Dá as armas! Dá as armas!

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Governo lança campanha de desarmamento voluntário
O Governo vai promover uma campanha com vista a sensibilizar a entrega de armas ilegais sem consequências para quem as tenha na sua posse. (tsf online)

Geralmente, isto de ter A ideia e dá-la a conhecer ao mundo até é a parte fácil. Como na criação de condições para que a mesma frutifique é que o processo costuma entupir, aqui ficam algumas sugestões práticas que, a serem seguidas, multiplicarão (por cinco ou seis, no mínimo), as hipóteses de sucesso da iniciativa.
1. O fuscão
Por acaso era bonito. Ao lado do vidrão e do pilhão, podiam colocar o fuscão.E como em matéria de reciclagem os putos costumam dar lições aos graúdos, era tarefa a atribuir aos piquenos. "Anda lá Guilherme, vai lá deitar a magnum da avó ao fuscão! Rai'do puto. Sim eu sei que ontem já levaste a Uzi da tua mãe...Não, não é nada a vez da tua irmã, que ela hoje já acartou cas granadas que sobraram da última passagem de ano.";

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março 09, 2006

Shot of the day ...

é o título desta foto, em www.fifa.com

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Não devo ser propriamente o gajo mais isento, mas p'ra mim é mesmo o shot of the year.
Glorious match !

março 04, 2006

Amandem-se

Destina-se a presente aos que almejam ascenção e reconhecimento social e €nriqu€cimento súbito.
Caminho consabidamente utilizado com regularidade na busca das ditas metas é o do predatório vôo picado em direcção à presa/alvo, pela forma mais rápida, em linha recta, sem desvios para reflexões, ponderações ou futilidades afins. Sem olhar p'ró lado.

Dirão os menos atentos, que tal metodologia de auto-realização não corresponde senão ao nacional garganeirismo, gula desmedida desprovida de méritos ou capacidades pessoais, e que a mesma explica por si própria o atraso civilizacional dos seus utilizadores e por acréscimo, dos espaços geográficos onde os mesmos se concentrem. Que ideia !

E na formação senhores, ninguém pensa ?
A mim, parece-me evidente que o problema reside na falta de atenção dada à instrução dos futuros tachistas.
Temos cursos superiores de todas as cores, formatos e sabores (em comum, apenas a elevada probabilidade, para os que os concluam, de um prolongado passeio pelo deserto do desemprego), enquanto o ensino do carreirismo e disciplinas associadas permanece votado ao abandono. Seguramente existirão instituições que envergonhadamente contribuem para o desenvolvimento das potencialidades dos menos escrupulosos. Jotas e Associações juvenis diversas serão bons exemplos, concedo. Mantenho porém a convicção na necessidade de ensino específico e explícito.

Franja da população desconsiderada por excelência, os carreiristas debatem-se com uma gritante ausência de meios aos níveis mais básicos das suas necessidades (não que se costumem preocupar muito com meios). Sendo auto-didactas por ausência de opções, confrontam-se com incertezas frequentes na adaptação do método rectilíneo de busca de êxito, às sinuosidades do quotidiano, sujeitando-se à prática de erros de palmatória, por não terem sido iluminados pelo saber de mestres com experiência na matéria.

Já que ninguém parece reconhecer as evidências, e ainda que o fizessem, duvida-se da disponibilidade dos mais reputados especialistas para transmitirem a sua ciência, avançamos nós com indicações preciosas para os aspirantes à fortuna sem mérito.

P'ra vocês, duas palavrinhas: Cheese Rolling. O post até devia acabar por aqui, e vocês que fizessem a busca nos motores que a divina providência internética coloca à vossa disposição, mas como esforços não é convosco, segue a explicação:
Dirijam-se a Gloucestershire (UK), e quando virem um valente ajuntamento perto de um talude arrelvado, inscrevam-se. A modalidade pratica-se em grupos de 15, todos contra todos, e consiste na caçada desarmada e desalmada a um queijo arremessado do topo da escarpa, imediatamente antes do tiro de partida. Não há mais regras! Ganha quem apanhar o petisco..

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É verdade que a integridade física, dos cheese rollers e do respectivo público, não é garantida (nada, mesmo), mas se por um lado, não há registo de carreiristas incomodados com falta de integridade, (pelo menos da própria), por outro, faz todo o sentido expôr desde a primeira hora, os candidatos a tacheiros, aos perigos da vocação.
Mas como é bom de ver, a prática reiterada da referida actividade reflectir-se-á inevitavelmente na tenacidade dos putativos futuros líderes e dirigentes, na prossecução a todo o custo dos seus objectivos pessoais, que no cheese rolling não há cá team spirit nem nada parecido, proporcionando ainda um aumento significativo da maleabilidade espinal, condição indispensável para o sucesso do carreirista. Aumento da capacidade de atropelamento, domínio das técnicas da cambalhota e de rastejamento são outras das vantagens curriculares de que disporão todos os que acolherem esta sugestão. Alguma prática em ter a trombeta partida, também se pode revelar útil, na eventualidade de virem a ser expostas as insuficiências natas dos destinatários deste convite.

Acaso ainda estejam a ler estas palavras, em vez de terem saído disparados para Glou...coiso, deixa-se aqui , o link para um video do evento, que certamente vos impelirá de imediato, rumo a terras da zabelinha, desejando-se a todos os incapazes, com ambições de poder, uma longa e santa estada. Não tenham pressa em voltar! Eduquem-se e confiram dignidade ao nacional carreirismo. E que vos façam bom proveito os queijos que forem conquistando !

fevereiro 14, 2006

Macacos do Ártico

Quatro putos de Sheffield, que na minha humilde opinião, são meninos para fazer calar todos os que defendem que o rock está morto e enterrado.
O primeiro álbum dá pelo nome de "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not" e pulverizou os anteriores records de vendas no dia de lançamento com a marca de 120.000 unidades.
A boa notícia e a razão de ser da presente posta é que foi hoje noticiado que por vinte aérios, quem estiver disposto, pode vê-los actuar no Garage, a 18 de Maio.
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Para os que ainda não travaram conhecimento com os Artic Monkeys, aqui fica o link para 2 dos videos da banda.
Em Maio encontramo-nos por lá.

fevereiro 06, 2006

Mas o que é que nós fizemos ?!?!?

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Car-tuning dinamarquês

janeiro 31, 2006

Já que estamos numa de Fs

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http://genealogia.netopia.pt


Na escola, nunca nada correu bem...Os encarregados de educação eram amiúde chamados ao Conselho Directivo da C+S de Guimarães..."Ó xódona Tareja, o miúdo tem a mania que é mais cós outros, lida mal com autoridade, parece que é algum príncipe, ou sei lá...e mais minha senhora...até me custa falar disto e tal, mas nem queira saber o que ele diz por aí de si e da ti'Urraca...Nas matemáticas então nem se fala, diz que sem zeros não consegue fazer contas e que nem que tenha que fundar tudo até ao Al-gharb, mas há de arrancar o segredo aos perros."

P'ra além disso, na altura, não havia muito com que um jovem se pudesse distrair...O maior happening eram as feiras e Afonso já não podia com o cheiro a coirato nem com a guinchadeira das vocalistas dos ranchos folclóricos das cercanias. Como o Pedro Álvares ainda nem em fase de projecto estava, o alterne era actividade entregue a amadores. Por isso, gaijo que quisesse fundar em condições tinha que tentar a sua sorte lá fora. E Afonso só pensava em fundar. Não conseguia tirar aquilo da cabeça. Fundar, fundar...

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janeiro 28, 2006

Rapsódia sopeira

MInha contribuição para o tema que marca a actualidade.
É só escolher freguês, é escolher!
Ao ritmo a que eu as destruo, só espero que a minha editora não tenha capacidade para publicar as músicas.

janeiro 25, 2006

Os verdadeiros culpados

Em defesa dessa classe ostensivamente vilipendiada e alvo de atoardas de atrocidade inaudita, vulgo notários y sus muchachos, denuncia-se, pelo presente, o verdadeiro responsável pela vegetalização galopante a que se assiste diariamente em cada Cartório.

Quem diz cartório, pode dizer repartição, posto dos correios, guichet, ou coisa que o valha, a critatura é mutante e adapta-se bem aos diferentes habitats. Tou a falar, pois é claro, no chato de merda.

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janeiro 19, 2006

É só uma ideia

Ando um bocado farto dos habituais especialistas em tudo, que após denunciarem os factores que justificam o imemorial atraso da nação, indicam com grande acuidade, que o caminho está na inovação, na especialização, andsoyon, andsoyon. Até concordo, tá tudo muito bem, certíssimo e tal, mas aplicação prática ou exemplos específico dessa xaxada, é o vistezia...
Depois de ouvir os resultados de mais um estudo que revela sermos o povo mais desmoralizado da Europa e empenhado que estou, ah pois tou, em apresentar soluções válidas e susceptíveis de fazer descarrilar o trem pátria dos trilhos do fracasso e derrotismo, venho pelo presente, indicar uma saída que me parece condenada à fortuna. Sete letrinhas apenas, começa em cu....kaizé ? kaizé ? Isso mesmo, o curling!

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janeiro 17, 2006

Gatíssima

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Sai em breve, e recomenda-se MESMO.
Quem não conhecer, pode experimentar aqui ! (os que conhecem também podem)

janeiro 13, 2006

bêjo vagarinho

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"Tropecei" nisto hoje, numa rádio qualquer. Não conhecia. Achei que não ficaria mal aqui

Um beijo no Alentejo
É dado devagarinho
Que a gente sabe que um beijo
É muito mais que um carinho
Por isso é que quem cá vem
Tem pena de não ficar
Ao ver o gosto que tem
Um beijo dado devagar

janeiro 10, 2006

Desculpe qualquer coisinha, Sr. Reitor

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http://www.yannarthusbertrand.com/

[refrão]
É o de vagares, de vagares da hora avariada
É o de vagares, de vagares da hora avariada
la la la la la la la la ra la la

Podes falar do que te apetecer, dar a tua opinião
Do que achas do quotidiano e da globalização
Ou se por acaso preferires, do priorado do Sião
Ler os textos do Gibel, curtir os bonecos do João
[refrão]

Vamos todos descobrir a verdade bem guardada
Para que serve o hopelandic, a posta mais comentada
E vamos ver não tarda nada
Quem é que afinal, tinha a sua hora marcada
[refrão]

Vamos também encontrar umas postas menos normais (conforme aqui se demonstra)
Bem diferentes das habituais
E vamos rir até não poder mais
Com os desvarios dos comentários radicais
[refrão]

online