Lisboa, sete da manhã

A cada esquina, em estaminés improvisados em parapeitos, caixas de electricidade ou corrimãos das entradas do metro, aí estão elas e eles. Hoje, o ramo da espiga invadiu Lisboa com a promessa de pão (trigo), paz e luz (oliveira), amor e alegria (papoila), ouro e prata (malmequeres amarelo e branco). Centeio, cevada, aveia, margaridas, pampilhos e rosmaninho são outros componentes opcionais do dito, bem como a videira. Talvez me digam que nestes tempos apetece acreditar em grande coisa, mas o certo é que o meu dia começou bem.







